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sexta-feira, setembro 27, 2019
"Here Comes the Sun", 2019
1969 - 2019: as comemorações dos 50 anos do álbum Abbey Road (e as respectivas edições especiais) continuam a suscitar as mais diversas actualizações sonoras e visuais. Aqui está o novo visual de Here Comes the Sun, por certo uma das composições mais emblemáticas de George Harrison, com ou sem os Beatles — não exactamente um teledisco, antes uma pequena e tocante colecção de memórias.
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sexta-feira, setembro 20, 2019
"Come Together", take 5
Sinal dos tempos... O culto obsessivo das memórias, mesmo quando não enriquece o nosso conhecimento do passado, envolve a recuperação dos incidentes de que (também) se faz a história. Exemplo insólito, mas irresistível, divulgado a propósito dos 50 anos de Abbey Road, dos Beatles: uma take de Come Together em que John Lennon se engana várias vezes — a imperfeição pode fascinar.
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domingo, março 17, 2019
Inéditos de David Bowie em single
Anunciada a 8 de Janeiro, dia em que David Bowie completaria 72 anos, a edição de Spying Through A Keyhole (com o subtítulo Demos and Unreleased Songs) estará nas lojas a 5 de Abril. Trata-se de uma caixa com quatro singles (mono, 45 rpm), revelando nada mais nada menos que nove gravações inéditas, incluindo dois demos de Space Oddity e um tema até agora desconhecido, intitulado Love All Around (a ele pertence o verso que dá título à edição).
Além do mais, a edição antecipa a passagem do 50º aniversário do lançamento de Space Oddity, a 11 de Julho de 1969 — desse mesmo ano, eis o registo da canção retirado do filme promocional Love You Till Tuesday, dirigido por Malcolm J. Thomson.
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quinta-feira, outubro 19, 2017
Ty Segall a cores
Não, não é uma imitação naïf da geometria colorida de Piet Mondrian. São as capas dos dois mais recentes singles do incansável Ty Segall, ainda e sempre a viver em paisagens que integram o país do punk e o arquipélago do psicadelismo. Este ano, Segall já nos tinha surpreendido com um álbum chamado... Ty Segall. Agora, o verde diz respeito a Alta, o amarelo a Meaning — recomenda-se vivamente, mesmo a daltónicos.
quinta-feira, outubro 12, 2017
The Doors — os singles
Sejamos realistas: mesmo com revivals em tom mais ou menos apoteótico, a história de The Doors é a história que envolve Jim Morrison (1943-1971). A sua poesia, a sua voz e também a sua pose são os símbolos primeiros da banda em que foi companheiro de Ray Manzarek (teclados), Robby Krieger (guitarra) e John Densmore (bateria). A inconfundível sonoridade que produziram através de álbuns como Strange Days (1967), Morrison Hotel (1970) ou L.A. Woman (1971) surge agora organizada através de uma memória de singles: The Doors - The Singles aí está com nada mais nada menos que 44 canções (People Are Strange, Hello, I Love You, Riders on the Storm, etc., etc.) que, por vezes, geraram singularíssimos momentos televisivos — eis Touch Me, do álbum The Soft Parade (1969), com direito a inesperado acompanhamento, incluindo violinos.
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segunda-feira, agosto 28, 2017
Prince & Batman
Os telediscos de Prince continuam a (re)aparecer na Net. E o menos que se pode dizer é que, mesmo não esquecendo o muito que ele resistiu a tal divulgação, a sua circulação apenas tem servido para reafirmar o seu génio. Será que poderia ser de outra maneira?...
Aí estão, então, Batdance e Partyman, ambos da banda sonora do Batman (1989), de Tim Burton, o filme que inaugurou a era moderna do Homem Morcego no cinema. A sua energia funk, encenada através de uma espantosa energia orquestral, corresponde a um tempo de prodigiosa criatividade — mais concretamente, depois de Lovesexy (1988), antes de Graffiti Bridge (1990). Com direcção de Albert Magnoli e coreografia de Barry Lather, os telediscos são também um exemplo modelar de figuração "roubada" à iconografia de Batman — citação e apropriação, eis a questão.
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domingo, julho 09, 2017
Prince — novos velhos telediscos
São paradoxais e acidentadas as relações de muitos criadores musicais com a Internet. Prince, por exemplo: é lendária a sua resistência à difusão dos seus registos audiovisuais na Internet, em particular no YouTube. Agora, pouco mais de um ano depois do seu desaparecimento, em paralelo com a reedição do álbum Purple Rain, alguns dos seus telediscos e registos ao vivo voltam a ter vida pública.
