A BBC apresentou esta semana um novo documentário sobre o maestro que, entre 1956 e 1989 comandou os destinos da Berliner Philharmoniker.
Podem ler aqui, no Guardian, um texto sobre esse documentário.
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domingo, dezembro 07, 2014
terça-feira, outubro 21, 2014
Para ler: Ainda sobre a ópera de John Adams,
chega a resposta do Met
É um dos casos do ano nos palcos de ópera. Levantada a "polémica" (por quem a entendeu levantar), o Met responde aos "protestos"...
Podem ler aqui texto de hoje no Guardian.
Podem ler aqui texto de hoje no Guardian.
segunda-feira, outubro 20, 2014
Para ler: Ópera de John Adams no Met
estreia hoje sob protestos
Um perfeito disparate, digo eu, sobre os protestos que, ao que parece, vão hoje "acolher" a estreia no Met de uma nova produção da magnífica ópera The Death of Klinghoffer, de John Adams. O "caso" já dura há meses e resultou no cancelamento da transmissão da ópera no programa Met Opera in HD, que a Gulbenkian chegou a ter agendado.
Podem ler sobre estes protestos aqui, em notícia do New York Times.
Podem ler sobre estes protestos aqui, em notícia do New York Times.
sexta-feira, setembro 26, 2014
Para ler: Paul Morley sobre a relevância
da música clássica no futuro
Num artigo recentemente publicado no Guardian o jornalista Paul Morley descreve a música pop como uma realidade do século passado e aponta azimutes da sua atenção no futuro à música clássica...
Podem ler aqui o artigo.
Podem ler aqui o artigo.
quinta-feira, setembro 11, 2014
Para ler: Steve Reich e Philip Glass
reunidos num palco em Brooklyn
É um dos acontecimentos musicais do ano e envolve uma série de espetáculos a realizar no palco da Brooklyn Academy of Music. Após anos e anos de caminhos separados - e ocasionalmente palavras menos "entusiasmadas", Steve Reich e Philip Glass voltaram a apresentar um programa conjunto, que cruza obras dos dois compositores. O primeiro concerto teve lugar ontem.
Leia aqui o que diz o New York Times.
Leia aqui o que diz o New York Times.
sexta-feira, setembro 05, 2014
Petrenko encerra integral sinfónica
de Shostakovich no fim do mês
A Naxos edita a 29 de setembro uma gravação da Sinfonia Nº 13 de Dmitri Shostakovich, em interpretação pela Royal Liverpool Philharmonic Orchestra, sob direção do maestro Vasily Petrenko. Esta gravação encerra um dos mais aclamados ciclos sinfónicos dos últimos tempos e não só representa uma referência na história discográfica das obras do compositor russo como foi uma das grandes responsáveis pela reconquista de uma maior visibilidade por parte desta orquestra britânica.
segunda-feira, julho 14, 2014
Lorin Maazel (1930-2014)
Maestro, compositor e violinista, Lorin Maazel dirigiu grandes orquestras mundiais em cidades como Cleveland, Paris e Munique. Na primeira década deste século esteve à frente da New York Philharmonic Orchestra, com a qual se apresentou em digressão na Coreia do Norte (em 2008). Durante o período que trabalhou em Viena (Áustria) teve a seu cargo alguns dos célebres concertos de Ano Novo. Vítima de uma pneumonia, morreu esta noite, aos 84 anos.
Além do seu trabalho como maestro, o legado de Maazel deixa-nos também a marca do compositor. E aí vale a pena recordar a ópera 1984, baseada no romance de George Orwell, que representa uma das mais interessantes adaptações desse grande texto a um outro espaço artístico.
Maazel nasceu em França numa uma família de músicos de origem americana e ascendência russa, foi educado nos EUA e iniciou uma carreira na música ainda muito cedo, merecendo por isso em muitos dos textos biográficos a caracterização de “prodígio”.
Podem ler aqui o obituário no Guardian
Aqui um texto no Sound + Vision sobre 1984
E aqui um diário na BBC sobre a visita à Coreia do Norte.
quarta-feira, maio 21, 2014
Para ler: festival junta Philip Glass e Steve Reich
Acabo de publicar na edição online do DN uma notícia que dá conta de um festival em Nova Iorque (em concreto na Brooklyn Academy of Music) que assinala os 50 anos da editora Nonesuch e que vai juntar em palco os dois compositores ainda este ano.
