Rufus Wainwright estará de novo em Lisboa para um concerto no Coliseu dos Recreios. Data do reencontro marcada para dia 6 de Novembro. Aproveitamos a notícia para aqui mostrar o teledisco mais recente de Rufus. A canção escolhida é Rules and Regulations.sexta-feira, agosto 03, 2007
Rufus em Lisboa a 6 de Novembro
Rufus Wainwright estará de novo em Lisboa para um concerto no Coliseu dos Recreios. Data do reencontro marcada para dia 6 de Novembro. Aproveitamos a notícia para aqui mostrar o teledisco mais recente de Rufus. A canção escolhida é Rules and Regulations.Inquérito: 'Os Simpsons - O Filme'
Terminado o inquérito dedicado aos filmes protagonizados por David Bowie (com esmagadora vitória de Merry Christmas Mr Lawrence), propomos um outro. Nas salas portuguesas há uma semana, Os Simpsons - O Filme é um dos casos mais mediáticos da temporada deste Verão. O que pensa desta adaptação da série de animação ao grande ecrã. Ou não tenciona ver o filme? Respostas possíveis no espaço habitualmente dedicado aos inquéritos, na barra lateral à direita neste blogue, antes da agenda. Pode identificar rapidamente o espaço de inquérito pelo logotipo do filme.
Para redescobrir a ficção científica (7)
Depois de uma introdução, ao longo dos próximos dias aqui apresentaremos uma galeria de alguns dos escritores mais representativos do género.
Fez-se notar com uma trilogia de romances nos quais levantava cenários possíveis para a Califórnia do futuro, dois dos romances a explorar os efeitos mais extremos (e nefastos) da tecnologia sobre a sociedade, um outro a idealizar um idílio de desejado equilíbrio ecológico, todas as cicatrizes do passado ultrapassadas e esquecidas.
Mas coube a uma outra trilogia, centrada na história da exploração, colonização e terraformação de Marte, a sua eleição como um dos mais aclamados autores da sua geração. Premiados com prémios Hugo e Nebula, estes romances nasceram de um conto (The Martians, mais tarde publicado numa antologia com o mesmo título) e de 15 anos de fascínio do escritor pelo planeta vermelho. Nestes três romances nunca traduzidos entre nós (Red Mars, Green Mars e Blue Mars), Kim Stanley Robinson aproveitou o contexto e complexa teia de personagens e narrativas para reflectir sobre os mais justos modelos futuros de economia, sociedade e vida política, projectando-os num planeta que recebe, ao longo dos próximos 200 anos, toda uma população desejosa de não repetir alguns erros cometidos na Terra de onde partiu.
Nos anos mais recentes ensaiou um enredo de história alternativa em The Year Of Rice And Salt (romance no qual cria uma Europa completamente devastada pela Peste Negra e, portanto, aberta à expansão asiática) e publicou já os dois primeiros volumes de uma trilogia que explora perigos de desequilíbrio ecológico na Terra e eventuais catástrofes que possam desencadear. Sixty Days And Counting, o volume final desta trilogia tem edição agendada para este ano.


Alguns livros fundamentais
1984. The Wild Shore
1986. O Planeta Sobre A Mesa (Caminho, 1988)
1993. Red Mars
1997. Antartica
2004. Forty Signs Of Rain
Kim Stanley Robinson
(n. 1953)
Um dos melhores escritores de ficção científica em actividade, Kim Stanley Robinson nasceu em Waukegan (Illinois, EUA) a 23 de Março de 1953, estudou literatura em Boston e San Diego, e apresentou como tese de doutoramento, em 1984, uma análise sobre os romances de Philip K Dick. A sua obra, elogiada desde os primeiros contos publicados pelo sentido literário da escrita, pela dimensão profunda das personagens (facto invulgar em muita ficção científica), pelo rigor científico com que aborda questões de astronáutica, geologia, biologia, física, sociologia e, sobretudo, ecologia.
