Durante os últimos meses John e Roger Taylor, respetivamente baixista e baterista dos Duran Duran, têm estado a colaborar com o Road Recovery, um programa de apoio a jovens em risco.
Durante esse tempo trocaram riffs e ideias. E quando os Duran Duran passaram por Nova Iorque, durante a Paper Gods Tour, foram a estúdio e gravaram a canção na qual tinham trabalhado. Agora No Rewind servirá para recolha de fundos para esse mesmo programa.
Podem ouvir aqui o tema:
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sábado, novembro 26, 2016
quinta-feira, dezembro 03, 2015
Para ler: nova digressão dos Duran Duran
colhe boas críticas
O Guardian assistiu à noite inaugural da nova digressão dos Duran Duran que parece reforçar o bom momento que o grupo está a viver com o álbum Paper Gods.
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sexta-feira, outubro 30, 2015
Ver + ouvir:
Duran Duran, Pressure Off
Um dia teremos de refletir sobre o porquê dos calendários de apresentação de alguns telediscos estarem agora algo deslocados dos que definem o lançamento dos discos. Podemos recordar o mais recente álbum de Madonna. Ou o que sucede com Pressure Off que, apresentado como single no verão, e com álbum lançado em setembro, só em outubro conheceu o respetivo teledisco. Assinala-se, assim, um novo episódio na videografia dos Duran Duran, num teledisco com realização de Nick Egan.
sexta-feira, setembro 11, 2015
Para ler: Duran Duran evocam memórias
em discurso direto
No dia em que é lançado o novo álbum Paper Gods, os Duran Duran partilham no Guardian memórias de alguns momentos cruciais na história da sua carreira.
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quarta-feira, junho 24, 2015
Para ouvir: o novo single dos Duran Duran
Com o álbum Paper Gods agendado para edição em setembro, os Duran Duran deram já a conhecer aquele que é o seu single de avanço. Trata-se de Pressure Off, no qual notamos a presença vocal de Janelle Monae e ainda a co-produção de Nile Rodgers, que no passado assinou colaborações históricas com o grupo em The Reflex e Notorious.
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sexta-feira, dezembro 05, 2014
Foi assim que David Lynch
viu um concerto dos Duran Duran
A ideia é simples: juntar uma banda (ou um músico) a um realizador e, por uma noite, em direto pela Internet, um concerto (filmado sob um ponto de vista autoral) ganha assim difusão à escala global. Assim aconteceu juntando os Arcade Fire a Terry Gilliam, os Vampire Weekend a Steve Buscemi ou os The Killers a Werner Herzog... Em 2011 um outro par tomou o Mayan Theatre, em Los Angeles, para mais um concerto da série Unstaged. No palco estavam os Duran Duran. Na régie, olhando não apenas para as câmaras mas para muitas imagens extra que antes tinha recolhido, encontrava-se David Lynch. Por uma noite o concerto chegou, como previsto, a todo o mundo. Mas as imagens ficaram registadas, ganharam vida. E transformaram-se num filme que, depois de ter sido estreado entre nós na edição deste ano do LEFFEST, ganha agora vida em sala em sessões hoje e amanhã no Espaço Nimas em Lisboa, estando ainda agendada uma outra sessão no Porto (mas novamente integrada num programa de festival).
Duran Duran Unstaged é assim o filme que nasceu de uma colaboração entre o grupo e David Lynch e que abre a esta série de concertos uma primeira janela para outros ecrãs. Maiores que os dos computadores para os quais habitualmente trabalha. Não é a primeira vez que David Lynch assina a realização de um filme concerto, valendo a pena lembrar aqui o (algo esquecido) Industrial Symphony Nº 1, projeto em que a música de Angelo Badalamenti e o protagonismo vocal de Julee Cruise tinham um papel primordial. Estreado em 1990, este filme-concerto teve edição pouco depois em VHS.
Os Duran Duran, por seu lado, têm também uma relação antiga com o cinema. Pioneiros fulcrais na criação de um novo relacionamento da cultura pop/rock com o teledisco na alvorada dos anos 80, desenvolveram com o realizador Russel Mulcahy o projeto Arena: An Abusrd Notion, filme-concerto de 1984 com imagens associadas ao teledisco de The Wild Boys e a presença no elenco de Milo O’Shea (o ator a quem coube o papel de Dr. Duran, no filme Barbarella, de Roger Vadim). Assinaram depois os temas principais para os filmes 007: A View to a Kill ou O Santo, tendo John Taylor, a solo, criado o tema principal de 9 ½ Weeks. Aqui têm contudo a sua estreia como banda no grande ecrã.
