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terça-feira, outubro 14, 2014

Para ouvir: 'Sgt. Pepper's' pelos Flaming Lips

Uma abordagem, de fio a pavio, às canções do álbum de 1967 dos Beatles Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band é a nova proposta dos Flaming Lips, mais uma multidão de convidados. O site da banda começou a divulgar as colaborações.

Podem ouvir aqui Lucy in the Sky With Diamonds, com Moby e Miley Cyrus.

terça-feira, agosto 05, 2014

Para ouvir: Austra canta Duran Duran



Mais um tema à descoberta entre o alinhamento de Making Patterns Rhyme, um novo disco de tributo aos Duran Duran. Hoje aqui fica a participação de Austra, que reinventa American Science, canção do alinhamento do álbum Notorious, de 1986.

terça-feira, novembro 26, 2013

As canções de Wes Anderson (pelos outros)


Um disco de tributo a Wes Anderson? Porque não? Os seus filmes sempre mostram um saber musical muito próprio, das versões de Bowie por Seu Jorge em The Life Aquatic ao Britten revisitado no seu mais recente título. Aqui fica o alinhamento de I Saved Latin, que tem lançamento agendado para a Primavera de 2014. Aqui fica o alinhamento, tal e qual foi avançado pela Pitchfork:

Black Francis: "Seven and Seven Is" (Love) [Bottle Rocket]
Elk City: "Play with Fire" (The Rolling Stones) [Darjeeling Limited]
Escondido: "Strangers" (The Kinks) [Darjeeling Limited]
Freelance Whales: "Let Her Dance" (The Bobby Fuller Four) [Fantastic Mr. Fox]
Generationals: "Making Time" (Creation) [Rushmore]
Grand Hallway: "I Am Waiting" (The Rolling Stones) [Rushmore]
Joy Zipper: "Ooh La La" (The Faces) [Rushmore]
Juliana Hatfield: "Needle In The Hay" (Elliot Smith) [Royal Tenenbaums]
Kristin Hersh: "Fly" (Nick Drake) [Royal Tenenbaums]
Matt Pond: "These Days" (Nico) [Royal Tenenbaums]
Mike Watt & the Secondmen: "Street Fighting Man (The Rolling Stones)" [Fantastic Mr. Fox]
PHOX: "The Way I Feel Inside" (The Zombies) [Life Aquatic with Steve Zissou]
Santah: "Five Years" (David Bowie) [Life Aquatic with Steve Zissou]
Sara Lov: "Alone Again Or" (Love) [Bottle Rocket]
Solvents: "Nothing In This World Can Stop Me Worryin' Bout That Girl" (The Kinks) [Rushmore]
Someone Still Loves You Boris Yeltsin: "Margaret Yang's Theme" (Mark Mothersbaugh) [Rushmore]
Tea Cozies: "Here Comes My Baby" (Cat Stevens) [Rushmore]
Tele Novella: "Stephanie Says" (The Velvet Underground) [Royal Tenenbaums]
Telekinesis: "This Time Tomorrow" (The Kinks) [Darjeeling Limited]
The Ghost in You: "Oh Yoko!" (John Lennon) [Rushmore]
Tomten: "30 Century Man" (Scott Walker) [Life Aquatic]
Trespassers William: "Fairest of the Seasons" (Nico) [Royal Tenenbaums]
William Fitzsimmons: "The Wind" (Cat Stevens) [Rushmore]

segunda-feira, outubro 07, 2013

Novas edições:
Vários Artistas / Peter Gabriel,
And I'll Scratch Yours

Vários Artistas / Peter Gabriel
“And I’ll Scratch Yours”
Real World / Universal
3 / 5

