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sexta-feira, dezembro 13, 2019

Rolling Stones: Let it Bleed, 50 anos
— SOUND + VISION Magazine [ hoje, 14 Dez. ]


Foi o último álbum dos Rolling Stones em que Brian Jones ainda participou: assinalamos os 50 anos do lançamento de Let it Bleed, evocando os caminhos criativos da banda, em estúdio e em palco — com algumas variações musicais e cinéfilas sobre o tempo em que tudo aconteceu.

* FNAC, Chiado — hoje, 14 Dezembro (18h30).

domingo, novembro 24, 2019

Prince na FNAC

Na nossa mais recente sessão na FNAC [23 Nov.], percorremos memórias justificadas por algumas reedições musicais (recheadas de inéditos), começando por 1999 (1982), um álbum emblemático de Prince, e passando também pelos universos de David Bowie, George Michael e Leonard Cohen. Eis alguns dos videos apresentados.

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Próxima sessão:

SOUND+VISION Magazine
Rolling Stones: "Let it Bleed", 50 anos

Foi o último álbum dos Rolling Stones em que Brian Jones ainda participou: assinalamos os 50 anos do lançamento de Let it Bleed, evocando os caminhos criativos da banda, em estúdio e em palco.

* FNAC, Chiado — 14 Dezembro (18h30).

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>>> Prince (Little Red Corvette) + David Bowie (Wide Eyed Boy from Freecloud 2019) + George Michael (This Is How (We Want You to Get High)).





quinta-feira, novembro 14, 2019

Rolling Stones em Buenos Aires, 1998

Do baú de materiais inéditos dos Rolling Stones saíu mais um concerto: Bridges to Buenos Aires recupera um capítulo da digressão associada ao lançamento do álbum Bridges to Babylon (1997) — realizado na capital da Argentina no dia 5 de Abril de 1998, o evento foi tanto mais especial quanto contou com a participação de Bob Dylan para cantar Like a Rolling Stone. Do seu alinhamento, eis Saint of Me.

segunda-feira, outubro 14, 2019

"Apocalypse Now" na FNAC

Agradecemos a presença dos que no domingo, dia 13, nos acompanharam na FNAC do Chiado para uma viagem motivada pelos 40 anos de Apocalypse Now e o respectivo restauro em 4K (domingo, dia 20, no CCB). Entre memórias cinematográficas e musicais, eis três dos videos que apresentámos.

SOUND + VISION Magazine
(próxima edição)
MILES DAVIS, JAZZ, POP & ETC.
FNAC / Chiado — 16 Novembro (18h30)

>>> Apocalypse Now (Satisfaction, Rolling Stones) + War, Bruce Springsteen + Orange Crush, R.E.M.





sábado, julho 06, 2019

"Mercy, Mercy" — 50 anos depois

Graças a Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood, eis um novo capítulo para uma grande canção.
Mercy, Mercy é um clássico da soul composto por Don Covay/Ron Miller. O seu lugar na história da música popular possui uma dimensão tanto mais lendária quanto a gravação original, por Covay, em 1964, envolveu, nas guitarras, o ainda pouco conhecido Jimi Hendrix.
A canção ocupa também um lugar especial na trajectória dos Rolling Stones, tendo integrado o alinhamento de Out of Our Heads (1965), quarto álbum da banda lançado nos EUA (terceiro no Reino Unido). A 5 de Julho de 1969, dois dias depois da morte de Brian Jones, a banda interpretou-a no célebre concerto de Hyde Park que marcou também a primeira aparição pública de Mick Taylor como elemento dos Stones.
O certo é que, desde essa data, a canção desapareceu das performances dos Stones — até ao dia 3 de Julho de 2019.
No quarto concerto nos EUA integrado na 'No Filter Tour' (FedEx Field, Washington), os Stones regressaram a Mercy, Mercy, celebrando ainda e sempre as suas raízes soul e R&B — meio século mais tarde, é o presente que triunfa.

>>> 2019: Mercy, Mercy + Rocks Off + You Cant Always Get What You Want [video publicado, por exemplo, pela Rolling Stone].

>>> 1969: Mercy, Mercy no Hyde Park.

>>> 1964: Mercy, Mercy, original de Don Covay.

>>> 1965: Mercy, Mercy, do álbum Out of Our Heads.