Fez-se notar com uma trilogia de romances nos quais levantava cenários possíveis para a Califórnia do futuro, dois dos romances a explorar os efeitos mais extremos (e nefastos) da tecnologia sobre a sociedade, um outro a idealizar um idílio de desejado equilíbrio ecológico, todas as cicatrizes do passado ultrapassadas e esquecidas.Mas coube a uma outra trilogia, centrada na história da exploração, colonização e terraformação de Marte, a sua eleição como um dos mais aclamados autores da sua geração. Premiados com prémios Hugo e Nebula, estes romances nasceram de um conto (The Martians, mais tarde publicado numa antologia com o mesmo título) e de 15 anos de fascínio do escritor pelo planeta vermelho. Nestes três romances nunca traduzidos entre nós (Red Mars, Green Mars e Blue Mars), Kim Stanley Robinson aproveitou o contexto e complexa teia de personagens e narrativas para reflectir sobre os mais justos modelos futuros de economia, sociedade e vida política, projectando-os num planeta que recebe, ao longo dos próximos 200 anos, toda uma população desejosa de não repetir alguns erros cometidos na Terra de onde partiu.
Nos anos mais recentes ensaiou um enredo de história alternativa em The Year Of Rice And Salt (romance no qual cria uma Europa completamente devastada pela Peste Negra e, portanto, aberta à expansão asiática) e publicou já os dois primeiros volumes de uma trilogia que explora perigos de desequilíbrio ecológico na Terra e eventuais catástrofes que possam desencadear. Sixty Days And Counting, o volume final desta trilogia tem edição agendada para este ano.


Alguns livros fundamentais
1984. The Wild Shore
1986. O Planeta Sobre A Mesa (Caminho, 1988)
1993. Red Mars
1997. Antartica
2004. Forty Signs Of Rain
quinta-feira, agosto 02, 2007
Discos da semana, 30 de Julho
Não consta (ou pelo menos ainda ninguém o fez constar) das agendas de edição discográfica nacional um dos mais curiosos álbuns de estreia do ano. O disco apresenta os Shady Bard, um quinteto oriundo de Birmingham (Reino Unido) com educação feita em escolas de música e vontade evidente em não fazer dos seus discos apenas um baú de canções para ouvir ater que cheguem as seguintes. Numa altura em que tudo é (ou quer ser) verde, os Shady Bard, apesar da capa castanha do álbum, são genuinamente verdes. As suas canções soam a verdadeiras reflexões sobre o mundo em que vivemos, a natureza, o ambiente, a acção do homem sobre o mundo. Sem panfletarismos fáceis, sem o verde por fora (e outras cores e interesses por dentro) de muitos outros recentes convertidos à maré cor de relva. A honestidade da postura ambientalista dos Shady Bard é sublinhada não só pela política de edição adoptada (que revela, por exemplo, capas fabricadas a partir de materiais reciclados e montadas à mão) como por uma música que casa com todo o edifício ético que se apresenta. Suportada por uma voz expressiva, plácida mas não necessariamente melancólica, esta é uma música essencialmente acústica, que aceita a presença de instrumentos diversos, reunidos sob cuidados e contidos arranjos que nunca perdem a noção de quem quer ter os pés na terra. From The Ground Up mora algures entre a assimilação de heranças na pop e na folk, e não esconde que nas prateleiras das casas destes músicos devem morar discos dos Sigur Rós, Gorky’s Zygotic Mynci ou Belle & Sabastian. O apelo bucólico e pastoral afasta-os de recentes manifestações de curiosidade folk via pop (como os Guillemots ou Larrikin Love), aqui residindo uma proposta sólida e cativante que vale a pena ouvir.Shady Bard
“From The Ground Up”
Static Caravan
4/5
Para ouvir: MySpace