Esta é a segunda parte de um díptico que começou a ganhar forma há uns três anos e que, originalmente, deveria ter sido discograficamente concluído pouco depois do lançamento do primeiro deste par de álbuns. Com Peter Gabriel como protagonista, o par de edições centrava-se numa ideia simples: a partilha de versões. Ou seja, numa etapa Peter Gabriel gravaria canções de outros nomes. E, nesta segunda, caberia a uma série de convidados o desafio de registar versões de canções originais de Peter Gabriel. Editado em 2010, Scratch My Back, de Peter Gabriel, apresentava leituras, personalizadas, de temas como Heroes de David Bowie, The Boy In The Bubble de Paul Simon, My Body is A Cage dos Arcade Fire, Listening Wind dos Talking Heads ou Street Spirit (Fade Out) dos Radiohead, juntando ainda temas de Neil Young, Lou Reed, Regina Spektor, Elbow, Bon Iver ou Randy Newman. Agora, depois de tão bem ter coçado as costas de uma notável multidão de canções (e autores) chega a resposta, que começa logo pela forma direta como o título sugere que agora é a vez dos outros o coçarem... And I’ll Scratch Yours é de certa forma um disco-tributo à obra de Peter Gabriel. Porém, ao contrário de muitos projetos coordenados por editoras, revistas (como o foi o I’m Your Fan, dedicado a Cohen, conduzido pela Les Inrockuptibles) ou comissariadas por admiradores, esta foi coordenada pelo próprio “homenageado”. Coube de resto a Peter Gabriel a decisão de avançar pela edição deste segundo disco nesta altura do campeonato, cansado que estava de esperar pelas eventuais contribuições planeadas que não se chegaram a materializar. A ideia original era a criação de um par em que os nomes por si abordados num dos álbuns fossem os mesmos que depois avançariam sobre as suas próprias canções. Apesar de algumas diferenças pontuais, And I’ll Scratch Yours apresenta mesmo assim um corpo comum de nomes com o álbum de 2010. O alinhamento final fala todavia por si, e revela um dos mais agradáveis entre os muitos discos de versões / tributos que por aí andam. David Byrne e Arcade Fire assinam leituras espantosas, respetivamente de I Don’t Remember e Games Without Frontiers. Lou Reed faz de Solsbury Hill uma canção “sua”, o mesmo se podendo dizer da abordagem de Stephin Merritt (dos Magnetic Fields) a Not One Of Us ou a Biko, segundo Paul Simon (numa curiosa ligação, via The Boy In The Bubble que Gabriel reinterpretou, à relação com a África do Sul que o músico talhou nos dias de Graceland). O alinhamento apresenta ainda leituras pessoais de Big Time segundo Randy Newman, Blood of Eden por Regina Spektor ou de Feist, com Timber Timbre, em Don’t Give Up. Brian Eno revisita um espaço da música elétrica onde há muito não caminhava em Mother of Violence. Joseph Arthur não impressiona lá muito em Shock The Monkey. E Bon Iver e os Elbow não parecem conseguir vencer a deferência perante os originais em Come Talk To Me e Mercy Street. Mas no fim, ao cabo de 12 versões, a colheita satisfaz. Poucas vezes vemos reunido um tão nutritivo volume de versões num disco só.

