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sexta-feira, janeiro 03, 2014
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Tears For Fears, My Girls
Enquanto preparam o regresso, os Tears For Fears vão apresentando leituras suas para canções de outros. Desta vez mostram-nos uma bela abordagem ao tema My Girls, uma das melhores canções dos Animal Collective. Bela surpresa!
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Tears For Fears
quarta-feira, janeiro 30, 2013
Animal Collective, segundo Gaspar Noé
O realizador Gaspar Noé, o autor de filmes como Irreversível ou Enter The Void, assinou um novo teledisco para o tema Applesauce, uma das canções do álbum Centipede Hz dos Animal Collective, editado em 2012. Aqui ficam as imagens.
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sexta-feira, outubro 05, 2012
Em direto para a televisão
Os Animal Collective continuam em "digressão" por programas de televisão nos Estados Unidos. Passaram pelo programa de Jimmy Fallon onde apresentaram ao vivo Rosie Oh, um dos temas do álbum deste ano Centipede Hz.
Podem ver aqui as imagens.
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Animal Collective
sexta-feira, setembro 07, 2012
No regresso dos Animal Collective
Foi editado esta semana Centipede Hz, o novo álbum dos Animal Collective, sem dúvida um dos discos mais aguardados do ano. Já por aí andam telediscos, mas hoje recordamos uma atuação de 2011 na qual se antecipavam já os sons de Today's Supernatural, que agora podemos escutar no disco.
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segunda-feira, setembro 03, 2012
Novas edições:
Animal Collective, Centipede Hz
Animal Collective
“Centipdede Hz”
Domino Records
4 / 5
Há discos para os quais não é fácil criar um sucessor. Os Beatles reencontraram caminhos rumo a uma relação mais primordial com o rock entre Sgt. Peppers e o álbum branco. Os Radiohead mergulharam nas electrónicas e numa relação mais profunda com a criação de texturas depois de OK Computer, rumo a Kid A. O caminho inverso ao tomado pelos Magnetic Fields, de 69 Love Songs para i. Já David Bowie optou por aprofundar os espaços mais evidentes das sugestões glam entre Ziggy Stardust e Aladdin Sane. Por sua vez, os Blur resolveram dar-nos mais do mesmo de Parklife para The Great Escape, tal como os Portishead não mudaram muito a arrumação da casa na passagem de Dummy para Portishead. Isto sem esquecer a ideia do passo em falso, como o que deram os Stone Roses da sua estreia soberba para o desnorte de The Second Coming ou o drama que se seguiu a Pet Sounds nuns Beach Boys que viram o visionário Smile acabar fechado na gaveta durante anos a fio... Merryweather Post Pavillion, disco de 2009 dos Animal Collective, foi um álbum do calibre destes “marcos” e um dia (não muito distante) a história vai recordá-lo como uma das peças centrais (e basta reconhecer a quantidade de descendências que tem gerado) da música do início do século XXI. O disco resolveu, numa perspetiva pop, mas sem abdicar de princípios basilares da identidade da banda e da sua linguagem, uma noção de arrumação e sistematização de ideias que vinham a trabalhar em álbuns já por si magníficos – como o foram Sung Tongs (2004), o quase-perfeito Feels (2005) e Strawberry Jam (2007) – mas aos quais faltava não só aquela coleção invulgarmente inspirada de canções, como o “momento” que o desenhou (e que muito deve também quer à visão quer ao impacte do genial Person Pitch, que Panda Bear lançou a solo em 2007). E depois?... Não faltou quem temesse um eventual ponto final. Mas houve um EP lançado em continuidade. Depois um filme... Concertos e um happening que deu que falar no Museu Guggenheim... E a banda que em tempos vivia em Baltimore e entretanto mudou de ares (Panda Bear em Portugal, Avey Tare na Califórnia), deu por si de volta à cidade para, em conjunto, numa mesma sala de ensaios, trabalhar um novo disco. E é dessa dinâmica reencontrada de trabalho conjunto (e do som que acontece entre as paredes de uma sala) que nasceu o caminho que os levou a Centipde Hz. O álbum pode ser visto com uma reação “a” Merryweather Post Pavillion (não confundir com uma ideia de reação “contra” o álbum anterior), procurando outros rumos, a luminosidade mais