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quarta-feira, novembro 22, 2017

Morrissey em Manchester

* DESCOBRIR MORRISSEY, de Mark Gill
[DN, 16-11-17]

O título português preocupa-se em identificar Morrissey, fundador de The Smiths. Na verdade, este é um filme sobre Steven Patrick Morrissey antes da consolidação da aliança criativa com Johnny Marr e da formação da banda — o título de trabalho foi Steven, tendo sido lançado como England Is Mine (de um verso escrito por Morrissey: England is mine, it owes me a living). Eis um caso de exemplar sobriedade biográfica, evitando qualquer determinismo “artístico”, antes retratando Morrissey como um jovem à deriva na cena musical de Manchester, numa solidão assombrada pelo fascínio da escrita poética. O tom directo e realista da realização de Mark Gill encontra o adequado complemento nos actores, sendo inevitável destacar, no papel de Morrissey, o magnífico Jack Lowden (vimo-lo, por exemplo, em Dunkirk, de Christopher Nolan).

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Ver + ouvir:
Twin Shadow + Samantha Urbani,
There's a Light That Never Goes Out



Mais uma abordagem a um dos clássicos maiores da obra dos The Smiths, desta vez numa parceria entre Twin Shadow e Samantha Urbani (dos Friends).

quinta-feira, maio 16, 2013

5 dias 5 discos
Os 30 anos dos The Smiths (4)


Não é fácil escolher “um” entre tantos singles como os que fazem a discografia dos The Smiths. Mas a ter de fazê-lo, apontaria para este. Editado em 1987 como o terceiro dos três que sairiam do alinhamento de Strangeways Here We Come, Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me é uma canção de uma dimensão musical e dramática que confirma o quão o grupo havia evoluído desde os seus primeiros discos, poucos anos antes. A abertura ao piano (o som destacando um trabalho cénico com o eco que estabelece um clima) e a canção que arranca algum tempo depois desenham uma das mais belas das canções do grupo, toldada por um sentido de melancolia que a voz depois protagoniza.

 

A edição em single apresenta uma versão encurtada da canção, pelo que convém escutá-la ou no máxi-single (como este vídeo mostra) ou no álbum.

quarta-feira, maio 15, 2013

5 dias 5 discos
Os 30 anos dos The Smiths (3)


Sempre gostei de lados B de singles. E sabe sempre bem quando o que parecia inicialmente ser a face “escondida” (ou eventualmente secundarizada) de um single acaba por ser o centro das atenções. Foi o que sucedeu com How Soon Is Now? A canção nasceu de uma sessão de trabalho em estúdio entre Johnny Marr e o produtor John Porter, Morrissey chegando no dia seguinte e, conta-se, que  completando o trabalho vocal em apenas dois takes.

Goeff Travis, da Rough Trade, achou-a diferente do rumo central da música do grupo e arrumou-a inicialmente num lado B do single William It Was Really Nothing. As escolhas de quem fazia rádio apontaram todavia ao lado B e alguns meses depois How Soon Is Now? era editado como single, primeiro nos EUA, logo depois globalmente.


Imagens do teledisco que a editora americana criou para acompanhar o lançamento local do single e que gerou palavras de descontentamento por parte dos músicos.  

terça-feira, maio 14, 2013

5 dias 5 discos
Os 30 anos dos The Smiths (2)

É daquelas experiências que não se esquecem. O alinhamento abre logo com a sublime (e longa) Reel Around The Fountain. Confirmando em pleno as expectativas lançadas entre os meses anteriores por singles como Hand In Glove, This Charming Man ou o mais recente What Difference Does It Make?, o álbum de estreia dos The Smiths tornava definitiva a ideia de que estava ali uma banda para marcar o mudar aquele tempo. Herdeiras de um classicismo pop enraizado no trabalho para guitarras, baixo e bateria, juntando a personalidade maior da voz de Morrissey e as palavras (e os temas, muitos deles habitualmente até ali silenciados e ausentes) que assim ganhavam outra voz no panorama da pop alternativo dos oitentas, as canções dos The Smiths rapidamente se viram transformadas na banda sonora para toda uma geração e The Smiths, o álbum de estreia, o seu primeiro acontecimento de grande escala.
O álbum teve nascimento atribulado. Depois de gravado sob produção de Troy Tate, antigo guitarrista dos Teardrop Explodes, o disco foi integralmente regravado por John Porter, num verdadeiro sprint do qual nasceram os registos que descobrimos no formato de vinil a 20 de fevereiro de 1984. É difícil dizer qual é o melhor álbum dos The Smiths. Sei qual é o meu preferido (lá iremos ainda esta semana)... Mas entre o alinhamento deste primeiro disco mora uma pequena multidão de canções sem as quais eu não contaria a história da minha relação com a música popular, às que já aqui referi hoje podendo juntar Pretty Girls Make Graves ou Still Ill. Se a tudo isto juntarmos a capa com a figura de Joe Dalessandro num still do filme Flesh de Paul Morrissey e Andy Warhol reconhecemos aqui um episódio inesquecível na obra do grupo e da música em geral.

