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terça-feira, março 05, 2019

A sociedade dos telemóveis

Hong Kong, estação de metro (5 Dez. 2018)
FOTO: Anthony Wallace
Lembram-se do filme Her - Uma História de Amor (2013), de Spike Jonze? Pois bem, há muito que o seu pano de fundo — uma sociedade sem comunicação entre os indivíduos, cada um fechado na relação com o seu telemóvel — deixou de ser uma história de ficção científica: a multiplicação dos telemóveis no nosso quotidiano reconfigurou esse mesmo quotidiano, transfigurando todas as relações humanas, por vezes reduzindo-as ao absurdo existencial ou ao mais cruel vazio identitário.
São sinais desse estado de coisas (e também das suas eventuais maravilhas) que encontramos no portfolio de 42 imagens organizado pelo jornal The Boston Globe, no seu blog fotográfico 'The Big Picture'. O título é revelador: A sociedade dos telemóveis.

O Papa Francisco no Vaticano (9 Jan. 2019)
FOTO: Andrew Medichini
Pequim, estação de comboios (5 Dez. 2018)
FOTO: Andy Wong
Palácio de Bellas Artes, Cidade do México
— aplicação para seguir uma exposição de pintura espanhola (Julho 2018)
FOTO: Mario Guzman
'Caravana de migrantes' carregando os seus telemóveis
— Tijuana, México (23 Nov. 2018)
FOTO: Mario Tama

quinta-feira, junho 19, 2014

Amazon lança o seu Fire Phone

Cada vez mais, o mercado dos chamados smartphones organiza-se como um prolongamento das mais diversas plataformas informativas e/ou comerciais. Assim, a Amazon, na origem um grande armazém virtual (para comercializar coisas pré-históricas, bizarras e fascinantes como livros...), passou a ter o seu próprio smartphone — chama-se Fire Phone e, entre outras singularidades técnicas, proporciona o acesso a muitas imagens em 3D.
Fotografias, video, música, etc., o Fire Phone tem tudo o que passou a fazer parte do caderno de encargos destes objectos omnipresentes no nosso quotidiano [notícia na Time]. E tem também, como seria inevitável, acesso a muitos conteúdos vendidos na Amazon. Com este detalhe: o Fire Phone está equipado com um sistema que permite fazer o scanning dos mais variados objectos — incluindo imagens de programas de televisão —, de modo a que os serviços da Amazon possam responder informando da sua disponibilidade para venda... Ou como os novos territórios da comunicação entre indivíduos são indissociáveis de toda uma nova cultura do consumo, quer dizer, de novos e elaborados (des)equilíbrios entre oferta e procura.

quinta-feira, setembro 06, 2012

Nokia: as imagens e a sua "verdade"

Eis uma imagem cuja história pode ser entendida como uma parábola contemporânea, tão edificante quanto perversa, sobre a existência das imagens.
É uma imagem desconcertantemente verdadeira. Ou seja: o operador de câmara aparece reflectido numa superfície espelhada, "denunciando" as próprias condições de registo... Seria apenas um involuntário gag visual, não se desse o caso de integrar um anúncio do Lumia, um novo telemóvel da Nokia.
Que uma estrutura gigantesca e hiper-sofisticada como a Nokia deixe passar um erro tão básico, eis algo que ultrapassa (e desmonta) toda a histeria "racionalista" que contamina muitas formas de marketing. Mas há mais: acontece que as imagens (de um rapaz a filmar a sua namorada) era suposto ilustrarem as qualidades de registo do Lumia, não da câmara do operador anónimo reflectido no vidro! O anúncio do Lumia não foi feito com o Lumia...
A Nokia já pediu desculpas [notícia na BBC] e começaram a aparecer na Net os videos que desmontam o logro [exemplo em baixo]. Seja como for, fica uma moral sarcástica e, em última análise, incómoda: a multiplicação das imagens multiplica também a indiferença dos olhares – o fake não é uma estratégia, mas um modo de vida da nossa (des)crença na verdade.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Sri Lanka: o horror e os telemóveis

[Video disponível no site da BBC]

Várias cadeias de televisão, nomeadamente a BBC, têm estado a mostrar um video que, alegadamente, documenta o assassinato, com um tiro de cabeça, de elementos dos rebeldes Tamil pelas tropas do Sri Lanka. A BBC dá a ver o video, suprimindo o impacto dos disparos, esclarecendo que "a sua autenticidade não pode ser confirmada", embora citando as declarações de Philip Alston, das Nações Unidas, referindo que três observadores independentes o consideraram verdadeiro. O video foi divulgado pelos Jornalistas para a Democracia no Sri Lanka, organização que afirmou que as imagens ilustram "a realidade do comportamento das forças governamentais durante a guerra [que tem abalado o país]".
São fragmentos do horror do nosso mundo, tanto mais chocantes quanto nos chegam nesta imponderabilidade universal de algo que circula instantaneamente e que, em qualquer caso, não podemos deixar de olhar. Porquê? Porque queremos saber. De forma muito crua, é-nos dito também que são imagens de telemóvel, provavelmente registadas por um dos militares. O que nos deixa as perguntas que os noticiários, tão dados à "personalização", nunca são capazes de formular — quem é este homem que registou as imagens? De onde veio a sua decisão de o fazer? E para quê? São perguntas que, para além do grau de verdade do video, persistem.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Nexus One: telemóvel + Net

Internet ou telemóvel? A resposta parece ser: Internet e telemóvel. A frase promocional do novíssimo Nexus One Phone é esclarecedora: "Web meets phone". Que é como quem diz: está em marcha a transformação do telemóvel num objecto de uso corrente da Internet, como um computador — porventura em vez de um computador. Entre as suas proezas: compor um e-mail, falando para o telemóvel!
Lançado hoje nos EUA — para já, o único país onde está disponível, com a rede T-Mobile —, o Nexus One é a aposta da Google para concorrer no mercado dos chamados smartphones, até agora dominado pela Nokia e a Apple. O preço de base do aparelho é 529 dólares (cerca de 370 euros); uma assinatura de dois anos com a T-Mobile custa um adicional de 179 dólares (125 euros). Na Europa, numa primeira fase, o Nexus será comercializado com a rede Vodafone.

>>> Site oficial do Nexus One Phone.
>>> Nexus One: notícia do
New York Times.
>>> Nexus One: notícia da
BBC.
>>> Nexus One: análise no site
Engadget.
>>> Site não-oficial:
Nexus Cell Phone.

terça-feira, setembro 30, 2008

G1: o desafio da Google ao iPhone

Para além das suas muitas maravilhas, o iPhone, da Apple, possui um trunfo invejável: a sedução mediática. De facto, só tal sedução poderá explicar as formas relativamente discretas com que tem sido noticiado e comentado aquele que, para todos os efeitos, é o primeiro grande concorrente ao poder de implantação da Apple no mercado dos telefones "futuristas" — surgirá através da operadora T-Mobile e chama-se T-Mobile G1: tudo nele, a começar pelo preço, constitui um muito directo desafio da Google ao iPhone.
Com software desenvolvido pela Android, uma companhia adquirida pela Google em 2005, e design da High Tech Computer Corporation, o T-Mobile G1 será lançado a 22 de Outubro, nos EUA, a um preço base de 179 dólares [127 euros pelo câmbio de hoje]. Na prática, para além das suas utilizações como telefone, biblioteca de imagens, arquivo de música, etc., etc., o G1 pretende fornecer ao consumidor os recursos típicos de um PC (ver The New York Times) — iPhone ou G1, that's the question.

segunda-feira, junho 16, 2008

A segunda geração do iPhone

O iPhone começou a transfigurar os modos, perspectivas e expecta-tivas de comunicação — foi há cerca de um ano. Agora, a Apple anuncia uma nova geração (3G) e o menos que se pode dizer é que as suas características — da velocidade de execução de tarefas aos preços — parecem confirmar que os ciclos informáticos & digitais estão cada vez mais curtos. Vale a pena ler o artigo de Josh Quittner que explica as novidades envolvidas — está na revista Time. Entretanto, entre nós, a Vodafone já está a promover o novo 3G.

sexta-feira, maio 09, 2008

Pornografia ecológica

Neste mundo de tantas linguagens adaptadas, normalizadas, conformistas e celebrando o conformismo, ainda há espaço para os desvios mais inusitados — e inusitadamente inteligentes. Um exemplo actualíssimo dá pelo nome desconcertante e sedutor de Green Porno. Pornografia ecológica?... Digamos que sim.
Mais exactamente, Robert Redford tem conseguido consolidar no Sundance Chanel — intimamente ligado ao Sundance Institute e ao Festival de Sundance — uma atitude pedagógica e militante de promoção e defesa das causas ecológicas: o canal emite mesmo um programa sobre a temática, The Green, que encontra eco no respectivo blog. Pois bem, Redford convidou Isabella Rossellini a conceber, dirigir e interpretar uma série de pequenos filmes (até 2 minutos de duração) sobre a defesa do ambiente. Fascinada pela vida dos animais, Rossellini fez oito curtíssimas-metragens sobre a vida sexual dos... insectos, obviamente encenadas em paisagens plenas de coisas... verdes!
Os filmes passaram no último Festival de Sundance — e, depois, em Berlim e Tribeca — e visam também a difusão por telemóvel (para já, nos EUA, pela companhia Helio). Como a própria Rossellini explica à revista Wired: "As pessoas usam os telemóveis num ambiente cheio de distracções em que, muito provavlemente, não há tempo para ver um filme de 30 minutos, mas talvez haja tempo para ver um filme de um minuto e aprender alguma coisa inesperada enquanto se anda na rua." Esta é uma das promoções da série.