Já conhecíamos Bad Luck Hideaway, como faixa bónus de Foreign Tongues no iTunes. Descobrimos agora, em lyric video, Who You Callin’ Crazy. São sobras do mais recente álbum dos Rolling Stones, a par Where There’s a Will, She Still Comes Around e Human Tide. Belas sobras... é caso para dizer — juntamente com as faixas da edição original farão Foreign Tongues, Loose Lip, a lançar no dia 27 de novembro.
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terça-feira, outubro 20, 2026
quinta-feira, outubro 15, 2026
Beck, Opus 15
Ride Lonesome é o 15º álbum de estúdio de Beck, intimista e austero, porventura na procura de um sentido para um tempo de solidão (escondido por detrás das cortinas da capa).
Ei-lo, na canção-título, mas não solitário, na companhia da Sydney Symphony Orchestra — a preto e branco, para sublinhar que tudo isto provém de um tempo que não se dilui na ligeireza "comunicacional" do nosso presente.
sábado, outubro 10, 2026
Keith + Mick, Bad Luck Hideaway
É o tema bónus da edição no iTunes do álbum Foreign Tongues, dos Rolling Stones: Bad Luck Hideaway tem agora direito a lyric video — adivinhem quem faz o dueto.
sexta-feira, outubro 09, 2026
A morte das cores na música
— Rick Beato
De que falamos quando falamos da música capaz de nos despertar para algo diferente (para lá do som), diferente do que sabemos ou julgamos saber? Rick Beato dá uma preciosa lição sobre as cores da música, deambulando de O Feiticeiro de Oz até aos Radiohead — pedagógico e... colorido.
quinta-feira, outubro 08, 2026
Elanor Moss, You Are Coming Home Tonight
Plano geral. Grande plano. E um gato a (de)compor a imagem aos 2m 12s. Não é preciso mais para voltarmos a escutar uma canção desse belíssimo álbum que é The Knife, The Needle, de Elanor Moss — You Are Coming Home Tonight tem realização de Matthew Thorne.
sexta-feira, outubro 02, 2026
Phoebe Bridgers / Nirvana
Phoebe Bridgers tem um novo álbum, Lost Weekend. De qualquer modo, há pouco mais de um mês, na sua passagem pelos estúdios da BBC Radio 1, aconteceu um momento muito especial com uma imaculada memória rock: Lithium, clássico dos Nirvana, aqui com a guitarra de Christian Lee Hutson.
quinta-feira, outubro 01, 2026
The Rolling Stones, Mr. Charm
Alexander Skarsgård lidera um elenco em que também encontramos o nome de Sara Sampaio, todos sob a direção nervosa e concisa de Henry Scholfield. A meio caminho entre um musical country e uma versão kitsch de Tarantino, aí está Mr. Charm, o novo teledisco dos Rolling Stones.
sexta-feira, setembro 25, 2026
Taylor Swift, Patient Zero
The Life of a Showgirl tem uma sequela... Taylor Swift decidiu fazer um encore, devidamente apelidado de The Life of a Showgirl: The Encore. O primeira novidade, Patient Zero, aí está: um amargo e doce conto moral sobre as atribulações de uma paixão que e desmoronou — pop, bien sûr.
segunda-feira, setembro 21, 2026
Lex Walton, punk & etc.
A chancela é da Sup Pop — o álbum apresenta-se com um título de romance do século XIX: ULTIMATE LOVE FOREVER (assim mesmo, tudo em maiúsculas). Ou talvez, melhor, como a frase promocional de uma publicidade de perfume para os solitários do nosso século XXI.
São sete canções com uma duração total de menos de 20 minutos (enfim, 19m 59s). Na sua brevidade, dir-se-ia que estamos perante o velhinho modelo punk: rápido, contundente, vira a página que se faz tarde... E estamos mesmo, ainda que qualquer rótulo pareça demasiado fácil para caracterizar a peculiar energia de Lex Walton. Até porque há nas suas composições uma alegria ambiguamente dançante que, apesar de polvilhada por muitas angústias juvenis (ou precisamente por causa disso), possui a energia clássica de um universo a que, à falta de melhor, chamaremos apenas pop.