segunda-feira, junho 10, 2013

Novas edições:
Vários artistas,
Way To Blue - The Songs of Nick Drake

Vários Artistas
“Way To Blue – The Songs of Nick Drake”
Navigator Records
4 / 5

Praticamente ignorado em vida, Nick Drake (1948-1974) acabou por nunca ver devidamente reconhecida uma obra que, desconhecida por muitos quando a registou, hoje é indubitavelmente reconhecida como uma das mais belas, pessoais e influentes da história da música popular. Mais que uma mera figura de culto, Nick Drake é hoje um ícone de absoluta referencia, um autor único no seu trabalho de composição (e muito pessoal abordagem ao dedilhar da guitarra), um eloquente e literato escritor de canções, uma voz arrepiantemente bela. E, no fim, conhecida a história de que, como cantava em Fruit Tree, quase parecia ter a consciência premonitória que o seu tempo ou seria curto ou o seu reconhecimento, a acontecer, só chegaria depois, encarna nas canções que fez e gravou uma dimensão verdadeiramente trágica que assombra, mas não deixa de encantar. Nick Drake é um autor hoje em dia venerado entre músicos e melómanos, a sua obra tendo semeado uma descendência que entretanto floriu. São já muitas as versões que surgiram das suas canções e muitos também os discos de tributo prestado à sua obra. Tributos que fogem até à lógica mais habitual dos modelos do género, como por exemplo aquele que o cantor e alaudista Joel Fredrokssen editou pela Harmonia Mundi no ano passado, com o título Requiem For A Pink Moon. Way To Blue – The Songs of Pink Moon, recentemente editado podia ser talvez “mais um” tributo a Nick Drake, entre os demais que já surgiram. Mas é sem dúvida o melhor até hoje registado, ou não tivesse como produtor Joe Boyd, o mesmo que acompanhou o músico em estúdio nos seus dois primeiros álbuns (Five Leaves Left e Bryter Later) e cuja falta sentiu no terceiro (Pink Moon). Na verdade este disco nasce de um projeto maior, um tributo na forma de um concerto que andou por palcos do mundo, apresentando canções de Nick Drake nas vozes de figuras como Vashty Bunyan, Green Gartside (dos Scritti Politti), Teddy Thompson, Robyn Hitchcock ou Scott Mathews, entre outros, chamando ainda as presenças de músicos como o baixista Danny Thompson (ex-Pentangle), que chegou a gravar com Nick Drake, ou o guitarrista Neill MacColl (que teve a braços a difícil tarefa de abordar o raro dedilhar do homenageado). Reverente perante a obra de Nick Drake, mas sem nunca abafar a contribuição das personalidades dos convidados, o tributo revela um raro saber na forma como sabe partir de uma obra e a celebra entre o valor da sua herança e a diversidade de leituras que as vozes e instrumentistas depois juntam ao corpo a partir do qual se trabalha. A elegância dos arranjos de cordas, o protagonismo da guitarra acústica e a presença viva do piano tecem cenários, onde vozes brilham (revelando mesmo nomes menos conhecidos, como é o caso da dupla australiana Luluc), soba produção exigente e atenta de Joe Boyd. Todas estas são gravações ao vivo, às quais os aplausos foram apagados, revelando-nos o arrepiante sentido de intimidade que de facto se criou naqueles palcos. Fossem todos os tributos assim...

segunda-feira, abril 22, 2013

Para revisitar a música de Nick Drake

Um novo tributo às canções de Nick Drake foi editado esta semana. Trata-se de Way To Blue – The Songs of Nick Drake, e inclui versões assinadas por nomes como os de Vashti Bunyan, Green Gartside (a voz dos Scritti Politti) Scott Mathews, Teddy Thompson ou Robyn Hitchcock. Este disco nasceu de uma série de concertos de homenagem que correram palcos de todo o mundo. Joe Boyd, que produziu os dois primeiros álbuns de Nick Drake, gravou os concertos, retirando dessas gravações as versões que agora podemos escutar em disco.

Podem ler aqui um artigo na New Yorker sobre este disco, ao qual está associada uma montra para escuta exclusiva destas versões.

segunda-feira, outubro 01, 2012

Novas edições,
Vários artistas, The Spirit of Talk Talk


Vários artistas 
“The Spirit of Talk Talk” 
Fierce Panda / Popstock 
3 / 5

Foi um dos vários tributos lançados este verão, tendo chegado aos escaparates em finais de setembro. São dois discos, recolhendo uma coleção de visões e reinterpretações de canções de uma banda que, como poucas, soube entender a arte da reinvenção de si mesma como figura de primeiro plano na sua ordem de trabalhos. Do patamar claramente mainstream em que nasceram e se mostraram em inícios dos anos 80 (com algumas afinidades para com os primeiros ecos da vaga new romantic) aos diálogos entre estéticas ambiente e um interesse evidente pelas liberdades formais do jazz dos seus dois últimos álbuns de originais (entre finais dos oitentas e inícios dos noventas), os Talk Talk deixaram uma obra relativamente curta, mas decididamente influente (e gourmet). Na hora de os homenagear, Spirit of Talk Talk reúne em dois discos uma pequena multidão de 30 versões, a seleção de matéria prima passando pelos seus diversos álbuns e até mesmo lados B. Se num primeiro olhar começamos por confirmar a rara transversalidade dos gostos que a sua obra conquistou, num segundo mergulhamos nas versões para descobrir como os admiradores se propõem a ler os que admiram. Invariavelmente irregulares nos resultados, os discos tributo juntam ainda em espaço comum uma mão-cheia de nomes de feitos reconhecidos com uma representação de ilustres (quase) desconhecidos. Uns mais felizes, outros nem por isso, os convocados mostram-se aqui (mesmo ao revisitar as memórias mais antigas dos Talk Talk) mais próximos dos tons suaves dos seus discos tardios. Vale mesmo a pena ouvir as leituras de Give It Up (Kid Creosote), Life’s What You Make It (Duncan Sheik), Dum Dum Girl (Recoil, com Shara Worden), Tomorrow’s Started (Jason Lytle) ou It’s Geting Late In The Evening (Davide Rossi, Nils Frahm e Peter Broderick)... Sem grandes tiros ao lado, o alinhamento garante por um lado a representação de uma vasta lista de participantes, mas ganharia se editado a um total de 20 canções (os “expulsos” podendo conhecer exposição como extras disponíveis para uma eventual edição maior ou mesmo como bónus online). Apesar de tudo, e terminada a faixa 16 do CD2, a vontade que fica é a de reencontrar, logo depois, os discos originais dos Talk Talk.

