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sábado, dezembro 14, 2019

Angel Olsen em concerto radiofónico

O quarto álbum de Angel Olsen, All Mirrors, é mesmo aquilo que prometia: uma viagem de paradoxal e envolvente intimismo sinfónico. A prova: o seu mini-concerto radiofónico, da série 'World Cafe', registado na WXPN, em Filadélfia, a 31 de Outubro de 2019. Eis a canção-título do álbum, num video disponibilizado pela NPR, e em baixo o registo completo dos quatro temas interpretados.



sexta-feira, dezembro 13, 2019

Brittany Howard, rainha das rádios

Jaime, primeiro registo a solo de Brittany Howard, vocalista dos Alabama Shakes, tem sido considerado por muitos críticos americanos um dos grandes álbuns de 2019 [leia-se, por exemplo, o texto de Sheldon Pearce, no Pitchfork]. A sua contagiante energia, relançando a magia primitiva da soul, marcou presença nas estações de rádio dos EUA. Isso mesmo é noticiado, agora, pela NPR, numa edição especial do seu "Heavy Rotation" — não as canções que se ouviram mais na última semana, mas as mais tocadas ao longo de todo o ano de 2019. Howard comanda com Stay High [video], numa lista em que encontramos também, por exemplo, Lana Del Rey, Mavis Staples, Lizzo, Jenny Lewis, Maggie Rogers, The New Pornographers e Sharon Van Etten.

quarta-feira, dezembro 11, 2019

Weyes Blood na NPR

Cognome artístico: Weyes Blood. Aliás: Natalie Laura Merling. Americana, nascida em Santa Monica, California, há 31 anos, é um dos casos sérios da música em 2019: o seu álbum Titanic Rising (nº 4 de uma discografia iniciada em 2011, com The Outside Room) percorre uma paisagem de sedutoras ambivalências sonoras, desde alguma nostalgia de uma certa pop (dita) de câmara até aos sobressaltos do mais primitivo romantismo. Ela esteve na NPR, num dos emblemáticos 'Tiny Desks Concerts', interpretando três temas de Titanic Rising: Andromeda, Wild Time e Picture Me Better.

quinta-feira, novembro 07, 2019

Taylor Swift, solo

De que falamos quando falamos de Taylor Swift? Ou como a escutamos?
Digamos que, ao longo dos anos, a temos descoberto entre a facilidade de um descarnado naturalismo e a procura de uma genuína e, de algum modo, confessional teatralidade.
O que nos conduz a uma pergunta clássica: ser uma estrela é apenas a monótona reiteração de um estatuto ou pode ser um sistema coerente de risco e consequência, sedução e desafio?
Integrado na série de performances designadas como 'Tiny Desk Concert', a passagem de Swift pelos estúdios da NPR envolve uma radiosa resposta àquelas dúvidas. Conduzindo-nos a nova interrogação: e se a saturação de efeitos & poses que tem caracterizado o seu protagonismo no país global do entertainment fosse um logro artístico? E se ela arriscasse expor-se através do minimalismo de uma guitarra ou um piano?
É o que acontece aqui. São quatro canções — The Man, Lover, Death by a Thousand Cuts e All Too Well, as três primeiras do recente Lover (2019), a última de Red (2012) — despidas de artificialismos redundantes, devolvidas à sensibilidade primordial da voz. Solo, voilà. Menos é mais. 

domingo, outubro 13, 2019

Sharon Van Etten — concerto na NPR

O quinto registo de estúdio de Sharon Van Etten, Remind Me Tomorrow, é, por certo, um dos grandes acontecimentos deste ano musical. A cantora de Brooklyn esteve nos estúdios da NPR para um 'Tiny desk concert', interpretando três temas do álbum: Comeback Kid, You Shadow e Seventeen.

sábado, setembro 21, 2019

Daney/Godard, 1987

Serge Daney filmado por Jean-Luc Godard
HISTOIRE(S) DU CINÉMA (1989-1999)
Um reencontro/redescoberta: em 1987, no seu programa radiofónico Microfilms, Serge Daney recebia Jean-Luc Godard, pouco depois do lançamento de Soigne ta Droite/Atenção à Direita. Diálogo fascinante, de perturbante actualidade, em que a tensão, a dialéctica e a tragédia se condensa na máxima godardiana: "o cinema é o pensamento, a televisão é o discurso político ou mercantil.
São dois actos sonoros disponibilizados pela France Culture; em baixo, o trailer de Soigne ta Droite.