 

Imagens de uma atuação na época, ao som de Pretty Girls Make Graves, canção do alinhamento do álbum de estreia dos The Smiths.

segunda-feira, maio 13, 2013

5 dias 5 discos:
Os 30 anos dos The Smiths (1)

“Escute isto... Esta não é apenas mais uma cassete”... Foram estas, reza a mitologia pop, as palavras que Johnny Marr terá dito a Geoff Travis, o patrão da Rough Trade, quando em abril de 1983 lhe deu uma cassete áudio onde haviam gravado uma versão em estúdio de Hand In Glove e uma outra, registada ao vivo, de Handsome Devil. Conta-se que Marr, a quem fora negada a entrada nos escritórios da editora, resolvera a coisa abrindo uma porta nas traseiras, fingindo que ali trabalhava, dirigindo-se então ao escritório de Geoff Travis, com quem então falou. Em maio Hand in Glove estaria nas ruas. E a história segue-se como a conhecemos.

13 de maio de 1983... Foi há precisamente 30 anos. Um single, de sete polegadas, a 45 rotações por minuto, dava-nos a descobrir uma banda de nome aparentemente banal mas que em pouco tempo seria reconhecida como uma força maior do seu tempo e que hoje recordamos como referência fundamental da história da música popular. Perante um mapa pop britânico ainda claramente dominado pelos ecos diretos da new wave, sob presença maior de cores garridas e dos sons dos sintetizadores ou de uma corrente “alternativa” feita de assombrações e melancolias urbanas mais cinzentas, a postura mais “clássica” – que desde logo gerou ligações evidentes para com heranças instrumentais dos anos 60, mas sem uma carga de nostalgia – dos The Smiths cativou atenções. Mas a música revelava uma voz. E a voz, as palavras... “As letras são especificamente sem género. Não quero eixar ninguém de fora”, diria o próprio Morrissey em entrevista ao NME publicada um dia depois do lançamento do single em cuja capa surgia a figura de um nú masculino fotografado por Jim French, retirada do livro The Nude Male, de Margaret Walters.

Durante 18 meses o single teve uma carreira constante nas tabelas de vendas das lojas independentes (mesmo não tendo chegado ao top britânico oficial, figurou na tabela indie e marcou o início de uma carreira que teria ali a sua primeira janela de contacto com o grande público).



E assim, 30 anos depois, esta semana celebramos aqui memórias de alguns discos dos The Smiths... Hoje com a capa de Hand In Glove e imagens de uma interpretação numa atuação televisiva de 1983.

sexta-feira, abril 12, 2013

Reedições:
Electronic, Electronic

Electronic
“Electronic (Special Edition)”
EMI Music
4 / 5

Eram uma dupla, mas com aquela dimensão mítica dos chamados supergrupos (até porque, afinal, juntavam um ex-elemento dos The Smiths à voz dos New Order, nomes maiores do panorama pop/rock britânico de costela indie). Johnny Marr (o guitarrista dos Smiths) e Bernard Sumner (guitarrista dos Joy Division e, depois, vocalista dos New Order) tinham-se já cruzado em 1984 por ocasião de uma colaboração do primeiro num tema dos Quango Quango que o segundo produziu. Quis a linha-vida de cada um dos músicos que novo cruzamento acontecesse mais perto do fim da década (já depois da separação dos Smiths). A parceria começou por nascer com a vontade de ser uma experiência anónima (pelo menos durante o tempo que levasse alguém a saber quem estaria por detrás da música), mas o envolvimento de Neil Tennant (dos Pet Shop Boys), que soube do projeto através de um designer gráfico elevou inevitavelmente a fasquia para um patamar ainda menos fácil de “esconder”... E, em dezembro de 1989, com Getting Away With It, uma canção no mínimo perfeita (e que podemos considerar como o hino de despedida dos oitentas), apresentavam-se assim os Electronic. A canção cruzava formas e cores da tradição pop com o fulgor de uma alma animada pelas recentes agitações nos espaços da música de dança (nomeadamente a cultura house). Foi um êxito global, e o sonho do eventual anonimato definitivamente arquivado... O passo seguinte chegaria contudo apenas ano e meio depois, já em 1991. Confirmando em pleno as premissas lançadas pelo single de estreia (entretanto incluído no disco), o álbum de estreia do projeto – ao qual chamaram simplesmente Electronic – propunha um mais extenso e profundo programa de encontros entre as heranças da pop, a presença das guitarras e ecos presentes escutados entre a música de dança. Sumner e Marr somaram aqui um conjunto impressionante de canções (decididamente mais inspiradas que as que os New Order registariam pouco depois em Republic), mostrando o alinhamento horizontes invulgarmente largos perante tão evidente coesão no plano das ideias. Estamos talvez em terreno mais próximo das vivências entre programações da música dos New Order nos anos 80, o regresso de Neil Tennant (desta vez acompanhado por Chris Lowe) projetando no dueto Patience of A Saint uma evidente ponte para com a pop luminosa (e sempre inteligente) dos Pet Shop Boys. Com o tempo, e os dois álbuns que se seguiram – Raise The Pressure (1996) e Twisted Tenderness (1999) – o fulgor esmoreceu e aquele momento de invulgar inspiração não se repetiu. Agora, mais de 20 anos depois, o álbum de estreia regressa numa versão especial com o som remasterizado e um segundo disco com extras (entre os quais versões alternativas, instrumentais, lados B, juntando ainda Disappointed, single de 1992, criado para a banda sonora de Cool World, que representou a terceira colaboração de Neil Tennnat com Bernard Sumner e Johnny Marr.