Antes mesmo de chegar aos escaparates, Planet Earth, de Prince, era já um dos mais falados entre os discos do momento. E tudo por conta de uma eficaz manobra de ‘promoção’ ligada a um jornal inglês (o Mail On Sunday), que assegurou a distribuição de perto de três milhões de exemplares do álbum um dia antes do seu lançamento em loja pelo mundo fora. Convenhamos que valeu a pena todo o burburinho criado no Reino Unido. Até porque, num músico a editar um 24º álbum de originais, e cada vez mais longínqua sendo a memória dos seus dias melhores, a Planet Earth poderia estar votado o discreto (e algo injusto) destino de Musicology e 3121. Confirmando o reencontro com a boa forma que já se escutara nesses dois últimos discos, Planet Earth dá a prince o seu melhor disco desde Lovessexy (de 1988). As guitarras (e uma reencontrada seiva rock’n’roll) correm entre um lote de dez canções, nenhuma delas menor. É verdade que certamente serão irrepetíveis os feitos dos quatro álbuns de “cinco estrelas” que, sem excepção, editou entre 1984 e 87 - a saber, Purple Rain, Around The World In A Day, Parade e Sign Of The Times. Mas Planet Earth é, de todos os seus álbuns pós-80, o que mais se aproxima do sentido de excelência na composição, versatilidade nas formas e pujança pop desses tempos. O alinhamento abre ao som do tema-título, balada consistente e bem distante do template lamecha instituído nos anos 90. ‘Guitar’, logo a seguir, mostra consistência rock’n’roll de genética 1999. Por seu lado, The One U Wanna See é festa pop ao jeito de Prince no seu melhor, como o fez no passado em Litle Red Corvette ou Cream. Não falta uma incursão jazzy, um devaneio soul, um surto de euforia disco. E, claro, o eterno funk.Prince
“Planet Earth”
NPG Records / SonyBMG
4/5
Para ouvir: MySpace
A França volta a jogar cartas no campeonato da música de dança (que, a bem da verdade, já aguardava há algum tempo a chegada de eventuais novos heróis). Desta feita na berlinda moram dois músicos (Gaspard Augé e Xavier de Rosnay), que viveram a descoberta de Homework, dos Daft Punk, na adolescência, aí encontrando um código de valores que os não mais abandonou. Depois de trabalhar como designers gráficos, juntaram-se sob a designação Justice para se ver agora transformados nos autores de um dos discos-sensação do ano. O entusiasmo talvez seja, contudo, um tanto excessivo. O álbum, que simplesmente se apresenta com o nome do símbolo da cruz que ostenta na capa (para simplificar, há quem lhe esteja a chamar, simplesmente, Cross), é uma colecção de momentos de cuidado design de som, feitos de batidas fortes, notas gordas e pulsão física evidente, numa linha de herança que se reconhece com fundações nos Daft Punk. Porém, uma face de “assombramento” digital domina as construções musicais, pintando-as com ares de mistério o que, junto das evocações evidentes das genéticas electro e pontuais discretas incursões pelo legado festivo do disco (departamento Cassius) assegura a esta cruz uma identidade peculiar. As composições revelam um sentido de cautela nas formas que se adivinhava em almas criativas formadas no design. Porém, ao disco falta um apelo de diversidade que transforme estas sugestões e ideias num conjunto de faixas que sustentem a duração de um álbum sem cansar aqueles que não vivam esta fé com a mesma intensidade dos seus admiradores. Falta a elegância de um Lindstrom ou o ecletismo de uns Chemical Brothers. O que não retira à dupla francesa os louros de ter criado uma das mais eficazes ideias dançáveis do ano.Justice
“(cross)”
Because / Warner
3/5
Para ouvir: MySpace
