Num momento em que duas antologias dedicadas a memórias dos Talk Talk surgem nos escaparates das novidades recordamos aquele que, em 1986, foi o single de apresentação do seu terceiro álbum, The Color of Spring, aquele no qual deixam de lado os sintetizadores que haviam caracterizado o som dos discos anteriores para se concentrarem num som que os afastava assim dos sabores em voga no momento. A chave do sucesso? As grandes canções! Aqui fica um belo exemplo, com este teledisco que então acompnahou Life's What You Make It.
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sábado, janeiro 26, 2013
Talk Talk, 1986
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sexta-feira, janeiro 18, 2013
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Natural History - The Very Best of Talk Talk
Talk Talk
“Natural History – The Very Best of Talk Talk”
EMI Music
4 / 5
Os Talk Talk podiam ser uma espécie de adaptação à música popular britânica dos oitentas do conceito que Michelle (a da Resistência – sim, da série Alô Alô) inscreveu na história da cultura pop: “listen very carefully, I shall say this only once”... Da banda animada pela luminosidade new wave (houve até quem lhes chamasse new romantics) que nos deu o belo The Party’s Over em 1982 ao evidente mergulho numa identidade que transcendeu as fronteiras da canção pop para ensaiar flirts com outras formas (de longe vislumbrando-se até algumas liberdades jazzísticas) por alturas de Spirit of Eden (1988), os Talk Talk protagonizaram uma carreira absolutamente ímpar, em muito abençoada pela visão (e personalidade) do vocalista Mark Hollis, mas igualmente marcada pela colaboração (a partir de 1984) do produtor Tim Friese-Green. Cada disco foi diferente, apenas Laughing Stock (o seu canto do cisne, em 1991) revelando proximidades formais com o imediatamente anterior Spirit of Eden, embora tendo aprofundado a exploração dos caminhos que este já abordara, com maior volume de instrumentos presentes e focando temáticas do foro místico (e, como curiosidade, tendo sido editado pelo selo da Verve, etiqueta com história maior feita em solo jazzístico). Cinco álbuns de estúdio ficaram como registo desse percurso discograficamente ativo entre 1982 e 91, uma multidão de antologias e reedições tendo desde então assegurado novas chamadas de atenção a uma música que entretanto do grupo fez um dos mais notáveis casos de culto nascidos no seu tempo. Sem uma data redonda a celebrar, 2013 celebra a memória dos Talk Talk com duas novas antologias. Uma delas, Natural Order 1982-1991, tem alinhamento selecionado pelo próprio Mark Hollis, promovendo um olhar pessoal sobre o seu percurso (lá iremos brevemente). A outra é Natural History – The Very Best of Talk Talk, na verdade nada mais senão o mesmo alinhamento (e o mesmo título) de uma antologia originalmente lançada em 1990, quando terminaram o seu relacionamento com a EMI, a novidade sendo a junção de um DVD com a integral dos telediscos (incluindo as duas versões de Talk Talk e Dum Dum Girl). De fora continua assim a ficar Mirror Man, aquele que em 1982 foi o single de estreia do grupo, mostrando o alinhamento a coleção dos seus 11 restantes singles, a 12ª faixa apresentando Desire, tema do alinhamento de Spirit of Eden que assim alarga a duas canções a representação desse álbum. A coleção de canções é notável e representa um bom cartão de visita para a (re)descoberta desta obra. Mas para os admiradores (que certamente as têm já em álbuns ou mesmo entre compilações anteriores), este disco vale sobretudo pelos telediscos que agora serve como extra.
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segunda-feira, outubro 01, 2012
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Vários artistas, The Spirit of Talk Talk
Vários artistas
“The Spirit of Talk Talk”
Fierce Panda / Popstock
3 / 5
Foi um dos vários tributos lançados este verão, tendo chegado aos escaparates em finais de setembro. São dois discos, recolhendo uma coleção de visões e reinterpretações de canções de uma banda que, como poucas, soube entender a arte da reinvenção de si mesma como figura de primeiro plano na sua ordem de trabalhos. Do patamar claramente mainstream em que nasceram e se mostraram em inícios dos anos 80 (com algumas afinidades para com os primeiros ecos da vaga new romantic) aos diálogos entre estéticas ambiente e um interesse evidente pelas liberdades formais do jazz dos seus dois últimos álbuns de originais (entre finais dos oitentas e inícios dos noventas), os Talk Talk deixaram uma obra relativamente curta, mas decididamente influente (e gourmet). Na hora de os homenagear, Spirit of Talk Talk reúne em dois discos uma pequena multidão de 30 versões, a seleção de matéria prima passando pelos seus diversos álbuns e até mesmo lados B. Se num primeiro olhar começamos por confirmar a rara transversalidade dos gostos que a sua obra conquistou, num segundo mergulhamos nas versões para descobrir como os admiradores se propõem a ler os que admiram. Invariavelmente irregulares nos resultados, os discos tributo juntam ainda em espaço comum uma mão-cheia de nomes de feitos reconhecidos com uma representação de ilustres (quase) desconhecidos. Uns mais felizes, outros nem por isso, os convocados mostram-se aqui (mesmo ao revisitar as memórias mais antigas dos Talk Talk) mais próximos dos tons suaves dos seus discos tardios. Vale mesmo a pena ouvir as leituras de Give It Up (Kid Creosote), Life’s What You Make It (Duncan Sheik), Dum Dum Girl (Recoil, com Shara Worden), Tomorrow’s Started (Jason Lytle) ou It’s Geting Late In The Evening (Davide Rossi, Nils Frahm e Peter Broderick)... Sem grandes tiros ao lado, o alinhamento garante por um lado a representação de uma vasta lista de participantes, mas ganharia se editado a um total de 20 canções (os “expulsos” podendo conhecer exposição como extras disponíveis para uma eventual edição maior ou mesmo como bónus online). Apesar de tudo, e terminada a faixa 16 do CD2, a vontade que fica é a de reencontrar, logo depois, os discos originais dos Talk Talk.