"Os concertos conjuntos de Glass e Reich decorrem ente os dias 9 e 11 de setembro. No primeiro dia serão apresentadas as obras Four Organs e Music For 18 Musicians de Steve Reich e as duas primeiras partes de Music in 12 Parts, o segmento "Cologne" da ópera the CIVIL warS e uma cena (o funeral de Amenofis III) de Akhnathen, de Glass. Dia 10 é a vez de Drumming e, novamente, Four Organs, de Reich. De Glass nesse dia ouvir-se-á Music In Similar Motion e excertos de Einstein On The Beach, Koyaanisquatsi (o longo The Gird), In The Upper Room, Powaqqatsi e The Photographer. Dia 11 o programa conjunto termina com Clapping Music, Sextet e WTC 9/11 de Reich e Music In Similar Motion, a Sinfonia Nº 1 (em versão transcrita para o ensemble) e excertos de Einstein On The Beach e
Glassworks, de Glass."
Podem ler aqui a notícia completa.
"Os concertos conjuntos de Glass e Reich decorrem ente os dias 9 e 11 de setembro. No primeiro dia serão apresentadas as obras Four Organs e Music For 18 Musicians de Steve Reich e as duas primeiras partes de Music in 12 Parts, o segmento "Cologne" da ópera the CIVIL warS e uma cena (o funeral de Amenofis III) de Akhnathen, de Glass. Dia 10 é a vez de Drumming e, novamente, Four Organs, de Reich. De Glass nesse dia ouvir-se-á Music In Similar Motion e excertos de Einstein On The Beach, Koyaanisquatsi (o longo The Gird), In The Upper Room, Powaqqatsi e The Photographer. Dia 11 o programa conjunto termina com Clapping Music, Sextet e WTC 9/11 de Reich e Music In Similar Motion, a Sinfonia Nº 1 (em versão transcrita para o ensemble) e excertos de Einstein On The Beach e
Glassworks, de Glass."
Podem ler aqui a notícia completa.
quarta-feira, fevereiro 26, 2014
Para ouvir:
Greenwood e Dessner com orquestra
Johnny Greenwood (dos Radiohead) e Bryce Dessner (dos The National) estão juntos num novo disco a lançar a 3 de março, pela Deutsche Grammophon. Gravado pela Orquestra Filarmónica de Copenhaga, dirigida por André de Ridder, o disco inclui uma suite baseada na banda sonora do filme Haverá Sangue, criada por Greenwood e a peça St Carolyn By The Sea, de Dessner.
Podem ouvir aqui o disco em avanço, via Pitchfork.
Podem ouvir aqui o disco em avanço, via Pitchfork.
domingo, agosto 18, 2013
Há um outro Górecki para descobrir
Os filhos dos peixes sabem geralmente nadar. Mas nem sempre é fácil viver sob comparações... E se o pequeno Wolfgang em muito superou as potencialidades do pai Leopold e, na família Bach, Johann Sebastian ofuscou os muitos que sob o mesmo apelido também compuseram música, já entre a dinastia Strauss houve talvez uma mais equilibrada distribuição de feitos. No panorama da música do nosso tempo não são muitos os casos de testemunhos passados de pai para filho. Um dos casos mais notáveis é talvez o de Markus Stockhausen, trompetista e compositor, filho de Karlheinz Stockhausen, que tem conciliado um espaço para a sua música com uma dedicação (antiga) ao legado do pai. Há entretanto mais um nome que vale a pena descobrir, refletindo o que começamos a descobrir da sua obra uma presença das heranças do pai (sobretudo na forma como transcendeu as marcas e normas do seu tempo e redescobriu em ecos de outras épocas as linhas para procurar um novo presente).