pop cedendo lugar a uma pulsão mais tensa e intensa (que lembra algumas etapas anteriores), as cenografias e texturas desarrumando soluções e linhas usadas nos tempos mais recentes, mas sem perder de todo o sentido sólido da canção (vincando a evolução de uma escrita que foi melhorando de disco para disco) nem mesmo as características primordiais do som da banda (o psicadelismo, o apetite tribalista, as estruturas circulares, a convivência das electrónicas e percussões com as guitarras, os próprios registos vocais). As canções são de arestas menos evidentemente polidas, mas não menos seguras de si mesmas, a alma do disco não sendo contudo coisa estanque face a heranças do seu passado recente (Applesauce, por exemplo, podia morar no alinhamento do álbum de 2009). Não recusa as heranças diretas das vivências a solo (há até aqui um tema que Panda Bear trabalhara para Tomboy e acabou destinado ao grupo), mas ao passo que Merryweather Post Pavillion era um claro herdeiro de Person Pitch, em Centipede Hz sentimos uma banda que volta a colocar junto de si o desafio de, em conjunto, reinventar o seu caminho, tomando o universo dos sons da rádio como importante fonte de inspiração. Optaram por voltar a desafiar-se em si mesmos, a querer saber quem são e o que fazem aqui. Talvez não tenham encontrado já aqui o disco ideal, certo sendo que definem em Centipede Hz as bases para nova demanda que lá os fará chegar...
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segunda-feira, agosto 27, 2012
Uma canção para o verão (5.18)
Num momento em que esperamos pela chegada do novo álbum dos Animal Collective, recordamos hoje uma das canções que integravam o alinhamento do anterior Merryweather Post Pavillion, de 2009. Aqui ficam as imagens que então acompanhavam Blusih.
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segunda-feira, agosto 20, 2012
E agora vamos ouvir o álbum...
Chega a 4 de setembro. Mas está já disponível para audição na Internet. Centipede Hz é o muito aguardado sucessor de Merryweather Post Pavillion, o álbum de 2009 dos Animal Collective que merece ser reconhecido como um dos mais marcantes e influentes discos da primeira década do século. Nada como ouvir primeiro. Algumas vezes (ou, antes, umas vezes sem conta). E brevemente falaremos aqui sobre o disco...
Podem ouvir aqui o novo disco dos Animal Collective
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terça-feira, julho 31, 2012
A caminho de 'Centipede Hz'
Primeiros sinais do que nos espera no muito aguardado sucessor de Merryweather Post Pavillion, disco que muitos reconhecem como um dos mais significativos momentos que a música conheceu na primeira década deste século. Com o título, o novo álbum dos Animal Collective chega em setembro. Um aperitivo foi servido esta semana ao som de Today’s Supernatural, que recupera alguma rugosidade de tempos idos e não parece seguir os mesmos caminhos (mais ligados às electrónicas e a uma ideia de construção curva) das canções dos últimos discos... Promete, sem dívida...
Podem ouvir aqui o novo single dos Animal Collective
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quarta-feira, junho 20, 2012
'Centipede Hz': a capa
Os Animal Collective revelaram a capa daquele que será o sucessor de Merryweather Post Pavillion. Esta é a imagem que encontraremos, a partir de 3 de setembro, no rosto de Centipede Hz... Agora falta ouvir a música...
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terça-feira, maio 15, 2012
Novo álbum dos Animal Collective em setembro
Os Animal Collective anunciaram já o título do sucessor de Merryweather Post Pavillion (o álbum de 2010 que muitos tomaram como paradigma do seu tempo). Com o título Centipede Hz, o disco terá edição em setembro pela Domino.
Podem ver no site do grupo um vídeo que anuncia os temas do novo disco.
Podem ver no site do grupo um vídeo que anuncia os temas do novo disco.
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segunda-feira, maio 07, 2012
O regresso dos Animal Collective
Os Animal Collective preparam-se para editar um novo single. Honeycomb e Gotham surgirão em edição a 45 rotações a 26 de junho. A audição das novas canções pode fazer-se já no seu site oficial. Podem escutar a canção "clicando"na imagem.
