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segunda-feira, outubro 28, 2019

Rufus Wainwright — nova canção

Nova canção, novo disco: Trouble in Paradise é a magnífica nova proposta de Rufus Wainwright, centrada numa personagem que, como ele diz, reflecte sobre o "preço espiritual" do glamour. Serve também de cartão de visita para um álbum, produzido com Mitchell Froom, a ser lançado em 2020 (cerca de quatro anos depois de Take All My Loves: 9 Shakespeare Sonnets).

There’s always trouble in paradise
Don’t matter if your drinks are neat or on ice
There’s always trouble in paradise
Don’t matter if you’re good or bad or mean or awfully nice.

segunda-feira, novembro 05, 2018

Rufus Wainwright vs. Donald Trump

Ter ou não ter poder, eis a questão.
Ou seja: ter poder implica um grau de responsabilidade que podemos não saber assumir.
Que é como quem diz: vivemos tempos em que a história da espada de Dâmocles pode e deve ser revisitada [aqui, em inglês].
E quem o diz é Rufus Wainwright numa canção devidamente intitulada Sword of Damocles. Mas não é uma banal evocação fabulista: primeiro, porque Rufus dedica a sua lição a alguém que dá pelo nome de Donald Trump; depois, porque, em última instância, o que está em jogo é a necessidade, mais do que isso, a urgência de exprimir o seu voto.
Uma parte das receitas geradas pela canção irão para a organização Swing Left. E, aqui em baixo, eis o respectivo teledisco, realizado por Andrew Ondrejcak — Darren Criss contracena com o cantor e Vivienne Westwood assina o guarda-roupa.

Release
The sword of Damocles
Just release it
To the authorities

We have been given
The same fortune cookies
You and I have
All of our progenies

Raise kindness
Above all else
Avoid the books of
Hatred behind the shelves

I will caress your
Caress your curly hair
With affection
Many a good reason to cut off your head
Then and then

Release
The Sword of Damocles
Just release it
I'm begging
You on my knees

There is no reason
To hide it from the sun
I am a tyrant
Trust me, you are not the one and only
And trust me, you are not the one and only
And trust me, you are not the one and only
Lonely person

Release
The sword of Damocles
Release
The sword of Damocles
Just release it
Cut the thread
Why don't you please

quarta-feira, junho 15, 2016

Orlando [citação]

>>> Para além do horror que sentimos neste momento, sinto que a verdadeira resposta reside num novo sentido de afinidade com todas as outras pessoas LGBTQ que são perseguidas, e com os seus aliados à volta do mundo. A luta pela justiça está apenas a começar e o massacre de Orlando lembra de modo radical quão violenta vai ser, inevitavelmente, essa batalha. Mas como disse Oscar Wilde, 'O mistério do amor é maior que o mistério da morte', e é bem certo que temos o amor do nosso lado.

RUFUS WAINWRIGHT
'Fight for Justice Only Just Begun'
in Rolling Stone, 14 Junho 2016

segunda-feira, maio 02, 2016

Novas edições:
Rufus Wainwright,
Take all My Loves: 9 Shakespeare Sonets

Por muitas faltas em que incorra, a ópera Prima Donna acabou por ser um possível momento de viragem na carreira de Rufus Wainwright (e digo “possível” porque só a passagem do tempo o poderá confirmar). Rufus tinha já trabalhado com suportes orquestrais, quer no imponente díptico Want ou na visão que levou a palco uma noite célebre de Judy Garland no Carnegie Hall... Mas ao compor uma ópera aprofundou necessariamente um pensamento sobre a versatilidade cromática e tímbrica que a presença de uma orquestra implica, juntando ainda um primeiro ensaio no domínio do canto lírico (naturalmente na voz dos outros). Essas experiências, mesmo tendo ganho forma numa ópera que nasce demasiado assombrada sob o peso referencial da memória de Verdi e revela um caso mais próximo do pastiche do que de uma visão da linguagem do teatro musical do nosso tempo, ajudaram contudo a abordar este outro passo discográfico com conhecimento, segurança e... ousadia. E eis que, assim, em Take all My Lovers: 9 Shakespeare Sonets, encontramos o melhor disco de Rufus Wainwright desde que, em 2004, nos deu a ouvir as canções de Want Two.

Convém dizer desde já que esta não representa a primeira abordagem de Rufus Wainwright à obra de Shakespeare. Robert Wilson convidou-o, há uns anos, para criar música para uma produção teatral baseada nos sonetos de Shakespeare. Mais adiante, a San Francisco Symphony solicitou arranjos para cinco dos sonetos para os quais já havia composto a música. E, pelo caminho, três deles tinham já encontrado gravação na sua voz, com apenas o piano por perto, no álbum All Days Are Nights: Songs For Lulu. Com todo este corpo de experiências por base, Take all my Lovers nasceu como uma natural extensão de um trabalho continuado em volta de Shakesperare. E, com um elenco de cantores, atores, chamando novamente a cena Marius de Vries (o seu parceiro em Want), eis que nasce um disco que nem é pop nem clássica, nem álbum de canções, nem teatro musical... Mas que é tudo isso ao mesmo tempo. E nas medidas certas.