Como noticia a NPR, são cinco canções de Purple Rain, precisamente, que renascem nos espaços do YouTube e Vevo. O teledisco de When Doves Cry, por exemplo, foi dirigido pelo próprio Prince e inclui imagens do filme homónimo (Albert Magnoli, 1984).
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segunda-feira, abril 24, 2017
Patrick Leonard reinventa La Isla Bonita
Foi o derradeiro single do álbum True Blue (1986), tendo surgido em Fevereiro de 1987, portanto, há cerca de 30 anos: La Isla Bonita tornou-se um dos emblemas mais universais do universo pop de Madonna, em particular através da sua integração de sonoridades de ritmos latinos, espanhóis e cubanos — o respectivo teledisco [video], assinado por Mary Lambert, é a ilustração exemplar disso mesmo.
Por estes dias, Patrick Leonard, um dos produtores do álbum, compagnon de route de Madonna, decidiu reinventar a canção, transformando-a num longo e belíssimo lamento romântico — eis La Isla Bonita, 2017.
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segunda-feira, janeiro 11, 2016
Bowie / heroísmo
Por certo um dos temas mais emblemáticos de David Bowie. E também uma das grandes canções do século XX: Heroes, do álbum homónimo de 1977, celebra as emoções de uma juventude enredada nas convulsões da história e seduzida pela imponderabilidade dos golfinhos (I, I wish you could swim / Like the dolphins, like dolphins can swim), tudo comentado pela abstracção de um experimentalismo subtilmente colado às matérias do dia a dia. Aqui, em dois registos: um da época de lançamento do álbum; outro ao vivo, em 2002, em Berlim.
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segunda-feira, dezembro 23, 2013
Anna Calvi refaz canção de Springsteen
Não confundir com I'm on Fire, também de Bruce Springsteen: Fire é um tema cuja primeira gravação, ao vivo, apareceu no álbum Live/1975-85 (1986); mais tarde, Springsteen incluiu o respectivo registo de estúdio na compilação The Promise (2010), organizada em torno das memórias de Darkness on the Edge of Town (1978). Na sua origem, a canção esteve para integrar este álbum, mas ficou de fora, tendo acabado por se transformar num sucesso das Pointer Sisters. Agora, é a vez de Anna Calvi refazer Fire, apresentando-a como lado B do single Suddenly, retirado de um dos grandes álbuns de 2013, One Breath — o fogo persiste.
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sábado, dezembro 07, 2013
Michael Jackson no espelho
Man in the Mirror é uma das obras-primas de Michael Jackson, para mais atravessada pelo tema fulcral da duplicidade da imagem e do ser, formulando a hipótese de uma transformação radical: I'm starting with the man in the mirror / I'm asking him to change his ways... Escrita por Glen Ballard e Siedah Garrett, com produção de Quincy Jones e do próprio Jackson, a canção foi lançada em single há quase um quarto de século (9 Jan. 1988), pertencendo ao álbum Bad (1987). O respectivo teledisco é uma das mais elaboradas metáforas ecuménicas e pacifistas de Jackson. Vale a pena revê-lo.
Pois bem, agora começou a circular na Net um registo autónomo da voz de Jackson em Man in the Mirror (ex.: Consequence of Sound). Dir-se-ia que a ambivalência emocional do tema se multiplica num exercício vampiresco em que o cantor parece entregar-se a um jogo perverso de auto-devoração do seu som. A montagem das imagens é banalmente "ilustrativa", mas este grau zero de Man in the Mirror, de tão depurado e intenso, merecia, no mínimo, um novo single.
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segunda-feira, maio 21, 2012
Histórias, a 45 rotações
Criei ontem o tumblr 45 RPM, um espaço novo para partilhar histórias sobre singles que fazem a banda sonora de uma coleção que começou a ganhar forma em inícios dos oitentas (mas que naturalmente tanto olha mais atrás como bem adiante). Todos os dias (alguma vez haverá uma ou outra folga...) ali escreverei sobre um single, numa perspetiva mais pessoal. Afinal estas canções fazem parte das nossas histórias. Ontem, para criar uma primeira coleção de histórias coloquei ali:
Open Your Heart, dos Human League
Klaviwerwerke, de James Blake
Sign Of The Times, de Prince
Estou Além, de António Variações
Made of Stone, dos Stone Roses
Pomme Pomme Pomme, de Monique Melsen
Planet Earth, dos Duran Duran
Video Killed The Radio Star, dos Buggles
Hoje chegará ali o clássico Sound and Vision, de David Bowie, que em 2005 ajudou a dar nome a este blogue.
