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quinta-feira, dezembro 12, 2019

Natal com Bruce Springsteen

Clarence Clemons + Bruce Springsteen
Clarence Clemons (1942-2011) tocou a última vez com Bruce Springsteen, na E Street Band, a 7 de Dezembro de 2010, num concerto para apenas seis dezenas de espectadores. Foi uma apresentação especial de The Promise, em Asbury Park [notícia: Rolling Stone], álbum que antologiava materiais inéditos das sessões de Darkness on the Edge of Town (1978). No final, o pressentimento do Natal levou Bruce a interpretar Blue Christmas, um standard de Billy Hayes/Jay W. Johnson, composto em finais da década de 40 e celebrizado por Elvis Presley a partir do respectivo registo em 1964.

segunda-feira, outubro 14, 2019

"Apocalypse Now" na FNAC

Agradecemos a presença dos que no domingo, dia 13, nos acompanharam na FNAC do Chiado para uma viagem motivada pelos 40 anos de Apocalypse Now e o respectivo restauro em 4K (domingo, dia 20, no CCB). Entre memórias cinematográficas e musicais, eis três dos videos que apresentámos.

SOUND + VISION Magazine
(próxima edição)
MILES DAVIS, JAZZ, POP & ETC.
FNAC / Chiado — 16 Novembro (18h30)

>>> Apocalypse Now (Satisfaction, Rolling Stones) + War, Bruce Springsteen + Orange Crush, R.E.M.





segunda-feira, setembro 23, 2019

The Boss, 70 anos

Happy birthday, Mr. Springsteen!
De ascendência irlandesa e holandesa, pelo lado do pai, e italiana, pelo lado da mãe, Bruce Frederick Joseph Springsteen nasceu em Long Branch, New Jersey, no dia 23 de Setembro de 1949 — faz hoje 70 anos.
O seu cognome The Boss envolve uma autoridade que não decorre de qualquer forma frívola de poder: nas suas canções espelha-se a energia primitiva do rock, através dela ecoando as convulsões afectivas e políticas de uma América em que o culto da memória permanece indissociável do desejo de utopia.
O seu mais recente álbum de originais, Western Stars, é apenas um capítulo, por certo dos mais cristalinos, de uma trajectória de permanente reinvenção de uma cultura genuinamente popular. Como associar os parabéns a Bruce Springsteen a uma só canção? Arrisquemos — eis The River, num concerto de 1980, em Tempe, Arizona.

segunda-feira, junho 03, 2019

Mais duas canções de Bruce Springsteen

Está quase a chegar Western Stars, 19º álbum de estúdio de Bruce Springsteen. Depois da revelação de Hello Sunshine, aí estão mais duas canções: There Goes My Miracle ("lyric video") e Tucson Train (teledisco de Thom Zimny), dois modos diferentes, complementares e sedutores de trabalhar o dramatismo da voz.



sexta-feira, abril 26, 2019

Bruce Springsteen, opus 19

Iconografia de uma América perdida?... Assim é a capa de Western Stars, 19º álbum de estúdio de Bruce Springsteen, anunciado para 14 de Junho (mesmo dia do lançamento de Madame X, de Madonna). Referências? Em parte "os discos pop da Califórnia do Sul de finais dos anos 60, princípios dos anos 70". Eis a primeira canção divulgada, Hello Sunshine, romantismo on the road em estado puro.

Had enough of heartbreak and pain
I had a little sweet spot for the rain
For the rain and skies of gray
Hello sunshine, won't you stay

You know I always liked my walking shoes
But you can get a little too fond of the blues
You walk too far, you walk away
Hello sunshine, won't you stay

You know I always loved a lonely town
Those empty streets, no one around
You fall in love with lonely, you end up that way
Hello sunshine, won't you stay

You know I always liked that empty road
No place to be and miles to go
But miles to go is miles away
Hello sunshine, won't you stay
[...]

quarta-feira, janeiro 09, 2019

10 álbuns de 2018 [9]

* SPRINGSTEEN ON BROADWAY, Bruce Springsteen

Ironia reveladora destes tempos de muitos cruzamentos técnicos, artísticos e conceptuais: antes de ser um álbum, Springsteen on Broadway foi, obviamente, um espectáculo de palco e também um especial da Netflix. Dito de outro modo: aos 69 anos, durante mais de um ano (Out. 2017/Dez. 2018), o criador de Born to Run esteve no palco do Walter Kerr Theatre, em Nova Iorque, para interpretar um espectáculo em que a colagem das suas canções, aliás exponenciando muitas das suas componentes históricas e poéticas, gerava uma narrativa autobiográfica. Daí que este álbum se escute, não como um vulgar "best of" (longe, muito longe disso), antes como uma foram teatral de exposição em que a dimensão individual remete sempre para os fulgores e contradições do imaginário made in USA. Springsteen narra Springsteen com um misto de paixão e didactismo que, no limite, se traduz na simples utilização da guitarra acústica. Se dúvidas ainda houvesse, este álbum serviria para o confirmar como um dos mais admiráveis contadores de histórias da América contemporânea.