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DON COVAY
(1936 - 2015)

segunda-feira, junho 24, 2019

Rolling Stones em Chicago

O regresso à normalidade — eis uma frase tele-radiofónica que costuma servir, por exemplo, para esclarecer que os adeptos de duas claques futebolísticas pararam com actos mais violentos e estão apenas a insultar-se... Não será bem a mesma coisa, mas está tudo normal com os Rolling Stones. Que é como quem diz: depois dos problemas cardíacos de Mick Jagger, a banda regressou aos concertos da digressão 'No Filter', apresentando-se no dia 21 no Soldier Field, em Chicago — a avaliar por este video oficial, valeu a pena.


>>> Crónica de Jeff Johnson no Chicago Sun-Times.

sábado, junho 01, 2019

Rolling Stones — Alemanha, 1998

Tradicionalmente apontado com um momento menor (?) na discografia de The Rolling Stones, o álbum Bridges of Babylon (1997) — que inclui, por exemplo, Anybody Seen My Baby?, Out of Control e Saint of Me — permanece um objecto disponível para algum tipo de (re)descoberta. Isso mesmo poderá acontecer através de Bridges to Bremen, em múltiplas edições (CD + DVD + Blu-ray), anunciado para 21 de Junho.
Bremen adquire aqui protagonismo, uma vez que na base das edições está um concerto no Weserstadion dessa cidade do noroeste da Alemanha, a 2 de Setembro de 1998. Decorria a 'Bridges to Babylon Tour' e, para além do alinhamento principal, naturalmente dominado pelos temas do álbum em promoção, alguns "desvios" invulgares foram pontuando a digressão. É o caso de Like a Rolling Stone, que os Stones tinham integrado nesse notável álbum acústico que é Stripped (1995). Sem esquecer o magnífico teledisco, assinado por Michel Gondry, eis o clássico de Bob Dylan recriado em terras germânicas por Mick Jagger & Cª.

sexta-feira, maio 24, 2019

The Rolling Stones: 36 + 10 canções

Nova antologia de The Rolling Stones: Honk inclui 36 canções, representando todos os álbuns de estúdio desde Sticky Fingers (1971) e, na edição DeLuxe, mais uma dezena de registos de recentes performances ao vivo. A abrir: Start Me Up, hino da banda lançado em Tattoo You (1981).

quarta-feira, março 27, 2019

The Rolling Stones + Florence Welch

Single lançado em Junho de 1971, Wild Horses é uma das preciosidades do álbum Sticky Fingers (1971). E é também uma canção que os Rolling Stones nunca abandonaram, com o seu misto de energia e amargura a pontuar muitos concertos da banda. Eis um dos mais recentes exemplos [*] — a 22 de Maio de 2018, durante a 'No Filter Tour', em Londres, na companhia porventura inesperada, mas impecável, de Florence Welch [Florence and the Machine].

Childhood living is easy to do
The things you wanted I bought them for you
Graceless lady you know who I am
You know I can't let you slide through my hands

Wild horses couldn't drag me away
Wild, wild horses couldn't drag me away
I watched you suffer a dull aching pain
Now you've decided to show me the same
No sweeping exit or offstage lines
Could make me feel bitter or treat you unkind
Wild horses couldn't drag me away
Wild, wild horses couldn't drag me away

I know I've dreamed you a sin and a lie
I have my freedom but I don't have much time
Faith has been broken tears must be cried
Let's do some living after we die

Wild horses couldn't drag me away
Wild, wild horses we'll ride them some day

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* Esta versão de Wild Horses integra a edição DeLuxe de um novo "best of" da banda — chama-se Honk e estará nas lojas a 19 de Abril.

segunda-feira, dezembro 31, 2018

"Play with Fire"
— uma memória dos Rolling Stones

O sol dos Stones a iluminar a América pré-Trump?...
Porque não? Veja-se o video promocional da próxima digressão americana dos Rolling Stones ['No Filter']. É, de facto, de fogo que se trata. Literalmente.
Isto porque a imprensa especializada dos EUA começa a especular sobre as canções que a banda poderá integrar (ou excluir...) nos concertos anunciados. Na revista Rolling Stone, Patrick Doyle propõe um curioso flashback, especulando sobre a possibilidade de ser recuperada uma das preciosidades mais "esquecidas" dos anos 60: Play with Fire, canção editada em 1965 como lado B do single The Last Time. Como Doyle recorda, depois de três décadas de silêncio, a canção reapareceu há pouco mais de um ano, a 7 de Setembro de 2017, num concerto em Hamburgo.
Curiosamente, na gravação original apenas participaram dois elementos dos Stones, Mick Jagger e Keith Richards (era o tempo de Brian Jones, Bill Wyman e Charlie Watts), acompanhados por Jack Nitzsche e Phil Spector — eis um registo amador de Hamburgo e a versão de Play with Fire incluída na antologia Singles Collection: The London Years, editada em CD em 2002; em baixo, o video de onde provém a imagem da Estátua da Liberdade.





terça-feira, dezembro 25, 2018

Godard + Rolling Stones

Foi há 50 anos que os Rolling Stones lançaram o seu álbum Beggars Banquet... e Jean-Luc Godard estava lá para os filmar — este texto foi publicado no Diário de Notícias (24 Dezembro), com o título 'O “Diabo” dos Rolling Stones já tem 50 anos'.