Podem visitar aqui o 45 RPM
Open Your Heart, dos Human League
Klaviwerwerke, de James Blake
Sign Of The Times, de Prince
Estou Além, de António Variações
Made of Stone, dos Stone Roses
Pomme Pomme Pomme, de Monique Melsen
Planet Earth, dos Duran Duran
Video Killed The Radio Star, dos Buggles
Hoje chegará ali o clássico Sound and Vision, de David Bowie, que em 2005 ajudou a dar nome a este blogue.
Podem visitar aqui o 45 RPM
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quarta-feira, abril 25, 2012
Novas edições:
Field Music, Actually, Nearly
Field Music
“Actually Nearly” Memphis Industries
4 / 5
“Actually Nearly” Memphis Industries
4 / 5
Mais que apenas um dia para viver e celebrar os espaços das lojas independentes de discos, o Record Store Day começa a ser um pólo de agitação junto do qual cada vez mais artistas lançam títulos para o apetite dos seus mais atentos seguidores e colecionadores. E entre as várias edições especiais (quase todas com um número limitado de cópias disponíveis) apresentadas este ano conta-se um single assinado pelos Field Music. É um sete polegadas, juntando duas versões para dois temas que intregraram o alinhamento de Actually, o álbum de 1987 dos Pet Shop Boys. Trocando o protagonismo das electrónicas e a angulosidade da estrutura rítmica (particularmente evidente em Heart) das versões originais, os Field Music apresentam uma visão onde as guitarras são o braço direito da voz, mas toda a alma pop da canção permanece bem clara. Ambos os temas foram, entre 1987 e 88, singles lançados pelos Pet Shop Boys. Rent é um dos seus melhores temas de sempre e talha uma love song sob um ângulo bem distinto dos lugares comuns habituais. Heart, por sua vez, era um dos mais evidentes entre os primeiros sinais de atenção de uma banda pop pelos instantes de revolução que começavam a brotar da nova música de dança (assimilando em particular dinâmicas escutadas na house). Actually, nearly celebra assim a memória de um álbum maior na história da pop dos oitentas e assinala mais um reconhecimento pela importante contribuição da dupla Tennant/Lowe para a história da música popular. Detalhe importante, a citação evidente da pose dos músicos na capa de Actually é outro dos trunfos de um single que, para já, não tem quaisquer representações nem em CD nem em formato para download. Uma peça de coleção, portanto.
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domingo, janeiro 15, 2012
Philip Glass a 45 rotações
Mês Philip Glass - 15
Com obra essencialmente gravada em formato de álbum (até finais dos oitentas em LP, desde meados dessa mesma década em CD, mais recentemente também em formato digital), Philip Glass soma contudo alguns singles Na sua discografias. Na suma maioria foram lançamentos apenas com missão promocional. Mas todos eles são hoje peças disputadas entre colecionadores. Aqui ficam três exemplos de singles de Philip Glass, todos eles relacionados com álbuns lançados pela CBS Records nos anos 80. O primeiro é Facades, temas do álbum Glassworks (o single reproduz inclusivamente o grafismo da capa do álbum), que apresentava A Gentleman’s Honour (do álbum The Photographer) no lado B. O single foi lançado em 1983. O segundo, junta Lightning e Freezing, temas do álbum Songs From Liquid Days, de 1986, num doze polegadas sem capa ilustrada, apenas com saqueta de cartão, destinado a fins promocionais. O terceiro é um sete polegadas que troca a posição relativa destes mesmos dois temas, partilhando a capa o protagonismo entre Philip Glass e Linda Rondstat. Estes dois últimos singles foram ambos lançados em 1986.
