quinta-feira, janeiro 17, 2019

Na expressão "rede social"
o que significa a palavra "social"?

https://www.facebook.com/zuck
Será que o filme A Rede Social (2010), sobre a fundação do Facebook, vai ter uma sequela? Quem adianta tal hipótese é o seu argumentista, Aaron Sorkin — este texto foi publicado no Diário de Notícias (14 Janeiro).

Estas linhas servem, sobretudo, para fazer eco de uma notícia veiculada por Aaron Sorkin. Em declarações recentes (reproduzidas por The Hollywood Reporter), o argumentista “oscarizado” pelo seu trabalho em A Rede Social (2010), de David Fincher, veio dizer que poderá haver condições para uma sequela: o tema do filme — a fundação do Facebook por Mark Zuckerberg (interpretado por Jesse Eisenberg) — pode ser retomado tendo em conta o que aconteceu em anos recentes, nomeadamente o escândalo de partilha de dados com a Cambridge Analytica.
Sorkin estreou-se, entretanto, como realizador com o admirável Molly’s Game/Jogo da Alta Roda (2017). Seja como for, não especulou sobre quem poderá dirigir o novo projecto. Em boa verdade, o único nome que citou foi o do produtor de A Rede Social, Scott Rudin, que já lhe enviou vários emails perguntando se “não será altura de uma sequela?”.
A notícia é tanto mais interessante quanto nos leva a (re)valorizar, não apenas a excelência cinematográfica de A Rede Social, mas o seu premonitório sentido crítico. O filme mostrava de forma muito clara que o conceito de “social” da rede criada por Zuckerberg decorria, acima de tudo, da conjugação de determinadas potencialidades tecnológicas (multiplicar ad infinitum os links virtuais) com um apurado sentido de negócio.


O que está em jogo, repare-se, não pode ser reduzido a um qualquer maniqueísmo entre o “bom” e o “mau” Facebook. Trata-se, isso sim, de (re)lançar no espaço mediático uma reflexão que alguns elementos do meio jornalístico nem sempre se têm mostrado disponíveis para fazer. A saber: importa resistir à apropriação da palavra “social” pelos circuitos em rede, perguntando que sociedade estamos a construir quando aceitamos que todas as relações humanas podem ser codificadas, organizadas e, no limite, geridas por máquinas como a que Zuckerberg criou.
Não há, de facto, muitos sinais de disponibilidade para tal reflexão — uma excepção recente foram as palavras pedagógicas e contundentes de Clara Ferreira Alves no programa O Eixo do Mal (SIC Notícias — a partir dos 29m 15s). Acima de tudo, importa superar o lirismo virtual que, na altura do lançamento de A Rede Social, circulava quase sem entraves. Desde logo, por parte do próprio Zuckerberg que considerou o filme de Fincher um objecto recheado de “invenções” e, por isso, “ofensivo”. E acima de tudo através desse discurso vago, mas muito poderoso, segundo o qual se estava a dramatizar desnecessariamente uma invenção (o Facebook) que teria doado à humanidade uma nova era de transparência cognitiva, porventura de redenção moral.
Será tempo, enfim, de ver e pensar o cinema de Hollywood para além do barulho do marketing em torno das aventuras de super-heróis com chancela Marvel ou DC Comics. Filmes como A Rede Social são notáveis objectos políticos — não porque se colem a qualquer força política (longe disso!), mas porque nos ajudam a pensar o mundo à nossa volta.

Objectivo / subjectivo [citação]

>>> (...) e se a subjectividade sem contrapeso é ridícula, um comportamento absolutamente objectivo é, bem entendido, invivível ou mesmo impensável. Assegurar o seu equilíbrio é precisamente um dos problemas maiores da nossa cultura.