São sete canções com uma duração total de menos de 20 minutos (enfim, 19m 59s). Na sua brevidade, dir-se-ia que estamos perante o velhinho modelo punk: rápido, contundente, vira a página que se faz tarde... E estamos mesmo, ainda que qualquer rótulo pareça demasiado fácil para caracterizar a peculiar energia de Lex Walton. Até porque há nas suas composições uma alegria ambiguamente dançante que, apesar de polvilhada por muitas angústias juvenis (ou precisamente por causa disso), possui a energia clássica de um universo a que, à falta de melhor, chamaremos apenas pop.
Veja-se o seu teledisco de Hipster Runoff, concebido como um decalque de um jornal televisivo em que, subitamnte, contemplamos a irrisão do nosso tempo audiovisual; ou essa espécie de auto-retrato do artista enquanto jovem que é I Wish I Was an M80 — ambos aqui em baixo, that's life.
domingo, setembro 13, 2026
Bob Dylan / Patti Smith
Eis uma memória dos tempos da pandemia. No aconchego dos Electric Lady Studio — na companhia de Tony Shanahan (contrabaixo) e Jackson Smith (guitarra) —, Patti Smith gravou a canção One Too Many Mornings, de Bob Dylan. Agora, partilhou o video connosco.
sábado, agosto 22, 2026
Elanor Moss, The Knife, The Needle
Intimismo? Acústico? Convenhamos que, por vezes, a junção deste substantivo e deste adjectivo apenas serve para rotular empreendimentos do mais absurdo convencionalismo. Registemos, para já, a diferença: no caso de Elanor Moss estamos perante um talento genuíno, fascinante.
As suas canções, tão cruas quanto encantadas (encantatórias será a palavra exacta), acontecem como discretas aventuras emocionais que parecem ter sido recuperadas e, mais do que isso, reorganizadas por uma mente racional habitada por uma infinita compaixão — Fixer é o tema de abertura do seu álbum de estreia, The Knife, The Needle, além do mais encenado num teledisco de plano-sequência, com enquadramento fixo... mas em movimento...
quinta-feira, agosto 06, 2026
Mr. Charm
— no estúdio com os Rolling Stones
Não é um teledisco... Mas poderia ser... Não é a gravação de uma única performance... Mas quase parece... Eis Mr. Charm, canção do álbum Foreign Tongues, no estúdio, com os Rolling Stones em festiva celebração — dir-se-ia um inusitado improviso, mas é um trabalho de insuperável rigor.
And burn the rubber on the road
And drive around in fancy cars
And who would take you into space?
Who would you really trust?
Is it Boeing, is it NASA, is it mad mogul Mr. Musk?
Now I'm older, I would like to ask you if tonight
We could stay at home, you see, I'm really quite polite
I would make you cocktails, pour you wine, you're obviously so erudite
Do anagrams, spew epigrams
I don't give a damn, Madame
sexta-feira, junho 26, 2026
“Isto não é Mick Jagger”
O novo teledisco dos Rolling Stones foi feito por Inteligência Artificial? Digamos antes que é artificial e inteligente — eate texto foi publicado no Diário de Notícias (19 junho).
Se conseguirmos manter alguma lucidez no meio da histeria informativa que nos rodeia, todos os dias sustentada pelo pior que as televisões vão fabricando, convenhamos que não é fácil termos alguma noção consistente sobre o que é (ou pode ser) a utilização desse novo prodígio, fascinante e monstruoso, que é a Inteligência Artificial (IA). Não que possamos, de forma lúcida, precisamente, ignorar os perigos assustadores do seu desenvolvimento. Em qualquer caso, há uma diferença entre informar sobre tais perigos e utilizar a IA como sinónimo de um apocalipse anunciado.
