The Strokes estão de volta com um teledisco em que a desmontagem da cena se cruza com perversas e contundentes alusões ao mundo da alta finança — Threat of Joy foi dirigido por Warren Fu.
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sábado, julho 02, 2016
A alta finança segundo The Strokes
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terça-feira, outubro 21, 2014
Novas edições:
Julian Casablancas & The Voidz
“Tyranny”
Cult Records
2 / 5
Na aurora do milénio os Strokes anunciavam o reencontro das atenções do mundo (indie) com a música elétrica made in Nova Iorque. Estabelecendo ligações diretas com memórias das escolas de 70 que da cidade chegaram depois ao mundo via CBGB e outros palcos, o álbum de estreia dos Strokes brilhava porque não se limitava a propor um exercício de mascarada nostálgica. Trazia de facto grandes canções, um sentido de atualidade no seu discurso e transportavam a carga de quem nascera e crescera sobre as memórias que ali eram tomadas como genética na base de todo o edifício musical. Depois houve um segundo álbum em registo mais-do-mesmo (mas com uma nova bela coleção de canções) e ainda um terceiro, o belíssimo First Impressions of Earth, onde se levantavam hipóteses de novos caminhos. A pulverização do grupo em projetos paralelos e a medíocre discografia que editaram desde então deixou sombrias nuvens sobre o grupo que, a menos que estejamos todos enganados, arrumou nos seus três primeiros álbuns o que de interessante nos tinha para contar. Dividindo muitas opiniões o álbum de estreia a solo do vocalista Julian Casablancas – Phrazes For The Young, de 2009 – aproveitava algumas sugestões do opus 3 dos Strokes, juntava sintetizadores vintage e um sentido pop acridoce para mostrar para onde a coisa poderia ter ido em grupo (sim, gostei muito do álbum)... Mas agora, cinco anos depois dessa experiência promissora e um ano após uma colaboração com os Daft Punk que assentou que nem uma luva num álbum que se afirmou como um dos casos de popularidade maior de 2013 (mas que de todo não representa o melhor do duo francês), eis que Julian Casablancas regressa com um segundo álbum que prefere assinar em conjunto com os The Voidz, a banda que agora o acompanha. Tyranny não é contudo nem um sucessor natural do álbum a solo de 2009 nem uma derivação ou reencontro com o terreno “clássico” dos Strokes. É, como diriam os Monty Python, algo completamente diferente. O que pode ser bom ou nem por isso. E na verdade é mais o segundo caso. Se por um lado o disco promove um alargamento de horizontes que vão da assimilação de heranças do punk de segunda geração (Black Flag e afins) a uma mais evidente presença de teclados com sabor vintage, traduzindo o que parece ser um olhar crítico e irado sobre o nosso tempo, ocasionalmente resultando em propostas convidativas e desafiantes (como sucede ao som de Nintendo Blood ou Take Me In Your Army), a verdade é que muito do alinhamento parece mais uma coleção de ideias à espera de arrumação que um conjunto de canções com a solidez que a obra de Casablancas já antes nos mostrou. Human Sadness, o longo épico de dez minutos que foi cartão de visita do álbum, dava conta de um mundo vasto de ideias em jogo. O álbum, contudo, peca por não as aproveitar devidamente.
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quinta-feira, setembro 11, 2014
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Julian Casablancas + The Voidz,
Where No Eagles Fly
O vocalista dos Strokes prepara-se para lançar segundo álbum em nome próprio, desta vez em companhia dos The Voidz. Este é o primeiro teledisco que apresenta para uma canção deste seu novo disco.
