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segunda-feira, dezembro 28, 2015

As canções de 2015:
Ghost Culture, Lucky



Editado logo em janeiro, e algo ignorado nos 11 meses que se seguiram (apesar de representar mais uma assinatura pela etiqueta Phantasy (de Erol Alkan), o álbum de estreia do projeto Ghost Culture revelou uma das mais interessantes entre as novas propostas de 2015 talhadas com ferramentas eletrónicas. Aqui se revelava mais um caso nascido num quarto, entre a solidão, as ideias e as máquinas, a música evocando frequentemente um saber na relação das electrónicas e dos métodos da dança com a canção como, em finais dos 80 e inícios dos anos 90 encontrámos nos magníficos (e injustamente esquecidos) The Beloved.

As figuras de 2015:
David Fonseca


A edição de um primeiro álbum integralmente cantado em português poderia ser razão para a notícia. Mas foi a forma como David Fonseca pensou a comunicação da nova música que ajudou a fazer também desse magnífico Futuro Eu um disco de referência na sua discografia e entre o panorama atual da música portuguesa. Explorando as possibilidades da Internet, dos serviços de distribuição de imagem e som às redes sociais, David Fonseca encontrou o ritmo e o modelo certos para que as mudanças que propunha fossem apreendidas e assimiladas a pouco e pouco. Se a isto juntarmos os lançamentos em vinil (do álbum e dos singles) temos um ano cheio de bons acontecimentos.

As imagens de 2015:
Beatles em 'streaming'


Tinha havido um falso alarme, há algumas semanas, com uma contagem decrescente que, afinal, anunciava antes uma nova edição da antologia 1, juntando ao áudio os filmes que os Beatles foram criando para as suas canções, editados assim em DVD e Blu-ray. Agora, já com o final do ano em contagem decrescente, chegou a notícia de que a música dos Beatles ia chegar às várias plataformas de streaming na véspera de Natal. Um passo importante na confirmação deste como um espaço de futuro na distribuição da música gravada.

domingo, dezembro 27, 2015

As canções de 2015:
Panda Bear, Tropic of Cancer



O álbum Panda Bear Meets the Grim Reaper foi dos primeiros a conhecer edição em 2015, sendo lançado pela Domino Records logo a 9 de janeiro, o que fez com que talvez escapasse a algumas das memórias retrospetivas apresentadas agora em fim de ano. Do alinhamento do sucessor de Tomboy vale a pena recordar, por exemplo, este Tropic of Cancer, que cruza melancolia com uma luminosidade soalheira e evoca sonoridades pop/rock francesas dos anos 60, pensadas como piscadelas de olho ao que chegava do outro lado do canal da Mancha, como as que então eram tão bem conduzidas por Françoise Hardy.

As figuras de 2015:
Max Richter


Uma das mais inesperadas criações de 2015 chegou com uma ideia que vai contra aquilo a que estamos habituados a pensar quando se fala de uma obra de arte. Estamos, de facto, habituados à ideia de que alguém cria algo que o alguém pode contemplar através de um ou mais entre os sentidos. Ou seja, um processo que prevê que se esteja desperto, atento, de preferência som a curiosidade suficiente para sentir, contemplar e até mesmo questionar. Mas e se a obra for pensada para, pelo contrário, servir as horas de sono? Em Sleep o compositor Max Richter apresentou uma peça com oito horas de duração. A sua ideia não é a de votar o seu trabalho a uma anulação da música perante o sono (desejado) do ouvinte. Mas antes a de criar uma música que pode ter nessa experiência uma das suas possíveis leituras.

As imagens de 2015:
Plutão, pela New Horizons


Nunca o tínhamos visto de perto. Mesmo "despromovido" a planeta-anão (numa das decisões menos marcantes da história recente da astronomia) o nosso vizinho distante descoberto em 1930 foi finalmente visitado este ano pela sonda New Horizons, da NASA, que de lá longe nos enviou imagens que revelaram um mundo que na verdade nunca tínhamos visto como agora o conhecemos. Do extenso volume de informação aprendemos muito mais sobre Plutão em poucos meses do que em longos anos de medições feitas a grande distância.

quarta-feira, dezembro 23, 2015

As canções de 2015:
Baio, Sister of Pearl



Um dos elementos dos Vampire Weekend (que este ano estiveram em pousio), Chris Baio apresentou em 2015 um álbum de estreia, significativamente mais vitaminado em boas ideias do que os máxis que antes tinha já revelado. Aqui mostrou um talento pop, sem contudo evitar um relacionamento com as dinâmicas da música de dança. Este tema, contudo, é dos que mais seguem um certo classicismo que Baio tão bem assimila neste disco.

As figuras de 2015:
Harper Lee


Muitos, muitos anos depois, descoberto num cofre na casa onde em tempos tinha vivido, o texto datilografado com o romance que originalmente tinha sido entregue a um editor e do qual, sob a sugestão deste, a escritora valorizou os flashbacks e criou antes To Kill a Mockingbird (que se afirmaria como um dos maiores clássicos da história da literatura americana), finalmente viu não só a luz do dia mas os olhos de muitos leitores. Lançado entre nós como Vai e Põe Uma Sentinela (Go Set a Watchman no original), o livro foi um dos fenómenos do ano. E juntou, 55 anos depois, um segundo romance à obra de Harper Lee.

As imagens de 2015:
Os ataques em Paris


Uns viam um concerto. Outros jantavam fora. E havia quem estivesse a ver um jogo de futebol. Meses depois de um raid contra a redação do Charlie Hebdo, a mesma cidade conhecia outra expressão da violência e intolerância jiadista. A mesma que destrói património no Iraque e na Síria (e nem vamos aqui falar agora do tráfico de obras de arte). Naquela noite de 13 de novembro o ataque foi contudo contra uma forma de viver. Uma cultura. Uma cultura que preza a tolerância,  a liberdade... Que se expressa pela arte, na forma de escolher onde e o que se come, que se manifesta no desporto. Há que defender esta cultura. E de não deixar de ir ver concertos, nem ir comer fora (se a bolsa o permite, coisa que já não é assim tão comum) ou ir ver um jogo de futebol.

sexta-feira, novembro 27, 2015

Para ler: os filmes do ano da 'Sight + Sound'

A revista publicada pelo BFI acaba de apresentar a sua lista dos 20 melhores filmes do ano. Miguel Gomes e Pedro Costa estão entre os escolhidos.

Podem ver aqui a lista