Nascido em Katovice (Polónia) em 1971, Mikolaj Gorécki é filho do aclamado Henryk Górecki, um dos nomes maiores da música europeia da segunda metade do século XX. Tendo começado a estudar violino e piano desde muito cedo, passou pela academia de música da sua cidade (onde teve o pai como um dos professores), concluindo depois a sua formação entre o Canadá e os Estados Unidos. Editado este ano pela etiqueta polaca Dux, Works For String Orchestra (segundo título que lança por esta editora) é um interessante primeiro retrato de uma personalidade que reflete ecos de um interesse pelas formas do romantismo e, tal como a música do seu pai, decide seguir para longe do mundo de regras mais impositivas que definiu alguma da música da segunda metade do século XX. Sob a direção de Wojciech Rajski, a Polska Filharmonia Kameralna Sopot apresenta uma série de pequenas obras para orquestra de cordas onde Mikolaj Górecki define percursos sobretudo dominados pela melancolia sob uma linguagem que recupera linhas com raiz na tradição do romantismo, um sentido melodista tranquilo e fluente e um gosto pelos acontecimentos de ritmo e tempo que têm em Stravinsky uma escola maior.
E há uma sinfonia póstuma para estrear em 2014
Mikolaj Górecki é também o protagonista na concretização de um último grande projeto deixado incompleto pelo seu pai: a conclusão da Sinfonia Nº 4. Este texto é uma versão alargada de um outro originalmente apresentado na edição de 12 de agosto do DN com o título ‘Sinfonia Nº 4 de Górecki vai ter estreia mundial em 2014’
O compositor deixou a sinfonia “numa versão para piano, que tocou para amigos, cantando a linha melódica”, e “comentando” o que se ouvia, explica este musicólogo, que foi convidado a ouvir esta obra, acrescentando que “o filho a completou há cerca de um ano”. A estreia mundial está marcada para o Royal Festival Hall, em Londres, cabendo a primeira apresentação pública à London Philharmonic Orchestra, dirigida por Andrei Boreyko, contando com o violinista Julian Rachlin como solista. Com estreia originalmente prevista para a capital britânica em 2010, a Sinfonia Nº 4 de Górecki resulta de uma encomenda da própria London Philharmonic Orchestra e do Southbank Centre londrino, com apoio do Instituto Adam Mickiewicz Institute, a Los Angeles Philharmonic Association e a Zaterdag Matinee, de Amsterdão.
Henryk Górecki (na foto ao lado) é, juntamente com nomes como Witold Lutosławski (1913-1994) ou Krzysztof Penderecki (n. 1933) um exemplo maior da vitalidade e modernidade que a música polaca respirou na segunda metade do século XX e que, em grande parte, como explica o musicólogo Gregorz Michalski, se deveu ao Warszawska Jesien (Outono em Varsóvia), um festival de música contemporânea criado em 1956 que teria consequências enormes para a história da música do país, abrindo mesmo uma clareira de ideias em pleno bloco socialista. “O realismo socialista termina em 1956”, recorda Michalski, cabendo ao festival a criação de um “ponto de encontro para a música do ocidente e de leste, que era aceite pelas autoridades e que funcionou como um emblema de liberalismo de um país socialista”. Ligado à organização desde cedo, Lutoslawski, que estava também na direção da estrutura que decidia que edições eram feitas, teve assim um papel determinante na abertura de horizontes a novas gerações de compositores polacos, entre os quais Górecki.
sexta-feira, janeiro 11, 2013
Simon Rattle deixa Berlim em 2018
A notícia chegou ontem. Simon Rattle anunciou que abandonará em 2018 o lugar de maestro titular da Orquestra Filarmónica de Berlim, cargo para o qual fora reconduzido em 2009 e que ocupa desde 2002, ano em que sucedeu a Claudio Abbado à frente de uma das mais notáveis (senão mesmo “a” mais notável) das orquestras sinfónicas de todo o mundo. Os músicos da orquestra já deram a saber que lamentam a decisão do maestro, mas que a aceitam. Em declarações à imprensa, Rattle lembrou When I’m 64, uma canção dos Beatles e que, sendo ele natural de Liverpool, o ano de 2018 (em que completará os 64 anos) é uma data que o obriga a repensar muitas coisas. À frente da Filarmónica de Berlim, Rattle manteve a saudável política de programação que concilia a música do nosso tempo com a de séculos passados que, de resto, chamara atenções já nos dias em que liderava a orquestra de Birmigham. Em Berlim expandiu em muito a sua discografia (e a da orquestra), numa sucessão de lançamentos pela EMI Classics, o mais recente dos quais uma versão “completa” da Sinfonia Nº 9 de Bruckner. Entre os seus feitos maiores em Berlim conta-se a criação do Digital Concert Hall, um serviço online que, por assinatura ou bilhetes avulso, permite acompanhar, em direto (ou por acesso em diferido a uma base de dados) a concertos da Orquestra na sua magnífica sala em Berlim: a Philharmonie. Resta saber o que fará... depois dos 64.
quinta-feira, dezembro 06, 2012
Jonathan Harvey (1943-2012)
Um dos grandes compositores ingleses da segunda metade do século XX, Jonathan Harvey morreu ontem, aos 73 anos. Formado entre Cambridge e Princeton (onde teve aulas particulares com Milton Babbitt), dividiu o percurso profissional entre a composição e o ensino, tendo lecionado nas universidades de Southampton e Sussex e no Imperial College, em Londres. Entusiasmado pela música de autores como Britten, Messaen e Stockhausen, conheceu nos anos 70 um período de particular para com a música electrónica. Nos anos 80, no seguimento de um convite de Pierre Boulez, produziu intensamente trabalhos no IRCAM. Já depois do miénio, Jonathan Harvey trabalhou como compositor associado à BBC Scottish Symphony Orchestra e, em 2009, foi o compositor convidado pelo Huddersfield Contemporary Music Festival. Entre as suas mais recentes edições discográficas conta-se a gravação de Wagner Dream, ópera de 2007 na qual explora memórias e reflexões que projeta no último dia de vida de Richard Wagner.
(em atualização)
terça-feira, novembro 06, 2012
Elliott Carter (1908-2012)
Foi um profissional na área dos seguros quem encorajou o pequeno Elliott a seguir o seu interesse pela música. Nascido em Nova Iorque em dezembro de 1908, Elliott Carter estava na plateia do Carnegie Hall quando, em 1924, a Boston Symphony Orchestra ali apresentava a estreia norte-americana de A Sagração da Primavera, de Stravinsky. A experiência arrebatou-o. E quando em 1908 completou cem anos, a sua obra dele fazia um dos nomes maiores da história da música americana. Ah, o profissional dos seguros, que encorajou o pequeno nova-iorquino a não desistir do seu sonho chamava-se Charles Ives (que, para quem o não conhece, não é senão o compositor a quem muitas vezes se atribui a noção de paternidade de uma ideia de música americana)...
Elliott Carter morreu ontem, aos 103 anos, em Nova Iorque. Estava longe de ser um homem entregue ao repouso e às memórias. De resto, entre os anos 90 e a década dos zeros conheceu uma das etapas mais criativas da sua carreira e desde que completara os cem anos, em 1908, chegou ainda a compor mais 14 obras.
Inicialmente motivado por nomes como Stravinsky ou Copland, acabou por seguir um caminho próprio desenhado por um desejo de expressar através da música a complexidade da vida moderna. Venceu por duas vezes o Pulitzer (em 1960 e 1973, em ambas as ocasiões com quartetos de cordas). Deu aulas, ensinando em escolas como o Peabody Conservatory, a Columbia University ou a Juilliard School of Music.
No dia em que completou os cem anos, o Carnegie Hall dedicou-lhe uma noite na qual se recordou a mesma obra que ali escutara em 1924 e Daniel Baremboim interpretou as suas Interventions for Piano and Orchestra escritas nesse mesmo ano.
Imagens das capas de discos com gravações de obras do compositor.
Elliott Carter morreu ontem, aos 103 anos, em Nova Iorque. Estava longe de ser um homem entregue ao repouso e às memórias. De resto, entre os anos 90 e a década dos zeros conheceu uma das etapas mais criativas da sua carreira e desde que completara os cem anos, em 1908, chegou ainda a compor mais 14 obras.
Inicialmente motivado por nomes como Stravinsky ou Copland, acabou por seguir um caminho próprio desenhado por um desejo de expressar através da música a complexidade da vida moderna. Venceu por duas vezes o Pulitzer (em 1960 e 1973, em ambas as ocasiões com quartetos de cordas). Deu aulas, ensinando em escolas como o Peabody Conservatory, a Columbia University ou a Juilliard School of Music.
No dia em que completou os cem anos, o Carnegie Hall dedicou-lhe uma noite na qual se recordou a mesma obra que ali escutara em 1924 e Daniel Baremboim interpretou as suas Interventions for Piano and Orchestra escritas nesse mesmo ano.
Imagens das capas de discos com gravações de obras do compositor.
sábado, outubro 27, 2012
Hans Werner Henze (1926-2012)
Morreu, aos 86 anos, um dos grandes compositores europeus da segunda metade do século XX. Um homem de convições, marcado pela juventude assombrada pelo regime nazi (chegou a ser recrutado e acabou a guerra como prisioneiro), etapa que formaria convicções de esquerda que aflorariam inclusivamente na sua obra. Foi um resistente na ópera quando muitos a davam como coisa do passado. Deixou-nos também importante obra sinfónica.
Podem ler aqui o obituário que publiquei no DN,
(em atualização)
Podem ler aqui o obituário que publiquei no DN,
(em atualização)
sábado, setembro 15, 2012
Gulbenkian assinala hoje 50 anos da orquestra
Quando surgiu, em 1962, era um grupo de câmara com 12 músicos. Hoje a Orquestra Gulbenkian celebra os seus 50 anos com outra dimensão e todo um trabalho reconhecido. E com duas notícias. Por um lado, a de um dia de portas abertas, com concertos, filmes e várias outras atividades a partir das 15 horas. Por outro, com a revelação (feita ontem) de que Paul McCreesh será a partir de 2013 o seu maestro titular, sucedendo assim a Lawrence Foster e a um bem sucedido consulado de 11 anos.
domingo, setembro 02, 2012
Emmanuel Nunes (1941-2012)
Já imagino a chuva de elogios e mais elogios, de preferência com câmara e/ou microfone pela frente, vindos de políticos e até de gentes da cultura, mas que provavelmente nunca ouviram uma peça do compositor. Nem devem imaginar que música seria a sua... Pode ser um tremendo lugar comum, mas quantas vezes o reconhecimento (e o próprio conhecimento) só chegam assim? No fundo não estamos muito de uma lógica mediática que hoje fala de Manoel de Oliveira. Não pela dimensão maior (nacional e internacional) da sua obra, mas porque é centenário. Um pouco uma variação, para mais de cem anos, do conceito de "famoso".
Emmanuel Nunes morreu esta noite num hospital de Paris. Aquele que foi talvez o mais notável dos compositores portugueses da segunda metade do século XX frequentou os cursos de Darmstadt (que definiram importantes rumos que a música erudita seguiu durante parte do século passado) e estudou com vários outros professores e compositores, entre eles Karlheinz Stockhausen.
Deixou obra gravada que é difícil de encontrar nas discotecas. Há cinco anos a sua ópera Das Märchen teve estreia no Teatro S. Carlos, num programa alargado a outras salas do país em transmissão simultânea. Acredito que exista uma gravação dessa produção. Onde a podemos ver hoje?... É aqui que somos igualmente levados a questionar o modo de fazer "serviço público". Já que tanto canais como a Antena 2, a RTP 2 e o próprio Teatro Nacional (e pelos três andam dinheiros públicos) deveriam ter entre as suas obrigações não apenas a criação e divulgação, mas também o assegurar da disponibilização (nem que por streaming na Internet) de obras marcantes para a história da música portuguesa. Das Märchen, que levantou tamanha estrutura de produção, é um bom exemplo de um feito que justificava ter vida prolongada depois do momento em que existiu em palco...
Três exemplos de títulos da discografia de Emmanuel Nunes. O disco gravado pelo Remix Ensemble é o que mais frequentemente podemos encontrar nos escaparates nacionais nas secções de música clássica.
Podem ouvir aqui um excerto de Quodlibet, obra orquestra, composta entre 1990 e 91.
Emmanuel Nunes morreu esta noite num hospital de Paris. Aquele que foi talvez o mais notável dos compositores portugueses da segunda metade do século XX frequentou os cursos de Darmstadt (que definiram importantes rumos que a música erudita seguiu durante parte do século passado) e estudou com vários outros professores e compositores, entre eles Karlheinz Stockhausen.