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segunda-feira, abril 01, 2013
Novas edições:
The Strokes, Comedown Machine
The Strokes
“Comedown Machine”
RCA / Sony Music
2 / 5
Chegou aquela altura em que sentimos que, por aqui, a coisa (infelizmente) descarrilou. Na verdade, a coisa já vinha descarrilar há algum tempo... Depois de um álbum de estreia – Is This It (2001) – que está já registado a tinta permanente entre os grandes discos da viragem do milénio, de um sucessor (Room on Fire, 2003) que, mesmo sem grandes mudanças, nos voltou a dar belas canções e de um igualmente cativante First Impressions Of Earth (2006) que aliava ao saber na escrita uma vontade em juntar novos elementos à paleta de sons, o “regresso” dos Strokes, que nos chegou em 2011 na forma de Angels dava conta de uma banda sem a coesão, entusiasmo e rumo que faz com que a música criada em conjunto nasça vibrante e consequente. Na verdade não era uma banda “junta” a que gravou Angels, as ideias colhidas em separado juntando-se num alinhamento frouxo onde faltavam as canções de outrora. Pelo caminho convém lembrar que o vocalista Julian Casablancas editou em 2009 um belíssimo álbum a solo (Phrazes For The Young) no qual cruzava naturais ecos da vivência nos Strokes com um gosto evidente por memórias dos oitentas. Por seu lado o guitarrista Albert Hammond Jr. lançou dois álbuns a solo entre 2006 e 2008 (o primeiro francamente mais recomendável que o segundo). Nikolai Fraiture gravou um disco com os Nickel Eye em 2009. E Fabrizio Moretti apresentou um álbum através do seu grupo paralelo Little Joy. Só o guitarrista Nick Valensi não desenvolveu um projeto a solo, tendo todavia colaborado em discos de Devendra Banhart ou Regina Spektor. Não sendo Angels um disco de “reunião”, uma vez que as ideias e canções foram surgindo separadamente (segundo se conta, grande parte das contribuições de Casablancas chegaram via email), esperava-se que, desta vez, o reencontro dos músicos num mesmo estúdio pudesse somar os ecos destas experiências laterais às heranças naturais dos Strokes, daí podendo surgir um certo renascimento (que o álbum de 2011 falhara). Porém, ao escutar o alinhamento desconjuntado, fragmentado e, acima de tudo, desnorteado, de Comedown Machine, acabamos com a sensação de que os Strokes não estão mais aqui... A “voz” criativa de Casablancas fala mais alto e canções como One Way Trigger (que alguém comparou já a memórias dos A-ha) e 80’s Comedown Machine (o melhor momento do disco) mais parecem aperitivos para um seu segundo disco a solo. All The Time (o single de avanço) e 50/50 procuram recuperar a alma primordial da banda. Mas o resto do alinhamento revela uma sequência absolutamente desinspirada, desinteressante e inconsequente de canções que dão conta de uma banda cansada, desmotivada e bem longe do que de si fez a lebre de uma geração que redescobriu, à chegada do novo século, o velho fulgor anguloso e elétrico do rock’n’roll.
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quarta-feira, março 27, 2013
Velhas imagens para novas canções
A edição do novo álbum dos The Strokes não vem acompanhada por quaisquer elementos promocionais novos. Ou seja, tanto as fotos como as imagens que vemos no teledisco que serve de cartão de visita ao disco, são de colheitas anteriores. Mesmo assim aqui deixamos as que acompanham All The Time. Convenhamos que, também na música, a coisa não parece ter igualmente muito de novo.
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quinta-feira, fevereiro 14, 2013
O novo single dos Strokes
Depois de um primeiro aperitivo servido há poucos dias, eis que chega aquele que será o single de estreia do quinto álbum de originais dos Strokes. Com capa magnífica – que tal como a do álbum celebra a memória das velhas fitas magnéticas de gravação áudio – eis que aqui deixamos hoje este novo Comedown Machine. Apesar de tudo menos surpreendente que One Way Trigger, a outra canção que há dias nos deram a conhecer.
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quinta-feira, janeiro 31, 2013
Novo álbum dos Strokes em março
Os Strokes revelaram o título e a imagem da capa daquele que será o seu quinto álbum de originais. O disco terá por título Comedown Machine e será editado pela RCA a 26 de março. O primeiro single a ser extraído do seu alinhamento é All The Time e tem lançamento previsto para 19 de fevereiro. Entretanto já por aí se ouve One Way Trigger, uma canção-aperitivo que a banda está a oferecer no seu site oficial.