Não quero, com este desabafo, atrair generalizações apocalípticas nem redentoras. Já basta o que basta. Foco-me apenas num acontecimento muito particular: o novo teledisco da canção In the Stars, tema do 25º álbum de estúdio dos Rolling Stones, Foreign Tongues, com lançamento marcado para 10 de julho. E dou-me conta da facilidade com que a sua descrição automática — “um teledisco fabricado pela IA” — tende a circular como uma espécie de rótulo compulsivo.
Enfim, é verdade que vemos Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood a interpretar In the Stars, sendo também verdade o seu contrário: aquilo que vemos não foi filmado com os elementos dos Rolling Stones. Aliás, mesmo descobrindo o teledisco no mais completo desconhecimento sobre a sua produção, rapidamente desembocamos num insólito beco sem saída: quem é este Mick Jagger, com ar e pose da década de 1980... numa canção composta em 2025 ou 2026?
Deparamos, assim, com um curioso bloqueio de linguagem. Dizemos que o teledisco “foi filmado”, mas a própria expressão deixou de ser adequada para lidarmos com objectos como este. Em termos esquemáticos, passámos a viver num universo de imagens em que aquilo que vemos não resulta necessariamente da presença de uma câmara frente a uma determinada acção física e humana.
Que aconteceu, então? Pois bem, o director do teledisco, o francês François Rousselet, começou com uma outra banda, os londrinos Hot Property, filmando-os a interpretar a canção dos Stones. “Emprestaram” os seus corpos à energia de In the Stars — aplicando a gíria tecnológica, foram “stand-ins”. Depois, os rostos jovens de Jagger, Richards e Wood foram “aplicados” nas imagens dos Hot Property — esse trabalho foi executado pela Deep Voodoo, empresa fundada em 2020 por Matt Stone e Trey Parker, criadores da série de animação South Park.
Em termos práticos, não necessariamente técnicos, o processo não será muito diferente daquele que James Cameron utilizou na concepção original, e respectivas derivações, do seu Avatar (2009). Os resultados podem também fazer lembrar as técnicas de “rejuvenecimento” (“de-aging”) que Martin Scorsese usou em O Irlandês, para figurar Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci algumas décadas antes da acção principal do filme; em todo o caso, com uma diferença importante: os intérpretes das personagens foram sempre os próprios actores.
Bem sabemos que há vozes muito respeitáveis (Tom Hanks, Scarlett Johansson, Cate Blanchett, etc.) que em diversos contextos têm denunciado a eventual manipulação industrial de imagens de actores e actrizes através da IA como uma ofensa ao respectivo trabalho e, em rigor, um crime contra a criação artística. Acontece que no exemplo de In the Stars são os próprios artistas a “assinar” a irónica transfiguração das suas imagens — um pouco à maneira de René Magritte quando, há quase um século (1929), pintou um cachimbo com a legenda “Isto não é um cachimbo”.
| RENÉ MAGRITTE A Traição das Imagens (1929) |
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quinta-feira, junho 18, 2026
Toy Story 5: a canção de Jessie
I Knew It, I Knew You, a canção de Taylor Swift para a banda sonora de Toy Story 5 surge como uma peça indissociável da afirmação da personagem de Jessie, uma cowgirl com a voz de Joan Cusack, como a verdadeira figura central do novo filme com chancela da Pixar — daí o teledisco feito a partir de imagens de Jessie ao longo das aventuras dos filmes anteriores, com Swift a reencontrar a energia das suas raízes country.
domingo, abril 19, 2026
Madonna, I Feel So Free
Com lançamento agendado para 3 de julho, o novo álbumn de Madonna, Confessions II, já tem um single: I Feel So Free. Neste mundo material, eis que reencontramos a celebração imaterial da dança — passado e futuro enlaçados no presente.
quarta-feira, abril 08, 2026
The Strokes: nova canção, novo álbum
Notícia do dia, por certo do mês, talvez do ano: The Strokes têm um novo álbum — Reality Awaits — com lançamento agendado para 26 de junho. Para já, aí está Going Shopping, canção vinda dos confins do rock'n'roll, aí onde amargura e romantismo se cruzam sem complexos.
