Old Town Road, do rapper americano Lil Nas X, ficará, por certo, como um dos temas mais populares de 2019. A sua versão com a colaboração de Billy Ray Cyrus constitui também um sintoma feliz de um cruzamento de referências e sensibilidades a que, com propriedade, já foi chamado country rap — o respectivo teledisco tem qualquer coisa de reinvenção da noção clássica de conquista do Oeste.
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segunda-feira, dezembro 16, 2019
sábado, dezembro 07, 2019
EOB, aliás, Ed O'Brien
Há qualquer coisa de místico a viajar pelas músicas de Ed O'Brien. O guitarrista dos Radiohead anunciou, para 2020, o seu primeiro álbum a solo, utilizando a sigla EOB. Para já, aqui estão dois temas sedutores, Santa Teresa e Brasil, por certo recheados de memórias do tempo em que O'Brien viveu com a família em terras brasileiras.
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sexta-feira, dezembro 06, 2019
Billie Eilish, Xanny
E aqui está mais um magnífico teledisco referente ao álbum When We All Fall Asleep, Where Do We Go?. Desta vez, Billie Eilish assume ela própria a realização para se encenar numa solidão assombrada pela banalização do Xanax, e também o fumo dos outros... Grande canção, além do mais — eis Xanny.
What is it about them?
I must be missing something
They just keep doing nothing
Too intoxicated to be scared
Better off without them
They're nothing but unstable
Bring ashtrays to the table
And that's about the only thing they share
I'm in their second hand smoke
Still just drinking canned coke
I don't need a xanny to feel better
On designated drives home
Only one who's not stoned
Don't give me a xanny now or ever
Waking up at sundown
They're late to every party
Nobody's ever sorry
Too inebriated now to dance
Morning as they come down (come down)
Their pretty heads are hurting (hurting)
They're awfully bad at learning (learning)
Make the same mistakes, blame circumstance
I'm in their second hand smoke
Still just drinking canned coke
I don't need a xanny to feel better
On designated drives home
Only one who's not stoned
Don't give me a xanny now or ever
Please don't try to kiss me on the sidewalk
On your cigarette break
I can't afford to love someone
Who isn't dying by mistake in Silver Lake
What is it about them?
I must be missing something
They just keep doing nothing
Too intoxicated to be scared
Hmm, hmm
Hmm, hmm
Hmm, mmm
Come down, hurting
Learning
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segunda-feira, novembro 25, 2019
Leonard Cohen
— na companhia de Cristo e Marx
E reencontramos Leonard Cohen — música para além da morte, mensagens do passado, vibração presente, sempre presente. Aí está o primeiro álbum póstumo do poeta canadiano (falecido a 7 de Novembro de 2016, contava 82 anos), com um título de serena gratidão: Thanks for the Dance. A canção Happens to the Heart chega-nos através de um esplendoroso teledisco, de uma só vez carnal e imponderável — como quem encontra Cristo e lê Marx.
I was always working steady
But I never called it art
I got my shit together
Meeting Christ and reading Marx
It failed my little fire
But it’s bright the dying spark
Go tell the young messiah
What happens to the heart
There’s a mist of summer kisses
Where I tried to double-park
The rivalry was vicious
The women were in charge
It was nothing, it was business
But it left an ugly mark
I’ve come here to revisit
What happens to the heart
I was selling holy trinkets
I was dressing kind of sharp
Had a pussy in the kitchen
And a panther in the yard
In the prison of the gifted
I was friendly with the guards
So I never had to witness
What happens to the heart
I should have seen it coming
After all I knew the chart
Just to look at her was trouble
It was trouble from the start
Sure we played a stunning couple
But I never liked the part
It ain't pretty, it ain't subtle
What happens to the heart
Now the angel’s got a fiddle
The devil’s got a harp
Every soul is like a minnow
Every mind is like a shark
I’ve broken every window
But the house, the house is dark
I care but very little
What happens to the heart
Then I studied with this beggar
He was filthy, he was scarred
By the claws of many women
He had failed to disregard
No fable here no lesson
No singing meadowlark
Just a filthy beggar guessing
What happens to the heart
I was always working steady
But I never called it art
It was just some old convention
Like the horse before the cart
I had no trouble betting
On the flood, against the ark
You see, I knew about the ending
What happens to the heart
I was handy with a rifle
My father’s .303
I fought for something final
Not the right to disagree
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sexta-feira, novembro 22, 2019
Haim, Hallelujah
Da ligeireza da pop faz parte o fantasma do drama, porventura a suspensão da tragédia. Assim é a música das Haim, as três irmãs de Los Angeles a atravessar um período de singles, por certo a preparar o álbum que sucederá a Days Are Gone (2013) e Something to Tell You (2017). Depois de Now I'm in It, aí está um belíssimo Hallelujah — a realização, cruzando depuração e elegância, volta a pertencer a Paul Thomas Anderson.