Com obra essencialmente gravada em formato de álbum (até finais dos oitentas em LP, desde meados dessa mesma década em CD, mais recentemente também em formato digital), Philip Glass soma contudo alguns singles Na sua discografias. Na suma maioria foram lançamentos apenas com missão promocional. Mas todos eles são hoje peças disputadas entre colecionadores. Aqui ficam três exemplos de singles de Philip Glass, todos eles relacionados com álbuns lançados pela CBS Records nos anos 80. O primeiro é Facades, temas do álbum Glassworks (o single reproduz inclusivamente o grafismo da capa do álbum), que apresentava A Gentleman’s Honour (do álbum The Photographer) no lado B. O single foi lançado em 1983. O segundo, junta Lightning e Freezing, temas do álbum Songs From Liquid Days, de 1986, num doze polegadas sem capa ilustrada, apenas com saqueta de cartão, destinado a fins promocionais. O terceiro é um sete polegadas que troca a posição relativa destes mesmos dois temas, partilhando a capa o protagonismo entre Philip Glass e Linda Rondstat. Estes dois últimos singles foram ambos lançados em 1986.
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domingo, janeiro 16, 2011
A outra revolução dos oitentas

Ciclo 45 RPM - 3
Mler Ife Dada
“L’Amour Va Bien Merci”
Ama Romanta, 1986
Depois de um primeiro máxi-single, fruto directo da vitória no Concurso de Música Moderna do Rock Rendez Vous, uma nova formação dos Mler Ife Dada (já com Anabela Duarte como vocalista) estreava-se em disco num single editado em 1986 pela Ama Romanta. No lado A surge L’Amour va Bien Merci, uma das mais notáveis das composições pop portuguesas dos oitentas, peça central na afirmação de uma identidade “alternativa” que então começava a ganhar forma na música que se fazia por estas bandas. No lado B, cereja sobre o bolo, uma versão de Ele e Ela, o histórico tema levado à Eurovisão em 1966 por Madalena Iglésias.
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domingo, janeiro 09, 2011
Uma banda sonora para a rádio
Ciclo 45 RPM - 2
Pop Five Music Incorporated
'Page One'
Orfeu, 1970

Com carreira que remontava a finais dos anos 60, os Pop Five Music Incorporated entraram na década de 70 com uma nova formação que contava com a presença de Miguel Graça Moura nas suas fileiras. Data de então a edição do single que ficaria como referencia maior da sua discografia. Com o título Page One, apresentava no lado A um tema com balanço funk que então serviu de genérico ao programa Página Um, da Rádio Renascença. No Lado B surgia uma leitura de uma peça de Bach.
Pop Five Music Incorporated
'Page One'
Orfeu, 1970

Com carreira que remontava a finais dos anos 60, os Pop Five Music Incorporated entraram na década de 70 com uma nova formação que contava com a presença de Miguel Graça Moura nas suas fileiras. Data de então a edição do single que ficaria como referencia maior da sua discografia. Com o título Page One, apresentava no lado A um tema com balanço funk que então serviu de genérico ao programa Página Um, da Rádio Renascença. No Lado B surgia uma leitura de uma peça de Bach.
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domingo, janeiro 02, 2011
E era uma vez o rock em Portugal...
Ciclo 45 RPM – 1
Os Conchas / Daniel Bacelar
“Caloiros da Canção”
Alvorada, 1960

Ano novo, novo ciclo por estes lados. Ao longo das próximas semanas vamos aqui recordar alguns dos 45 rotações que ajudaram a escrever a história da música popular portuguesa.
Corria o mês de Outubro de 1960 quando chegava a disco, pela primeira vez, o som de uma banda pop/rock portuguesa. Chamavam-se Os Conchas e estreavam-se com duas músicas numa das faces de um EP que nascia directamente de um concurso de talentos. No EP Caloiros da Canção os Conchas apresentavam uma versão de Oh Carol, de Neil Sedaka e Quero o Teu Amor, na verdade não mais senão uma canção dos Everly Brothers. No outro lado do EP apresentava-se Daniel Bacelar. Não tinha participado no concurso mas era desde logo apontado como uma revelação. Muitas vezes descrito como o Ricky Nelson português, Daniel Bacelar estreava-se em disco com dois inéditos de sua autoria.
Os Conchas / Daniel Bacelar
“Caloiros da Canção”
Alvorada, 1960

Ano novo, novo ciclo por estes lados. Ao longo das próximas semanas vamos aqui recordar alguns dos 45 rotações que ajudaram a escrever a história da música popular portuguesa.