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terça-feira, abril 24, 2012
A instalação (mas em formato virtual)
Os admiradores dos Animal Collective têm agora uma possibilidade de experimentar, por via online, elementos que integraram a instalação que os músicos criaram para o espaço do Museu Guggenheim, em Nova Iorque, na companhia de Danny Perez. Transverse Temporal Gyrus pode ser visto/ouvido através do recurso a um motor que garante uma experiência diferente a cada audição. Parte da música criada para esta instalação teve edição limitada num disco lançado por ocasião da edição deste ano do Record Store Day.
Podem descarregar o programa (legalmente) aqui.
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quarta-feira, abril 18, 2012
A caminho do Record Store Day 2012
É já este sábado que tem lugar a edição 2012 do Record Store Day, com uma mão cheia de iniciativas pelo mundo fora (Portugal inclusive) a assinalar a vitalidade do circuito de pequenas lojas de discos que resistem a uma progressiva desmaterialização dos formatos de venda de música gravada e desaparecimento cada vez mais acentuado das grandes “megastores”. A partir de amanhã daremos conta de algumas das agendas locais previstas para o Record Store Day português (assim os responsáveis das lojas façam chegar ou disponibilizem informação). Consultando o site oficial do Record Store Day verificamos que este ano aderem, em Lisboa, as lojas Carbono, Louie Louie, Flur, Vinyl Experience, Trem Azul e Symbiose. Fora de Lisboa o Record Store Day assinala-se ainda na Amadora (Carbono), Aveiro (Wah Wah), Braga (Louie Louie), Coimbra (Quebra Orelha) e Porto (CD Go e Louie Louie).
Estes são três entre os lançamentos previstos para a edição 2012 do Record Store Day. Como em anos anteriores muitos destes lançamentos são edições limitadas e dificilmente estarão fisicamente disponíveis nas lojas portuguesas este sábado (a menos que haja surpresas, claro). Os três discos que acima apresentamos correspondem, respetivamente, a novos lançamentos dos Animal Collective, Field Music e Small Faces. Transverse Temporal Gyrus, dos Animal Collective (editado no formato de LP, em vinil), é o registo em disco de música criada para uma instalação apresentada no museu Guggenheim pela banda e pelo artista Danny Perez que tem colaborado com o grupo em vários projetos nos últimos anos. Actually, Nearly, é um single dos Field Music com edição limitada a 500 exemplares em vinil branco, com versões dos temas Rent e Heart, dos Pet Shop Boys (em concreto do álbum de 1987 Actually, cuja capa o single cia diretamente). A memória mora também entre os lançamentos agendados. Um dos exemplos é o single, em vinil, que recupera o clássico Itchycoo Park (1967), dos Small Faces, com I’m Only Dreaming no lado B e recuperando a imagem da capa original.
Podem ouvir aqui a versão de Rent, dos Pet Shop Boys, pelos Field Music:
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quarta-feira, abril 13, 2011
Em conversa: Panda Bear (2/4)

Continuamods a publicação da versão integral de uma entrevista com Panda Bear que serviu de base ao artigo ‘Canções que Moram em Lisboa’, publicada na edição de 9 de Abril do DN Gente.
Como foca a sua mente para trabalhar em canções que são para os Animal Collective ou para si?
Costumo saber para onde vai uma canção antes mesmo de começar a trabalhar nela. E tenho de o saber fazer! Se escrevo para mim há questões que têm a ver com a personalidade do som, a noção de espaço, onde não há limites. Mas se estou a fazer uma canção para a banda a minha contribuição tem de ser um quarto ou um terço da canção. O que quer que faça na canção tem de soar a apenas um quarto ou um terço da sua forma final.
É assim tão democrático?
Não é para tentar agradar a todos na banda. É mais para agradar à canção. Para a fazer tão boa quanto o possa ser. Se nem todos estiverem a contribuir em pleno para a canção, se alguém não estiver a investir na canção ela acabará menos forte por causa disso mesmo.
O vosso último álbum, Meriweather Post Pavillion obteve um grau de aclamação global e quase unânime. Como se avança para um outro disco depois de conseguir este tipo de resultados?
Assumi, desde o início, que este próximo seria o disco para ser sovado… Não se pode ter os foguetes e a festa duas vezes de seguida… Não se pode ter tanta sorte muitas vezes.
A dimensão atingida pela banda com os elogios e adesão a esse disco afectou-vos? Como reagiram?
Com uma banda é mais fácil. Há outras pessoas com quem podemos discutir opiniões. E se ficamos numa posição em que nos tornamos muito críticos sobre qualquer coisa ou sentimos alguma estranheza sobre algo, há com quem discutir. Podemos debater. Essa mentalidade de grupo afasta a pressão… Especialmente pelo facto de nos conhecermos há tanto tempo é-nos fácil até brincar com as coisas. Quebra-se o gelo… A solo não há essa zona de segurança, essa folga... Está tudo ali.
Sente-se mais vulnerável?
Completamente. Tudo ecoa na mente. O truque é deixar tudo vir para fora quando se está a trabalhar. Não faz mal estar a pensar nas coisas que quero fazer quando estou a cozinhar o jantar… Se num dia de trabalho encaro algo com um sentido demasiado crítico então tento deixar de pensar dessa forma. O tento fazer algo diferente até que não esteja mais a pensar dessa forma.

Os Animal Collective viraram banda de referência. Como se lida com esse estatuto?
Tento não pensar muito nisso. É um pouco como o que certo tipo de pressão nos pode fazer. Um comentário muito negativo ou um outro, muito favorável, podem amplificar o modo como vemos as coisas e as trabalhamos. Tento manter as distâncias portanto. É uma coisa boa de ouvir, mas não quero sentir que estou a levar essas coisas demasiado a peito. Isso até poderia estar terminado. Todo o tipo de comentários extremados, seja em que sentido forem, tento não lhes dar demasiada atenção.
Pensam no que possa ser a longevidade de uma banda?
Na verdade tenho pensado muito nisso, nos últimos tempos.
Teria sido fácil acabar depois de Meriweather Post Pavillion...
Se tiver de pensar em dez bandas de que goste, em quantas é que eu vejo que foram capazes de manter essa alma bem activa até serem veteranas. Para cada Robert Wyatt há uns 20 mil outros… Tenho pensado muito nisso, sim.
E resolveu então editar mais um disco a solo…
Essa era um pouco a saída mais fácil… Os quatro precisávamos de ter umas conversas bem sérias antes de tomar decisões. Vamos ver… Espero que saibamos reconhecer quando chegar o momento de acabar, se esse momento chegar, pois…
(continua)
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Panda Bear
terça-feira, abril 12, 2011
Em conversa: Panda Bear (1/4)

Iniciamos hoje a publicação da versão integral de uma entrevista com Panda Bear que serviu de base ao artigo ‘Canções que Moram em Lisboa’, publicada na edição de 9 de Abril do DN Gente.
Como se ajustou à vida em Lisboa?
Muito bem, mesmo. Estivemos nos Estados Unidos nos últimos três meses e foi a primeira vez que levei toda a minha família comigo para fora de Portugal. Fomos para Baltimore e Nova Iorque de vez em quando. Era Inverno e nas primeiras semanas até apanhámos grandes tempestades de neve. O que foi até engraçado para a minha filha, que adorou. Mas eu já não vivia um Inverno tão frio desde que me tinha mudado para Lisboa. Foi por isso um choque. E ao fim de uma semana estava a contar os dias para regressar. Por isso sei assim que não me quero mudar daqui para fora. A minha mulher gosta de Nova Iorque, até falámos de lá podermos viver... Mas tenho a certeza que não me mudo. Sinto-me bem em Lisboa.
O que tem a cidade que o faz querer ficar?
É difícil explicar. Vai para lá da razão. Muitas vezes falo da primeira vez que cheguei. Quando saí do avião senti algo pacífico. A minha mulher gosta de dizer que fui português numa vida anterior porque gosto tanto de Portugal. E como sou adepto do Benfica ela diz que tinha mesmo de ser português nessa outra vida!
Mesmo sendo este um país vivendo uma profunda crise económica e política?
Mesmo que o país viva uma instabilidade económica sinto-o um país mais tranquilo, mais pacífico, mais confortável que o lugar onde estava na América durante anos.
É um lugar que estimule a sua criatividade? É bom para trabalhar?
Muito. E isso deve muito à logística do meu estilo de vida por cá, ao facto de quase não conhecer ninguém. Não ter muitas responsabilidades do ponto de vista social. De certa maneira sou como um alienígena. Se fosse uma pessoa mais social talvez fosse um sitio menos bom para estar. Mas sempre me senti bem comigo mesmo, sozinho. Por isso é o lugar ideal para trabalhar.
Mudou hábitos de idas a concertos ou de visitas a lojas de discos desde que se mudou dos EUA para Portugal?
Desde que comecei a fazer digressões e a tocar ao vivo, os clubes são o último lugar onde me apetece ir, Se um amigo meu vem a Lisboa ou se um amigo de uma banda local toca, esses são motivos para eu sair. Além disso quase não saio... Forço-me por vezes a sair porque sei que me faz bem. Por vezes fecho-me demasiado e perco-me no meu mundo. Por isso acho que é importante para mim viver numa cidade onde tenha de interagir com outras pessoas. Se vivesse no campo não falaria com ninguém. Por isso gosto de estar perto de uma grande cidade.
Trouxe discos e livros dos EUA?
Quando vim trouxe uma mochila e uma pequena mala. Acho que não trouxe nada de especial. Nunca fui daquelas pessoas que têm muitos discos. Nem tenho uma aparelhagem em casa... Quando escuto música faço-o no meu estúdio, onde tenho boas colunas. E sinto que quando estou a ouvir música concentro-me mesmo. É uma aventura mais especial. Vou a casa de amigos e eles estão constantemente a mudar o disco no gira-discos. Gosto disso. Mas quando estou comigo mesmo não é coisa que faça.
Não vivemos muitas vezes afogados em música em excesso?
A música pode dar cor a um lugar de uma forma bem agradável. Mas acho que cria dois tipos de experiência auditiva. Um em que não estamos a prestar atenção. E há música que serve para nem se ouvir com essa atenção. Mas com a música de que gosto mais sinto que preciso de escutar e sentir o seu poder.
(continua)
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Panda Bear
segunda-feira, abril 11, 2011
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Panda Bear, Tomboy

Panda Bear
“Tomboy”
Paw Tracks / Flur
5 / 5
Não era por acaso que se contava entre os discos mais aguardados de 2011, os quatro aperitivos servidos em single desde Julho de 2010 tendo lançando, um após outro, sucessivos episódios de confirmação de uma expectativa que, agora, se confirma em pleno. Tomboy é mesmo um dos grandes álbuns deste ano. Este é o sucessor de Person Pitch, o anterior disco a solo de Noah Lennox (que assina como Panda Bear), um dos melhores discos da década dos zeros. E, também, o primeiro que grava depois de Merriweather Post Pavillion, o álbum de 2010 dos Animal Collective (onde milita) que representou estimulante síntese das mais marcantes das ideias que cruzaram os universos da pop na primeira década do século XXI. De vistas largas, mesmo ciente de ter entretanto definido uma linguagem própria (e portanto com características que a distinguem das demais), Noah Lennox procurou não fazer uma sequela nem do seu último disco a solo nem do ponto onde os Animal Collective nos deixaram depois de Fall Be Kind, o EP que se seguiu ao álbum de 2010. Na verdade, as canções que hoje escutamos em Tomboy começaram, algumas delas, a nascer estrada fora, durante os quase três anos e meio que correu palcos em digressão com a sua banda. O disco ganhou contudo forma num pequeno estúdio em Lisboa. Numa cave, escura, mas sob a consciência de uma luz lá fora... Este confronto de luminosidades acaba de ser uma das primeiras marcas que separam Tomboy de Person Pitch, este último um disco de luz mais presente, horizontes mais abertos... Mais evidente é contudo a forma como a música ganha forma, a lógica de samples e colagens de Person Pitch não tendo continuidade neste novo disco onde uma outra liberdade formal conduz canções que procuram também não caminhar muito para lá do formato mais “clássico” dos quatro minutos. A voz acaba por ser o elo de ligação que no fim lança eventuais traços de continuidade, as sucessivamente apontadas afinidades para com as heranças vocais de uns Beach Boys voltando por isso a fazer sentido. Tomboy é um pequeno mundo feito de acontecimentos que se descobrem audição após audição. Arruma logo na primeira etapa do alinhamento pérolas como Last Night At The Jetty, Surfer’s Hymn, Tomboy e You Can Count On Me, precisamente os quatro singles que editou antes da chegada do álbum. E arruma, a fechar, o absolutamente magnífico Benfica, tema que reflecte no título um evidente sinal da vivência lisboeta do músico, na verdade a canção não sendo senão uma reflexão sobre o que, afinal, é a competição (ideia transversal à sociedade do nosso tempo). Tomboy é mais um episódio de excelência na obra de um nome que, tanto a solo como com os Animal Collective, é cada vez mais uma das figuras centrais da música do início do século XX.
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quarta-feira, janeiro 19, 2011
Uma curta-metragem (com banda sonora)

Em tempo de contagem decrescente para a chegada de Tomboy, anunciado para Abril deste ano, Panda Bear apresenta um novo tema que aqui serve de banda sonora para um vídeo de skate assinado pela dupla Atiba Jefferson e Ty Evans. À canção chamou-lhe, simplesmente, Atiba Song.
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segunda-feira, janeiro 17, 2011
Panda Bear em Abril
Panda Bear anunciou que a data de edição de Tomboy, o sucessor do aclamado Person Pitch, de 2007, está apontada a Abril deste ano. Ao longo dos últimos meses o músico (que integra os Animal Collective) foi editando alguns singles através dos quais revelou aos poucos momentos do alinhamento do álbum. O mais recente dos singles foi Last Night At The Jetty.
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quinta-feira, dezembro 09, 2010
Novas edições:
Avey Tare, Down There

Avey Tare
“Down There”
Paw Tracks
4 / 5
Em ano de pousio para os Animal Collective o silêncio não foi todavia total. Além da experiência para o grande ecrã em Oddsac, o ano que se seguiu à consagração com Merryweather Post Pavillion trouxe singles de Panda Bear (anunciando o sucessor de Person Pitch para inícios de 2011) e, agora, um álbum a solo de Avey Tare. Contudo, se o álbum de 2007 de Panda Bear acabou por projectar ideias e um afinar de formas junto dos Animal Collective (representando de resto importante contribuição para o atingir das formas que se revelariam no álbum de 2009), já o álbum que Avey Tare agora nos propõe parece mais uma consequência directa do seu trabalho entre a mais influente e visionária das bandas indie da década dos zeros. Down There nasce assim da solidez de uma linguagem que o grupo criou e aperfeiçoou ao longo de uma sucessão de álbuns, propondo assim visões pessoais que assim brotam de uma experiência colectiva. A música segue princípios semelhantes aos dos Animal Collective, evoluindo em estruturas circulares, sons entrelaçando notas tocadas e elementos cénicos, do todo surgindo uma experiência em que se diluem os limites entre o quadro e a moldura. E se o predomínio das electrónicas e o tom algo sombrio que cruza o espaço sugerem marcas distintivas, já a voz (a mesma que tem protagonismo na banda) e a presença do (agora regressado) Deakin na produção garantem elementos de ligação mais directa. Avey Tare não parece recear contudo as naturais afinidades com o som dos Animal Collevctive (e 3 Umbrellas podia até morar no alinhamento de um disco da banda). Em Down There apresenta uma colecção de ideias nas quais aceita a sua genética natural. Não é claramente o sucessor que Merryweather Post Pavillion (assim como certamente o álbum de Panda Bear que vem a caminho não o será). Mas é um belo episódio em tempo de pausa para a banda que mais belas surpresas nos deu na última década.
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quinta-feira, outubro 28, 2010
Um festival que promete...

Os Animal Collective vão ser os curadores da edição de Maio de 2011 do festival All Tomorrow’s Parties (onde já actuaram, havendo desses momentos imagens no documentário, com o nome do festival, assinado por Jonathan Caouette). O festival, que decorrerá em Minehead (Reino Unido), de 13 a 15 de Maio do próximo ano, terá nos Animal Collective os seus cabeças de cartaz. No cartaz estão já anunicados nomes como os Gang Gang Dance, Lee ‘Scratch’ Perry, Ariel Pink's Haunted Graffiti, Broadcast ou Vladislav Delay.
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