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segunda-feira, agosto 19, 2019

Sleater-Kinney, opus 9

Corin Tucker, Janet Weiss e Carrie Brownstein — quem é quem na capa de The Center Won't Hold? Digamos que a imagem de marca do nono álbum de estúdio das Sleater-Kinney está concebida para gerar, justamente, essa ideia de cumplicidade construída em torno de uma poética visceralmente punk.
Já conhecíamos a canção (e o fabuloso teledisco) de Hurry on Home. É altura de acrescentar que este conjunto de onze temas confirma a contagiante exuberância de um entendimento de uma herança musical que recusa qualquer "modernismo" gratuito, o que não exclui a alegria de um permanente experimentalismo. Uma maneira sugestiva de resumir a questão seria dizer que as três mulheres de Olympia, capital do estado de Washington, se movem na mesma paisagem que, em anos recentes, ganhou nova energia pública através do trabalho exemplar de St. Vincent... Voilà: convém relembrar que Annie Clark, aliás St. Vincent, é a produtora de The Center Won't Hold.

>>> Teledisco/lyric video de LOVE.


>>> Site oficial das Sleater-Kinney.

quarta-feira, janeiro 30, 2019

St. Vincent por St. Vincent

Palavras de St. Vincent: "Não consigo pensar em ninguém que me faça dizer 'o que é magnífico naquele artista é a sua consistência.' Tudo aquilo que permanece igual demasiado tempo morre. Deixa de captar a imaginação das pessoas."
Aplicando a sua visão, digamos que não é a sua consistência, mas o permanente desafio formal, que lhe confere a grandiosidade pop que lhe reconhecemos — e tudo o que semelhante postura envolve, do instintivo ao experimental.
É isso mesmo que podemos testemunhar neste video da revista GQ, registado a propósito de um artigo publicado a 22 de Janeiro. Ao longo de 12 minutos, Annie Clark revisita algumas das suas canções mais emblemáticas (Cruel, Pills, Slow Disco, etc.), explicando a sua génese, mais ou menos racional, mais ou menos acidental...
No final, quando lhe é perguntado se há um tema que tenha composto que justifique a designação de "favorito", recorda The Bed, incluído no álbum Actor (2009), decididamente não reconhecido pela aritmética dos tops... Como ela diz, terá sido o seu momento Debussy — consistentemente ou não, não a vamos desmentir e recordamos a respectiva performance, em 2009, no Austin City Limits.



quarta-feira, outubro 17, 2018

St. Vincent e o piano de Thomas Bartlett

Prodigiosa reinvenção de Masseduction, o novo álbum de St. Vincent, Masseducation, é também uma celebração de novas alianças entre piano e voz. O tema Savior pode servir de exemplo modelar — ei-lo, ao vivo, em Los Angeles [The Belasco] com Annie Clark na companhia de Thomas Bartlett [só disponível no YouTube].

sábado, outubro 13, 2018

St. Vincent — "New York" com piano

Mais uma canção de St. Vincent, reinventada para o novo álbum Masseducation: New York, agora apenas na companhia do piano, é um pequeno oásis de perfeição.

quinta-feira, outubro 04, 2018

St. Vincent — sedução, aliás, educação

As sucessivas versões/reinvenções da canção Slow Disco (a última das quais se chama Slow Slow Disco) permitiam perceber a desmesurada capacidade de Annie Clark, aliás, St. Vincent para, num misto de fulgurância e pudor, recriar os temas do seu álbum Masseduction. Pois bem, o limite de tal labor era, afinal, o próprio álbum como objecto total — assim, St. Vincent acaba de anunciar, para lançamento a 12 de Outubro, um novo álbum construído a partir do anterior. E no título apenas muda uma letra: Masseducation.
Na companhia do pianista Thomas Bartlett, as gravações de Masseducation decorreram durante duas noites, enquanto decorriam as misturas de Masseduction. De acordo com Annie Clark, tratou-se de um processo instintivo, "sem ensaios nem conversas"... "duas, três takes" & etc. [Stereogum]. O primeiro exemplo, Savior, refaz o original em clima da cortante intimidade.