_____
Keith Jarrett
Spiritualized
boygenius
Shemekia Copeland
Jorja Smith
Danish String Quartet
Neil Young
SOPHIE

quinta-feira, dezembro 27, 2018

Bruce Springsteen: "No Nukes"

Em 1980, o filme No Nukes (entre nós lançado como Nuclear? Não, Obrigado!) envolveu uma espectacular revelação de Bruce Springsteen.
Não que ele fosse um desconhecido. Longe disso: os álbuns Greetings from Asbury Park, N.J. (1973), The Wild, the Innocent & the E Street Shuffle (1973), Born to Run (1975) e Darkness on the Edge of Town (1978) faziam dele, aos 31 anos, um genuíno clássico, cumprindo o mítico voto de Jon Landau, formulado numa crítica a um concerto de 1974: "Eu vi o futuro do rock and roll, e o seu nome é Bruce Springsteen."
De facto, foi nas duas noites de No Nukes (Madison Square Garden, 21-22 Setembro 1979) que aconteceu aquela que foi a primeira performance oficial da E Street Band. Ou seja:
— Bruce Springsteen (voz, guitarra, harmónica)
— Roy Bittan (piano)
— Clarence Clemons (saxofones, percussão)
— Danny Federici (órgão)
— Garry Tallent (baixo)
— Stevie Van Zandt (guitarra)
— Max Weinberg (bateria)
Mais do que isso: com impressionante intensidade emocional, Springsteen cantou pela primeira vez em público um dos seus clássicos absolutos, The River (o álbum homónimo surgiria cerca de três semanas mais tarde). E se é um facto que o concerto — organizado pelo grupo anti-nuclear MUSE (Musicians United for Safe Energy) — contou com contributos de gente tão talentosa como Jackson Browne, Crosby, Still and Nash, Gil Scott-Heron, James Taylor ou Carly Simon, o certo é que, para a história, ficou como o momento mágico de revelação da aliança criativa de Springsteen e a sua banda.
Pois bem, tão extraordinária performance permaneceu uma curiosidade rara ou, mais exactamente, sempre incompleta: três canções estão em No Nukes (incluindo The River), mas o filme — assinado por um trio: Julian Schlossberg, Danny Goldberg e Anthony Potenza — continua a não estar editado em DVD; além disso, o próprio Springsteen incluiu duas dessas canções em The Complete Video Anthology / 1978-2000.
Agora, finalmente, poderemos escutar os sets das duas noites (o primeiro com 12 temas, o segundo com 11): o CD No Nukes 1979 estará à venda no dia 21 de Janeiro — eis o video oficial de apresentação, incluindo o som de The River; em baixo, podemos ver as imagens de The River em No Nukes (numa transcrição de fraca qualidade). Da venda de cada unidade do novo álbum, 2 dólares serão entregues ao colectivo MUSE.



sábado, novembro 03, 2018

Springsteen na Broadway — o álbum

É um fenómeno exterior a tendências ou modas: o espectáculo Springsteen on Broadway impôs-se como derivação de palco da autobiografia de Bruce Springsteen, Born to Run, mantendo-se em cena desde Outubro de 2017 — a derradeira performance está marcada para 15 de Dezembro. Na véspera, chegará às lojas o álbum também intitulado Springsteen on Broadway, incluindo em dois CD o alinhamento global do espectáculo.
Eis o exemplo vibrante de Land of Hope and Dreams, tema composto em 1999, embora apenas gravado em estúdio em 2012, para o álbum Wrecking Ball; em baixo, o trailer da nova edição.



sexta-feira, maio 05, 2017

Bruce Springsteen — Londres, 1975

Reeeditado recentemente, por ocasião do 'Record Store Day', Hammersmith Odeon, London '75 é uma das referências mitológicas da discografia de Bruce Springsteen. Desde logo, pela espera que envolveu: o registo de 18 de Novembro de 1975 (de notável qualidade, ainda mais valorizado pela requintada mistura de Bob Clearmountain), esperou imenso tempo para ser editado, saindo em DVD apenas em 2005 e em CD um ano mais tarde. Depois, porque consuma uma proeza que, na época, estava longe de ser evidente: o triunfo de Springsteen e da E Street Band constituía um acontecimento quase isolado e, por isso mesmo, abriu portas do mercado europeu a novos sons do outro lado do Atlântico. Finalmente, porque o alinhamento constitui uma espécie de revisão da matéria dada, cruzando o rock puro e duro do lendário álbum de 1975, Born to Run, com as experiências "selvagens" de Greetings from Asbury Park, N.J. e The Wild, the Innocent & the E Street Shuffle (ambos lançados em 1973).
Ainda que num registo com imagens de deficiente qualidade, eis um admirável exemplo da intensidade emocional do que aconteceu naquela noite em Londres: Thunder Road, precisamente o tema de abertura de Born to Run.

sexta-feira, janeiro 06, 2017

2016, um livro — "Born to Run"


N. G.: Com uma linguagem simples, direta, é um relato vibrante, cheio de pequenos detalhes e de grandes olhares, através do qual acompanhamos a evolução do músico que começou por reconhecer que não tinha particulares talentos enquanto voz em frente a um microfone, mas que se tornou num dos maiores singer songwriters da história da música popular e um performer de exceção que, ainda hoje, não olha para o relógio na hora de pensar quando deve sair do palco e dar o concerto por terminado. E descobrimos a formação gradual de uma consciência política que (felizmente) sabe dar voz ao que pensa e defende, em várias ocasiões deixando bem claras notas críticas às figuras no poder e aos candidatos aos cargos políticos. O ícone de classe trabalhadora made in New Jersey que as canções construíram tem, aqui, nestas páginas, um retrato nítido e frontal da consciência social e política que o define. De resto, das lendas e mitologias, só a uma não adere: a de se lhe chamar “The Boss”. Não é coisa que ele faça. Mesmo deixando claras as lutas (pessoais, políticas e profissionais), há em Born To Run uma mão cheia de histórias mais ligeiras, que fazem desta leitura uma entremeada afinal sempre surpreendente e saborosa de acontecimentos. Com uma escrita que não coloca filtro no entusiasmo recorda, por exemplo, o momento da descoberta visual dos Beatles. Já os tinha escutado na rádio. Mas foi ao ver a capa do mítico Meet the Beatles, que se fez luz. Olhou aquelas caras sobre um fundo negro. Era, como ele mesmo descreve, um monte Rushmore do rock’n’roll. E o que foi o que mais o impressionou? Algo que a rádio não lhe tinha mostrado: os cabelos!

J. L.: Desde os tempos heróicos do nomadismo de The Wild, the Innocent and the E Street Shuffle (1973) até à avaliação das feridas do 11 de Setembro em The Rising (2002), sabemos que Bruce Springsteen sempre foi um contador de histórias da América profunda, com conotações mais ou menos pessoais. Com a sua autobiografia, ele arrisca prescindir dos véus da ficção, expondo-se através de um despojamento que visa sempre, em última instância, a celebração vital do rock. Escusado será dizer que a escolha do título Born to Run está longe de ser uma mera citação da canção e do álbum de 1975: trata-se de assumir até às últimas consequências o desafio de dizer "eu" — dizer e escrever.

quinta-feira, agosto 04, 2016

3 x "Dream Baby Dream" [Bruce Springsteen]

FOTO: Pinterest / bruce springsteen
Com a morte de Alan Vega, que integrava o duo Suicide (com Martin Rev), desapareceu um nome vital da história do rock e, em particular, das convulsões que conduziram ao punk — Dream Baby Dream, single de 1979, é uma referência incontornável do seu património, tendo suscitado algumas brilhantes recriações.

[ Neneh Cherry ] [ Savages ]

Para Bruce Springsteen, os Suicide sempre forma uma referência musical e anímica, histórica e lendária — em 2005, disse mesmo: "Sabem, se Elvis regressasse dos mortos, creio que soaria como Alan Vega." Essa filiação traduziu-se, em 2005, na integração de Dream Baby Dream nos encores dos concertos da 'Devils & Dust Tour'. Mais recentemente, na 'Wrecking Ball Tour' (2012-13), Bruce regressou ao tema, acabando por integrá-lo no alinhamento do álbum High Hopes (2014) e também na respectiva digressão — este é o video oficial da canção, explicitando a lógica de celebração e partilha com que o autor de Born to Run recriou os sons dos Suicide.

quinta-feira, abril 28, 2016

Bruce Springsteen evoca Prince

Grande e comovente homenagem: em concerto no Barclays Center, em Brooklyn, Nova Iorque (23 Abril), Bruce Springsteen e The E Street Band evocaram Prince, numa performance em que, desde a música às luzes do palco, predominou a cor púrpura — eis o registo de Purple Rain, a abrir o espectáculo [a não perder: a magnífica crónica de Caryn Rose, no site da NPR]. Além do mais, no seu site, Bruce oferece o respectivo download.

domingo, janeiro 17, 2016

Bruce Springsteen canta David Bowie

Na noite de 16 de Janeiro, em Pittsburgh, Pensilvânia, Bruce Springsteen homenageou "o nosso bom amigo David Bowie" — ouviu-se, assim, Rebel, Rebel no primeiro concerto de 'The River Tour'.

terça-feira, agosto 25, 2015

"Born to Run", 40 anos

Era (e continuou a ser...) o tempo em que as capas dos discos de vinyl, para além da sua dimensão específica, podiam integrar um conceito visual que ligasse capa e contracapa. Assim acontece em Born to Run, de Bruce Springsteen, através da lendária fotografia registada por Eric Meola: a pose de Springsteen com o saxofonista Clarence Clemons (1942-2011) só é visível quando se abre a capa; adquiriu tal valor iconográfico que, muitas vezes, nos concertos da época, os dois aproveitavam algum momento de transição para a "reproduzir" em palco.
Born to Run foi lançado a 25 de Agosto de 1975 — faz hoje 40 anos. Depois de Greetings from Asbury Park, N.J. (1973) e The Wild, the Innocent & the E Street Shuffle (1973), Springsteen apostava num som menos experimental, mais susceptível de mobilizar grandes audiências. E o menos que se pode dizer é que a transfiguração o impôs como uma nova estrela, sem alienar as raízes patrimoniais do seu rock. Canções como Thunder Road, Born to Run e Jungleland materializam uma ultrapassagem de qualquer resquício de temáticas da adolescência, abrindo para uma dimensão ao mesmo tempo vibrante e confessional que prosseguiria através de Darkness on the Edge of Town (1978), The River (1980) e Nebraska (1982), para atingir o seu cume em Born in the U.S.A. (1984). É assim, por exemplo, que o tema-título abre com estes versos:

In the day we sweat it out on the streets of a runaway American dream
At night we ride through mansions of glory in suicide machines
Sprung from cages on Highway 9, chrome-wheeled, fuel-injected, and stepping out over the line
Whoah baby, this town rips the bones from your back, it's a death trap
It's a suicide rap, we gotta get out while we're young
'Cause tramps like us, baby we were born to run

Hoje mesmo, Bruce Springsteen partilhou uma breve memória de Born to Run. Entretanto, aqui ficam Thunder Road (registo do álbum) e Born to Run (ao vivo).



segunda-feira, janeiro 05, 2015

30 discos de 2014 (J. L.)

Foi o ano da plena revelação de um dos álbuns mais electrizantes de Miles Davis: Miles at the Fillmore reúne os sons de quatro dias (17/20 Junho 1970) no Fillmore East, Nova Iorque, levando-nos a redescobrir um artista de génio numa encruzilhada fascinante entre o património acumulado e a vertigem da experimentação: é um álbum sem tempo, clássico pela excelência, moderno em qualquer conjuntura — e se é preciso escolher um disco do ano, este será o meu.
Em todo o caso, que o leitor não se iluda com a abundância, porventura deselegante, desta lista. Não são 30 discos porque queira fazer valer a quantidade. O excesso é, aqui, sintoma das próprias limitações que não posso deixar de me reconhecer: acredito que não ouvi com a devida atenção (ou, pura e simplesmente, não ouvi) muitos outros que, por certo, mereciam um destaque neste balanço. Digamos que estes podem condensar um panorama de géneros (e séculos!) cujos contrastes nos levam a experimentar a deslocação criativa das próprias fronteiras musicais — didacticamente, ou talvez não, aqui ficam por ordem alfabética dos respectivos títulos.

* The Art of Conversation, KENNY BARRON & DAVE HOLLAND



* Charlie Haden & Jim Hall, CHARLIE HADEN & JIM HALL

* Familiars, THE ANTLERS


* Gary Clark Jr. Live, GARY CLARK JR.

* Gist Is, ADULT JAZZ

* Gone Girl, TRENT REZNOR & ATTICUS ROSS

* The Great Lakes Suites, WADADA LEO SMITH

* High Hopes, BRUCE SPRINGSTEEN



* Last Dance, KEITH JARRETT / CHARLIE HADEN

* Macroscope, THE NELS CLINE SINGERS

* Manipulator, TY SEGALL

* Meshes of Voice, SUSANNA / JENNY HVAL


* The Rite of Spring, THE BAD PLUS

* Road Shows, Vol. 3, SONNY ROLLINS

* Ryan Adams, RYAN ADAMS

* Singles, FUTURE ISLANDS

* Small Town Heroes, HURRAY FOR THE RIFF RAFF

* Songs, DEPTFORD GOTH

* Spark of Life, MARCIN WASILEWSKI TRIO & JOAKIM MILDER

* Stravinsky: Le Sacre du Printemps & Petrouchka, LES SIÈCLES / FRANÇOIS-XAVIER ROTH


* To Be Kind, SWANS

* Trialogue, WESSELTOFT SCHWARZE BERGLUND

* Ultraviolence, LANA DEL REY

quarta-feira, dezembro 31, 2014

Sting por Bruce Springsteen

A 37ª Gala de Homenagem do Kennedy Center distinguiu, este ano, cinco personalidades do mundo do espectáculo: Patricia McBride, da dança, Tom Hanks e Lily Tomlin, do cinema, e Al Green e Sting, da área musical. Transmitido na noite do dia 30 pela CBS, o espectáculo incluiu uma notável performance de Bruce Springsteen, recriando I Hung My Head, precisamente uma canção de Sting, originária do álbum Mercury Falling (1996) — aqui fica o registo.

quarta-feira, dezembro 03, 2014

Discos: as edições desta semana




Há um verdadeiro festim de edições de discos ao vivo a chegar esta semana aos escaparates das novidades. Além dos álbuns de John Grant com a BBC Philharmonic Orchestra – Live In Concert – e de BjörkBiophilia – de que já aqui falámos nos dois últimos dias, foram lançados esta semana os discos Live In Dublin de Leonard Cohen (que inclui 3CD e um DVD), Winterland Night 1978 de Bruce Springsteen (triplo CD), The 1972 Broadcast dos Crosby Stills Nash & Young, Live In Orlando 1989 dos R.E.M., Through Yellow Curtains de Joni Mitchell (com gravações de finais dos anos 60), Chicago 1992 dos Pearl JamTwenty Thousand Roads de Emmylou Harris e Live at The Sands do Rat Pack.

O departamento das grandes antologias também vibra nesta altura do ano. E há edições em versões económicas e nem por isso e em todas as frentes. Os Wilco editam a caixa Alpha Mike Foxtroot: Rare Tracks 1994-2014 em caixa e, ao mesmo tempo, a versão compactada What’s Your 20?. A obra de Donna Summer é recuperada na caixa The CD Collection e em várias reedições avulsas. Há uma nova integral em álbum de Simon & Garfunkel sob o título The Complete Album Collection. Peter Hammil lança a caixa ...All That Might Have Been. De Serge Gainsbourg e Jane Birkin surge Jane + Serge 1973. Dos Blondie há uma caixa em vinil com os LPs do grupo.

Em formato ‘best of’ mais “clássico” há que ter atenção para com o Best Of (literalmente) dos The Czars, a banda onde em tempos militava John Grant.

Há ainda mais espaços para a memória no plano das reedições. Brian Eno lança versões expandidas de alguns dos seus álbuns dos anos 80: Nerve Net, Neroli, The Drop e The Shutov Assembly. E dos Pixies chega a muito esperada edição alargada do seu álbum de 1989: Doolittle 25, com lados B, sessões na rádio e maquetes, entre os extras. 

Nos terrenos da música contemporânea há notar a chegada, via Naxos, de gravações de Beltane Fire de Peter Maxwell Davies e Airline Icarus de Brian Current, assim como uma interpretação, por Tom Winpenny (organista) de La Nativité du Seigneur, de Messiaen

Entre novidades, mais algumas antologias e reedições, há ainda a assinalar:
Boris Blank - Electrified
Future Sound of London – Environments 2 (agora em vinil)
Klaus Schulze – Schulze Boot Vol 1 – Stars are Burning
Mark Kozelek – Sings Christmas Carols
Mogwai – Industry 3 Fitness Industry 1 EP
She + Him – Classics