A Rufus Wainwright cabe aqui a ideia, a composição e apenas algumas das interpretações, sendo que em Take all my Loves, o fulguroso Unperfect Actor (onde a intensidade das guitarras elétricas acolhe ainda a presença das vozes de Helena Bonham Carter, Martha Wainwright e Fiora Cutler), uma nova versão de A Woman’s Face (em cujas palavras habita um interessante discurso sobre identidade de género) ou em All Dessen Müd (o Soneto 66, lido e cantado em alemão, num momento de intensa dimensão dramática partilhado com Christopher Nell e Jürgen Holtz que evoca heranças de um Kurt Weill), encontramos as suas melhores canções dos últimos tempos. À sua voz juntam-se ainda, mas como protagonistas nas respetivas canções, as de Anna Prohaska (soprano e a mais presente das vozes no alinhamento) ou Florence Welsh, e ainda, recitando, as de atores como Sian Phillips, William Shatner, Carrie Fischer ou Peter Eyre.

Nos 400 anos da sua morte, Shakespeare tem aqui uma das mais interessantes abordagens pela música que a sua obra e memória conheceram nos últimos tempos. E com este disco Rufus Wainwright parece ter encontrado um novo caminho, no qual as suas duas facetas - a pop e a clássica (aqui juntando heranças do romantismo às vivências da música de teatro que fez escola na Broadway) - convivem e dialogam em sintonia. Agora sim, a sua presença na Deutsche Grammophon traz algo de novo à história da editora da cartela amarela.

segunda-feira, abril 18, 2016

Rufus Wainwright + William Shakespeare

Digamos, para simplificar, que Rufus Wainwright não entrou para a Deutsche Grammophon à procura de "prestígio". E, já agora, podemos também acrescentar que a lendária etiqueta da música "séria" possui a agilidade necessária e suficiente para não menosprezar os desvios menos académicos... Bem-ditos sejam! E tanto mais quanto esta dama do século XVI/XVII, que por certo conviveu com o bardo, não pode deixar de pertencer à árvore genealógica do próprio Rufus.
Expliquemo-nos. Depois da ópera Prima Donna, Rufus regressa sob o signo da DG para celebrar nada mais nada menos que a poesia de William Shakespeare: Take All My Loves: 9 Shakespeare Sonnets é exactamente aquilo que promete — uma teia de variações em que todas as formas de expressão, da spoken word à pop mais cristalina, passando pela sedução da ópera, tudo parece conjugar-se num sistema formal tão arrojado quanto sereno.
Resumindo, acrescentemos, para já, que entre os leitores convocados para ler as palavras de Shakespeare surgem os nomes de Helena Bonham Carter, Carrie Fisher e William Shatner (sim, sim, o capitão Kirk da USS Enterprise...). Cantam, entre outros, Anna Prohaska (austríaca, admirável voz de soprano) e Florence Welch (Florence and the Machine). Durante alguns dias, o álbum pode ser escutado, na íntegra, nas páginas da NPR. Este é o lyric video de When In Disgrace With Fortune And Men's Eyes (Sonnet 29), na voz de Florence Welch.

terça-feira, janeiro 13, 2015

Sound + Vision 10 Anos
Memórias de arquivo (9)


London Calling 2007 (parte 2)
(19 de fevereiro de 2007)

Contada em cena, a explicação pode parecer coisa de bom argumentista. Perante um London Palladium completamente esgotado para ver a recriação de um histórico concerto de Judy Garland no Carnegie Hall em 1961 (que Rufus Wainwright levou a cena, na mesma sala nova-iorquina, por duas noites, no Verão de 2006), o cantor explicava que, na verdade, tem muitas afinidades com a mulher que ali homenageava. Segundo nos contou, a primeira namorada do seu pai, Loudon, terá sido Liza Minnelli (uma das filhas de Judy Garland). Conheceram-se quando a familia Wainwright temporariamente morou em Beverly Hills, o jovem Loudon sendo então visita regular da casa de Judy Garland... Foi namorico de pouco tempo, com fim ditado por nova mudança. Ainda houve uma carta de Loudon a Liza, perguntando-lhe se ela gostava desse novo cantor... o Elvis... Sem resposta, a história ficou por ali... Todavia, há uma razão recente, mais racional e menos de conto de fadas, a justificar o concerto que Rufus Wainwright criou em volta dessa memória histórica de Judy Garland. Pouco tempo depois do 11 de setembro, com vida pessoal tão magoada como a cidade onde já vivia, encontrou, em CD, a gravação dessa noite com Judy Garland no Carnegie Hall, em 1961. Comprou o disco, escutou-o vezes sem conta. E deu por si a cantar todas as canções... Cinco anos depois, com artwork replicando em tudo esse mesmo concerto, Rufus subia ao mesmo palco para, canção a canção, recriar aquele momento. Críticas favoráveis, sala esgotada por duas noites. E, agora, duas datas em Londres (no Palladium, onde a própria Judy Garland em tempos actuou) e uma em Paris, no mítico Olympia... Para o fim do ano, a edição (ao que parece apenas em DVD) desta aventura que, na verdade, em nada interfere musicalmente com o curso natural da obra do cantor canadiano.