sexta-feira, setembro 28, 2018

"Slow Disco", ainda mais slow

Belíssima canção: Slow Disco. E momento emblemático dos concertos de St. Vincent na sequência do lançamento do álbum Masseduction. De tal modo que, a certa altura, decidiu acelerar a sua estrutura, tendo nascido Fast Slow Disco. Agora, chegou a altura de conter a velocidade, celebrar uma lentidão mais sensual do que nunca e propor uma versão (ainda mais) encantatória — aí estão os sons de Slow Slow Disco.

sexta-feira, agosto 10, 2018

St. Vincent na PBS

O festival Austin City Limits continua a merecer a atenção da PBS. Este ano, entre as propostas da televisão pública americana, inclui-se um especial de uma hora com St. Vincent, a emitir a 7 de Outubro. Para já, numa espécie de single de antecipação, podemos ver e ouvir uma fabulosa interpretação de New York — um pouco menos de 3 minutos, 5 estrelas.

sexta-feira, julho 27, 2018

A guitarra de St. Vincent

A guitarra de Annie Clark, aliás, St. Vincent, criada pela Ernie Ball Music Man, impõe-se como um singular e belíssimo objecto, obviamente indissociável da sofisticação das suas performances. Este é um video em que a experimentação da guitarra se cruza com imagens de telediscos e momentos de palco — a sugestiva ambivalência do título, 'Disruption by design', liga o gosto experimental da ruptura artística à concepção material dos respectivos objectos.
A exposição da própria St. Vincent é tanto mais interessante quanto ela avalia as diferenças entre a identidade privada do artista e a sua persona pública, não recusando, antes pelo contrário, assumindo a não coincidência das duas entidades. Na sábia ironia das suas palavras, eis um belo resumo do que pode ser a consciência da sua própria teatralidade: "Vende o teu próprio mito, mas nunca o compres".

sexta-feira, junho 22, 2018

St. Vincent, + fast

Segundo a própria St. Vincent, a sua canção Slow Disco nasceu para viver "muitas vidas diferentes". De tal modo que até já criou uma versão "acelerada", adequadamente intitulada Fast Slow Disco. É essa versão que surge, agora, em ambiente de clube gay de Nova Iorque, num teledisco de contagiante energia — realização de Zev Deans.

quarta-feira, junho 06, 2018

St. Vincent no programa de Jools Holland

Já sabíamos que Slow Disco, de St. Vincent, é uma das grandes canções de 2017. Emblema perfeito do álbum Masseduction, a sua peculiar energia slow foi recentemente recriada por Annie Clark numa versão que exibe o adequado título de Fast Slow Disco. Ei-la no programa Later... (BBC), de Jools Holland — uma pequena pérola musical num sofisticado exercício televisivo.

segunda-feira, junho 04, 2018

St. Vincent: slow em tempo fast

Do álbum Masseduction, de St. Vincent, Slow Disco é, por certo, uma das grandes canções de 2017. Agora, St. Vincent, aliás, Annie Clark, refez o tema numa versão "mais" electrónica, sem perder o seu envolvente intimismo — eis as palavras e os sons (em baixo, recorda-se uma prodigiosa performance acústica da mesma canção na rádio KEXP, de Seattle).

I sway in the place to a slow disco
And a glass for the saints
And a bar for the road

Am I thinking what everybody's thinkin'?
I'm so glad I came, but I can't wait to leave

Slip my hand from your hand
Leave you dancin' with a ghost
Slip my hand from your hand
Leave you dancin' with a ghost

There's blood in my ears
And a fool in the mirror
And the pain of mistakes couldn't get any clearer

Am I thinking what everybody's thinkin'?
[...]