Originalmente apresentado (fora de programa) durante a edição de 2013 do Festival de Cannes e tendo conhecido honras de antestreia – com a presença da banda – no MoMA, o filme Duran Duran Unstaged é uma experiência que justapõe um competentíssimo concerto do grupo veterano com imagens que David Lynch lança sistematicamente sobre a banda. Jogos de sobreposição asseguram assim a coexistência num mesmo ecrã de dois mundos, que afinal assim dialogam, as imagens revelando por um lado características autorais de Lynch (e sentimos aqui claras ligações a olhares que passaram já por filmes como Estrada Perdida, Mulholland Drive ou Inland Empire), ora seguindo pistas lançadas pelas canções, ora propondo “sonhos” (palavra usada pelo próprio realizador) mais abstractos que a música pode eventualmente sugerir.
Um alinhamento que valoriza a presença do (então recente) álbum All You Need Is Now – simplesmente o melhor disco dos Duran Duran desde os dias de Rio – mas que recorda alguns clássicos, junta pérolas dos primeiros tempos e uma versão de A View To A Kill que celebra a memória de John Barry chama a palco convidados como Gerard Way (dos My Chemical Romance), Beth Ditto (Gossip), Kelis e Mark Ronson (o produtor do mais recente álbum do grupo). Em conjunto dão-nos um concerto que reafirma o importante papel do grupo na história da música pop e sublinha, pela visão claramente demarcada de David Lynch, um ponto de vista que faz deste filme-concerto uma experiência única. Não será exagero afirmar que é um dos mais cativantes e diferentes filmes concertos alguma vez realizados. E a David Lynch cabe, aí, grande parte da responsabilidade pelo feito único que aqui se revela.
Em Lisboa, o vai será exibido no hoje 5, pelas 21.45 (*) e 00.00, e amanhã às 19.40 (*), no Espaço Nimas. No Porto, será apresentado hoje, no Passos Manuel, integrado no festival Porto/Post/Doc. A partir de amanhã estará disponível em DVD.
(*) Estas duas sessões terão apresentação a cargo de Nuno Galopim
sexta-feira, novembro 21, 2014
'Duran Duran Unstaged' estreia
em sala a 5 de dezembro
O filme-concerto Duran Duran Unstaged, realizado por David Lynch, vai ter uma breve carreira em sala entre nós. Depois de ter conhecido primeiras exibições entre nós integrado na programação da edição deste ano do LEFFEST, o filme vai chegar a uma sala lisboeta (falta confirmar qual) entre os dias 5 e 6 de dezembro.
A 5 de dezembro o filme será também exibido no Porto, no quadro da programação do novo festival Porto / Post / Doc.
No dia 6 o filme surgirá ainda nos videoclubes portugueses e terá edição em DVD.
Podem ver aqui o trailer do filme.
quinta-feira, novembro 20, 2014
Para ouvir: Duran Duran
revelam versão longa
de 'A View To A Kill' 29 anos depois
Editado em 1985, A View To A Kill foi o derradeiro single da formação "clássica" dos Duran Duran (na sua primeira vida discográfica, entre 1981 e 85). A canção, que serviu na altura a banda sonora do filme da série 007 com o mesmo título da canção - e que entre nós teve estreia como 007: Alvo em Movimento - surgiu apenas no formato de sete polegadas, sem um máxi-single com versão longa, algo que o grupo fazia regularmente desde o seu primeiro single, Planet Earth (1981). Note-se que até mesmo Save a Prayer, sem versão "longa", teve direito a máxi-single, a novidade surgindo aí na versão "extended" do tema que surgia no lado B, Hold Back The Rain.
O facto de não ter sido editada não significa que não tivesse sido criada uma versão longa para A View To a Kill. E foi-o, de facto. Steve Thompson apresentou então ao grupo, em Paris, uma proposta que acabou rejeitada, conforma John Taylor, o baixista do grupo, revelou em recentes declarações ao site oficial da banda. Confessou então que nos últimos tempos não estava satisfeito com as versões máxi e que preferia manter pura a leitura para pouco mais de três minutos que o grupo havia criado. Acrescentou ainda que lamenta hoje ter tomado essa decisão.