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segunda-feira, janeiro 28, 2013
The Strokes: uma canção para guardar
The Strokes oferecem uma canção para download. Chega-se lá através do ficheiro audio que aqui se disponibiliza ou visitando o site da banda. Chama-se One Way Trigger e poderá ser (ou não...) o primeiro sinal de um novo álbum para 2013. Incertezas à parte, os rapazes soam muitíssimo bem, fiéis ao seu lirismo de muitos paradoxos, não sem que Julian Casablancas arrisque um delicioso falsetto.
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segunda-feira, abril 25, 2011
Suavemente

Mais um teledisco criado para uma das canções do mais recente álbum dos Strokes. Este é Call Me Back, um dos melhores momentos do disco.
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segunda-feira, março 21, 2011
Novas edições:
The Strokes, Angles

The Strokes
“Angles”
RCA / Sony Music
2 / 5
Era um dos mais esperados álbuns de 2011. E sabíamos, desde há muito, que traduziria um tempo diferente na vida dos Strokes, as canções tendo nascido entre uma banda dividida, as vozes e ideias de Julian Casablancas surgindo à distância e enviadas aos demais parceiros via email... Era portanto lícito aguardar-se por algo que não traduzisse o que poderia ser um natural passo adiante de First Impressions of Earth, a soma das partes que entretanto representaram experiências a solo podendo assim gerar a sugestão de eventuais novos caminhos. Mas na verdade Angles mais não parece senão um desmotivado exercício de calendário por cumprir, entre a sucessão das canções que formam o alinhamento não surgindo, em algum momento, a alma que dos Strokes fizera um dos (justificadamente) mais aclamados entre os casos do rock'n'roll na década dos zeros. Undercover Of Darkness, apresentado como single-aperitivo há algumas semanas, revelava um mapa de atenções apontadas aos mesmos azimutes que em tempos definiram a estreia em Is This It... Ao entrar depois no coração de Angles o que se sente é que, todavia, não há um real caminho por aqui. Antes, um amontoado de canções que seguem ideias e linhas várias, de instantes que seguem mais de perto as experiências recentes de Casablancas no seu Phrazes For The Young (como se escuta, por exemplo, em Games), pontualmente o desafio do tactear de outros espaços surgindo como, por exemplo, acontece ao som de Two Kinds Of Hapiness, que aceita memórias pós-punk que evocam os melhores dias dos Cars ou o novo flirt melancólico de Call Me Back. Contudo, o que mais falta em Angles são as canções. É que, mesmo quando os Strokes fizeram do segundo disco uma ligeira variação das ideias que haviam ditado o primeiro, a escrita defendeu-os, dando-lhes mais uma mão cheia de momentos que marcaram o seu tempo. O mesmo não acontece aqui, pelas dez canções que fazem a história deste quarto álbum do grupo nova-iorquino raras sendo as ocasiões em que reconhecemos o fulgor que lhes deu o estatuto que mereceram. De facto, forçada, a coisa não tem a mesma verdade da ideia que nasce de um real sentido de entusiasmo criativo. E isso é coisa que não parece ter morado entre o making of deste álbum.
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quinta-feira, março 17, 2011
Para ir ouvindo o disco...
O álbum Angles, o quarto disco dos Strokes, está disponível para escuta integral, por streaming, no site oficial da banda.
Podem escutar o disco aqui.
Podem escutar o disco aqui.
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quarta-feira, março 02, 2011
Strokes (em contagem decrescente)

E eis que chega o teledisco que serve de cartão de visita ao novo álbum dos The Strokes que, e não é por acaso, é um dos discos mais aguardados de 2011. Aqui fica então o teledisco de Under Cover Of Darkness (a ver no site oficial dos Strokes).
Podem ver o teledisco no site oficial da banda.
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domingo, fevereiro 13, 2011
E agora, a capa...

Os Strokes já reveralam a capa daquele que será o seu quarto álbum de originais. Angles tem data de edição agendada para 22 de Março.
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terça-feira, janeiro 25, 2011
Strokes de regresso (mais um episódio)
O regresso dos Strokes aos discos parece uma verdadeira novela mediática. Agora é a vez de se saber o nome do single que anuncia a edição do álbum Angles. Tem por título Undercover Of Darkness e chega a 22 de Março.