quinta-feira, setembro 13, 2012

Os fãs de Leonard Cohen

Tributos - Leonard Cohen 
'I'm Your Fan' (Oscar, 1991)

São sempre discos necessariamente irregulares, mas entre os alinhamentos surgem por vezes boas surpresas. Há contudo tributos invulgarmente bem nescidos. E o paradigma de um alinhamento de referencia é o que podemos recordar em I’m Your Fan, tributo a Leonard Cohen com curadoria assinada em 1991 pela revista francesa Les Inrockuptibles. De Hallelujah por John Cale a First We Take Manhattan segundo os R.E.M., de I Can’t Forget pelos Pixies a Chelsea Hotel por Lloyd Cole, o álbum junta uma mão cheia de belíssimas versões. Entre os nomes presentes destacam-se ainda os House of Love, Ian McCulloch, That Petrol Emotion, Lilac Time, Robert Foster (dos Go Betweens), Bill Pritchard, Peter Astor ou Nick Cave & The Bad Seeds. Em suma, não apenas uma série de leituras sobre canções de Leonard Cohen. Mas também um retrato em 18 temas de nomes de peso no panorama pop/rock alternativo de então.

quarta-feira, agosto 29, 2012

Novas edições:
Vários Artistas,
Just Tell Me That You Want Me:
A Tribute to Fleetwood Mac

Vários artistas
"Just Tell Me That You Want Me - A Tribute to Fleetwood Mac"
Universal
2 / 5

A colheita de tributos tem sido farta este ano. Este verão chegou ao mercado nacional um disco que celebrou os 70 anos de Caetano Veloso. Não tarda nada e estará aí um álbum duplo de homenagem aos Talk Talk. Mais adiante teremos a muito esperada edição que junta versões de temas de Arthur Russell... E pelo caminho eis que entra em cena um tributo aos Fleetwood Mac. Com o título Just Tell Me What You Want Me celebra a memória de uma banda que cruzou várias épocas e caminhos, dos blues que os inspiravam em finais dos sessentas à pop que tomaram por destino entre finais dos setentas e os oitentas... Neste tributo são 17 os nomes que se juntam para os evocar. Chegam dos mais variados pontos de partida, apesar de uma concentração de forças entre figuras com carreira em terrenos indie. Porém, é magra a colheita de boas ideias nas versões que aqui se escutam. Brilha St Vincent, com Craig Wedren, ao som de um certo fulgor dramático para eletricidade e bom sentido de espaço em Sisters of The Moon, assim como a sueca Lykke Li mostra que sabe ter voz interpretativa na forma de abordar Silver Springs. Antony e Marianne Faithfull são competentes e fieis a si mesmos, respetivamente em Landslide e Angel, ambos de resto figuras com recomendável historial de versões já gravadas. Mas, de resto, a montra proposta é de dieta nas ideias, com nomes como uns Washed Out ou New Pornographers num certo registo de piloto-automático e outros, como The Kills, MGMT ou Best Coast com aquele estranho sabor de carta fora do baralho. Esta ideia da carta fora do baralho é até situação que poderia ser empolgante, como quando uns Scissor Sisters reinventaram Pink Floyd em clima eletro disco ou no disco em que o Balanescu Quartet leu Kraftwerk com dois violinos, uma viola e um violoncelo. Mas não é o caso...

terça-feira, junho 19, 2012

Para revisitar os Fleetwood Mac



Vem aí Just Tell Me That You Want Me, um tributo aos Fleetwood Mac, com alinhamento pleno de nomes de primeiro plano, de Marianne Faithfull a Antony, dos MGMT a Lee Ranaldo. A edição é da Hear Music (a editora associada aos cafés Starbucks) e está agendada para meados de agosto. Aqui fica para escuta a contribuição dos New Pornographers. E o alinhamento, tal e qual o avançou a Pitchfork.