O alinhamento de 1961 foi seguido a rigor, acompanhado por orquestra de 40 elementos em palco, maestro sempre atento aos imprevistos de um Rufus que assumiu esta revisitação com segura pose informal. Interrompeu o alinhamento tantas vezes quantas Judy o fez, para contar histórias, naturalmente com o já tradicional filtro bom humor à la Wainwright. Porém, se a encenação foi informal (apesar da pompa da indumentária Viktor & Rolf criada para o momento), o concerto foi musicalmente competentíssimo, revelando, mesmo sob autocrítica de quem sabe que não tem voz para cantar jazz, que Rufus é magnífico intérprete em todas as frentes. E quando não se ajusta ao tom, o teatro do momento resolve a questão e a coisa acaba sempre consequente. Dividida em dois actos, a performance não só homenageou Judy Garland como celebrou a herançaa dos grandes musicais dos palcos da Broadway, do West End londrino e do cinema de Hollywood. Rogers & Hammerstein, Noel Coward ou George Gershwin foram autores convocados a um desfile de canções (25 no programa oficial, mais alguns "encores" by public demand), entre as quais se escutaram Puttin On The Ritz,Zing Went The Strings Of My Heart, Chicago, A Foggy Day In London Town ou o inevitável Over The Rainbow, o clímax esperado. Espantosa foi ainda a participação da mana Martha Wainwright, numa soberba versão de Stormy Weather. A outra convidada em palco foi Lorna Luft (filha de Judy Garland e Sidney Luft, portanto, meia irmã de Liza Minnelli), com quem Rufus cantou em dueto After You've Gone.

A sala, onde marcava presença a nata do showbiz londrino, aplaudiu de pé e não estranhou que, nem nos "encores", Rufus Wainwright tenha resistido à tentação de "contaminar" a noite com canções que não pudessem ter sido cantadas em 1961. Como o próprio cantou, a dada altura, durante o concerto: That's Entertainment!

sábado, setembro 20, 2014

Em busca da música do século XXI (1)


Este texto é um excerto de um artigo sobre cinco compositores do nosso tempo originalmente publicado no suplemento Q do Diário de Notícias com o título 'Para descobrir a música do século XXI'.

As fronteiras que em tempos poderiam existir entre os espaços da música clássica e dos universos pop/rock começaram a conhecer grandes rombos em parcerias que juntavam visões de ambos os lados do que, para alguns, podia ser um muro. Mais que as visões de revisitação de Bach ou Debussy pelas electrónicas de, respetivamente, Wendy Carlos e Isao Tomita, ou as experiências de convivência da música dos Deep Purple com a presença de uma orquestra sinfónica, houve diálogos mais profundos estabelecidos quando Pierre Boulez gravou um disco com Frank Zappa, quando Philip Glass criou ciclos de canções com Suzanne Vega, David Byrne ou Leonard Cohen ou quando John Tavener compôs uma peça vocal expressamente pensada para a voz de Björk. Em todos os casos houve sempre em cena pelo menos dois nomes, uns com historial feito em terreno pop/rock, outros em espaços da música erudita. O novo século nasce contudo com uma nova geração de compositores para quem as noções de barreiras não existem, com casos até de figuras com carreira na pop (como Damon Albarn, os The Knife ou Rufus Wainwright a aventurar-se no espaço da ópera). Não é inédita a atitude, e basta recordarmos como Gershwin integrou o jazz ou Bernstein o fez com a música da Broadway e outras formas populares americanas, para termos a noção de que fazer música sem barreiras não é uma invenção do século XXI. O que é talvez do século XXI é a tomada de consciência de que esta pode mesmo ser uma ética a definir uma nova forma mais frequente de estar na música. De resto, em entrevista recente ao DN, o compositor Max Richter descrevia mesmo a música do século XXI como sendo aquela em que “a tendência dominante é a ideia das tradições musicais se interpenetrarem e das fronteiras ficaram difusas”. 

Max Richter é um bom exemplo de uma atitude que passa também por outros compositores que, aos poucos, estão a definir o que é, afinal, a música do século XXI. Se a ele juntarmos os nomes de Richard Reed Parry (que integra os Arcade Fire), Johnny Greenwood (dos Radiohead), Bryce Dessner (dos The National) ou Nico Muhly, encontramos uma mão-cheia de figuras que, já com peças editadas em disco, revelam uma obra em que heranças e experiências na pop se cruzam com instrumentos, grupos e formas da clássica. Para lá dos cânones, uma nova música nasce por ali...