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sexta-feira, dezembro 24, 2010
Discos de Natal a dois tempos (3)

Tudo começou num programa especial de Natal em 1978. Bing Crosby, o anfitrião, recebia a visita de David Bowie, em conjunto os dois recriando Little Drummer Boy e Peace On Earth. Cinco anos depois, o inesperado dueto chegou a ter edição em single e hoje é um “clássico” de referência da quadra natalícia.

Há precisamente um ano, a assinalar a crescente escalada de atenções em clima indie (e afins) para com a quadra do Natal, Julian Casablancas (vocalista dos Strokes) editava um single em sintonia com o momento. Assim nasceu I Wish It Was Christmas Today.
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quarta-feira, março 24, 2010
Strokes em estúdio (sem Casablancas)
Os Strokes estão a graver um novo álbum mas, por enquanto, sem a presença em estúdio do vocalista Julian Casablancas. Este revelou à ABC News, citada pelo NME, que entrará em cena mais tarde para juntar a voz, para não interferir, como acrescenta o NME online.
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terça-feira, março 16, 2010
Histórias de Nova Iorque
O colectivo humorístico Lonely Island continua a jogar cartas na música. E tem novo single, contando com a participação especial de Julian Casablancas. Aqui fica o teledisco de Boombox, com Nova Iorque por pano de fundo.
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segunda-feira, dezembro 14, 2009
O Natal de Casablancas
Esta é a espantosa capa que, dentro de uma semana, dará corpo ao single de Natal de Julian Casablancas. I Wish It Was Christmas Today, canção com história que parte do programa televisivo Saturday Night Live, surge numa versão mais próxima do som dos primeiros discos dos Strokes que do recente álbum de estreia a solo do vocalista da banda. No lado B surge Old Hollywood. O single, em vinil, sai a 21 (no mesmo dia surgindo uma edição digital). CD, nicles! Uma última nota sobre o contraste na capa, entre o classicismo do grafismo e o pequeno grande detalhe que é aquele copo (nada habitual nas representações mais tradicionais da quadra).
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quarta-feira, novembro 04, 2009
Discos da semana, 2 de Novembro
É inegável reconhecer que Is This It (2001), o álbum de estreia dos Strokes figurará entre os dez títulos de referência pop/rock da presente década. Porém, desde então, mais não fizeram que uma (interessante, convenhamos) gestão das ideias que então lançaram. E depois de First Impressions Of Earth (2006) vimos os seus membros a experimentar ideias a solo. O guitarrista Albert Hammond Jr em nome próprio, entretanto já com dois álbuns editados. O baterista Fabrizio Moretti estabelecendo interessante ponte com o Brasil via Little Joy. O baixista Nikolai Fraiture criando os Nickel Eye… A Julian Casablancas, o vocalista, cabe agora, neste Phrazes For The Young, o disco que não só é o melhor de todos os ensaios a solo de membros dos Strokes como representa o passo em frente que há muito tardava na sequência de Is This it?. Memórias de 80 (que tanto vão do apelo festivo de uns A Flock Of Seagulls ao azeite FM de uns Van Halen) habitam canções que, contra a norma baralha-e-volta a dar que tem sido norma em muitas revisões dos oitentas na pop recente, as enquadram antes num contexto que parte do olhar do novo milénio sobre a Nova Iorque de finais de 70 do qual nascera a estreia dos Strokes. Há teclas garridas, ensopadas em melodias, luz quanto baste, mas também a ocasional assombração. Há canções magníficas (Out Of The Blue é uma das pérolas pop do ano). Há exemplos de arranjos elaborados, ao serviço de visões de dimensão quase teatral (como um Ludlow St. ou Glass). E, num alinhamento curto (mas decididamente gourmet), assim se serve um dos mais discos pop mais irresistíveis dos últimos anos. Daqueles que se não consegue deixar de ouvir em "repeat"…Julian Casablancas
“Phrazes For The Young”
RCA/Sony Music
5 / 5
Para ouvir: MySpace
