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sexta-feira, dezembro 30, 2011

As canções de 2011 (17):
The Sound of Arrows, Wonders


Mais uma das canções a reter entre a história de 2012. Pop bem luminosa. E dançável. Para ouvir em Wonders, dos suecos The Sound of Arrows.

Há cerca de um mês, quando se apresentava aqui o álbum de estreia dos suecos The Sound of Arrows lançava-se uma simples sugestão: “e que tal uma nota de luminosidade sorridente e doce como contraste aos dias assombrados que vivemos e ao clima muitas vezes tenso ou magoado que passa por tanta música que ouvimos?”... Sabido que em clima ligeirinho a luz é coisa que não falta, o certo é que raras são as propostas que a enquadram de forma a vincar mais a personalidade de quem as fez e não as regras e modas em voga no momento. Talvez por isso os Sound of Arrows sejam ainda nome a descobrir num patamar alargado, certo sendo o potencial da sua música para ir mais longe, assim haja quem neles aposte... Já os conhecíamos de primeiros singles lançados nos dois últimos anos. Voyage, um dos melhores momentos pop do ano, é uma colecção de canções entre as quais não faltam candidatos a ser single... E “nem nos mais recentes álbuns dos Pet Shop Boys encontramos tantas canções capazes de justificar vida em single. A menção à dupla britânica não surgindo aqui por acaso, sendo evidentes as heranças que os dois elementos dos Sound of Arrows captam da longa e frutuosa obra dos criadores de West End Girls”, afirmava aqui. “Sem a carga indie de tantas outras aventuras recentes no mundo da pop (de uns Metronomy ou Monarchy a Architecture In Heksinki) os Sounds Of Arrows apresentam um álbum que parece mais interessado em servir uma ideia pop para saborear tranquilamente em vez da busca de uma caução junto dos oráculos e ditadores de gosto do nosso tempo. E talvez por isso seja mais bem sucedido que esses outros projectos, todos eles com discos interessantes, mas nenhum deles a vencer aquele patamar onde tanta coisa acontece e pouca música se destaca”, acrescentava o texto. Wonders foi mais um exemplo deste potencial à espera de mais vasta concretização... Se tiverem a sorte a seu favor (e o investimento certo) poderão ir longe em 2012.

terça-feira, novembro 22, 2011

Novas edições:
The Sound Of Arrows, Voyage


The Sound of Arrows
“Voyage”

Skies Above
4 / 5

E que tal uma nota de luminosidade sorridente e doce como contraste aos dias assombrados que vivemos e ao clima muitas vezes tenso ou magoado que passa por tanta música que ouvimos? Não falta, é certo, quem promova um escapismo garrido e em tons maiores através de receitas ligeirinhas, baralha e volta a dar, em função dos sons da temporada e das tendências de produção do momento. Disso está o panorama pop actual mais que cheio. Por estes comprimentos de onda a diferença acontece na verdade em episódios pontuais, raros sendo os discos em que tudo faz sentido sem atravessar aquela linha que por vezes separa a boa ideia do disparate. E eis que chega o álbum de estreia dos suecos The Sound of Arrows. Depois de um primeiro EP algo ainda desfocado em 2008 têm vindo a revelar, single após single, uma carteira de promessas. M.A.G.I.C. ou Into The Clouds em 2009, silêncio em 2010 e novas chamadas de atenção em 2011 com Nova e o mais recente Wonders construíram aos poucos uma expectativa que o álbum Voyage agora compensa e confirma em pleno. Talvez o melhor disco pop de 2011, Vogyage junta a estes quatro singles uma mão cheia de canções que podem gerar mais belos momentos inesquecíveis, temas como Conquest ou Longest Ever Dream pedindo, a pés juntos, edição em formato a 45 rotações (sem esquecer o teledisco, outra ferramenta que cedo os Sound of Arrows souberam ajustar ao seu universo pop feito de sonhos tranquilos e pensamentos positivos). De resto, nem nos mais recentes álbuns dos Pet Shop Boys encontramos tantas canções capazes de justificar vida em single. A menção à dupla britânica não surgindo aqui por acaso, sendo evidentes as heranças que os dois elementos dos Sound of Arrows captam da longa e frutuosa obra dos criadores de West End Girls. De resto, é entre a linguagem pop luminosa e dançável de uns Pet Shop Boys e aquela rara capacidade de criar canções pop que tantas vezes encontramos na Suécia que brota uma música que se faz com uma boa dose de pop electrónica, canções bem estruturadas, refrões orelhudos, produção polida, formas simples, claras, mas eficazes. Sem a carga indie de tantas outras aventuras recentes no mundo da pop (de uns Metronomy ou Monarchy a Architecture In Heksinki) os Sounds Of Arrows apresentam um álbum que parece mais interessado em servir uma ideia pop para saborear tranquilamente em vez da busca de uma caução junto dos oráculos e ditadores de gosto do nosso tempo. E talvez por isso seja mais bem sucedido que esses outros projectos, todos eles com discos interessantes, mas nenhum deles a vencer aquele patamar onde tanta coisa acontece e pouca música se destaca. Tenham a sorte a seu favor (e um bom trabalho marketing também) e estes dois suecos podem ir longe.

sexta-feira, novembro 18, 2011

Com sabor de ficção científica


São suecos, editam singles e EPs desde 2008 e agora apresentam finalmente o seu primeiro álbum de originais. A acompanhar o lançamento de Voyage os The Sound Of Arrows apresentam mais um single. Aqui fica o teledisco que acompanha Wonders. A realização é assinada por Mattias Johansson e os próprios The Sound of Arrows.