(continua)

PS. A imagem que ilustra este post é um momento da ópera 'Tomorrow in a Year' dos The Knife

terça-feira, junho 24, 2014

Para acabar com as dúvidas
sobre o talento de Xavier Dolan

Este texto surgiu na edição de 30 de junho do DN com o título ‘A prova de maturidade de um jovem talento do nosso tempo’.

Poucos cineastas se podem gabar de, com apenas 25 anos, ter visto quatro das suas cinco primeiras longas-metragens a ser estreadas em Cannes, a quinta tendo competido em Veneza (e de lá saindo com o Prémio Fipresci). Ele chama-se Xavier Dolan. É canadiano, nasceu em 1989 e acaba de ver estreado nas salas portuguesas o filme Tom na Quinta (poucas semanas depois de Cannes ter dado o Prémio do Júri a Mommy, que assinou depois deste que agora está entre nós).

Ao contrário do anterior Laurence Anyways (reflexão de grande fôlego sobre questões de identidade de género com brilhante interpretação de Melvil Poupaud e nomes como os Depeche Mode, Duran Duran ou Visage na banda sonora), em Tom na Quinta Xavier Dolan volta a ser ator protagonista de um filme por si realizado. Foi-o logo em J’ai Tué Ma Mère (2009), pungente retrato do relacionamento conflituoso de um filho com uma mãe. E repetiu o sistema em Amores Imaginários (2010), o primeiro dos seus filmes a ter estreia entre nós.

Com antestreia nacional na noite de encerramento da edição 2014 do IndieLisboa, Tom na Quinta representa uma clara demanda de outros caminhos para o cinema de Dolan. Depois de abordar três situações de amor impossível, desta vez mostra como ele floresceu, apenas a morte tendo depois colocado um inesperado ponto final na narrativa que serve de ponto de partida para a ação. Tom (interpretado por Dolan) é um jovem urbano que chega à quinta onde vivem a mãe e irmão de Guillaume, o namorado, que morreu. Chega para o funeral. E repara que ninguém sabe ali sobre a sua vida e a de Guillaume. E vê-se obrigado a subjugar-se às intimidações do irmão, figura violenta e de personalidade instável que guarda segredos de um passado que a pequena comunidade rural não esqueceu.

Baseado na peça de teatro homónima de Michel Marc Bouchard, Tom na Quinta é, apesar desse berço num texto, o menos verborreico dos filmes de Xavier Dolan, os choques e tensões que antes explorava sobretudo através dos diálogos cedendo agora vez a um clima de violência latente, por vezes até mais calada que falada e que o ritmo tranquilo das imagens ainda mais vinca por contraste. Inicialmente voltado para deixar os silêncios bem claros na composição sonora do filme, Dolan optou contudo por encomendar uma banda sonora original (foi a primeira vez que o fez), cabendo a tarefa a Gabriel Yared, que criou momentos de placidez pastoral para orquestra que sublinham outra das marcas de novidade no cinema do realizador canadiano (que tinha usado nomes como os Crystal Castles, Vive La Fête, The Knife ou Fever Ray em filmes anteriores). Apenas nos créditos finais a pop (que era até aqui uma presença inevitável em Dolan) ganha visibilidade, ao som de Going to a Town de Rufus Wainwright.

Sem os desejos de citação que surgiam em Amores Imaginários nem a ambição colossal (mas bem gerida) de Lawrence Anyways, Tom na Quinta pode representar o arranque seguro de uma nova etapa no cinema de Dolan. Menos ostensivo, mais firme, Dolan ganha aqui outra dimensão.

Podem ver aqui o trailer do filme.
E aqui podem recordar o teledisco de Going To a Town, de Rufus Wainwright.

quarta-feira, março 12, 2014

Novas edições:
Rufus Wainwright, Live From The Artist's Den

Rufus Wainwright 
“Live From The Artist's Den” 
Commercial Marketing / Universal
3 / 5 