segunda-feira, março 04, 2013

Novas edições:
Johnny Marr, The Messenger

Johnny Marr 
“The Messenger” 
Warner Bros. 
2 / 5 

Se Morrissey se estreou em nome próprio em 1988 com o belíssimo Viva Hate, Johnny Marr (a outra metade da dupla criativa central à obra dos The Smiths) levou por seu lado quase 26 a anos a lançar um álbum com nada mais que o seu nome por assinatura após a edição daquele que, em 1987, foi o último álbum de originais dos The Smiths (o disco ao vivo Rank, de 1988, surgiu já com a banda separada). Todos sabemos que não foi o silêncio quem habitou estes quase 26 anos, a obra de Johnny Marr tendo passado por bandas como os Electronic, The The, The Pretenders, Modest Mouse ou The Cribs ou por colaborações mais pontuais por discos dos Stex (e vale a pena redescobrir essa sua breve aventura pelas heranças do disco ao som de Still Feel The Rain), Pet Shop Boys ou Black Grape, entre muitos mais... Em 2003 apresentou-se frente aos Healers em Boomslang, num disco “quase” a solo (mas que na verdade era de uma banda), mas só agora conta em The Messenger com essa muito aguardada estreia que podemos, contudo, arrumar desde já na gaveta das grandes desilusões de 2013... Do primeiro contacto com o alinhamento constata-se a solidez do trabalho de guitarras e a evidência de uma voz que, mesmo longe de brilhante ou peculiarmente distinta, sabe dar conta do recado... O que corre então mal em The Messenger? Em primeiro lugar no plano da composição Marr desencanta, revelando um alinhamento que não rompe nunca um patamar de banal mediania (inclusivamente na escrita) e nunca alcança em momento nenhum o vislumbre das visões que em tempo levou aos The Smiths ou até do primeiro álbum dos Electronic. The Messenger cruza depois, a velocidade de cruzeiro, formas e soluções que habitaram alguns dos climas indie pop para guitarras dos últimos 20 anos (até mesmo com um constrangedor sucedâneo das relações com o ritmo, à la madchester, em Generate! Generate!), parecendo contudo de maior propriedade os momentos em que se aproxima de ecos dos Elelectronic ou do sentido pop herdado dos sessentas que levou aos Smiths (mas aqui assimilando ainda ecos dos oitentas) e que faz de The Crack Up talvez o melhor momento de um disco menor. Um inesperado passo em falso de alguém cuja obra tem momentos admiráveis mas que, desta vez, não brilha.

sábado, outubro 27, 2012

The Smiths, 1987

Foi há 25 anos. Os Smiths tinham editado em finais de setembro o álbum Strangeways, Here We Come (que seria o seu derradeiro registo de originais e ainda hoje é o meu álbum preferido da banda). E quando extraíram do seu alinhamento um segundo single - este I've Started Something que hoje recordamos - já o mundo sabia que tinha chegado o fim. Na verdade, encerravam uma curta mas vibrante e rica carreira em alta. Poucos o fizeram assim. E hoje deixamos a memória desse teledisco que, para muitos (como eu) representava na altura a expressão visual de algo que ia acabar...