Lee Ranaldo Band [com. J Mascis]: "Albatross"
Antony: "Landslide"
Trixie Whitley: "Before The Beginning"
Billy Gibbons & Co.: "Oh Well"
Best Coast: "Rhiannon"
The New Pornographers: "Think About Me"
Marianne Faithfull: "Angel"
Lykke Li: "Silver Springs"
Karen Elson: "Gold Dust Woman"
Matt Sweeney e Bonnie 'Prince' Billy: "Storms"
Washed Out: "Straight Back"
Tame Impala: "That's All For Everyone"
Craig Wedren com St. Vincent: "Sisters of the Moon"
The Kills: "Dreams"
Gardens & Villa: "Gypsy"
The Crystal Ark: "Tusk"
MGMT: "Future Games"

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Novas edições:
Vários Artistas,
Chimes of Freedom - The Songs of Bob Dylan


Vários Artistas
"Chimes of Freedom - The Songs of Bob Dylan"
Universal
2 / 5

Reza a velha máxima que não se pode agradar a gregos e troianos ao mesmo tempo. Mas podemos juntar gregos e troianos em torno de uma ideia comum... É o que acontece em tempo de assinalar os 50 anos da Amnistia Internacional (AI), num álbum quádruplo (coisa que já não se usa, é verdade) que soma 72 versões de canções de Bob Dylan por figuras e vozes das mais variadas frentes da criação musical, das mais interessantes às nem por isso... Em primeiro lugar o denominador comum. Dylan. Como explica um texto que apresenta o disco num site ligado à AI recorda-se a forma como a obra de Dylan acompanhou a essência da atividade desta organização, sublinhando que “tem explorado e expressado a angústia e a esperança da condição humana moderna”. Símbolo da luta pela paz e pela igualdade e ainda voz maior entre uma geração que devolveu à música um poder político nos anos 60, Dylan é por um lado uma figura de reconhecimento global e transversal e, ao mesmo tempo, denominador comum ao leque de referencias de inúmeros músicos que o souberam escutar e entender. A escolha não podia ter sido mais acertada... A arte de recriar canções de Dylan é outra velha máxima com uma longa (e apetitosa) história de grandes versões, que vão dos “clássicos” reinventados pelos Byrds ainda nos sessentas às leituras que fizeram história em Bryan Ferry ou ao mais recente Ring Them Bells por Sufjan Stevens ou a reinvenção de Knocking on Heaven’s Door por Antony & The Johnsons (que não moram neste disco, sublinhe-se). O pequeno mundo de contribuições aqui recolhidas abre horizontes a muitos caminhos e gentes. Mas, na verdade, Chimes Of Freedom é disco que brilha mais na carteira das intenções que na soma de feitos musicais que encerra. Porque, com ou sem causas, um disco afinal é um disco. Do CD1 vale a pena reter a leitura de Patti Smith para Drifter’s Escape, a recuperação de uma gravação de Johnny Cash em One Too Many Mornings, valendo ainda (pela invulgaridade cromática) a abordagem Mariachi El Bronx a Love Sick. O segundo disco mostra um bem encenado Rainy Day Women por Lenny Kravitz, uma segura leitura folk , de travo western, para One More Cup Of Coffe (Valley Below) por Steve Earle e Lucia Micarelli, abre uma janela no tempo quando Joan Baez canta Seven Curses e espaço para algum mimetismo (mas com tempero moderno) num Mr Tambourine Man pelos Jack’s Manequin. O CD 3 é o que joga em vistas mais largas, da versão de K’naan de With God on Our Side ao arranjo de Philip Glass para Don’t Think Twice, It’s Alright, pelo Kronos Quartet, juntando ainda bons momentos por Neil Finn (She Belongs To Me), Bryan Ferry (clássico, em Bob Dylan’s Dream), Zee Avi (cruzando latitudes em Tomorrow Is a Long Time) ou Carly Simon (Just Like a Woman). Já o quarto CD é mais desmotivador, valendo apenas pelo Subterranean Homsick Blues de Michael Franti ou Baby Let Me Follow, por Marianne Faithfull. Para quem gosta de mais-do-mesmo, nomes como os de Sting, Mark Knopfler, Adele ou Diana Krall aqui moram em leituras nos seus habituais comprimentos de onda... No fim, apesar das boas intenções, o somatório é de dieta...