De calças douradas, sapatos vermelhos e óculos escuros de dimensão XL, Rufus Wainwright veste a pele de heranças mais garridas dos anos 70 num palco diferente do habitual. Estamos numa igreja. A Ascension Church, em pleno Greenwich Village, um dos corações boémios de Nova Iorque. Consagrada em 1841, a igreja abre habitualmente as portas a diversas manifestações artísticas e um concerto com fôlego pop/rock pelo cantor canadiano é apenas um dos exemplos possíveis do que ali acontece. O espetáculo decorreu na noite de 17 de maio de 2012, gravado então como parte da série televisiva Live from the Artist’s Den. E agora, num tempo de compasso de espera entre um novo episódio na carreira do músico (que está a compôr uma segunda ópera, Hadrian, a estrear em 2018), ganha forma num registo ao vivo que surge nos formatos de CD e DVD que chega ao mesmo tempo que é lançado um best of seu. A música que se escuta em Live From The Artists Den chega, sobretudo, do alinhamento de Out of the Game, o seu mais recente álbum de estúdio no qual ecos dos setentas se cruzaram com as suas novas canções (em concreto chegam dali dez das 16 canções tocadas). Mark Ronson, que produziu esse álbum de 2012, surge como convidado em Bitter Tears, canção que encerra o alinhamento (e que representa mesmo o melhor instante do concerto, numa versão mais longa e entusiasmada que vinca a presença das eletrónicas). Com menos intervenções faladas do que o habitual em concertos seus, Rufus não deixa contudo de fora os pais. De Loudon Wainwright canta One Man Guy (que gravou em Poses) e da mãe Kate McGarrigle recorda On My Way to Town, canção que esta apresentara no álbum Love Over and Over (1982). Claramente nascido da proximidade de Out of The Game, o registo é assim mais uma peça-companheira desse disco que um olhar mais amplo sobre a sua obra. E talvez por isso pouco vá agitar mais que o entusiasmo dos admiradores mais fiéis do cantor. Vale a pena deixar claro que, mesmo assim, o conteúdo áudio é bem melhor que a pavorosa capa que o disco nos mostra.

PS. Este texto é uma versão alargada de um outro originalmente publicado na edição de 11 de março do DN

quarta-feira, março 05, 2014

Novas edições:
Rufus Wainwright Vibrate

Rufus Wainwright
“Vibrate”
Universal
4 / 5

Basta caminhar entre as opiniões que por aqui foram registadas ao longo dos anos sobre Rufus Wainwright para ficar claro que nele reconheço um dos mais talentosos e ímpares entre os cantautores do nosso tempo. A educação musical feita entre vivências folk e rock e um gosto pela ópera descoberto bem cedo lançaram bases para uma “voz” que juntou depois doses valentes de personalidade para em conjunto criar uma visão da canção como espaço que cruza tempos e referencias, a alma do autor e o timbre e as características interpretativas acabando por falar mais alto que as heranças e referencias que aqui e ali visita (e são muitas). Na hora de nos propor um primeiro best of (agora que passam 16 anos sobre a sua estreia a solo em nome próprio, Rufus Wainwright juntou-se a Neil Tennant (dos Pet Shop Boys) para selecionar as faixas que apresenta neste retrato feito até ao momento de uma obra em construção. Vibrate apresenta-se em duas versões distintas. A versão standard é uma coleção no clássico sentido “greatest hits”, recuperando os momentos dos seus vários álbuns de estúdio (assim como a versão de Hallelujah, de Leonard Cohen, que gravou para a banda sonora de Shrek) que conheceram maior exposição ou adesão. Não se trata de uma recolha de singles, já que na verdade não foram assim tantos e de fora do alinhamento ficaram até Rules and Regulations (do álbum Release The Stars) e Jericho (do último Out of The Game). E junta de novo Me and Liza, canção pop que tem Liza Minelli como personagem central e que nasceu do que terá sido algum desconforto que esta terá sentido quando Rufus recriou o mítico concerto da sua mãe (Judy Garland) no Carnegie Hall. É sempre fácil, perante uma seleção, apontar o que ficou de fora. E, convenhamos, cada um de nós faria a sua lista de canções (eu, por exemplo, nunca deixaria de fora, Agnus Dei, Matinee Idol ou Sanssouci). Vibrate ganha contudo um alargar de pontos de vista na versão Deluxe que junta um segundo disco com raridades, mais colaborações para o cinema (passando por filmes como Brokeback Mountain ou Moulin Rouge), registos ao vivo e um excerto de uma entrevista onde resume o que é ser cantor e como este trabalho o realiza. Numa altura em que o músico prepara nova ópera para estrear em 2018 e apresenta um novo registo ao vivo (Live From The Artist’s Den), Vibrate é um bom olhar sobre o que já aconteceu. E, convenhamos, mais acessível que House of Rufus, a caixa retrospetiva “integral” de 19 discos que lançou em 2011.

quinta-feira, agosto 23, 2012

Rufus Wainwright na NPR

O ambiente é caseiro, mas o espaço é radiofónico: nos estúdios da NPR, Rufus Wainwright protagoniza uma breve e emocionante edição dos "Tiny Desk Concerts" — como uma discreta celebração religiosa.

sexta-feira, junho 29, 2012

Em conversa: Rufus Wainwright (2)


Continuamos a publicação de uma entrevista com Rufus Wainwright que serviu de base ao artigo ‘A ambição de retratar o seu tempo’ publicado na ediçãoo de 16 de junho do DN. A entrevista decorreu na ocasião da mais recente passagem do músico por Lisboa. 

A sua ópera Prima Donna vai ter edição em disco? 
Vai ser gravada, sim! Não se escreve uma ópera para não ser gravada. Seria ridículo. Esse é um dos meus projetos futuros: a gravação da ópera. Há orquestras interessadas em fazê-lo. Isso acontecerá.