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segunda-feira, novembro 04, 2019
FKA Twigs, opus 2
Está a chegar Magdalene, segundo álbum da inglesa FKA Twigs. Há cerca de seis meses, a canção Cellophane servira de apresentação, prenunciando um inusitado jogo formal. Pois bem, a capa de Magdalene é, por si só, um acontecimento ímpar: estátua, figura de barro ou aparição mitológica, FKA Twigs apresenta-se como matéria de todas as transfigurações, corpo e alma reconvertidos a um ritual de paganismo volátil. O teledisco de Home with You garante-nos que tal atribulação iconográfica mantém as suas raízes na experimentação musical.
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sexta-feira, novembro 01, 2019
Haim, "Now I'm in It"
De acordo com as declarações de Danielle Haim, a nova canção das Haim — o trio de irmãs completado por Este e Alana — nasceu da necessidade de enfrentar a depressão, em qualquer caso, abrindo para "um pouco de luz". Projecto consumado: numa altura em que ainda não há notícias de um novo álbum (Something to Tell You surgiu no Verão de 2017) Now I'm in It é mais um exemplo de uma pop sofisticada, mas minimalista, de novo transfigurada em teledisco por Paul Thomas Anderson.
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quarta-feira, outubro 30, 2019
Dan Deacon em "viagem psicadélica"
O teledisco vem acompanhado por um aviso que convém tomar a sério: "As pessoas com aversão a imagens de insectos [e não só...] em grande plano são aconselhadas a não ver este video."
Reforçado o aviso, importa voltar a celebrar a energia criativa de Dan Deacon, de quem já conhecíamos, por exemplo, esses magníficos álbuns que são America (2012) e Gliss Riffer (2015). O seu gosto electrónico-sinfónico-lúdico volta a manifestar-se em Sat By a Tree, tema de um novo registo, Mystic Familiar, a editar em Janeiro de 2020 — para utilizar uma expressão do próprio Deacon, digamos que esta é uma "viagem psicadélica" pela vida, a morte e a vida outra vez. Aleluia!
Reforçado o aviso, importa voltar a celebrar a energia criativa de Dan Deacon, de quem já conhecíamos, por exemplo, esses magníficos álbuns que são America (2012) e Gliss Riffer (2015). O seu gosto electrónico-sinfónico-lúdico volta a manifestar-se em Sat By a Tree, tema de um novo registo, Mystic Familiar, a editar em Janeiro de 2020 — para utilizar uma expressão do próprio Deacon, digamos que esta é uma "viagem psicadélica" pela vida, a morte e a vida outra vez. Aleluia!
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domingo, outubro 27, 2019
10 telediscos (re)vistos na Gulbenkian
No âmbito de 'O Fascínio das Histórias', na Fundação Gulbenkian, os autores deste blog estiveram numa sessão moderada por Inês Lopes Gonçalves. Em foco: 'As histórias dos videoclips' ou, se preferirem, dos telediscos — eis os sons e imagens das 10 canções apresentadas.
* R.E.M. — Everybody Hurts (1992)
* Radiohead — Lift (2017)
* Björk — All Is Full of Love (1997)
* David Bowie — The Stars Are Out Tonight (2013)
* Madonna — Drowned World/Substitute for Love (1998)
* Kendrick Lamar — Element (2017)
* Pet Shop Boys — I Don't Know What You Want, But I Can't Give It Anymore (1999)
* The Rolling Stones — Like a Rolling Stone (1995)
* Bob Dylan — Like a Rolling Stone (1965/2013)
— video interactivo disponível em video.bobdylan.com
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sexta-feira, outubro 18, 2019
Marilyn Manson — folk?