quinta-feira, setembro 19, 2019

The Monterey Jazz Festival On Tour

O Festival de Jazz de Monterey é uma das instituições mais conhecidas, e também mais respeitadas, do mundo do jazz. O que poderá ser, então, The Monterey Jazz Festival On Tour? Pois bem, uma banda que tem funcionado como uma embaixada do próprio certame em palcos muito diversos. A sua constituição está ligada às comemorações do 60º aniversário do festival (a edição nº 62 ocorre neste mês de Setembro), reunindo os seguintes artistas:

* Melissa Aldana (saxofone tenor)
* Bria Skonberg (trompete e voz)
* Christian Sands (piano, director musical)
* Jamison Ross (bateria e voz).

Em Junho deste ano, The Monterey Jazz Festival On Tour esteve no Lincoln Center, em Nova Iorque, para um concerto integrado na série Jazz Night in America — três quartos de hora de serena, sofisticada e envolvente celebração. 

sexta-feira, agosto 16, 2019

Woodstock na Antena 3

Belos momentos de rádio num programa da Antena 3 concebido e apresentado pelo Nuno — eis o que acontece:

>>> Três dias de paz, amor e música… Foi assim Woodstock, em agosto de 1969. Alguns dos maiores nomes da música atuaram para uma inesperada multidão de meio milhão de pessoas. Mas nem só de música viveu a história de um festival que ajudou a mudar a própria sociedade. 50 anos depois, a Antena 3 lembra Woodstock e o seu legado. E para contar esta história e o que mudou depois de Woodstock, o Nuno Galopim chamou os nossos companheiros de trabalho Álvaro Costa e Pedro Costa, o crítico de cinema João Lopes e os músicos Jorge Palma e Tozé Brito (que atuaram em Vilar de Mouros em 1971).

Para ouvir no site da Antena 3.

terça-feira, julho 23, 2019

O helicóptero de Donald Trump

Quando vemos Donald Trump a falar aos jornalistas nos jardins da Casa Branca, nem sempre é fácil ouvir o que ele diz. Porquê? Porque lá ao fundo está um helicóptero a rugir — este texto foi publicado no Diário de Notícias (20 Julho), com o título 'Porque grita Trump'.

A imagem possui um valor icónico. No sentido figurativo que António Houaiss estabelece no seu dicionário: “pessoa ou coisa emblemática do seu tempo, do seu grupo, de um modo de agir ou pensar, etc.”
Creio que esse valor começa num básico efeito de reconhecimento. Aí está o contorno do corpo de Donald Trump, a coloração do seu cabelo e o gesto de desenhar um arco com as mãos, reiterando algo que considera evidente. Tudo isso pressupõe a ocupação de um lugar concreto, os jardins da Casa Branca, em que as figuras dos seguranças e os microfones dos jornalistas são elementos correntes da cenografia da informação presidencial.
Trata-se, curiosamente, de uma imagem oficial: um fotograma — ou “frame”, para aplicarmos a terminologia que o digital impôs — retirado de um vídeo da Casa Branca (repare-se no emblema colocado no topo direito com o endereço abreviado: WH.GOV). O certo é que tão cândida descrição está longe de ser suficiente para compreendermos o funcionamento da imagem e do fluxo de imagens em que está integrada.