É uma ópera muito próxima de uma paixão pessoal pela ópera romântica do século XIX...
É uma ópera sobre uma cantora de ópera que canta esse material. Nunca cantaria um Samuel Barber... Então porque faria uma ópera a soar a Samuel Barber sobre uma cantora que canta o mesmo que cantava uma Maria Callas? Aproxima-se por isso muito do repertório romântico, que é de resto o meu preferido.

Damon Albarn fez recentemente uma ópera. Nico Muhly acaba de fazer outra. É um género sobre o qual houve quem dissesse em tempos que estava morto... 
O mais importante da ópera, e que é cada vez mais viável e atraente, é o facto de ser o último bastião da performance ao vivo que é completamente desligada de compromissos comerciais. Não há ideias sobre o que deve ser single, que os miúdos vão ter de gostar daquilo, que isto tem se der fácil de cantar... Nada disso! Tem o seu mundo. A ópera que escrevi é uma verdadeira ópera. É feita sem o recurso a microfones. E isso é raro. A música já não é acústica...

Se regressar à ópera retomará essas referências e espaços? 
Regressaerei a esse mundo, sim, mas terei de evoluir. Tenho de aprofundar algo... Tanto a escrita de canções como a de ópera tem para mim algo de arqueológico. Se é que há lá qualquer coisa, então tenho de escavar. Tirar a poeira e depois encontra-se a ideia... Estamos na verdade ali mais para descobrir e desenterrar as ideias.

Como separa no seu trabalho atual a divisão de atenções entre a pop e a clássica. O All Days are Nights: Songs For Lulu era um ciclo de canções que tem a sua afinidade com tradições da canção na música clássica... 
Acabo de dar os últimos retoques na edição em partitura de Lulu. Para ser publicada. Como um ciclo de canções para vozes líricas como um Wintereisse o Die Schöne Mulerin e outros ciclos de lieder. Por isso vai estar disponível para cantores. Se quiserem cantar estas canções...

Como soam as canções noutras vozes? 
Já as ouvi e são lindíssimas. Se se é um cantor de música pop ou clássica e se se é uma pessoa musical, fica sempre bem. Se não se é musical, fica um pesadelo. Isso foi o pior que passei com o mundo da música clássica. Há grandes orquestras, mas há poucas pessoas verdadeiramente musicais. Admiro as suas capacidades técnicas, e desejaria ser capaz de fazer o mesmo... Mas se não são pessoas musicais...

Como reagiu às críticas muito diferentes que a sua ópera recebeu? 
Houve críticas muito diferentes sim. Houve pessoas da música clássica que gostaram. Mas houve em algumas sinais de ira e de ceticismo... Enfim...

Sentiu isso na pele? 
Escreverei sobre isso um dia. Sobre o que se passa quando se monta uma ópera. Mas a ópera é mesmo assim. Eu, a ter de lidar com críticas brutais, com maestros empertigados. Tudo faz parte de uma grande tradição que qualquer grande compositor de ópera teve de enfrentar. Cada vez que me diziam que tinha má crítica lembrava-lhes a Carmen. Só precisava de dizer... Carmen. Estou em boa companhia.

Como lida com uma nova geração de vozes que nascem em programas de talentos na televisão? 
Não entendo o que se passa, não sei mesmo o que se está a passar. Sei que é um fenómeno enorme mas não lhe presto atenção de todo. Não porque não gosta. Mas não me interessa.

A ideia de fama alguma vez o invade a si e ao seu espaço familiar? 
Não gosto de falar demais sobre a minha família. Gosto sim de falar sobre a minha mãe porque acho que era uma das cantautoras menos reconhecidas do seu tempo. E uma das minhas missões será sempre a de continuar a dar-lhe visibilidade. Mas além disso tudo depende do dia... Tocamos muitas canções dela e da minha tia. E até fizemos um filme. Que sairá brevemente e que terá por título Sing Me The Songs That Say I Love You, que é o registo de um concerto de homenagem à minha mãe onde entraram a Norah Jones, o Antony, a Emmylou Harris.

Os concertos de família, que eram uma tradição vossa, como vão existir agora que a sua mãe, que era uma peça central em tudo isso, já não está entre nós? 
Por estranho que possa parecer a ligação entre todos está ainda mais forte. Porque a sua música é o ponto de referência. E é um trabalho tão forte que nos faz pensar como são canções tão bem escritas e tão simples de cantar. Quão naturais de tocar são. São canções que me continuam a ensinar muito a mim e à minha irmã. O Prosephina, que ela nunca gravou, é um dos momentos altos do filme, que será editado como álbum também.