A verdade é que, poucas semanas após a "confissão" de John Taylor, a remistura criada para o máxi que nunca existiu saltou finalmente do arquivo onde então fora fechada. A remistura surgiu agora num site dedicado a James Bond, através do SoundCloud. E podem ouvi-la aqui.
domingo, outubro 26, 2014
Duran Duran, Nick Cave e Mozart:
filmes com música no LEFFEST
Decorre entre os dias 7 e 16 de novembro a edição deste ano do Lisbon & Estoril Film Festival. Entre os filmes da seleção oficial, as homenagens, retrospetivas e sessões especiais surgem alguns títulos que tomam a música (ou os músicos) como um dos seus focos maiores de atenção. Assim, numa primeira abordagem ao cartaz deste ano do festival, ficam aqui três primeiras sugestões, todas elas da seleção oficial - fora de competição.
Duran Duran Unstaged é um filme-concerto de David Lynch que tem como protagonistas o grupo britânico mais os convidados que levam a palco, entre eles Kelis, Beth Ditto (dos Gossip) ou Mark Ronson. O concerto toma as canções do mais recente All You Need Is Now como centro das atenções, mas junta algumas incursões pelas memórias da discografia do grupo. A intervenção de David Lynch é bem clara nas imagens que se cruzam com o que acontece em palco.
Nick Cave – 20000 Dias Na Terra é uma construção ficcionada de um dia na vida do músico. Através de encontros com alguns dos seus colaboradores habituais – como Warren Ellis ou Blixa Bargeld - ou com a cantora Kylie Minogue, com quem gravou o dueto Where The Wild Roses Grow, e de visita aos seus espaços de vida privada, arquivo e palco somos confrontados com uma forma diferente de contar uma história de vida (com música).
Depois de uma carreira no palco, a ideia de juntar três óperas de Mozart para contar episódios da vida de Giacomo Casanova deu forma a Variações de Casanova, filme de Michel Sturminger que terá antestreia durante o festival. Protagonziado por John Malkovich, o filme conta com uma série de nomes de proa do canto lírico do nosso tempo, entre os quais Jonas Kaufman e Barbara Hanningan.
sábado, setembro 13, 2014
Duran Duran no Fashion Rocks 2014
Podem ver aqui a atuação dos Duran Duran na edição deste ano do Fashion Rocks. Em sequência apresentam aqui os temas The Reflex, Girl Panic (do seu mais recente álbum) e Hungry Like The Wolf.
segunda-feira, setembro 08, 2014
Filme de David Lynch com Duran Duran
estreia no Lisbon & Estoril Film Festival
O filme Duran Duran Unstaged, realizado por David Lynch e que acompanha os Duran Duran em palco numa atuação em 2011 - na sequência do lançamento do álbum All You Need Is Now - é um dos títulos a integrar a edição deste ano do Lisbon & Estoril Film Festival. Esta é uma das revelações presentes no Press Release distribuído esta manhã na conferência de imprensa (no CCB) na qual foram reveladas primeiras informações sobre a edição deste ano do festival, que vai decorrer entre os dias 7 e 16 de novembro.
Além deste filme - que até aqui teve apenas exibições no quadro da edição de 2013 do Festival de Cannes e, depois, no auditório do MoMA (em Nova Iorque) - David Lynch estará também representado nesta edição do festival numa exposição conjunta com Jean-Michel Alberola, que será inaugurada no Centro de Congressos do Estoril no dia de abertura do festival. A exposição Here & Now irá apresentar diversas obras de JM Alberola e uma série de litografias (algumas inéditas) de David Lynch.
Outra das novidades apresentadas na conferência desta manhã foi a antestreia de Variações de Casanova, filme de Michael Strüminger que evoca a figura de Giacomo Casanova através de memórias lidas em História da Minha Vida, que se cruzam no grande ecrã com árias das três óperas que Mozart compôs com libretos de Lorenzo da Ponte (As Bodas de Fígaro, Don Giovanni e Così Fan Tutte).
O elenco deste filme que foi integralmente rodado em Portugal - com várias sequências filmadas no Teatro Nacional São Carlos - inclui grandes cantores líricos do nosso tempo, entre os quais Jonas Kaufman e Barbara Haningan. O papel protagonista é entregue a John Malkovich, que estará em Lisboa e no Estoril durante o festival e a quem será feita uma homenagem na forma de um ciclo que recordará não apenas a sua obra como ator de cinema, mas também no teatro, além do trabalho como produtor.