Falta-nos algo que quase sempre esquecemos quando proclamamos esse lugar-comum, tão cómodo e tão preguiçoso, segundo o qual “vivemos num mundo de imagens”. Falta o som do ambiente em que a imagem foi gerada. Dito de outro modo: precisamos de olhar para o fundo e sublinhar a presença do Marine One, o helicóptero presidencial. No vídeo, o ruído do helicóptero domina a cena, levando Trump a gritar para que as suas palavras possam ser ouvidas.
Como espectador interessado na quotidiana convivência de políticos e televisões, ou melhor, nas narrativas geradas através dessa convivência, fui-me apercebendo desse dado insólito: na Casa Branca, a esmagadora maioria das declarações de Trump aos jornalistas passou a ser feita antes das suas saídas em helicóptero, com o Presidente dos EUA a “integrar” o ruído no seu espaço comunicacional.
Em boa verdade, a situação já tinha sido considerada por alguma informação americana. Assim, em Março do corrente ano, o jornal The Washington Post publicou um pequeno vídeo (um minuto e meio) em que inventariava as suas variações dramáticas. É fascinante, com o seu quê de assustador, observar como Trump, consciente das dificuldades de comunicação originadas pelo ruído do helicóptero, promove esse ruído a contraponto do seu discurso. Quando um jornalista lhe coloca uma questão que ele próprio não terá entendido, diz: “Você está a competir com o helicóptero...” Ou dá conta das suas dificuldades de audição: “Peço desculpa, mas tenho um helicóptero a rugir ali ao fundo...” Ou ainda: “Não consigo ouvi-lo, tenho ali um helicóptero...”


Ainda em 2018, numa edição de Dezembro do programa The David Pakman Show (disponível em televisão, rádio e Internet), o próprio Pakman tinha perguntado se faria sentido acusar Trump de organizar este tipo de situações para evitar enfrentar as perguntas mais difíceis dos jornalistas. Com louvável prudência, Pakman evitava cair nesse género de especulação “policial”, chamando antes a atenção para o essencial: na prática, aquela conjuntura “informativa” favorece a fuga sistemática de Trump a qualquer diálogo sério.


Falta recordar o mais perturbante, eventualmente o mais incómodo. A saber: a possibilidade de os próprios jornalistas recusarem “dialogar” naquele aparato ruidoso em que, objectivamente, apenas é possível registar um ou outro “soundbyte”.
Será tal possibilidade uma via pertinente para afirmar a identidade do jornalismo? Não tenho qualquer certeza sobre isso, mas é um facto que os “soundbytes” assim obtidos são regularmente lançados (e reproduzidos ad infinitum) nos circuitos internacionais de televisão. Sobra, por isso, uma interrogação cruel: de que modo o exercício do poder político passou a conter muitos elementos induzidos, sustentados e, por vezes, inconscientemente potenciados pelos dispositivos “naturais” da televisão?

quarta-feira, julho 10, 2019

Betty Who na NPR

Nascida na Austrália em 1991, Jessica Anne Newham conquistou a sua posição no mercado pop como Betty WhoBetty, o seu terceiro álbum, surgiu em Fevereiro deste ano, expondo uma vulnerabilidade emocional que parece apelar a uma certa depuração instrumental. Assim aconteceu num dos 'Tiny Desk Concerts' da NPR, num breve e enérgico alinhamento de três canções: Taste e I Remember do novo álbum; Friend Like Me do EP Betty Pt. 1, lançado o ano passado.

quarta-feira, julho 03, 2019

The Kills — um concerto radiofónico

É uma daquelas pérolas perdidas que circulam, ou apenas permanecem, no silêncio da Net... à espera de serem descobertas. Pertence à série The Strombo Show, programa de rádio do canadiano George Stroumboulopoulos que gosta de convidar artistas muito diversos para performances mais ou menos intimistas, em ambiente caseiro. Assim aconteceu em 2016, com The Kills, numa altura em que Alison Mosshart e Jamie Hince estavam a lançar Ash & Ice, o seu quinto álbum de estúdio. Resultado: uma meia hora prodigiosa, além do mais filmada com mão de mestre por Alex Narvaez.

segunda-feira, junho 10, 2019

Sesame Street na NPR

Marretas em concerto!... Ou seja: o programa de televisão Sesame Street está a comemorar 50 anos de existência e algumas das suas personagens passaram pelos estúdios da NPR para uma especialíssima edição dos 'Tiny Desk Concerts', com produção de Bob Boilen — o resultado são 15 preciosos minutos de alegria e inteligência, numa palavra, entertainment.

quarta-feira, abril 24, 2019

Gary Clark Jr. em concerto na rádio

Depois de Blak and Blu (2012) e The Story of Sonny Boy Slim (2015), o terceiro álbum de Gary Clark Jr., This Land, tinha sido anunciado pelo poderoso teledisco do tema-título. A respectiva divulgação levou-o recentemente ao pequeno (e quente!...) espaço da NPR para uma magnífica edição dos 'Tiny Desk Concerts'. Ei-lo, com a sua banda, a interpretar What About Us, When I'm Gone e Pearl Cadillac.

