* JOVENS MÃES, Jean-Pierre e Luc Dardenne
É bem verdade que os filmes dos irmãos Dardenne seguiam uma "tradição" dramática que começava na solidão de uma personagem (pensemos em Rosetta, 1999), subitamente exposta à crueza de um mundo a que dificilmente pertence ou conseguem pertencer. Seguindo cinco jovens mães a tentarem encontrar a maneira mais equilibrada para viver a sua condição, os Dardenne arriscam, agora, numa dimensão coral que reforça o rigor da sua observação social — as especificidades do contexto não anulam, antes reforçam, as singularidades dos destinos individuais, reafirmando o génio deste cinema de sosfisticadas ficções que possui a magia imediata de um documentário.
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