Este disco que agora edita evoca memórias dos anos 70. Que memórias tem desse tempo? 
O meu pai vivia em Nova Iorque. Eu, de resto, nasci em Nova Iorque mas fui depois educado no Canadá. Mas ia muitas vezes a Nova Iorque quando era pequeno. Tenho memórias da cidade nesses tempos. 1976/77... As minhas primeiras imagens de jeans apertados, cabelos afro... Lixo mal cheiroso, crime... Era um outro mundo. E sentia um desejo por essa ideia de paraíso perdido.

quinta-feira, junho 28, 2012

Em conversa: Rufus Wainwright (1)


Iniciamos hoje a publicação de uma entrevista com Rufus Wainwright que serviu de base ao artigo ‘A ambição de retratar o seu tempo’ publicado na ediçãoo de 16 de junho do DN. A entrevista decorreu na ocasião da mais recente passagem do músico por Lisboa. 

Como se decide, no quadro de uma carreira que não gosta de se repetir, a forma de dar o passo seguinte? Ou seja, como se vai de uma ópera para um ciclo de canções para voz e piano e, daí, para um álbum claramente pop [o recente Out Of The Game] com alma escutada em memórias dos anos 70? 
Desta vez foi fácil, porque tive experiências muito intensas, tanto pessoais como profissionais nos últimos três anos. A morte da minha mãe, o nascimento da minha filha, a composição e estreia de uma ópera, uma digressão mundial a solo, com penas (risos)... Estava num tornado de escuridão. E quando tudo acabou eu sabia, de forma muito instintiva, que precisava de parar. Precisava de me divertir e de trabalhar num álbum que procurasse celebrar o lado positivo da vida. O Mark [Ronson] foi a pessoa perfeita para o fazer comigo. É claro que ainda amo o mundo da música clássica e quero escrever uma outra ópera e continuar a trabalhar nesse domínio e a fazer essa viagem. Mas estava horrorizado pelas maquinações daquela existência. Muitos dos meus sonhos ficaram destruídos depois de trabalhar com orquestras, cantores de ópera e maestros. Apercebi-me que é um ambiente rígido, duro e mesmo brutal. E ao sentir tudo isso desenvolvi em mim um gosto redescoberto pelo que eram as minhas origens, que é o mundo da música pop. Por isso regressei a esse mundo e tomei-o de braços abertos. Agora, que já estou na estrada há algum tempo, já começo a pensar em escrever uma outra ópera. Acho que sou um amante muito inconstante (risos)....

Hoje vê-se que é um homem feliz. O que sente ao reencontrar as canções do tempo de Poses, que ainda canta ao vivo? São retratos de um tempo mais assombrado... 
Ainda canto algumas dessas canções em concertos. Um dos aspetos mais importantes do meu trabalho tem a ver com uma tentativa de apontar nas direções certas. Posso não estar lá quando componho, mas tento manter-me positivo. Ainda há dias estava em Israel e cantei o Dinner At Eight, que hoje raramente toco... E acabei devastado, porque é uma canção bem triste. Mas esses são tijolos de tristeza entre os tijolos que fazem este castelo. E temos de respeitar as nossas próprias fundações. Ou tudo vai rio abaixo.

No pólo oposto, Montauk é um dos temas mais luminosos deste novo disco. No DVD que acompanha o disco fala nas relações com a música de Philip Glass que ali cita... É no fundo mais uma ligação aos anos 70 que definem o clima do álbum? 
Nos anos 70, ao mesmo tempo que havia uma cena soul e uma cena folk rock, havia também um Philip Glass. E essa é a ligação a que me refiro.

É uma canção sobre homoparentalidade... 
Fala de uma relação entre dois pais e uma criança. Tecnicamente pode ser mesmo a primeira canção feita sobre este tema, pelo menos a este patamar mainstream. Não me lembro de uma outra canção que fale em dois pais... Aqui derroto o Elton John...

A sua obra e, também as entrevistas que dá e o que diz em palco sempre deixaram vincada uma grande abertura ao debate de questões ligadas com a sexualidade. Não teme que esses assuntos possam por vezes dominar focos dos media sobre si?
Não... Não posso deixar de discutir estes assuntos porque os acho importantes de ser falados. E são a vida, o amor, o sexo... Em agosto caso-me com o meu namorado. E é irónico porque, em tempos, não era um grande partidário do casamento gay. Até me opunha à ideia... Mas ao fim de estar cinco anos numa relação comecei a encarar a ideia de outra maneira. Mas resolvemos avançar e, de repente, o Joe Biden e o Presidente Obama começam a falar do assunto e tudo ganha ainda maior visibilidade nos EUA. Por isso talvez façamos parte de algo maior que está a acontecer. Por isso não tem a ver comigo. Somos parte de um movimento...