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sexta-feira, junho 29, 2012
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Talk Talk, The Colour of Spring
Talk Talk
“The Colour Of Spring”
EMI Music
4 / 5
Podia ser entendido como um episódio de transição, estabelecendo uma eventual ponte entre uma ideia de canção pop com capacidade de chegar ao grande público (e fazer números nas tabelas de vendas, como de facto o fez, tornando-se mesmo o maior êxito da discografia do grupo) que dominara a sua obra anterior e um patamar de experimentação mais confiante, entre ecos do jazz e de noções de música ambiental, que ganharia forma no álbum seguinte. Mas The Colour of Spring, o terceiro álbum dos Talk Talk, é mais que apenas um momento de pensar mudanças, a obra em si marcando o seu tempo e sugerindo um ciclo de canções com a coerência de um todo. Um álbum, com principio, meio e fim, com uma alma própria, um som e uma identidade (estética e temática)... Não que os discos anteriores do grupo tenham sido meras somas de canções disponíveis, o belíssimo It’s My Life, de 1984, sugerindo já a noção de busca de uma coerência interna que, de facto, o destacou entre as demais criações pop do seu tempo. Em 1986 o que The Colour of Spring nos mostra é antes uma banda animada pelo desejo de aprofundar a busca de uma identidade, afastando-se por isso das linguagens mais unânimes do seu tempo, apostando antes na definição de um corpo instrumental mais clássico (com eventuais ecos de heranças mais livres de algum rock dos anos 70 mas sem perder a noção de forma da canção) onde as guitarras (elétricas e acústicas) e o som de um órgão (nas mãos de Steve Winwood) ganham protagonismo. As canções são assinadas pelo vocalista Mark Hollis e por Tim Friese-Green, e traduzem o aprofundar de uma escrita que já no álbum de 1984 revelara interessantes sinais de personalidade, em Chameleon Day sugerindo, discretamente o caminho que dois anos depois os levaria a The Spirit of Eden.
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sexta-feira, maio 11, 2012
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Talk Talk, It's My Life
Talk Talk
“It’s My Life”
EMI Music
4 / 5
“It’s My Life”
EMI Music
4 / 5
Valeu aos Talk Talk o sucesso somado dos singles Today e Talk Talk e a visibilidade alcançada pelo álbum de estreia The Party’s Over (editado em 1982) para que muitos neles vissem mais que um caso passageiro entre os muitos que na alvorada dos oitentas viviam os seus 15 minutos de fama. É porém com o passo seguinte que o que parecia ser apenas mais uma banda pop (com um vocalista de personalidade desde logo bem vincada) se transforma num dos mais interessantes fenómenos pop do seu tempo, mal adivinhando tudo e todos que pela frente seriam capazes de nos surpreender a cada novo disco através de uma rara (mas bem sucedida) capacidade de metamorfose. Em 1984 os Talk Talk não estão contudo ainda muito afastados do terreno new wave que os vira nascer. Já havia, contudo, mudanças significativas face ao que antes acontecera... Depois de terem convocado um antigo colaborador dos Roxy Music, Rhett Davies, para produzir o single My Foolish Friend (editado entre álbuns), e de terem ficado reduzidos a um trio, chamam para as sessões de trabalho o produtor Tim Friese-Greene (que antes tinha já trabalhado com Thomas Dolby) que, daí em diante assegura também o lugar de teclista da banda, mesmo nunca surgindo em concertos nem integrado na sua formação. It’s My Life, o álbum que editam em 1984 é um exemplo de franca evolução na continuidade face ao que haviam gravado antes. Sem procurar uma rutura (essa seria mais evidente no álbum seguinte), mantém por um lado uma relação com a canção pop mais luminosa (de que são bons exemplos Dum Dum Girl ou o tema-título), mas ensaiam não apenas uma escrita (e cenografia) emocionalmente mais intensa (como se escuta no magnífico Such a Shame, a pérola maior do alinhamento) e descobrem um outro relacionamento com instrumentos mais convencionais que, ainda sob o protagonismo dos sintetizadores, gera instantes de evidente busca de novos caminhos como se escuta em Rene ou Tomorrow Started. Tanto podemos entender It’s My Life como um disco de transição (encetando um processo que os conduziria no disco seguinte a uma relação mais profunda com elementos primordiais do som pop mais clássico) ou como o encerrar de uma etapa de nascimento e desenvolvimento de uma primeira voz em terreno próximo do que então definia o mainstream pop/rock britânico herdado da new wave. A reedição presente não traz extras. Apenas o som remasterizado.
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sábado, maio 05, 2012
Talk Talk, 1984
Voltamos à discografia dos Talk Talk, hoje reencontrando o tema-título do seu segundo álbum de originais, editado em 1984 e que corresponde a um dos momentos maiores da discografia pop britânica de meados dos anos 80. Aqui fica o teledisco que então acompanhou It’s My Life.
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sábado, abril 28, 2012
Talk Talk, 1984
No momento em que surgem reeditados os quatro primeiros álbuns dos Talk Talk, recordamos aqui o teledisco de uma das canções-chave da sua obra. Do álbum It's My Life, editado em 1984, este é Such a Shame. Repare-se nos jogos de contrastes entre as expressões faciais e as palavras cantadas, desafiando os limiares do artifício e da encenação num quadro pop onde, em lugar da velha máxima "nem tudo o que parece é", nem tudo o que é, parece.
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