Uma das grandes efemérides musicais deste final de ano é o cinquentenário do álbum Beggars Banquet, dos Rolling Stones (tendo, aliás, surgido no mercado uma edição comemorativa). Lançado a 6 de Dezembro de 1968, entrou para a história como um retorno da banda de Mick Jagger e Keith Richards aos valores mais primitivos do rock, depois das derivações psicadélicas que tinham marcado o registo anterior, Their Satanic Majesties Request (1967).
Quase sempre esquecido é o facto de existir um filme sobre as sessões de gravação de Beggars Banquet, peça central na estética e no imaginário político de finais da atribulada década de 60. Chama-se One Plus One e corresponde a uma das primeiras derivações experimentais de Jean-Luc Godard na ressaca de Maio de 68. Mais exactamente, Godard esteve em Londres, nos Olympic Sound Studios, registando, em particular, os ensaios daquela que viria a ser a faixa nº 1 do disco, transformando-se numa das canções mais emblemáticas dos Stones, com Jagger a encarnar um “Diabo” em pose cavalheiresca: Sympathy for the Devil.
O filme possui um precioso valor de testemunho. Nele encontramos, de facto, algumas das derradeiras imagens de Brian Jones, que viria a falecer a 3 de Julho de 1969, contava 27 anos (Bill Wyman e Charlie Watts completavam, na altura, a formação da banda). Mais do que isso: em vez de fazer um registo mais ou menos apologético e decorativista das suas “vedetas”, Godard encara os Stones através de uma das fundamentais linhas de força de todo o seu universo criativo. A saber: os gestos do trabalho.
Brian Jones + Keith Richards + Mick Jagger
One plus One apresenta-se, assim, como um registo do trabalho através do qual nasce uma canção. Para Godard, tal registo correspondia também à possibilidade de reagir ao desencanto gerado por Maio, recomeçando a partir do zero (o título original sugere mesmo o arranque de uma nova aritmética artística: “um mais um”).
Assim, as cenas documentais vão alternando com momentos fortemente teatralizados em que são tratados temas quentes da época, desde as guerrilhas armadas até à proliferação de uma sub-cultura de banda desenhada e livros policiais mais ou menos “eróticos”. Por vezes, as referências do presente surgem transfiguradas através de elementos de bizarro simbolismo — num dos quadros do filme, Anne Wiazemsky (então casada com Godard) surge a interpretar uma personagem que tem algo de oráculo primitivo, sendo o seu nome “Eva Democracia”.
Num tempo como o nosso em que as imagens das actividades políticas surgem tantas vezes formatadas pela “aceleração” televisiva, ou reduzidas à vertigem fácil de muitos directos, One Plus One permanece como um exemplar exercício pedagógico: conhecer o mundo através das imagens é (também) discutir a sua ilusória transparência.
Para a história, registe-se o conflito que sempre acompanhou o título deste filme: nos circuitos internacionais passou a ser designado como Sympathy for the Devil, mas Godard nunca abdicou de o considerar o seu One plus One.

segunda-feira, dezembro 25, 2017

10 DISCOS DE 2017 [4]
— The Rolling Stones

[ Arca ]  [ Tricky ]  [ Lorde ]

Porque é que a esmagadora maioria dos gestos revivalistas do nosso presente soa a falso? Mais do que isso: porque é que a sua postura nostálgica tende a esgotar-se na auto-indulgência promocional de quem não tem qualquer perspectiva criativa sobre a própria distância temporal que tais gestos implicam? Mesmo sem respostas seguras, lembremos a primordial evidência: não há revivalismo nem nostalgia quando quem visita o passado pertence também a esse passado. Assim é On Air, a antologia de The Rolling Stones que, na edição de dois CD, recupera 32 registos das suas passagens por vários programas da BBC, entre 1963 e 1969, expondo a energia primordial de um grupo — Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts, Bill Wyman e, last but not least, Brian Jones — que, como se diz nas notas de apresentação da edição, ainda não tinha conquistado o epíteto de 'The Greatest Rock'n'Roll Band in the World'. Eis uma das canções incontornáveis da antologia, (I Can't Get No) Satisfaction, num registo da mesma época, embora do outro lado do Atlântico — a 13 de Fevereiro de 1966, no programa de Ed Sullivan.