quinta-feira, abril 04, 2019

Natalie Prass na NPR

Americana, 33 anos, Natalie Prass pratica uma pop nostálgica tingida de muitas nuances. Há nela um à vontade genuíno, sem provocação nem fingimento, que a demarca de qualquer "tendência" corrente. E com uma sofisticada capacidade de lidar com as exigências teatrais de uma performance ao vivo. Em ambiente radiofónico, neste caso: ei-la num 'Tiny Desk Concert' da NPR, interpretando três temas de The Future and the Past, o seu segundo álbum de originais, lançado em Junho de 2018.

quarta-feira, janeiro 16, 2019

"As Sete Vidas do Disco"

Esta imagem é daquelas que possui, realmente, um valor icónico: John Travolta no filme Febre de Sábado à Noite (1977), de John Badham, remete-nos para as muitas ramificações do Disco Sound — ou, para sermos mais fiéis à energia simbólica que a história regista, o Disco. Acontecimento musical, por certo, foi também um fenómeno que contaminou as mais diversas linguagens artísticas e, no limite, muitos comportamentos e valores sociais.
É tudo isso que podemos conhecer e reconhecer neste belo trabalho radiofónico do Nuno, emitido pela Antena 3 — já está disponível no respectivo site e tem o título felino de "As Sete Vidas do Disco".
Para dar o tom, aqui ficam os minutos de abertura de Febre de Sábado à Noite, Travolta, Bee Gees & etc.

quinta-feira, dezembro 27, 2018

Courtney Barnett em Newport

[FOTO: Adam Kissick/para a NPR]
Bela foto! E bela oferta da NPR: este é o registo do concerto de Courtney Barnett no Newport Folk Festival deste ano, cruzando temas dos seus dois álbuns, Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit (2015) e Tell Me How You Really Feel (2018) — ou como o factor ao vivo intensifica a poesia paradoxal, suave e rude, da australiana de 31 anos. Em baixo, um breve video de balanço oficial do festival.

quarta-feira, novembro 28, 2018

The Twilight Sad — 3 canções na rádio

Já sabíamos que a banda escocesa The Twilight Sad vai lançar um novo álbum, It Won/t Be Like This All the Time, em Janeiro de 2019.
Agora, podemos ouvir duas das respectivas canções, VTr e Shooting Dennis Hopper, numa performance registada nos estúdios da rádio holandesa 3voor12; o mini-concerto termina com Mapped By What Surrounded Them, tema de Fourteen Autumns & Fifteen Winters, o magnífico álbum de estreia do grupo, lançado em 2007 — em resumo, alguns momentos emblemáticos de um projecto cuja frescura criativa se liga sempre com a preservação de uma certa energia tradicional.

terça-feira, outubro 16, 2018

"Furacão Leslie levou ministros de Costa"

"Durante a passagem do furacão Leslie, as televisões entraram em competição para ver quem tinha a repórter mais desgrenhada pelo vento..." — preciosas informações, objectivas e pedagógicas, sobre o país real na edição de hoje do Portugalex.

segunda-feira, julho 09, 2018

Guia para o sexo desenfreado [Portugalex]

Ainda há programas didácticos e educativos no espaço mediático português, em particular na rádio. Nenhum como o Portugalex: veja-se, aliás, escute-se a edição de hoje, 9 de Julho, finalmente permitindo à opinião pública ter uma informação séria e fundamentada sobre as atribulações da vida sexual dos secadores de cabelo — é mais uma pérola do programa que tem textos de Patrícia Castanheira, com Fábio Benídio, e interpretações de António Machado e Manuel Marques.

segunda-feira, junho 11, 2018

Portugalex divulga lasanha de tofu

"Agarra já essa lasanha de tofu sem glúten porque amanhã é tarde demais..."
É preciso conhecer este livro de uma blogger (trata-se, aliás, do seu 47º volume) preocupada com o bem estar de todos nós, sempre empenhada em promover admiráveis palavras de ordem como #não matem os velhinhos.
Felizmente, o Portugalex, esse pequeno sobressalto de génio nas certezas do nosso quotidiano, mantém-nos em contacto com as mais belas proezas da nossa vida cultural — escute-se a edição de hoje [11 Junho].