É verdade — e é magnífico! Cantor da tragédia e da comédia das atribulações do Bem e do Mal, Marilyn Manson encontrou um tema adequado ao seu imaginário, e também à sua iconografia, num clássico da folk, gravado, entre outros, por Elvis Presley e Johnny Cash: aí está God’s Gonna Cut You Down, em assombrado teledisco a preto e branco assinado por Tim Mattia.
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sexta-feira, outubro 11, 2019
Half Alive, de mão em mão
Os Half Alive — que gostam de se identificar como half.alive — nasceram da amizade e do gosto de experimentação de três amigos de Long Beach, California: Josh Taylor (voz), Brett Kramer (bateria) e J. Tyler Johnson (baixo). O seu álbum de estreia, lançado este Verão, chama-se Now, Not Yet. Cultivando uma pop suave e elegante, contaminada por influências díspares, são também três rapazes empenhados na visualização das suas canções. Exemplo original e sugestivo: a coreografia de muitas mãos que encontramos no teledisco de Breakfast, realizado por Elliott Sellers.
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quinta-feira, outubro 10, 2019
The National, "Hey Rosey"
Sharon Eyal, bailarina e coreógrafa israelita, protagoniza o novo teledisco de The National: Hey Rosey é mais um tema do álbum I Am Easy to Find, agora recriado numa envolvente dança urbana e pagã, com realização de Mike Mills.
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sábado, setembro 28, 2019
Miles, 1949
As primeiras gravações de Miles Davis como líder datam de 1949 e estão incluídas no álbum antológico Birth of the Cool, lançado em 1957 (ano de Miles Ahead). Apostando em revitalizar alguns temas clássicos do seu catálogo através de "recriações" visuais, o Universal Music Group pôs a circular um teledisco (?) para o tema Moon Dreams, com assinatura de Nicolas Donatelli, inspirado-se em desenhos e pinturas do próprio Miles. Enfim, o resultado é apenas competente — mas a música...
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sábado, setembro 14, 2019
Goo Goo Dolls, a cores
Saudemos o novo álbum dos americanos Goo Goo Dolls — Johnny Rzeznik e Robby Takac (53 e 54 anos, respectivamente) não andam aqui para enganar ninguém: a sua persistência na paisagem do rock dito alternativo (11 álbuns de estúdio, o primeiro dos quais, homónimo, tem data de 1987) resulta de uma serena fidelidade a valores musicais muito básicos, tão seguros de si que podem sempre integrar variações mais ou menos auto-irónicas.
Assim é a canção-tema de Miracle Pill, opus 11, devidamente ilustrada por um teledisco de muitas cores, celebrando a pureza romântica da letra: Baby, would you be my miracle pill?....
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quarta-feira, setembro 11, 2019
Jenny Hval, acidentalmente
A melhor maneira de definir a música da norueguesa Jenny Hval será, talvez, não tentar defini-la... De uma envolvente metodologia poética, corporal e abstracta, aí está uma primeira canção do seu novo álbum, The Practice of Loven (13 Set.) — chama-se Accident e o teledisco tem assinatura de Zia Anger, com Barbara Anger como protagonista.
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quarta-feira, setembro 04, 2019
Billie Eilish, Lucífer & etc.
Digamos que Billie Eilish não se poupa a esforços para nos mostrar que podemos aplicar-lhe todos os rótulos artísticos e reconhecer-lhe uma infinidade de derivações filosóficas... mas ficaremos sempre aquém do seu potencial criativo. Veja-se, com renovado espanto, o seu teledisco de mais uma canção do álbum When We All Fall Asleep, Where Do We Go?: realizado por Rich Lee, All the Good Girls Go to Hell parece querer fazer justiça ao seu título, convidando-nos a uma celebração em que Lucífer circula como personagem, encenador e mentor — tudo com a insensatez de quem proclama que a irrisão da clássica Série B se tornou a nova linguagem da juventude.
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terça-feira, setembro 03, 2019
Lana Del Rey, maior que a vida
Poderá fazer lembrar a veia poética de alguma ficção científica das décadas de 40/50. Ou, mais directamente, o teledisco de Love Is Strong (1994), em que David Fincher filmava os membros dos Rolling Stones em pose de gigantes urbanos. Ou ainda as ambivalências figurativas de A Rosa Púrpura do Cairo (1985), por certo um dos mais ousados exercícios narrativos de Woody Allen... Seja como for, Doin' Time é Lana Del Rey no seu melhor, material e imaterial, teatral e cinematográfica, bigger than life — é também mais um tema do novíssimo Norman Fucking Rockwell, aqui seguido das heranças de Fincher e Allen.