quinta-feira, dezembro 22, 2011

As reedições de 2011


Entre os títulos que regressaram no formato de vinil, os lançamentos remasterizados em CD, as edições especiais e as caixas antológicas, houve pano para mangas ao longo de 2011. Na hora de fazer balanços há que juntar à música (que está na origem de cada título reeditado) e à qualidade do som do novo lançamento todo um conjunto de “extras” que vão dos eventuais conteúdos adicionais (que somam ao que se conhecia complementos que aprofundam o retrato do que se recorda) aos textos de acompanhamento, imagens reveladas e mesmo o próprio design que apresenta a reedição. E da soma de todos estes argumentos é difícil não reconhecer na caixa integral dos This Mortal Coil o grande acontecimento do ano. Se na origem a música dos This Motal Coil traduzia uma ideia de síntese do que era a visão da editora 4 AD em meados e finais dos oitentas (apesar de um terceiro álbum lançado já nos noventas), a imagem cedo surgiu como um complemento a todo esse mapa de ideias. A rigor, o reencontro com a obra dos This Mortal Coil fez-se numa caixa que em tudo recuperou o carácter gourmet do design dos dias “clássicos” da 4AD. Outros dois destaques a apontr a outras duas caixas antológicas. O primeiro a dar-nos um panorama (quase total, que faltam pontuais elementos) da obra dos Heróis do Mar. O segundo a juntar numa mesma caixa a miniaturização da obra em álbum dos The Smiths. Aqui fica a listinha que arruma as dez melhores melhores reedições do ano:

1 – This Mortal Coil, This Mortal Coil 
2 – Heróis do Mar, 1981-1989 
3 – The Smiths, The Smiths Complete
4 – Carlos Paredes – Guitarra Portuguesa (ed. vinil)
5 – U2 – Achtung Baby 20th aniversary DeLuxe Box Set
6 – Marc and The Mambas – Torment and Toreros
7 – Primal Scream – Screamadelica
8 – Pop Dell’Arte – Free Pop 
9 – Simon and Garfunkel – Bridge Over Troubled Water
10 – Leonard Cohen – The Complete Studio Albums Collection

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Novas edições:
The Smiths, Complete


Este texto é uma versão editada de um artigo publicado na edição de 25 de Novembro do DN com o título 'O percurso invulgar de uma banda com nome comum' 

The Smiths
"Complete"
Rhino
5 / 5

Quatro álbuns de originais, uma mão cheia de singles e um dos mais marcantes (e influentes) fenómenos de culto da história da música popular... Tudo isto aconteceu em apenas cinco anos, transformando um dos nomes mais comuns em língua inglesa (Smith) numa das mais aclamadas carreiras nascidas na década de oitenta. Chamavam-se The Smiths. E, como poucos, souberam captar os sinais do seu tempo numa colecção de canções que, quase 30 anos depois, é ainda exemplo de excelência capaz de, a cada nova geração, cativar novos admiradores. Uma caixa, com a sua discografia editada em álbuns (quatro de originais, três compilações e um disco ao vivo) recorda e arruma a memória da sua obra. Uma música de sonoridade rock, mas feita de canções com alma pop. Um vocalista (Morrissey) com carisma, uma voz única e uma escrita que desenhava retratos realistas mas sob um olhar observador muito pessoal. Um guitarrista (Johnny Marr) com quem Morrissey criou um par criativo de solidez que podemos comparar à da dupla mítica Lennon/McCartney. E com eles uma secção rítmica hábil constituída por Andy Rourke (baixo) e Mike Joyce (bateria). As canções eram de grande simplicidade, a música (onde habitavam referências que vão da memória pop inglesa dos sessentas aos ensinamentos mais recentes de uns Orange Juice, Television, não esquecendo uma admiração maior por David Bowie e Marc Bolan) convivendo com as palavras confessionais que Morrissey vestia com vibrante dramatismo. Num tempo em que as electrónicas haviam desenhado uma ideia de modernidade e uma pose sofisticada tomara a invenção pop, os The Smiths devolveram às guitarras um protagonismo que lhes valeu um reconhecimento de aura quase messiânica. Depois da separação Morrissey encetou carreira a solo. Johnny Marr passou por várias bandas. Mas é por obras de terceiros que reconhecemos quão marcante tem sido o legado dos The Smiths. Se os Blur nasceram motivados por um concerto dos Smiths em 1987, a sua presença revelou-se marcante entre bandas como os The La’s, Suede, Stone Roses ou Happy Mondays ou mesmo os portugueses Rádio Macau. Depois de uma caixa dedicada aos singles, esta nova antologia arruma os álbuns sob uma capa comum. Os discos surgem nas suas versões originais, com as capas devidamente miniaturizadas à dimensão do CD. Uma obra absolutamente essencial, a que aqui se reune!

sexta-feira, novembro 25, 2011

Novo tributo aos The Smiths


Não é a primeira vez que as canções dos Smiths são reinventadas, nem mesmo a primeira ocasião em que algumas versões se juntam num disco-tributo. Mas Please, Please, Please: A Tribute to the Smiths, é a nova proposta que surge neste comprimento de onda. Um olhar sobre as canções de uma das bandas mais marcantes de todos os tempos segundo novas visões que passam por nomes como os Wedding Present, Tanya Donelly, Doug Martsch (Built to Spill) ou Katy Goodman (Vivian Girls/La Sera). A edição chega a 13 de Dezembro, pela American Landromat.