Nesse sentido, Montauk pode ser um retrato deste tempo? 
Sim, certamente. Ao mesmo tempo, ao ser um amante da música clássica, vejo que figuras como Verdi, Wagner, Mahler, Tchaikovsky, todos os grandes compositores, todos eles eram pessoas do seu tempo. Todos refletiam a sociedade daquele tempo e foi isso que os fez viáveis e imortais. Porque representavam o que se estava a passar. Não sei se o farei alguma vez com o meu trabalho na música clássica, mas creio que com as minhas canções estou a alcançar coisas que são reais.
(continua)

sexta-feira, junho 08, 2012

Um reencontro com som anos 70



Rufus Wainwright passou ontem à noite por Lisboa, para mais um inesquecível concerto no palco do Coliseu dos Recreios. Havia lugares vazios (mesmo estando a sala composta). Todos repararam nisso. E os dias de carteira mais magra não permitiriam outro cenário... Mas Rufus esteve à altura e deu-nos mais um concerto inesquecível.

Tenho crítica publicada no site do DN, onde falo das homenagens que fez à música da sua mãe e seu pai, as memórias que revisitou, a sonoridade 70’s da banda que reuniu e os (inevitáveis) momentos de humor, desta vez com várias referencias ao facto da língua portuguesa lhe parecer ser inglês de trás para a frente...

Podem ler aqui o texto.

quinta-feira, junho 07, 2012

O regresso de Rufus

O cantor canadiano Rufus Wainwright está de regresso a palcos portugueses, desta vez com o álbum Out of The Game debaixo do braço. Hoje, pelas 22.00, estará no Coliseu dos Recreios. E amanhã atua num dos palcos do Primavera Sound, no Porto. Em jeito de aperitivo deixamos a memória de Going To A Town, de 2007.

segunda-feira, abril 23, 2012

Novas edições:
Rufus Wainwright, Out Of The Game


Rufus Wainwright
“Out Of The Game”
Decca
3 / 5

Uma coisa era já sabida e certa: Rufus Wainwright não gosta de se repetir. E apesar de ser dono de uma voz que não se confunde com mais nenhuma outra e de ser autor de uma obra que desde a primeira canção deixa clara uma ideia de personalidade, tem procurado circular por caminhos diferentes de disco em disco. E do sinfonismo do díptico Want ao minimalismo de recursos de All Days Are Nights: Songs For Lulu, a sua música passou já por uma invulgarmente versátil amplitude de referencias e trilhos, ora reinventando um concerto histórico de Judy Garland, assinando versões de canções dos Beatles ou Leonard Cohen ou até mesmo compondo Prima Donna, a sua primeira ópera. Out of The Game é o seu sétimo álbum de originais e, desde logo pelo choque da cor que a capa sugere, fica claro que é coisa luminosa e pop. Este é, de resto, o mais sorridente de todos os seus álbuns (o que não significa a ausência de instantes de retiro mais melancólico), a própria escolha de Mark Ronson como produtor sublinhando os resultados de uma escrita que produziu uma mão cheia de canções de alma mais pop que o habitual. Fala-se de nomes como os de David Bowie, Elton John e Queen como referencias a um álbum que toma os anos 70 como fonte de inspiração, na verdade parecendo por vezes mais evidentes alguns caminhos do R&B americano de então na construção de alguns arranjos (de resto, o Bowie mais evidente aqui é de 1967, em Welcome To The Ball). Dada a sua reconhecida capacidade vocal e gosto por uma certa teatralidade, Rufus caminha que nem peixe na água por estes lados. Mas salvo em momentos de excelência como se escuta no arrebatador Jericho ou nas imersões em terreno desenhado por electrónicas em Montauk e Bitter Tears, o alinhamento de Out Of The Game revela canções sem o fulgor nem o arrepio de outros discos, a focagem nas formas pop representando interessante destino ocasional para Rufus, não terreno para tão longa temporada... Out Of The Game não é um disco mau nem desinspirado. Mas já ouvimos melhor em Rufus Wainwright. Ou, antes, estas molduras talvez não sejam as melhores para a sua música...

sexta-feira, abril 20, 2012

Rufus Wainwright em viagem de Táxi

A dias do lançamento do álbum Out of The Game, Rufus Wainwright particiou numa Black Cab Session. E, apenas acompanhado pela sua guitarra acústica, interpretou o tema Jericho, uma das canções do novo o álbum. Aqui ficam as imagens desse momento.

segunda-feira, abril 09, 2012

Na biblioteca...

Em contagem decrescente para a chegada de um novo álbum de Rufus Wainwright eis que chega um aperitivo na forma de um teledisco que nos apresenta Out Of The Game. Um pequeno filme, onde Rufus Wainwright contracena com Helena Bonham Carter.

quinta-feira, março 08, 2012

Mais um novo tema de Rufus Wainwright

Mais uma canção para ir, aos poucos, descobrindo o que nos conta o novo disco de Rufus Wainwright. Desta vez podemos escutar Out Of The Game, o tema-título deste disco, que tem Mark Ronson como produtor. A data de lançamento está agendada para abril.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Para começar a ouvir o novo Rufus...

Chama-se Out Of The Game e é o título do novo álbum de Rufus Wainwight, a editar a 23 de Abril. Um primeiro avanço para ir descobrindo o som deste álbum que tem produção assinada por Mark Ronson aqui fica, com este Montauk: