Bela capa! Com lançamento marcado para 29 de agosto, Ride into the Sun, o novo álbum de Brad Mehldau tem como referência principal a herança musical de Elliott Smith (1969-2003). Eis um belíssimo cartão de visita: Better Be Quiet Now (em baixo, o registo pertencente ao álbum Figure 8, de 2000, o derradeiro lançado em vida de Smith).
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terça-feira, julho 22, 2025
segunda-feira, dezembro 12, 2022
Os Beatles por Brad Mehldau
Your Mother Should Know, a canção dos Beatles incluída no álbum Magical Mistery Tour (1967), serve de título ao novo álbum de Brad Mehldau, com lançamento agendado para 10 de fevereiro de 2023. Mais precisamente: Your Mother Should Know: Brad Mehldau Plays The Beatles. Para já, temos Mehldau a falar sobre o lugar dos Beatles na história do seu gosto e da sua prática musical, no final oferecendo-nos a sua versão da canção — uma breve e fascinante lição de escuta.
quinta-feira, junho 18, 2020
Brad Mehldau — música em confinamento
O título — Suite: April 2020 — remete-nos de imediato para os nossos confinamentos. Dividida em XII partes, a nova composição do pianista americano Brad Mehldau foi registada em Amsterdão, dando agora corpo a um álbum, completado por três standards (Neil Young + Billy Joel + Jerome Kern/Buddy DeSylva). Parte das respectivas receitas destinam-se à Jazz Foundation of America — Mehldau explica tudo isso e interpreta um dos segmentos da obra, imbuído de tocante reflexão nostálgica: Remembering before all this.
sábado, julho 21, 2018
Bach, isto é, jazz
Não é impunemente que se escreve: After Bach. Ou seja: de acordo com Bach, mas também depois de Bach. Brad Mehldau coloca-se na posição, por certo ambivalente e festiva, numa palavra, desafiante, de quem reconhece uma inspiração, respeitando-a e integrando-a, mas também superando qualquer hipótese de cópia ou imitação.
Por certo um dos álbuns maiores de 2018, After Bach poderá ser definido como uma reapropriação centrada e, de algum modo, potenciada por um mesmo gosto. Entenda-se: não é o músico de jazz que traz o seu programa de improvisação para "recriar" Bach. Isto porque, como recorda Timo Andres no texto de apresentação do álbum, o impulso improvisador — e a sua prática, hélas! — já está todo ele contido em Bach. Digamos que Mehldau é "apenas" um discípulo que nasceu em 1970, 220 depois da morte de Bach.
Trata-se, então, de revisitar quatro prelúdios e uma fuga de O Cravo Bem Temperado, "interrompendo-os" com diversas composições do próprio Mehldau, de acordo com Bach, depois de Bach, reencontrando a liberdade original de... Bach. Ou ainda, de novo citando Andres: "Tocar Bach é necessariamente ser capaz de manipular e reconciliar pensamentos díspares, sustentar em simultâneo opiniões contraditórias. Num mundo cada vez mais polarizado e compartimentado, estudar Bach é uma tentativa para ver algo de todos os ângulos, de todas as posições possíveis."
>>> After Bach: Rondo [audio], faixa nº 3 do álbum + concerto 'Three Pieces after Bach' na Cité de la Musique, Paris (02-04-18).
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