A música electrónica está a viver um ano de boas ideias e bons discos. Mais um exemplo chega de Baltimore (EUA), através do projecto lo-fi de Dan Deacon. Com educação musical clássica e posteriores estudos em electroacústica e música electrónica, Dan Deacon promove através das suas composições um verdadeiro festim de acontecimentos. Numa aparente cacofonia de referências ordena e estrutura canções que cruzam o sentido formal da pop com devaneios de liberdade nos quais os temperos arrebatam as atenções. O recurso à memória do genérico dos desenhos animados de Woody Woodpecker, na faixa com o mesmo nome, é um exemplo claro (e cativante) desta mesma forma de agir. Mas não se resumem a estratégias de reconhecimento (como neste caso) as estratégias de sedução na música de Dan Deacon. Apesar de eventuais presenças referenciais de obras como as dos Neu!, Kraftwerk ou Steve Reich, uma personalidade interventiva domina os exercícios de construção aqui apresentados. Loops ordenados, ruídos devidamente integrados e sugestões melódicas (ora digitais, ora cantadas) abrem evidentes pontes para com os universos da pop, como num jogo de reinvenção de formas, a princípio intrigantes, logo depois assimiladas e integradas. Com fuga para um patamar de desafio conceptual mais arrojado em Wham City, tema que dedica ao espaço de intervenção artística com o mesmo nome no qual vive integrado. Há quem diga que esta parece uma música para videojogos. Talvez, mas sem nos obrigar a jogar e carregar em botões para ter de a ouvir.Dan Deacon
“Spiderman Of The Rings”
CarPark Records / Flur
3/5
Para ouvir: MySpace
O excesso de criatividade (ou a falta de vontade em aplicar-lhe filtros) pode por vezes conduzir músicos com grande potencialidades a grandes becos. E é por aí que hoje encontramos Mike Patton. Longe dos Faith No More ou Mr Bungle., os seus projectos actuais mais parecem bancos de teste em laboratório que conclusões prontas a apresentar a quem não esteve, de bata, a trabalhar com os mesmos tubos de ensaio. O terceiro álbum que apresenta no colectivo Tomahawk (agora reduzido a trio) parte de uma ideia potencialmente mais desafiante que as que conduziram os álbuns editados em 2001 e 2003. Duane Dension (guitarrista dos Jesus Lizard e verdadeiro mentor deste projecto) aproveitou uma digressão por reservas índias para aí encetar um processo de recolha musical. E é dessas recolhas que nasce o que apresentam em Anonymous. O álbum, contudo, parece meio perdido entre uma aparente vontade em ser fiel às memórias convocadas da música nativa norte-americana, e a fuga para a abstracção que por vezes toma conta dos universos em redor de Patton. O resultado é um álbum com pontuais momentos válidos, mas muita tecelagem de texturas e formas que deitam por vezes por terra a paciência do ouvinte.Tomahawk
“Anonymous”
Ipecac / Sabotage
2/5
Para ouvir: MySpace
Também esta semana:
Motown Box – Vol 7 (singles de 1967), Love, Coral, Osvaldo Golijov, Richard Thompson, Spoon
Brevemente:
6 de Agosto: Devotchka, Kula Shaker, Dave Matthews & Tim Reynolds, Test Department, G Dudamel (Mahler), Ocean Colour Scene (best of), Terence Blanchard, Blue States, Stranglers (best of), Laurent Garnier
13 de Agosto: Anne Sofie Von Otter, Architecture In Helsinki, Hallam Foe (BSO), Kanye West, Richard Hawley, Elvis Presley (reedições), Kosheen, Modest Mouse (ed. Local)
20 de Agosto: Elvis Presley (mais reedições)
27 de Agosto: Pink Floyd (Piper At The Gates of Dawn – caixa), Super Furry Animals, Luke Vibert, VHS or Beta
Setembro: Animal Collective, Lambchop, Mazgani, Go! Team, Múm, PJ Harvey, Clã, Kanye West, Joe Henry, Broken Social Scene, Siouxsie, U2 (DVD), Hard Fi, Turin Brakes, Manu Chao, Debbie Harry, Gorky’s Zygotic Mynci, Frank Black, Simon & Garfunkel (live 1969), Jona Lewie (reedição), Squeeze (reedições)
Outubro: David Fonseca, Robert Wyatt, Junior Boys
Estas datas podem ser alteradas pelas editoras a todo o momento
quarta-feira, agosto 01, 2007
A IMAGEM: Floriano Steiner, 1975
(Sony Pictures Classics)
Michelangelo Antonioni e Jack Nicholson
Rodagem de Profissão: Repórter (1975)
A IMAGEM: Bengt Wanselius, 2003
(Sony Pictures Classics)
Liv Ullmann, Julia Dufvenius e Ingmar Bergman
Rodagem de Saraband (2003)
E o melhor filme de Bowie é...