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Kristen Stewart ao som dos Stones

Anunciado em Outubro, com o tema Just Your Fool, aí está o prometido álbum dos Rolling Stones, revisitando a herança musical e mitológica do blues — o título é todo um programa: Blue & Lonesome.
Digamos, para simplificar, que se redesenha aqui uma ponte com os tempos heróicos de Exile on Main St (1972), mostrando que a permanência dos Stones se faz de uma fidelidade às raízes, fidelidade que, através do seu carácter genuíno, não cede a nenhum cliché revivalista. Da ficha de Exile, permanecem três nomes, Mick Jagger, Keith Richards e Charlie Watts, agora na companhia de Ronnie Wood; já distantes desta história ficaram Mick Taylor e Bill Wyman. Entretanto, entre os convidados do novo álbum, em dois temas, está Eric Clapton.
Uma das pérolas de Blue & Lonesome chama-se Ride 'Em On Down e foi gravada em 1955 por Eddie Taylor. Na verdade, trata-se de um blues composto em 1937 por Bukka White, com o título original Shake 'Em On Down, gravado ao longo dos anos por diversos artistas, em versões com maiores ou menores transformações — uma versão dos Led Zeppelin, datada de 1970, intitula-se Hats Off to (Roy) Harper. Agora, Ride 'Em On Down surge abrilhantado pela presença de Kristen Stewart, em cenários de Los Angeles, numa deambulação exuberante, nostálgica q. b., a que não falta a geométrica elegância um Ford Mustang, modelo dos anos 60.

sexta-feira, outubro 07, 2016

Rolling Stones — agora em azul

É mesmo em azul — et pour cause... Vai chamar-se Blue & Lonesome e, para além das encruzilhadas da solidão, tem a ver com a tradição do... blues. É verdade: os Rolling Stones anunciaram um novo álbum de estúdio para 2 de Dezembro, incluindo, entre outros, temas de Jimmy Reed, Willie Dixon e Howlin’ Wolf — aqui fica uma primeira amostra da faixa de abertura, Just Your Fool, de Little Walter.

terça-feira, setembro 27, 2016

Rolling Stones — Que viva Cuba!

Foi um grande acontecimento: uma única noite para ver o filme dos Rolling Stones em Havana — este texto foi publicado no Diário de Notícias (25 Setembro), com o título 'Sentir Cuba com os Rolling Stones'.

Grande acontecimento global: na noite de sexta-feira, dia 23, cerca de mil salas de cinema apresentaram, em todo o mundo, o filme Havana Moon, prodigioso registo do concerto que os Rolling Stones deram em Cuba no passado dia 25 de Março (em Portugal, o filme passou nas salas da cadeia UCI, em Lisboa, Porto e Amadora). Como estava anunciado no site oficial da banda, tratou-se de um espectáculo “nos cinemas, por uma única noite”.
Estamos, afinal, perante um típico fenómeno dos nossos dias. A raridade do acontecimento será relativa (mais tarde ou mais cedo o filme terá, por certo, outra difusão em canais de televisão e nos circuitos de DVD e Blu-ray). De qualquer modo, a proliferação de plataformas de difusão, e respectivas alternativas de consumo, favorece este conceito: as salas de cinema podem também acolher eventos que não estão vocacionados para uma “carreira” — uma noite, uma sessão, o mundo todo.
Claro que não estamos a falar de um clímax banalmente mediático induzido pelo marketing, promovendo o mesmo vazio de certos “gadgets” irrisórios que proliferam em telemóveis, aplicações e derivações mais ou menos “sociais”. Nada disso: o verdadeiro acontecimento reside no facto de Havana Moon ser um fascinante objecto de cinema, desde já um dos momentos mais altos na história moderna dos “filmes-concerto”.
Escusado será sublinhar a importância simbólica que o concerto teve para os espectadores cubanos. Concluindo uma digressão por países da América Latina (“Olé Tour 2016”), a banda de Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood encarou esta performance como um momento emblemático, não apenas da sua carreira, mas da própria sociedade cubana e da sua mais recente abertura ao exterior. Em declarações integradas no filme, Jagger refere que se tratou de um evento tão rigorosamente negociado e planeado que até a data resultou de uma escolha criteriosa, de modo a não se sobrepor a qualquer outra realização do calendário global (lembra mesmo que desistiram de uma data inicial porque, entretanto, tinha sido “roubada” por Barack Obama).
A realização de Paul Dugdale, sustentada pelo assombroso trabalho de montagem da dupla Simon Bryant/Tom Watson, sabe superar qualquer visão tradicional do palco, envolvendo-nos num jogo de perspectivas que, com sofisticada agilidade, circula por todas as zonas do espectáculo sem perder a sensação muito física do espaço em que tudo acontece — observe-se, por exemplo, a longa e espectacular performance do clássico Gimme Shelter.
Daí a importância (informativa e simbólica) das imagens dos espectadores. Muito para além de qualquer descrição “pitoresca”, são imagens de gente viva, capazes de nos fazer sentir a emoção cubana de, no ano da graça de 2016, poder finalmente receber os Rolling Stones. Como diz a canção, tudo isto é apenas rock’n’roll — mas nós gostamos!