Corria o mês de Outubro de 1960 quando chegava a disco, pela primeira vez, o som de uma banda pop/rock portuguesa. Chamavam-se Os Conchas e estreavam-se com duas músicas numa das faces de um EP que nascia directamente de um concurso de talentos. No EP Caloiros da Canção os Conchas apresentavam uma versão de Oh Carol, de Neil Sedaka e Quero o Teu Amor, na verdade não mais senão uma canção dos Everly Brothers. No outro lado do EP apresentava-se Daniel Bacelar. Não tinha participado no concurso mas era desde logo apontado como uma revelação. Muitas vezes descrito como o Ricky Nelson português, Daniel Bacelar estreava-se em disco com dois inéditos de sua autoria.
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domingo, abril 06, 2008
Madonna digital
O novo video de Madonna — 4 Minutes, realizado pela dupla francesa Jonas & François (e não por Jonas Akerlund, como chegou a ser anunciado) — tem sido, no mínimo, um objecto volátil. Podem vê-lo aqui em baixo se, entretanto, se mantiver a respectiva localização no YouTube...Lançado no site Tick Tock (onde agora apenas surge um relógio em que todos os algarismos são "4"), tem sido objecto de algumas raras difusões televisivas e, ao contrário do que é tradição quando surge um single de um álbum muito promovido, mantém-se como um objecto relativamente "secreto". Porquê? Porque, de facto, uma vez mais com Madonna, a tradição já não é o que era...
Ou seja: como sempre muito avisada sobre as leis contemporâneas da oferta e da procura, Madonna transformou o seu clip em objecto comercial ligado ao CD, vendendo-o no iTunes (para já, apenas nos EUA) — é um sinal óbvio, e obviamente sintomático, de como podemos estar a assistir à "promoção" comercial dos telediscos, entrando no mesmo mercado, também ele em acelerado crescimento, dos filmes. Na prática, e de modo muito perverso, é a própria lógica fundadora da MTV — a passagem de telediscos numa espécie de paisagem aberta da música e para a música — que está posta em causa.
Dito isto, convém acrescentar que não poderia haver objecto mais em consonância com o seu presente do que este magnífico 4 Minutes. Que é como quem diz: assistimos a um pequeno exercício de teatro & dança em que tudo — desde o cenário, desdobrável como uma imensa folha de papel, até ao rosto de Madonna, transparente como uma "radiografia" digital — nos remete para um universo de formas instáveis, festivamente enredadas na sua mútua reconversão. Moral desta história de final (sempre) ambíguo: o jogo de espelhos continua, prosseguindo também a arte de reconversão das imagens herdadas.
quarta-feira, março 12, 2008
Como numa fábula
Ano Madonna - 14
Teledisco de Love Don't Live Here Anymore (1996)
Teledisco de Love Don't Live Here Anymore (1996)

Poderia ser um desafio eminentemente cinematográfico: como fazer um teledisco num plano-sequência? A resposta de Madonna está em Love Don't Live Here Anymore, um dos singles saídos da antologia Something to Remember, lançada em Novembro de 1995. Num único plano, Madonna emerge como personagem que tem tanto de rainha de fábula como de estrela de Hollywood, tudo encenado com a metódica lentidão que a canção exige. Realizado por Jean-Baptiste Mondino, o teledisco foi filmado a 4 de Março de 1996, em Buenos Aires, durante a rodagem de Evita. Curiosamente, Love Don't Live Here Anymore — originalmente do álbum Like a Virgin (1984) — tivera já uma edição em single (sem teledisco), em 1985, mas apenas para o mercado japonês.
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terça-feira, março 11, 2008
Os primeiros 4 minutos

Já se sabia que o novo álbum de Madonna — Hard Candy — será lançado a 28 de Abril, na Europa (29 nos EUA). E que o primeiro single dá pelo nome de 4 Minutes, com Justin Timberlake. Faltava a capa, agora divulgada, muito cool e... anos 80!?
Entretanto, o alinhamento de Hard Candy promete as seguintes guloseimas:
1 - Candy Store
2 - 4 Minutes
3 - Give It 2 Me
4 - Heartbeat
5 - Miles Away
6 - She's Not Me
7 - Incredible
8 - Beat Goes On
9 - Dance Tonight
10 - Spanish Lesson
11 - Devil
12 - Voices
1 - Candy Store
2 - 4 Minutes
3 - Give It 2 Me
4 - Heartbeat
5 - Miles Away
6 - She's Not Me
7 - Incredible
8 - Beat Goes On
9 - Dance Tonight
10 - Spanish Lesson
11 - Devil
12 - Voices
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