Slip my hand from your hand
[...]




quarta-feira, janeiro 31, 2018

St. Vincent na NPR

Eis um pequeno grande privilégio que a NPR nos permite partilhar: Annie Clark, aliás, St. Vincent interpretando três temas — New York, Los Ageless e Slow Disco — do seu magnífico álbum Masseduction. É um evento da série Tiny Desk Concerts.

sábado, dezembro 30, 2017

10 DISCOS DE 2017 [6]
— St. Vincent

[ Arca ]  [ Tricky ]  [ Lorde ]  [ The Rolling Stones ]  [ Thelonious Monk ]

A americana Annie Clark é um dos mais belos enigmas da pop contemporânea. Enfim, por alguma razão ela adoptou o nome artístico de St. Vincent, avisando-nos que por tudo o que faz perpassa uma assumida teatralidade. De tal modo que, ao quinto álbum de originais, Masseduction, somos tentados a descrever as suas luminosas propostas através de um inusitado cruzamento: por um lado, nunca a sua sonoridade terá sido tão genuinamente pop, integrando influências que oscilam entre Jimi Hendrix e os Talking Heads (recorde-se que, em 2012, gravou o álbum Love This Giant com David Byrne); por outro lado, a sua versatilidade poética, associada à misteriosa transparência da sua voz, vai-lhe emprestando a dimensão de uma cantora lírica que, felizmente para nós, nasceu na época errada. Assim é Masseduction, uma colecção de treze pérolas musicais, entre a crueza do comentário social e a vibração do mais delicado intimismo. Ei-la, na rádio pública WFUV (Nova Iorque), a interpretar Slow Disco, por certo uma das grandes canções de 2017 — Slip my hand from your hand / Leave you dancin' with a ghost.

quinta-feira, agosto 31, 2017

St. Vincent — New York, New York

Segunda vez: depois de nos ter oferecido uma "ilustração" da sua canção New York, St. Vincent apresenta, agora, o exuberante teledisco, com realização de Alex Da Corte — o mesmo desencantado romantismo, a mesma obsessão pela intensidade das cores primárias e suas infinitas derivações.

sexta-feira, junho 30, 2017

St. Vincent canta Nova Iorque

Não é bem um teledisco. Também não é um lyric video. Mas é uma bela canção: o novo single de St. Vincent, New York, serve-se em cores intensamente pop, com menos guitarras do que é habitual, mas à beira de um romantismo épico — com pernas para andar, literalmente.

New York isn't New York
Without you, love
So far in a few blocks
To be so low

And if I call you from First Avenue
Where you're the only motherfucker in the city
Who can handle me

New love
Wasn't true love
Back to you, love
So much for a home run
With some blue bloods

If I last-strawed you on 8th Avenue
Where you're the only motherfucker in the city
Who can stand me

I have lost a hero
I have lost a friend
But for you, darling
I'd do it all again

New York isn't New York
Without you, love
Too few of our old crew
Left on Astor

So if I trade our 'hood
For some Hollywood
Where you're the only motherfucker in the city who would
Only motherfucker in the city who would
Only motherfucker in the city who'd forgive me

I have lost a hero
[...]

sábado, fevereiro 13, 2016

St. Vincent refaz canção dos Stones

Lembram-se desse fenómeno de hiper-romantismo que era Eu Sou o Amor (2009), do italiano Luca Guadagnino? O mais recente filme de Guadagnino, A Bigger Splash (2015), inclui uma admirável versão de Emotional Rescue, dos Rolling Stones (tema título do 15º álbum de estúdio da banda, lançado em 1980), cantada pela sempre rigorosa Anne Clark, aliás, St. Vincent.
Aqui fica a árvore genealógica que se impõe: primeiro, o som da nova versão; depois, o trailer do filme; enfim, o original.





sexta-feira, novembro 28, 2014

Vodafone Mexefest 2014:
os horários dos concertos (dia 28)


E chegou o primeiro dos dois dias da edição 2014 do Vodafone Mexefest, que toma uma vez mais a Avenida da Liberdade e espaços em volta como cenário. Hoje é dia de não perder a atuação de St. Vincent no Coliseu dos Recreios. Mas há mais a ver e ouvir. Consultem aqui os horários:

