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sábado, março 20, 2010

The Human League, 1981

Continuamos a assinalar os 30 anos do movimento neo-romântico (que na verdade contava com bases lançadas desde finais de 1978 e se projectou musicalmente até 1983). Hoje evocamos a etapa de uma banda de Sheffield que, pioneira da pop electrónica em solo britânico, se aproximou deste movimento entre finais de 1980 e 1981, período que de resto correspondeu à sua afirmação como fenómeno de grande popularidade. Falamos dos Human League que, após terem lançado dois álbuns de grande visão pop e na sequência de uma cisão interna (da qual nasceriam depois os Heaven 17), se apresentavam então sob nova formação, nova imagem e uma pop electrónica dançável e acessível. Ficamos com a memória de uma actuação do grupo no programa Top Of The Pops em 1981, ao som de Sond Of The Crowd, o single que representou a primeira revelação do som que, meses depois, apresentariam no álbum Dare!, o seu disco de absoluta referência.


Imagens de uma actuação no Top Of The Pops, em 1981, ao som de Sound Of The Crowd.

sexta-feira, março 19, 2010

E agora o disco ao vivo...

Os Ultravox reuniram-se recentemente na formação “clássica” através da qual gravaram os seus discos mais bem sucedidos entre 1980 e 1986. Da digressão que resultou dessa reunião surge agora Return To Eden, um disco ao vivo (em CD + DVD) com um alinhamento que se centra essencialmente em canções que gravaram originalmente entre 1980 e 1984. O disco, que resulta de um concerto na Roundhouse, em Londres, tem edição a 5 de Abril. A capa (e o próprio título do álbum) é uma variação do grafismo do álbum de 1981 Rage In Eden. Este é o segundo álbum ao vivo desta formação dos Ultravox, o primeiro tendo sido, em 1983, Monument: The Soundtrack.

sábado, março 13, 2010

Spandau Ballet, 1980

A um dia de um concerto no Pavilhão Atlântico, os Spandau Ballet voltam a estar em foco por aqui. Desta vez para evocar aquele que foi o seu primeiro single, editado ainda em 1980. To Cut A Long Story Short revelava um som claramente nascido em clima new wave, atento às sugestões que então se escutavam nas chamadas Bowie Nights londrinas, onde se dançava ao som de La Dusseldorf, The Norma, Ultravox, Kraftwerk e, claro, Bowie. O single tornou-se imediatamente uma referência central do então emergente movimento neo-romântico.



Imagens de To Cut A Long Story Short em actuação da época no programa Top Of The Pops.

Pode ler hoje, no DN, uma entrevista com Tony Hadley, vocalista dos Spandau Ballet.

sexta-feira, março 12, 2010

Pelos primeiros singles dos Visage (5)

A fechar uma semana de evocações dos primeiros singles dos Visage, a propósito do lançamento de uma nova antologia do grupo, passamos hoje por Damned Don’t Cry, o tema que, em 1982, foi cartão de visita para o segundo álbum do grupo, The Anvil. O álbum foi o último a contar com a participação de Midge Ure (dos Ultravox) no grupo. E teve neste single o seu momento de maior exposição.

quinta-feira, março 11, 2010

Pelos primeiros singles dos Visage (4)

A visitar esta semana os primeiros singles dos Visage, passamos hoje pelo quarto (e último) extraído do álbum de estreia. Editado já em 1981, Visage foi a canção escolhida, conquistando ainda alguma visibilidade. Em tempo de atenções lançadas, então já um pouco por toda a Europa, sobre todo o movimento neo-romântico, Visage é como uma declaração de princípios de uma forma de estar na música, retrato assim de uma banda que se tornou paradigma deste movimento.

quarta-feira, março 10, 2010

Pelos primeiros singles dos Visage (3)

Continuando a revisitar os primeiros singles dos Visage – numa semana em que é editada The Face, uma nova antologia sobre a obra do grupo que Steve Strange e Rusty Egan comandaram entre 1979 e 1984 – passamos hoje por Mind Of A Toy. Extraído do alinhamento do álbum de estreia Visage (1980), seguia por caminhos menos apontados à pista de dança que os tomados no anterior Fade To Grey. Não repetiu o êxito do single anterior, mas ainda atingiu o top 20 no Reino Unido.

terça-feira, março 09, 2010

Pelos primeiros singles dos Visage (2)

Se Tar, o single de estreia dos Visage, passou a leste das atenções, o mesmo não se poderá dizer de Fade To Grey, que se seguiu alguns meses depois. A canção nasceu durante a gravação do álbum de estreia dos Visage, composta por Billy Currie e Chris Payne, com letra depois escrita por Midge Ure. Segundo reza a história, Steve Strange teve lições de canto para poder gravar esta canção. Editado em single em finais de 1980, Fade To Grey tornou-se no single de referência na obra dos Visage.