sábado, setembro 24, 2016

Stones em Cuba — uma noite de glória

Tal como tinha sido anunciado, foi apenas uma noite: o filme Havana Moon, sobre o concerto dos Rolling Stones em Cuba passou no dia 23 de Setembro em cerca de mil salas de cinema de todo o mundo (três delas, da UCI, em Portugal: Lisboa, Porto e Amadora). Digamos, para simplificar, que foi uma noite inesquecível: a banda viveu, de facto, momentos mágicos de comunhão com os espectadores cubanos e a realização de Paul Dugdale é um prodígio de sensibilidade, montagem e inigualável sofisticação técnica — enquanto não chega o DVD, aqui fica a canção Out of Control

quinta-feira, setembro 15, 2016

Rolling Stones em Cuba
— para ver numa única noite

Chama-se The Rolling Stones - Havana Moon e é o registo do já lendário concerto dos Rolling Stones, a 25 de Março de 2016, em Cuba. Para já, por uma única noite, será possível vê-lo nas salas de cinema de todo o mundo, a 23 de Setembro — por cá, nos cinemas UCI.

sábado, junho 11, 2016

Rolling Stones "stripped"

Em vários formatos, como diz a promoção. Ou seja, CD, DVD, Blu-ray e várias combinações de tais suportes: Totally Stripped relança a lógica de Stripped (1995), álbum em que os Rolling Stones propunham uma depuração de vários temas, despindo-os, de facto, de alguma electricidade, mesmo sem chegarem necessariamente à austeridade acústica — predominavam, tal como agora, as regravações de estúdio ou performances ao vivo. Aqui fica o exemplo exuberante de Miss You.
Em baixo, recorda-se a capa de Stripped e também o extraordinário teledisco da canção de Bob Dylan Like a Rolling Stone, dirigido por Michel Gondry — na discografia dos Stones, era uma das novidades absolutas desse álbum.



sábado, março 26, 2016

Satisfação em Cuba

De acordo com uma espectadora do concerto dos Rolling Stones em Cuba, a história do país passará a ter uma fronteira simbólica: haverá um "antes" e um "depois" do evento da Cidade Desportiva de Havana [The Guardian]. De Jumpin’ Jack Flash até Satisfaction, foram duas horas de espectáculo, vividas como uma cerimónia artística plena de ecos políticos, poucos dias depois da visita de Barack Obama.
Fica o reconhecimento de que este é apenas um breve instante de uma história — de Cuba e das suas relações com o exterior — que vai continuar a ser escrita, agora com um pouco mais de rock'n'roll. E ficam também algumas imagens insubstituíveis: eis um registo da chegada da banda, em video de The Guardian, e alguns momentos de Jumpin' Jack Flash, num registo oficial dos Stones.



sábado, fevereiro 13, 2016

St. Vincent refaz canção dos Stones

Lembram-se desse fenómeno de hiper-romantismo que era Eu Sou o Amor (2009), do italiano Luca Guadagnino? O mais recente filme de Guadagnino, A Bigger Splash (2015), inclui uma admirável versão de Emotional Rescue, dos Rolling Stones (tema título do 15º álbum de estúdio da banda, lançado em 1980), cantada pela sempre rigorosa Anne Clark, aliás, St. Vincent.
Aqui fica a árvore genealógica que se impõe: primeiro, o som da nova versão; depois, o trailer do filme; enfim, o original.