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Para revisitar os New Order


É uma das boas tradições da revista Mojo e uma das razões pelas quais, apesar do lado minimal repetitivo da seleção de temas (já perdi a conta de dossiers sobre Lennon, Dylan, Led Zeppelin, Pink Floyd...), a revista ainda mora entre as que vale a pena levar para casa. Quando chega a hora de assinalar efemérides (ou nem por isso), a Mojo desafia músicos a criarem versões de temas de artistas, muitas vezes reinventando álbuns inteiros. É o que volta a acontecer com uma versão-tributo de Power, Corruption and Lies dos New Order, disco que surge reinterpretado através de versões assinadas por nomes que vão dos Destroyer aos S.C.U.M. Originalmente lançado em Maio de 1983, o álbum assinalou a aproximação dos New Order a novas ferramentas electrónicas e nova ordem rítmica, afirmando uma identidade que da banda fez referência maior na história da relação da pop com a música de dança. Aqui fica o alinhamento completo desta edição (note-se que há extras relativamente ao alinhamento original do álbum):

The Golden Filter – “Age of Consent”
Tarwater – “We All Stand”
Errors – “The Village”
S.C.U.M. – “586″
Fujiya & Miyagi – “Your Silent Face”
Seekae – “Ultraviolence”
Walls – “Ecstasy”
Destroyer – “Leave Me Alone”
Biosphere – “Blue Monday”
Zombie Zombie – “The Beach”
Lonelady – “Cries & Whispers”
Anothers Blood – “Lonesome Tonight”
K-X-P – “Murder”

 

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Novas edições:
Vários artistas, Ahk-toong Bay-bi Covered


Vários Artistas
"Ahk-toong Bay-bi Covered"
Q4C
2 / 5

Assinalando os 20 anos do lançamento de Achtung Baby, o álbum de 1991 que não só revolucionou a linguagem dos U2 como garantiu à banda as fundações de uma existência mais sólida (que o próprio Bono disse já ser a razão principal pela qual o grupo ainda hoje existe), um tributo desafia uma série de músicos e bandas a reinventar as 12 canções do álbum, arrumando as versões pela mesma sequência com a qual os originais surgiram originalmente no alinhamento do álbum. Não deixa de ser curioso o facto de ter sido num outro tributo, editado em 1990, que ganharam forma os primeiros sinais de mudança que o grupo começara a convocar às sessões de um álbum cujos primeiros passos eram então dados em Berlim, e sob um clima de algum conflito. Foi com Night and Day, versão de um clássico de Cole Porter, apresentado em Red Hot + Blue, que pela primeira vez entrou em cena uma forma de encontrar diálogos entre as electrónicas, as programações rítmicas e a alma “clássica” dos U2 que ganharia depois forma em Achtung Baby. Agora, 20 anos depois, o tributo Ahk-toong Bay-bi Covered (lançado fisicamente com a revista Q e com edição digital que recolhe fundos para a Concern Worldwide) abre com uma versão de Zoo Station assinada por uma das bandas que então inspiravam a transformação: os Nine Inch Nails, numa leitura menos visceral, interessante enquanto fechar de um ciclo e surpreendente na forma de repensar o original, reinventando-o por outros azimutes. A versão dos Nine Inch Nails representa mesmo o melhor momento de uma montra de versões assinadas por figuras ilustres, a visão acústica de Until The End Of The World por Patti Smith ou a abordagem sem corantes nem conservantes de Love Is Blindness por Jack White completando o trio de excelência de um alinhamento que caminha depois entre a mediania de um So Cruel por uns Depeche Mode em piloto automático ou um The Fly sem rasgo maior segundo Gavin Friday, momentos inconsequentes como um One por Damien Rice ou Who's Gonna Ride Your Wild Horses pelos Garbage, passando por abordagens falhadas de Mysterious Ways pelos Snow Patrol ou Acrobat pelos Glasvegas. Pelo caminho Jacques Lu Cont (ou seja, Stuart Price) remistura Even Better Than The Real Thing, versão que acaba creditada aos U2 e que repersenta outro dos momentos altos do tributo. Um possível futuro colaborador para a banda irlandesa? Não era nada má ideia...