Além de John Malkovich, outra das homenagens já reveladas para esta edição do Lisbon & Estoril Film Festival vai destacar a obra de Maria de Medeiros.
Para ouvir: Soko canta Duran Duran
A atriz e cantora francesa Soko é um dos nomes a encontrar no alinhamento do álbum de tributo aos Duran Duran Making Patterns Rhyme. Esta é a versão que ali apresenta do tema clássico (de 1981) Girls on Film.
segunda-feira, agosto 18, 2014
Uma canção para o verão (2014.10)
Realizado em 1982 por Russell Mulcahy numa praia de Antigua, o teledisco que acompanhou o tema-título do segundo álbum dos Duran Duran é talvez uma das mais conhecidas celebrações do sol, do calor, das cores do verão (e de um modo de vida que não é coisa para carteiras em contenção) entre as memórias dos primeiros tempos da era do vídeo musical.
O teledisco apresenta os cinco elementos da formação original em várias situações relativamente constrangedoras e toma um iate como presença central para as imagens, como se de um refrão se tratasse. Mais que uma alusão (indireta) ao Rio de Janeiro, a canção é uma celebração da vida na América, espaço que o grupo então começa a explorar.
Rio surgiu como a faixa de abertura para o álbum com o mesmo título que os Duran Duran lançaram na primavera de 1982 (e que os catapultou para um patamar de fama global). A canção surgiria no formato de single na reta final do ano (seria o quarto extraído do alinhamento do álbum) e ainda hoje é uma presença regular no alinhamento dos concertos do grupo.
segunda-feira, agosto 11, 2014
Nile Rodgers e Mark Ronson produzem
o próximo álbum dos Duran Duran
Nile Rodgers e Mark Ronson estão a trabalhar com os Duran Duran, num estúdio londrino, na gravação de um novo álbum de originais que deverá ter edição na primavera de 2015. Ambos assinaram já, em separado, trabalhos de produção com o grupo. Nile Rodgers teve primeira relação com os Duran Duran ao produzir a versão remisturada do single The Reflex em 1984, no mesmo ano tendo co-produzido com o grupo o single The Wild Boys. Dois anos depois, Nile Rodgers produziu o álbum Notorious, no qual assinou algumas partes da guitarras (numa altura em que se afastava do grupo o guitarrista Andy Taylor). Mark Ronson trabalhou com os Duran Duran na produção do mais recente All You Need Is Now, o disco mais elogiado do grupo desde os anos 80. Segundo a Pitchfork John Frusciante (dos Red Hot Chilli Peppers) será um dos músicos convidados neste disco.
Podem ver imagens de estúdio no site oficial dos Duran Duran.
Podem ver imagens de estúdio no site oficial dos Duran Duran.
terça-feira, agosto 05, 2014
Para ouvir: Austra canta Duran Duran
Mais um tema à descoberta entre o alinhamento de Making Patterns Rhyme, um novo disco de tributo aos Duran Duran. Hoje aqui fica a participação de Austra, que reinventa American Science, canção do alinhamento do álbum Notorious, de 1986.
sexta-feira, julho 25, 2014
Para ouvir:
Moby assina versão de 'Rio' dos Duran Duran
Esta é a contribuição de Moby para Making Patterns Rhyme, novo tributo aos Duran Duran a editar ainda este mês e cujos fundos recolhidos reverterão a favor da Amnistia Internacional.
quinta-feira, julho 24, 2014
Para ler: Duran Duran processam empresa
que gere o clube de fãs
Nada como fazer jornalismo contado os factos como eles são e não usando títulos para efeito de choque e, depois, a ler, a coisa afinal não é bem assim. Os Duran Duran processaram a companhia que gere o seu clube de fãs. Não o clube de fãs exatamente (que não é mais como os que, nos oitentas, eram mesmo feitos por fãs), mas quem o geria empresarialmente. A notícia dá que pensar sobretudo no que são hoje os clubes de fãs. Não mais um espaço de reunião de gente com uma paixão partilhada, pelos vistos...
Podem ler aqui a notícia, na Spin.