19h30 - 20h15 Sara Paço (Palácio Foz)
19h40 - 20h30 Ana Cláudia (Sociedade de Geografia)
20h00 - 20h50 NBC (Casa do Alentejo)
20h10 - 20h55 Old Yellow Jack (Cinema São Jorge - Sala Montepio) 
20h15 - 21h00 Mike Bek (Café Starbucks)
20h30 - 21h30 JJ (Igreja de S. Luís dos Franceses)
21h00 - 22h00 Capicua (Cinema São Jorge - Sala Manoel de Oliveira)
21h00 - 21h50 Deers (Garagem EPAL)
21h00 - 22h00 Sinkane (Estação do Rossio)
21h15 - 22h00 Francis Dale (Palácio Foz)
22h00 - 04h00 Príncipe Showcase (Ritz Clube)
22h00 - 23h00 Tune-Yards (Coliseu dos Recreios)
22h05 - 22h55 Éme (Cinema São Jorge - Sala Montepio) 
22h50 - 23h50 Pharoahe Monch (Ateneu Comercial de Lisboa)
23h00 - 23h40 Shura (Casa do Alentejo)
23h10 - 00h20 Clã e Convidados (Cinema São Jorge - Sala Manoel de Oliveira)
23h15 - 00h15 King Gizzard & The Lizard Wizard (Garagem EPAL)
23h20 - 00h20 Kindness (Estação do Rossio)
00h15 - 01h45 St. Vincent (Coliseu dos Recreios)
01h00 - 02h00 Stereossauro (Ateneu Comercial de Lisboa)

Vodafone Bus I com Turbo Balkan Beats às 19h45 - 20h00 / 20h45 - 21h00 / 22h00 - 22h15 / 23h10 - 23h25

Vodafone Bus II com Zanzibar Aliens às 21h45 - 22h00 / 22h55 - 23h10 / 00h00 - 00h15 / 01h45 - 02h00

sexta-feira, outubro 10, 2014

Glastonbury x 3

A BBC tem disponibilizado alguns momentos da edição de 2014 do festival de Glastonbury. Eis três registos de outros tantos intérpretes, cantando temas dos seus álbuns mais recentes: Lana Del Rey (Ultraviolence), Robert Plant (Little Maggie) e St. Vincent (Digital Witness).





terça-feira, julho 29, 2014

Meio ano pop/rock arrumado em duas listas

Aos seis meses vividos de 2014 fazem-se contas aos discos. E esta semana, nos Discos Voadores, apresentei listas de dez álbuns e dez canções (departamento pop/rock e periferias) que juntam o que de melhor escutei por aí. Aqui ficam, agora devidamente arrumadas.

10 ÁLBUNS

1 Beck – Morning Phase
2 St Vincent – St Vincent
3 Owen Pallett – In Conflict
4 Neneh Cherry – Blank Project
5 Damon Albarn – Everyday Robots
6 Brian Eno + Karl Hyde – Someday World
7 The Notwist – Close To The Glass
8 Dean Wareham – Dean Wareham
9 Tori Amos – Unrepentant Geraldines
10 Teleman – Breakfast

10 CANÇÕES

1 St Vincent – Prince Johnny
2 Owen Pallett – Fong For Five & Six
3 Teleman – Steam Train Girl
4 Beck Wave
5 Alexis Turner – Closer To The Elderly
6 Fujyia & Myiagi – Flaws
7 CEO – Wonderland
8 Trust – Are We Arc?
9 Dean Wareham – The Dancer Disappears
10 Angel Olsen – Hi-Five


E UMA CANÇÃO PARA O VERÃO...
Silva (ft. Fernanda Takai) – Okinawa

segunda-feira, abril 07, 2014

Três meses, três discos (pop/rock)

Com três meses de vida, 2014 já nos deu alguns bons discos a escutar. Sem querer fazer exatamente listas do trimestre, podemos mesmo assim apontar os três discos que mais marcaram este arranque de ano. Não é muito difícil. Teremos de começar por Beck que, em Morning Phase, reencontra o tipo de canção orquestral e melancólica que já havia explorado em Sea Change, a sua obra-prima (digo eu) em disco. Depois St. Vincent, que ao quarto álbum editado em nome próprio (e ao qual chamou simplesmente St Vincent) encontra um modo de, sem prescindir de um gosto pela angulosidade nas formas, descobrir outra luminosidade (quase) pop na sua melhor coleção de canções até à data. A fechar o trio o brilhante Blank Project de Neneh Cherry, que assinalou o seu regresso aos discos em seu nome após uma longa ausência num álbum minimalista nos recursos instrumentais, mas valorizador da escrita segura e uma voz que dava pena não andar mais vezes entre nós.