sexta-feira, novembro 25, 2011

Novo tributo aos The Smiths


Não é a primeira vez que as canções dos Smiths são reinventadas, nem mesmo a primeira ocasião em que algumas versões se juntam num disco-tributo. Mas Please, Please, Please: A Tribute to the Smiths, é a nova proposta que surge neste comprimento de onda. Um olhar sobre as canções de uma das bandas mais marcantes de todos os tempos segundo novas visões que passam por nomes como os Wedding Present, Tanya Donelly, Doug Martsch (Built to Spill) ou Katy Goodman (Vivian Girls/La Sera). A edição chega a 13 de Dezembro, pela American Landromat.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Novo tributo a David Bowie

Em Maio chega aos escaparates mais um tributo a David Bowie. Com 28 artistas envolvidos em outras tantas versões, o alinhamento inclui, entre outros, Boys Keep Swinging pelos Duran Duran, Ashes to Ashes pelo ex-Japan Mick Karn, Absolute Beginers por Carla Bruni, John I’m Only Dancing pelas Vivian Girls, Life on Mars pela francesa Keren Ann ou Sound and Vision (em castelhano) por Devendra Banhart. Os MGMT e Soulwax deverão participar no disco, não se sabendo ainda com que canções. Os fundos recolhidos com a venda deste disco reverterão a favor da War Child.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Um (grande) regresso

Jeff Mangum (sim, o mesmo que em tempos nos deu grandes discos a bordo dos Neutral Milk Hotel), vai romper longo silêncio com uma versão de um tema de Chris Knox, a integrar num álbum de tributo. O disco, que presta homenagem a uma das figuras mais relevantes do historial indie neo-zelandês, inclui ainda participações de figuras como Bill Callahan, Bonnie Prince Billy, Yo La Tengo ou Stephin Merritt. Stroke: Songs For Chris Knox já tem lançamento digital, mas a edição em vinil só chegará às lojas em finais de Fevereiro.

segunda-feira, novembro 16, 2009

Um tributo aos Marretas em 2010

As figuras criadas por Jim Henson acabaram de celebrar, no passado dia 10, os 40 anos da primeira emissão de Sesame Street. Brevemente, os “marretas” farão a notícia, desta vez com um álbum de tributo. Chama-se Muppets Revisited e é um disco de tributo como tantos outros que conhecemos, a diferença estando no facto das canções a ser regravadas terem surgido na série televisiva criada em 1976 por Jim Henson. Entre os nomes de que se já fala no alinhamento deste tributo contam-se os Weezer, My Morning Jacket, The Fray ou Andrew Bird, este último com uma versão de It’s Not Easy Being Green…O disco será lançado em 2010 pela Walt Disney Records.



Imagens de um dueto de Debbie Harry com o sapo cocas, ao som de Rainbow Connection, num episódio de Os Marretas, em 1981. No tributo esta canção surgirá em nova versão pelos Weezer.

quarta-feira, julho 29, 2009

Tributo aos Love and Rockets

Os Love and Rockets vão ser homenageados num disco de tributo a editar em CD em meados de Agosto. Trata-se de New Tales To Tell: A Tribute To Love And Rockets, e inclui versões assinadas por, entre outros, os Flaming Lips, Frank Black ou os Dandy Warhols.

quarta-feira, maio 20, 2009

Tributo a Judee Sill

Judee Sill, uma cantora de folk com breve carreira nos anos 70 (morreu em 1979) vai ser brevemente evocada num triubuto no qual participam nomes como Final Fantasy, Bill Callahan, Beth Orton ou David Rossen (dos Department Of Eagles e Grizzly Bear). O álbum, com o título Crayon Angel: A Tribute To The Music Of Judee Sill, vai ser editado a 22 de Setembro.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Sai mais um tributo...

Está em produção um tributo a Nick Drake, a editar este ano pela etiqueta de Jack Johnsson… Estão confirmadas as presenças de Dave Grohl, Eddie Vedder, Norah Jones… Pois…