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sexta-feira, agosto 23, 2019
Lana Del Rey: um video, duas canções
O sexto álbum de estúdio de Lana Del Rey (30 Agosto) apresenta-se com um título delicioso a cujas ressonâncias simbólicas, brevemente, nos deveremos dedicar: Norman Fucking Rockwell!.
Para já, digamos apenas que tem sido promovido através de cenários e imagens de espírito made in California, transportando um romantismo paradoxal, tecido de ternura e cepticismo. Com uma novidade insólita, e tanto mais quanto tem mesmo qualquer coisa de único. Ou seja: um video que não é exactamente o teledisco de uma canção, mas de duas... Ou serão dois telediscos irmanados no mesmo video... Enfim, o que mais conta é a sinceridade festiva do empreendimento, "colando" os dois temas no mesmo acontecimento audiovisual — eis o trailer do álbum e, em baixo, Fuck It I Love You & The Greatest.
Para já, digamos apenas que tem sido promovido através de cenários e imagens de espírito made in California, transportando um romantismo paradoxal, tecido de ternura e cepticismo. Com uma novidade insólita, e tanto mais quanto tem mesmo qualquer coisa de único. Ou seja: um video que não é exactamente o teledisco de uma canção, mas de duas... Ou serão dois telediscos irmanados no mesmo video... Enfim, o que mais conta é a sinceridade festiva do empreendimento, "colando" os dois temas no mesmo acontecimento audiovisual — eis o trailer do álbum e, em baixo, Fuck It I Love You & The Greatest.
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segunda-feira, agosto 19, 2019
Sleater-Kinney, opus 9
Corin Tucker, Janet Weiss e Carrie Brownstein — quem é quem na capa de The Center Won't Hold? Digamos que a imagem de marca do nono álbum de estúdio das Sleater-Kinney está concebida para gerar, justamente, essa ideia de cumplicidade construída em torno de uma poética visceralmente punk.
Já conhecíamos a canção (e o fabuloso teledisco) de Hurry on Home. É altura de acrescentar que este conjunto de onze temas confirma a contagiante exuberância de um entendimento de uma herança musical que recusa qualquer "modernismo" gratuito, o que não exclui a alegria de um permanente experimentalismo. Uma maneira sugestiva de resumir a questão seria dizer que as três mulheres de Olympia, capital do estado de Washington, se movem na mesma paisagem que, em anos recentes, ganhou nova energia pública através do trabalho exemplar de St. Vincent... Voilà: convém relembrar que Annie Clark, aliás St. Vincent, é a produtora de The Center Won't Hold.
>>> Teledisco/lyric video de LOVE.
>>> Site oficial das Sleater-Kinney.
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quarta-feira, agosto 07, 2019
Björk, eroticamente, naturalmente
Björk continua a trabalhar com o realizador Tobias Gremmler, ilustrando, recriando e (apetece dizer) delirando os cenários do seu álbum Utopia (2017). Depois de Tabula Rasa, aí está, agora, o teledisco da canção Losss, prolongando um gosto de transfiguração fundado na mesma dialéctica — reconversão utópica da Natureza, erotização de todas as formas.
We all are struggling, just doing our best
We've gone through the grinder, suffered loss
Lost to, to which everything flows, an absence which
Attracts floral blooming softly
Soft is my chest, I didn't allow loss
Loss make me hate, didn't harden from pain
This pain we have will always be there
But the sense of full satisfaction too
I opened my heart for you
Your lower lip so heavy on you
My spine curved erotically
We're finally vulnerable
Loss of love, we all have suffered
How we make up for it defines who we, who we are
It defines us, how we overcome it
Recover, repair from loss
Loss of faith just ignites survivors
They stare doubt straight into the eye
I forgive, the past is bondage
Freedom aphrodisiac (aphrodisiac)
I've opened my heart for you
Tied ribbons on my ankles for you
Drew orchids on my thighs for you
Your lower lip so heavy on you
My spine curved erotically
Tied ribbons on my ankles for you
Drew orchids on my thighs for you
Your lower lip so heavy on you
My spine curved erotically
We're finally vulnerable
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