segunda-feira, março 08, 2010

Pelos primeiros singles dos Visage (1)

Numa altura em que é editado uma nova antologia, que assim celebra a memória de uma banda central ao movimento neo-romântico (que marcou presença em cenário new wave, entre finais de 70 e inícios de 80) recordamos esta semana os primeiros singles dos Visage. E começamos pelo principio. Ou seja, um ano antes do álbum de estreia e de um acordo com uma multinacional, o colectivo comandado por Steve Strange e Rusty Egan (respectivamente o porteiro e o DJ das Bowie Nights que então davam que falar no Blitz, um clube londrino) estreava-se com um single numa pequena etiqueta, a Genetic Records. A bordo dos Visage seguiam já músicos dos Ultravox (entre os quais o novo vocalista Midge Ure) e Magazine. Tar foi então o cartão de visita… Que, na verdade, passou bem a Leste das atenções…

sábado, março 06, 2010

Spandau Ballet, 1980

Continuamos a caminhar através de memórias do movimento neo-romântico, que marcou o mapa da pop em inícios de 80. Recordamos hoje os Spandau Ballet, banda londrina que representou um dos primeiros focos de atenção do movimento ao marcar presença nas rádios (e tabelas de vendas) em 1980 com o single de estreia, To Cut A Long Story Short. A uma semana de uma visita a Lisboa, e numa altura em que reeditam o álbum de estreia Journeys To Glory, recordamos aqui o teledisco do segundo single dele extraído. É este The Freeze.



Spandau Ballet, 1980
‘The Freeze’ (actuação no Top Of The Pops)

sábado, fevereiro 27, 2010

Ultravox, 1980

Mais uma memória com 30 anos, continuando assim a evocação do movimento neo-romântico que temos vindo a apresentar. Passagem hoje pelo tema-chave do álbum que, em 1980, assinalou o arranque de uma segunda etapa na carreira dos Ultravox. Tinham já discografia editada desde 1976, numa formação com John Foxx como vocalista, tendo representado importante esforço pioneiro na criação de uma pop apostada em explorar as novas potencialidades dos sintetizadores. Com o afastamento de John Foxx, o grupo reinventou-se com o leme entregue a Midge Ure, que então partilhava trabalho com os Visage. Vienna foi o primeiro álbum sob nova formação, seguindo caminhos próximos dos demais grupos neo-românticos, ajustando uma imagem sofisticada a um som que cruzava uma intensidade new wave (com guitarras e gosto pela dança) com cenários definidos pelas electrónicas. Aqui fica o tema-título desse álbum de 1980.



Ultravox
‘Vienna’ (1980)

sábado, fevereiro 06, 2010

Visage, 1980

As primeiras movimentações (e até mesmo um primeiro single, Tar, dos Visage), datam ainda de 1979. Mas é com a chegada de 1980 que o “culto sem nome” como lhe chamaria nesse mesmo ano uma edição da revista The Face, ganha visibilidade. As suas raízes moravam entre o Billy’s e o Blitz, dois clubes na Londres de então, em noites que contavam com a música dos Kraftwerk, La Dusseldorf, David Bowie, Roxy Music ou Ultravox por banda sonora. Na pista de dança, reencontravam-se gestos, poses e vestimentas que evocavam uma ideia de glamour que não se conhecia desde os dias do glam rock, porém segundo novos caminhos. Apesar de “sem nome” por alguns tempos, o movimento acabaria reconhecido como neo-romântico… Fez sobretudo história entre 1980 e 82, revelando nomes como os Visage, Duran Duran, Spandau Ballet, Classix Nouveaux, A Flock Of Seagulls ou Depeche Mode e acolhendo bandas já com vida anterior, dos Human League, Landscape ou até mesmo, por um instante, os Japan. Ao longo das próximas semanas vamos aqui evocar episódios de uma história que marcou o panorama pop/rock há precisamente 30 anos.

E começamos com os Visage… No Blitz Steve Strange ditava uma rígida política à porta: quem não vinha vestido de acordo com a “onda”, não entrava (fosse quem fosse)… Na cabine, Rusty Egan era o DJ de serviço… Os dois, aos poucos, foram imaginando uma banda, que em 1979 se materializa como Visage, chamando pouco depois a colaboração de músicos dos Ultravox e Magazine. Depois de um quase ignorado single de estreia ainda em 1979, é já em 80 que juntam uma canção a uma cada vez maior visibilidade destas noites no Blitz e Billy’s na imprensa musical. Tinham já um primeiro álbum gravado quando o single chega às lojas, servindo-lhe de perfeito cartão de visita. Na verdade, Fade To Grey, o segundo single dos Visage, acabaria mesmo por representar o paradigma do movimento. Aqui fica o teledisco.



Visage
‘Fade To Grey’ (1980)