Like a tiger, they will chase you down
With words instead of claws
They will seduce you till you reach the point
To let yourself get mauled
The worse reality gets, the less you wanna hear about it
Solidarity can be difficult when you've got cool stuff to lose
I wanna be a 7-foot zombie
The pay is low, but I gotta do something
I'm at the mall and the song is bumping
There goes my future wife in the little red jumpsuit
I'm going away to the country
Don't wander off too far
I'm going out my mind
Throwing all my plans out the window
Don't wanna waste my life
I'll see you on the other side
I've been thinking about what I wanna say
But I'm an old man now, at least that's what they tell me anyway
We've been expanding on our greatness
Building future ruins
We're building castles from the bones of dead trees
Molded from the shattered houses of the dead sea
I moved away to the country
I had to change my way
But I kinda miss you now
Stockbrokers flying out the window
I kinda miss that sound
Don't want to wake up Pa
I can't wait, I'm goin' shoppin'
I'm at the mall, and the song is bumpin'
I want to be a 7-foot starfish
Above the law, a political puppet
I'm going back to the city
I'm 'bout to lose my mind
I'm gonna stay alive
I'm climbing out through the window
I miss the shops and malls
I'm gonna meet you there
Still throwing my phone out the window
I'm gonna soothe my soul
Can't wait, I'm going shopping
If you're better than me, you don't have to judge me
With words instead of claws
They will seduce you till you reach the point
To let yourself get mauled
The worse reality gets, the less you wanna hear about it
Solidarity can be difficult when you've got cool stuff to lose
I wanna be a 7-foot zombie
The pay is low, but I gotta do something
I'm at the mall and the song is bumping
There goes my future wife in the little red jumpsuit
I'm going away to the country
Don't wander off too far
I'm going out my mind
Throwing all my plans out the window
Don't wanna waste my life
I'll see you on the other side
I've been thinking about what I wanna say
But I'm an old man now, at least that's what they tell me anyway
We've been expanding on our greatness
Building future ruins
We're building castles from the bones of dead trees
Molded from the shattered houses of the dead sea
I moved away to the country
I had to change my way
But I kinda miss you now
Stockbrokers flying out the window
I kinda miss that sound
Don't want to wake up Pa
I can't wait, I'm goin' shoppin'
I'm at the mall, and the song is bumpin'
I want to be a 7-foot starfish
Above the law, a political puppet
I'm going back to the city
I'm 'bout to lose my mind
I'm gonna stay alive
I'm climbing out through the window
I miss the shops and malls
I'm gonna meet you there
Still throwing my phone out the window
I'm gonna soothe my soul
Can't wait, I'm going shopping
If you're better than me, you don't have to judge me
domingo, março 29, 2026
Wolf Alice, Leaning Against the Wall
A banda londrina Wolf Alice merece o rótulo clássico de alternativa, ainda que a sua energia resulte também da capacidade de integrar elementos díspares de inspirações tão diversas como o shoegaze ou o grunge. O seu quarto álbum de estúdio, The Clearing, é mais uma ilustração feliz dessa pluralidade, além do mais reforçando o peso decisivo da voz e da pose de Ellie Roswell — foi ela, aliás, que, em 2010, fundou os Wolf Alice com o guitarrista Joff Oddie; dois anos mais tarde chegaram o baixista Theo Ellis e o baterista Joel Amey.
Ei-los, no SNL, interpretando Leaning Against the Wall, um dos temas do novo álbum.
sábado, março 28, 2026
Blue Moon,
ou a arte nunca desiste da beleza
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| Ethan Hawke: celebrando a herança de Lorenz Hart |
Richard Linklater é um realizador que gosta de revisitar a história do cinema. Com Blue Moon, propõe-nos uma maravilhosa redescoberta de Lorenz Hart, autor dos versos de centenas de canções lendárias — este texto foi publicado no Diário de Notícias (26 fevereiro).
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| Lorenzo Hart |
Convém esclarecer que Blue Moon não é um musical — nem sequer é um filme em que haja qualquer momento coreográfico típico do género. Nada disso: este é um retrato de Hart numa única noite e praticamente num único cenário, o lendário restaurante Sardi’s em Manhattan, Nova Iorque.