Deixou obra gravada que é difícil de encontrar nas discotecas. Há cinco anos a sua ópera Das Märchen teve estreia no Teatro S. Carlos, num programa alargado a outras salas do país em transmissão simultânea. Acredito que exista uma gravação dessa produção. Onde a podemos ver hoje?... É aqui que somos igualmente levados a questionar o modo de fazer "serviço público". Já que tanto canais como a Antena 2, a RTP 2 e o próprio Teatro Nacional (e pelos três andam dinheiros públicos) deveriam ter entre as suas obrigações não apenas a criação e divulgação, mas também o assegurar da disponibilização (nem que por streaming na Internet) de obras marcantes para a história da música portuguesa. Das Märchen, que levantou tamanha estrutura de produção, é um bom exemplo de um feito que justificava ter vida prolongada depois do momento em que existiu em palco...
Três exemplos de títulos da discografia de Emmanuel Nunes. O disco gravado pelo Remix Ensemble é o que mais frequentemente podemos encontrar nos escaparates nacionais nas secções de música clássica.
Podem ouvir aqui um excerto de Quodlibet, obra orquestra, composta entre 1990 e 91.
quinta-feira, agosto 23, 2012
O anel de alta definição vai para casa!
O Ouro do Reno, de Richard Wagner, numa encenação de Robert Lepage para o Met, de Nova Iorque, foi há dois anos a primeira das produções da série de transmissões em alta definição que a Gulbenkian começou a fazer em direto (pontualmente em diferido) daquele teatro em Manhattan. Seguiram-se as restantes três óperas que, juntas, fazem a tetralogia do anel. Todas elas sob orientação do mesmo encenador, mantendo os mesmos cantores nos papéis a que deram a voz (Bryn Terfel como Wotan, Deborah Voight como Brunnhilde ou Jonas Kaufman como Siegmund), e sempre sob a direção de James Levine. Agora, concluída que está a apresentação em palco da teatralogia, a Deutsche Grammophon anuncia, para setembro, o lançamento de uma caixa de 8 discos (disponível tanto em DVD como Blu-Ray) com as quatro óperas, às quais se junta como extra o documentário Wagner's Dream. Ao mesmo tempo a editora lança o CD duplo Twilight of The Gods, uma coleção selecionada de momentos mais destacados desta tetralogia, apenas em gravação áudio. As edições chegam ambas em setembro.
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
Duas noites na Gulbenkian
A Fundação Gulbenkian apresenta hoje e amanhã (respetivamente às 21.00 e 19.00) dois concertos com a Orquestra Gulbenkian, dirigida por Kryzstof Urbanski e contando com Pedro Burmester como solista. O programa, integrado no ciclo Wagner +, inclui:
Ludwig van Beethoven
Abertura Coriolano
Johannes Brahms
Concerto para Piano e Orquestra nº 1, op. 15
Bedrich Smetana
A Minha Pátria (Vysehrad, Moldau, Sárka)
terça-feira, fevereiro 07, 2012
Andreas Scholl hoje em Lisboa
O contratenor Andreas Scholl estará hoje no Grande Auditório da Gulbenkian pelas 21.00 horas num programa dedicado à música de Bach no qual será acompanhado pela Kammerorchester Basel, dirigida por Julia Schröder. O cantor lançou recentemente um disco com cantatas de Bach. E do alinhamento de Cantatas (editado pela Decca Classics) provém dois dos momentos do programa: as cantatas Ich habe genug, BWV 82 e Got soll allein mein Herze haben, BWV 169. O programa inclui ainda a Sinfonia da Cantata Ich steh mit einem Fuss im Grab, BWV 156 e o Concerto para Cravo nº 5 BWV 1056.
segunda-feira, janeiro 30, 2012
Steve Reich reescreve Radiohead
Mais uma colaboração entre os universos da música clássica e os da cultura popular ganha forma. Steve Reich vai criar uma peça tendo por base dois temas dos Radiohead. Com o título Radiohead Rewrite, a peça vai ter como ponto de partida os temas Everything In It’s Right Place e Jigsaw Falling Into Place, ambos incluídos no alinhamento de Kid A, álbum editado no ano 2000. O interesse de Reich pela música dos Radiohead surgiu em 2011 na sequência de uma atuação de Johnny Greenwood num festival na Polónia no qual o músico dos Radiohead interpretou Electric Counterpoint, do compositor norte-americano. A estreia de Radiohead terá lugar no quadro da programação do Southbank Centre, em Londres, em 2013. Caberá à London Sinfonietta a estreia desta obra.
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