... Merry Christmas Mr Lawrence. Pelo menos assim pensam os leitores do Sound + Vision, naquele que foi o primeiro inquérito que aqui lançámos. Aqui ficam os resultados finais da votação:1º - Merry Christmas Mr Lawrence (40%)
2º - The Hunger (15%)
3º - The Prestige (12%)
4º - The Man Who Fell To Earth (9%)
5º - Basquiat (7%)
6º - Absolute Beginers (6%)
Para 7 por cento dos votantes, nenhum destes seis filmes corresponde à melhor performance de Bowie no cinema.
Punk digital?
Chama-se Dan Deacon, vem de Baltimore (EUA) e acaba de ver editado entre nós o álbum Spiderman Of The Rings. Bits e bytes em delírio melodista e dançante, com aperitivo neste The Crystal Cat, em vídeo tão caseiro quanto a música que ilustra.
Para redescobrir a ficção científica (6)
Depois de uma introdução, ao longo dos próximos dias aqui apresentaremos uma galeria de alguns dos escritores mais representativos do género.
Frank Herbert
(1920 – 1986)
Conhecido, acima de tudo, pela saga Dune, em cinco volumes, de cuja adaptação nasceu um filme de David Lynch com o mesmo título, Frank Herbert assinou vasta obra, dividida entre o romance, o conto, o ensaio, tendo também publicado um único livro de poemas, em 1971.
Frank Patrick Herbert nasceu em Tacoma (Washington, EUA), a 8 de Outubro de 1920) e desde cedo teve como ideia fixa a vontade de ser escritor. Vontade tão obsessiva que, em 1939, mentiu sobre a sua idade para entrar no seu primeiro emprego, como jornalista no Glendale Star. Durante a guerra trabalhou como fotógrafo para a marinha americana. Depois da paz assinada regressou ao jornalismo, escrevendo para jornais de Washington e Ohio, trabalhando depois como editor em revistas na Califórnia, durante dez anos. Apesar de alguns contos publicados em pulps dos anos 40, a sua carreira como autor de ficção começou de facto em 1955, com The Dragon In The Sea, romance no qual usou o ambiente de um submarino do século XXI para explorar um debate entre loucura e sanidade.
No final da década de 50 começou as pesquisas para Dune, um novo romance, que afinal se revelaria de extensão épica, daí resultando cinco romances publicados entre 1965 e 1984 (os primeiros dos volumes inicialmente apresentados num seriado na revista Analog, de 1963 a 65). Dune, onde a importância da tecnologia é secundarizada com vista a uma concentração de atenções no Homem, foi o primeiro romance de ficção científica a tomar a ecologia como um dos seus contrafortes, os outros socorrendo-se da intriga política, económica e religiosa, a luta pela sobrevivência e uma valente dose de metáforas sobre os cancros que corroem o poder. Em Dune, Herbert explora ainda as potencialidades não conhecidas do uso da mente. A noção de liderança, de resto, é tema frequente na obra de Frank Herbert, várias as ocasiões em que reflecte sobre a forma como estadistas carismáticos geram servidão cega entre as massas. A natureza da loucura e sanidade é ainda outro dos seus campos de reflexão, assim como, e por influência de estudos de semântica de Korzybski, a forma como a linguagem molda o pensamento.