Foi um momento histórico. 31 de Agosto de 1970, na Ilha de Wight (Reino Unido). Era a terceira edição do festival, e recebia um público quase cinco vezes superior ao que ali havia acorrido no ano anterior. A noite tinha já assistido a uma actuação xamânica de Jimi Hendrix. Tinha esperado e esperado pelo piano (ou órgão) que Leonard Cohen mandara procurar para garantir a sua subida a cena. E enquanto se aguardava, ele mesmo dormia uma sesta… Já passava das duas da manhã quando, finalmente, subiu palco, frente a 600 mil almas, num clima longe de festivo e que poderia ter gerado situações descontroladas. Com fato colonial e voz calma, começou por contar uma história. E quando, pouco depois, fez soar a primeira nota de Bird On A Wire, tinha conquistado a multidão. Começava assim uma actuação histórica, na qual Cohen se fez acompanhar por Bob Johnston e uma mão cheia de músicos escolhidos a dedo. Palavras, por vezes pequenos poemas, cruzavam o alinhamento aqui e ali, as baladas e os momentos mais vivos devidamente disseminados por entre um ‘set’ que visitava canções como Suzanne, So Long Marianne ou Famous Blue Raincoat. Um concerto de excepção, agora evocado numa edição que junta ao áudio um DVD com o filme do concerto e entrevistas com alguns presentes, como Joan Baez ou Judy Collins. Quase 40 depois, é uma bela história que volta a ser contada…Leonard Cohen
“Live at The Isle Of Wight 1970”
Columbia/Sony Music
4 / 5
Para saber mais: Site oficial
Não é mais o enigmático e promissor, cantautor de quem mais se ouvia falar que da sua música, isto talvez até aos dias de Rejoicing In The Hands (2004)… Também já passou tempo suficiente para se ultrapassarem as comparações do calibre “novo Dylan” que chegaram, sobretudo por alturas do muito recomendável Cripple Crow (2005). Devendra Banhart ganhou o merecido lugar no panorama da década dos zeros, e hoje é indispensável “mobília da casa”. Não é que tenha entrado em piloto automático mas, sobretudo depois de álbuns como o já citado Cripple Crow ou o anterior Smokey Rolls Down Thunder Canyon (o tal concebido sob a visita de uma série de amigos e convidados), o novo What Will We Be mostra-o essencialmente entregue a uma (boa) gestão dos seus argumentos e princípios… Ultrapassou os limites da ideia freak-folk, não limita horizontes, mas raramente procura sair muito além de um certo terreno seguro em que a sua música entretanto se afirmou. As excepções à regra surgem em instantes magníficos como o dançável rebuçadinho pop de 16th & Valencia Roxy Music ou no piscar de olho a heranças eléctricas dos Doors em Rats (curiosamente os dois temas do disco misturados por Daniel Lanois). Há talvez uma razão para que este pareça um disco em que se arruma uma casa. É o primeiro que grava para uma multinacional, certamente com orçamento para garantir a busca de características que até aqui o low-budget obrigava a quase inevitável concretização lo-fi… Opção certa, esta de ensaiar novas ferramentas sob ideias seguras. Para, quem sabe, voltar a voar para mais longe e mais alto logo a seguir. Não surpreende portanto. Mas em nada desilude. E dá-nos mais um belo disco.Devendra Banhart
“What Will We Be”
WB / Warner
3 / 5
Para ouvir: MySpace
Jona Bechtolt não é um estreante. Natural de Astoria, no Oregon, integrou os The Blow em inícios da presente década e, desde 2003, tem editado regularmente como Yatch, sempre em pequenas independentes. O que mudou? Bom… Em 2008 foi para a estrada com os LCD Soundystem. E voltou a casa com um contrato para gravar pela DFA Records… Um primeiro EP foi editado em 2008, chegando o álbum de estreia para a nova editora já este Verão… See Mistery Lights não esconde o seu bilhete de identidade, sobretudo quando se refere o novo local de residência: a DFA Records… Estão aqui as características basilares daquilo a que se tem vindo a apontar como o “som” da editora: a relação franca com a música de dança, uma alma rock com ascendência genética no punk e uma certa inquietude urbana nesta idade da comunicação global. Não faltam aqui exemplos de boa relação com a canção, seja nas formas mais directas de Ring The Bell ou Psychic City, ora nos arranjos mais