Tudo acontece a 31 de março de 1943, quando Hart assiste à estreia do musical Oklahoma! (“com um ponto de exclamação”, como não se cansa de sublinhar), com música de Richard Rodgers e letras de Oscar Hammerstein II. Agastado com o espectáculo, abandona o seu camarote e refugia-se no Sardi’s que, um pouco mais tarde, será palco de uma recepção à dupla de autores. A sua prostração resulta menos do musical e mais do facto de Rodgers — com quem escrevera 28 musicais e mais de 500 canções, incluindo Blue Moon, Manhattan e Little Girl Blue — ter posto fim à sua colaboração, optando por trabalhar com Hammerstein. Na verdade, a vida de Hart, marcada pela solidão e o alcoolismo, estava já no capítulo final. Viria a falecer cerca de oito meses mais tarde, a 22 de novembro — a informação da sua morte constitui mesmo o prólogo do filme de Linklater.
Dito isto, não será fácil adivinhar o misto de alegria, sarcasmo e infinito amor pelo trabalho artístico que contamina todo o filme de Linklater. Claro que a composição de Hart por Ethan Hawke, num registo tão exuberante quanto carregado de subtis emoções, não será estranha à excelência dos resultados — foi, aliás, nomeado para o Oscar de melhor actor (é a sua quinta nomeação, sem esquecer que duas delas, em 2005 e 2014, foram na categoria de argumento adaptado em dois filmes também de Linklater, Antes do Anoitecer e Antes da Meia-Noite). Seja como for, importa não secundarizar o prodigioso argumento original assinado por Robert Kaplow (também nomeado na respectiva categoria), transformando o Sardi’s num palco de muitos contrastes em que Hart vai enunciado, ora em tom dramático, ora através de um humor contagiante, o seu fundamental princípio artístico e, mais do que isso, existencial. A saber: nunca desistir da beleza.
O que é, então, a beleza? A expressão mais visível é a personagem (fictícia) de Elizabeth Weiland, interpretada pela sempre impecável Margaret Qualley. Tal como confessa ao “barman” Eddie (Bobby Canavale), Hart tem por ela uma paixão intensa que, em qualquer caso, transcende a sexualidade — Hart confessa-se também como homossexual. Para ele, na relação com cada ser humano, tal como em cada verso das suas canções, a beleza é essa vibração sem nome que nos liberta das rotinas do quotidiano, da desumanização social e também da hipocrisia das relações humanas.
Welles, Godard & etc.
Como se prova, Linklater é um autor apostado em devolver o cinema à cinefilia, quer dizer, à consciência militante de que os filmes são (ou podem ser) uma arte que não abdica da celebração da beleza das histórias que se contam — e também daqueles que as vivem.
Afinal, com Me and Orson Welles (2008), ele já tinha trabalhado a partir de um romance do seu argumentista, Kaplow, evocando o trabalho de Welles no Mercury Theatre, em 1937 (quatro anos antes de realizar O Mundo a Seus Pés); entretanto, o ano passado, Linklater ofereceu-nos Nouvelle Vague, belíssima evocação da rodagem da primeira longa-metragem de Jean-Luc Godard, em 1959. Como Hart escreveu em Blue Moon, a lua pode “transformar-se em ouro” — não receemos a beleza da metáfora.
sexta-feira, março 20, 2026
Aldous Harding, uma nova canção
A neozelandesa Aldous Harding é uma força da natureza, assombrada por uma intensidade dramática toda ela domesticada em forma de poética contenção. Aí está uma nova canção, One Stop, prenúncio do seu quinto álbum de originais, Train on the Island, agendado para maio.
>>> Tiny Desk Concert, na NPR.
sábado, fevereiro 28, 2026
Charli XCX, O Monte dos Vendavais
Mais uma das canções de Charli XCX para a banda sonora de O Monte dos Vendavais, de Emerald Fennell, a mesma ambiência de um "sinfonismo" pop tecido de nostalgia e experimentação — eis o teledisco de Always Everywhere, dirigido por Mitch Ryan.
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