Dune, que ofusca habitualmente a restante obra de Herbert, é o mais vendido livro de ficção científica de sempre e a saga, a mais popular do género à escala global.
Frank Herbert(1920 – 1986)
Conhecido, acima de tudo, pela saga Dune, em cinco volumes, de cuja adaptação nasceu um filme de David Lynch com o mesmo título, Frank Herbert assinou vasta obra, dividida entre o romance, o conto, o ensaio, tendo também publicado um único livro de poemas, em 1971.
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Frank Patrick Herbert nasceu em Tacoma (Washington, EUA), a 8 de Outubro de 1920) e desde cedo teve como ideia fixa a vontade de ser escritor. Vontade tão obsessiva que, em 1939, mentiu sobre a sua idade para entrar no seu primeiro emprego, como jornalista no Glendale Star. Durante a guerra trabalhou como fotógrafo para a marinha americana. Depois da paz assinada regressou ao jornalismo, escrevendo para jornais de Washington e Ohio, trabalhando depois como editor em revistas na Califórnia, durante dez anos. Apesar de alguns contos publicados em pulps dos anos 40, a sua carreira como autor de ficção começou de facto em 1955, com The Dragon In The Sea, romance no qual usou o ambiente de um submarino do século XXI para explorar um debate entre loucura e sanidade.No final da década de 50 começou as pesquisas para Dune, um novo romance, que afinal se revelaria de extensão épica, daí resultando cinco romances publicados entre 1965 e 1984 (os primeiros dos volumes inicialmente apresentados num seriado na revista Analog, de 1963 a 65). Dune, onde a importância da tecnologia é secundarizada com vista a uma concentração de atenções no Homem, foi o primeiro romance de ficção científica a tomar a ecologia como um dos seus contrafortes, os outros socorrendo-se da intriga política, económica e religiosa, a luta pela sobrevivência e uma valente dose de metáforas sobre os cancros que corroem o poder. Em Dune, Herbert explora ainda as potencialidades não conhecidas do uso da mente. A noção de liderança, de resto, é tema frequente na obra de Frank Herbert, várias as ocasiões em que reflecte sobre a forma como estadistas carismáticos geram servidão cega entre as massas. A natureza da loucura e sanidade é ainda outro dos seus campos de reflexão, assim como, e por influência de estudos de semântica de Korzybski, a forma como a linguagem molda o pensamento.
Dune, que ofusca habitualmente a restante obra de Herbert, é o mais vendido livro de ficção científica de sempre e a saga, a mais popular do género à escala global.
Alguns títulos fundamentais:
1955. The Dragon And The Sea
1965. Dune (Livros do Brasil, 2006)
1968. A Barreira (Livros do Brasil, 1984)
1973. Hellstrom’s Hive
1976. Children Of Dune
1955. The Dragon And The Sea
1965. Dune (Livros do Brasil, 2006)
1968. A Barreira (Livros do Brasil, 1984)
1973. Hellstrom’s Hive
1976. Children Of Dune
Peça de Mamet no Teatro Aberto
A peça The Woods (O Bosque), de David Mamet, originalmente estreada em 1977, vai ser apresentada, em Novembro, em Lisboa, no Teatro Aberto. É uma peça para duas personagens que serão interpretadas por Sofia Aparício e Ricardo Trêpa; a encenação é de João Lopes.> O mais recente trabalho de Mamet é a concepção da série The Unit/A Unidade [foto de rodagem], actualmente a passar nos canais RTP1 e Fox. Os seus dois últimos livros são Bambi vs. Godzilla (sobre os bastidores de Hollywood) e The Wicked Son (sobre a identidade judaica). Em 2008, deverá estrear o seu novo filme Redbelt.
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