Jean-Michel Jarre tem um novo álbum, Equinoxe Infinity, a surgir no dia 16 de Novembro. Entretanto, lançou Planet Jarre, antologia de 41 temas em que revisita (e, em alguns casos, retoca) a pluralidade do seu obsessivo e, não poucas vezes, fascinante labor electrónico. Eis, em formato teledisco, o tema Ethnicolor, pertencente a Zoolook, lançado em 1984.
Mostrar mensagens com a etiqueta Jean Michel Jarre. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jean Michel Jarre. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, outubro 23, 2018
quarta-feira, novembro 11, 2015
Em conversa com Jean Michel Jarre
A propósito da edição do primeiro volume do projeto Electronica, falei uma vez mais com o francês Jean Michel Jarre com quem tinha já conversado em outras ocasiões. Entre várias reflexões disse-me:
"Quando comecei a fazer música electrónica não havia mais ninguém a fazê-la em França e quase ninguém na Alemanha. Foi muito antes da Internet e não tínhamos contacto real uns entre os outros. Íamos trabalhando em laboratórios e estúdios. Lembro-me de, quando peguei pela primeira vez no Autobahn, dos Kraftwerk, ter achado que seriam uma banda californiana a cantar em alemão… Pensava que eram uns Beach Boys techno… Parecia-me até uma coisa bem cool, a ideia de uma banda americana a cantar em alemão… É claro que acabei por saber que eram afinal alemães, mas a verdade é que estávamos muito afastados. Nessa altura os alemães estavam a abordar a música electrónica de uma forma mais robótica e fria. Eu tinha uma abordagem mais impressionista. Seria uma coisa mais latina ou mesmo francesa, com uma valorização da melodia e com heranças de Ravel, Debussy, Satie… Mais aquelas influências da arquitetura e do cinema francês e mesmo da pintura dos impressionistas. O facto de procurar criar paisagens sonoras, de optar por abordagens mais orgânicas na criação dos sons, das frequências, das ondas… Abordagens mais tácteis…"
Subscrever:
Mensagens (Atom)