Podem ler aqui a notícia, na Spin.
terça-feira, junho 17, 2014
Para ouvir: Duran Duran, via Warpaint
Um clássico de 1982 do álbum Rio em versão com assinatura Warpaint. The Chauffeur é uma das versões que surgem num novo tributo aos Duran Duran a editar em julho, com o título Making Patterns Rhyme: A Tribute to Duran Duran.
sábado, abril 26, 2014
30 anos depois:
Duran Duran, The Reflex
Passaram esta semana 30 anos sobre o lançamento de The Reflex, o terceiro single extraído do alinhamento de Seven and The Ragged Tiger, álbum dos Duran Duran editado em finais de 1983. A canção, que vive em grande parte da eficácia de um sim “steel drum” criado por Nick Rhodes num sintetizador Roland Jupiter-8 foi remisturada por Nile Rodgers para a versão apresentada no single (consideravelmente diferente da que escutamos no álbum), aproximando-a dos espaços da pista de dança. The Reflex deu aos Duran Duran o seu segundo número um no Reino Unido e o primeiro nos EUA e transformou-se num dos maiores êxitos da sua discografia. O bom entendimento com Nile Rodgers abriu espaços a parcerias posteriores com o músico, assim como com o também ex-Chic Bernard Edwards, como se escutaria mais tarde no single The Wild Boys (também de 1984) ou no álbum Notorious (1986).
O teledisco de The Reflex foi assinado por Russel Mulcahy, cruzando imagens de palco (registadas numa tarde, com sala vazia) com outras, de público (captadas nessa mesma noite, durante um concerto da Sing Blue Silver Tour).
Podem ver o teledisco aqui.
quinta-feira, janeiro 30, 2014
Reedições:
The Power Station, The Power Station
The Power Station
“The Power Station”
PLH UK Catalog
2 / 5
Após três álbuns de originais, uma intensa agenda de concertos e um estatuto de visibilidade global conquistado, os Duran Duran chegaram a meados de 1984 com vontade de tirar uns tempos de férias. Depois de terminada a digressão mundial tinham ainda pela frente a edição em single de uma versão remisturada por Nile Rodgers de The Reflex (que se transformaria num dos seus maiores êxitos), o lançamento do álbum ao vivo Arena e a gravação do single (e do teledisco) The Wild Boys, que surgiria como inédito (de estúdio) no registo live... Depois dividiram-se em dois corpos distintos. Simon Le Bon, Nick Rhodes e Roger Taylor juntaram-se em Paris para aprofundar a faceta mais sumptuosa do som dos Duran Duran num projeto a que chamariam Arcadia. E John e Andy Taylor encontraram terreno livre para expressar o desejo de explorar duas premissas fulcrais da alma dos Duran Duran: a sua face mais rock (nem sempre muito evidente nos DD) e um motor rítmico mais próximo de uma identidade herdada do funk. Juntaram-se a Rover Palmer (que tinham conhecido em 1983) e ao baterista Tony Thompson. E sob produção assegurada por Bernard Edwards (Chic), registaram um conjunto de oito temas (entre os quais uma versão dos T-Rex e uma dos Isley Brothers) nas quais apresentaram um rock anguloso e polido (que teria consequências diretas no som de Notorious, o álbum de reencontro dos Duran Duran editado em 1986). The Power Station (nome do estúdio nova-iorquino onde gravaram) foi a designação que adotaram para o grupo e para o seu primeiro álbum (haveria um segundo, claramente menor, onze anos depois). O álbum é um claro exemplo de um sentido burguês que habita muitas vezes entre quem faz vibrar os terrenos do sucesso. Foi coisa mais cara que musicalmente consequente, apesar da boa repercussão que chegou a ter nos EUA. Do alinhamento surgiu, além de uma versão aceitável de Get It On (Bang a Gong) um belo single pop ritmicamente elaborado a que chamaram Some Like It Hot. O resto do disco é acima de tudo um devaneio impecavelmente produzido que cruzou elementos de funk e traços de um rock mais pesado, algo longe do sentido pop e das cores que habitavam a música dos Duran Duran. Convenhamos que na altura muito do que os Power Station venderam e deram que falar se devia ao facto de, entre 1982 e 85 serem os Duran Duran uma das bandas mais populares do planeta. Hoje, quase 30 anos depois, é um episódio paralelo de interesse relativo, datado e bem menos interessante que o mais elaborado So Red The Rose, dos Arcadia. Esta reedição junta remisturas, lados B e edits dos singles e máxis editados na época.
PS. Confesso que, com o tempo, fui perdendo o interesse por este disco.
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