elaborados de The Afterlife (um dos momentos maiores do disco). Há aqui heranças colhidas da assimilação das memórias de uns Talking Heads, Tom Tom Club ou Kraftwerk, além das evidentes afinidades com os LCD Soundsystem e outras figuras que no presente se lançam no mesmo comprimento de onda. A See Mistery Lighs falta apenas um alinhamento mais nutritivo, pelo meio surgindo temas claramente menores, daqueles que não magoam na recta final de um EP mas que comprometem o efeito que se espera de um álbum tão determinante para a afirmação de um projecto como este o deveria ser. Está longe de desiludir, mas podia ser melhor…Yacht
“See Mistery Lights”
DFA Records / Nuevos Medios
3 / 5
Para ouvir: MySpace
A música portuguesa, nos patamares da invenção pop/rock, está a viver aquele que, em conjunto, talvez seja o seu mais inventivo momento desde aquele que, em finais de 90 - e curiosamente com líderes da nova mensagem cantando em inglês - revelou a muitos David Fonseca (então a bordo dos Silence 4). Mais de dez anos depois, e com segura carreira a solo entretanto firmada, David Fonseca é um dos mais sólidos casos de sucesso e aclamação nesse mesmo panorama pop/rock local. Voz de excepção, evidente talento na escrita de canções, um saber nos arranjos e um reconhecido gosto melómano talharam uma obra que não só nos deu bons discos como lhe garantiu a manutenção de um estatuto de popularidade que não o abandonou desde a estreia dos Silence 4. Chegamos ao seu quarto álbum a solo… e de repente parece que nos sentimos a caminho de um beco. Está cá a voz, a mesma capacidade de sempre em escrever canções e lhes dar arte final, assim como um cuidado na escolha das imagens. Há até momentos magníficos, e o single A Cry 4 Love é um deles. Mas, mesmo com mais tempero aqui ou menos ali, uma sensação de tédio sofisticado instala-se com mais frequência que o que seria de esperar. Por um lado mantém-se um certo jogo em terreno seguro, sobretudo na hora de abrir alas aos ecos vivos da memória Silence 4 (ler, as baladas). Por vezes falta espaço, em canções tão cheias de acontecimentos e sons que soterram a atenção. E falta o golpe de asa, o passo adiante, a ousadia que faz com que as carreiras sejam mais que uma soma ordenada de sucessos, e que aqui começa a tardar… O Portugal pop/rock já é um espaço pequeno por via da sua geografia e dimensão cultural. Caminhar para um beco afunila mais ainda os horizontes. E para quem já deu a um álbum o título “Sing Me Something New” é pena ver um talento, com as potencialidades que David Fonseca tem, a caminhar nesse sentido.David Fonseca
“Between Waves”
Universal
3 / 5
Para ouvir: MySpace
Também esta semana:
The Hidden Cameras, Weezer, Nirvana (live),Frankie Goes To Hollywood (best of), Bryn Terfel, Rickie Lee Jones, World Party
Brevemente:
9 de Novembro: The Killers (live), Martha Wainwright, Robbie Williams, Shirley Bassey,Tori Amos, The Doors (live), Rolling Stones (reedições)
16 de Novembro: Kraftwerk (caixa),Procol Harum (reedições), Stereophonics, Ryuichi Sakamoto, Soft Machine (live), Kitsouné – Vol 8, Groove Armada, M Pollini (Bach)
23 de Novembro: Tom Waits (live), Miles Davis (caixa), Britney Spears (best of), Lady GaGa (repackage), R.E.M. (live), Landscape (reedições)
Novembro: Atlantic Records (antologia), Foo Fighters, The Cinematics, Spiritualized (reedição),Pixies (caixa), Morrissey (caixa), Tricky
Dezembro: Três Cantos, Echo & The Bunnymen (live), Rolling Stones (reedição), Joni Mitchell (reedições), Cluster, Judy Garland (live)
PS. O texto sobre Julian Casablancas é uma versão editada de uma crítica originalmente publicada na revista NS
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quarta-feira, julho 15, 2009
Julian Casablancas edita a solo
Julian Casablancas, o vocalista dos Strokes, vai editar um álbum a solo no Outono, revelou o NME. Será o terceiro membro da banda a encetar carreira discográfica em paralelo... O álbum terá por título Phrazes For The Young. O músico dará depois uma série de concertos para assinalar o lançamento.
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