ROBERT MUSIL (1880-1942)
(ed. Relógio D'Água, 1994)

The Killers + Spike Lee

Reconhecemos a imagem da Estátua da Liberdade, mas sentimos a sua monumentalidade abalada. Dito de outro modo: nos EUA, face ao turbilhão Trump, muitos protagonistas do mundo da música popular continuam a mobilizar-se para utilizar as suas armas artísticas contra a arbitrariedade social e a irresponsabilidade política.
Agora, a banda The Killers lançou Land of the Free, canção de cristalino espírito panfletário, anti-Trump, exemplarmente encenada num teledisco com assinatura de Spike Lee — podemos mesmo dizer que esta é uma adenda ao seu admirável BlacKkKlansman.

Can't wipe the wind-blown smile from across my face
It's just the old man in me
Washing his truck at the Sinclair station
In the land of the free
His mother Adeline's family came on a ship
Cut coal and planted a seed
Down in them drift mines of Pennsylvania
In the land of the free

Land of the free, land of the free
In the land of the free
[...]
(I'm standing crying)

When I go out in my car, I don't think twice
But if you're the wrong color skin (I'm standing crying)
You grow up looking over both your shoulders
In the land of the free
We got more people locked up than the rest of the world
Right here in red, white and blue
Incarceration's become big business
It's harvest time out on the avenue

Land of the free, land of the free
In the land of the free
Land of the free, land of the free
Move on there's nothing too see
Land of the free, land of the free
In the land of the free

I'm standing crying, I'm standing crying
So how many daughters, tell me how many sons
Do we have to have to put in the ground before we just break down and face it
We got a problem with guns
In the land of the free
Down at the border, they're gonna put up a wall
Concrete and rebar steel beams (I'm standing crying)
High enough to keep all those filthy hands off of our hopes and our dreams (I'm standing crying)
People who just want the same things we do
In the land of the free

Land of the free, land of the free
In the land of the free
[...]
(I'm standing crying)

quarta-feira, janeiro 16, 2019

Notícias da Gronelândia

Ivalo Olsen [foto] é a única professora a viver e trabalhar na cidade de Oqaatsut, na Gronelândia — tem apenas quatro alunos [em baixo]. O destino dos habitantes de Oqaatsut está cada vez mais marcado pelas alterações e perplexidades geradas pelas alterações climatéricas.
Fotografada por Jonas Bendiksen, Olsen é uma das personagens de uma reportagem sobre as cidades da Gronelândia que estão a desaparecer, para o Pacific Standard Magazine, com a participação da agência Magnum. O resultado é um exemplar trabalho de investigação, texto & imagem — vale a pena ler e descobrir as fotografias de Bendiksen no site da Magnum.

"As Sete Vidas do Disco"

Esta imagem é daquelas que possui, realmente, um valor icónico: John Travolta no filme Febre de Sábado à Noite (1977), de John Badham, remete-nos para as muitas ramificações do Disco Sound — ou, para sermos mais fiéis à energia simbólica que a história regista, o Disco. Acontecimento musical, por certo, foi também um fenómeno que contaminou as mais diversas linguagens artísticas e, no limite, muitos comportamentos e valores sociais.
É tudo isso que podemos conhecer e reconhecer neste belo trabalho radiofónico do Nuno, emitido pela Antena 3 — já está disponível no respectivo site e tem o título felino de "As Sete Vidas do Disco".
Para dar o tom, aqui ficam os minutos de abertura de Febre de Sábado à Noite, Travolta, Bee Gees & etc.

MINI com música de Cole Porter

Convenhamos que a maior parte da publicidade a automóveis envolve uma sedutora impostura: o condutor descobre-se sozinho (literalmente, sem trânsito à vista), circulando pelos cenários mais diversos, incluindo zonas emblemáticas de grandes metrópoles. E digamos que este novo anúncio do MINI Countryman não foge à regra, com o cantor inglês Labrinth a atravessar as ruas vazias de Long Beach, na California...
Enfim, cedemos ao fascínio do logro quando começamos a ouvir Labrinth a cantar o clássico Don't Fence Me In, de Cole Porter (mesmo com algumas "adaptações" da letra de Robert Fletcher). Na sua metódica brevidade, o resultado distingue-se por um misto de sobriedade e elegância — e não é todos os dias que a nostalgia é tratada com esta inteligência. 

segunda-feira, janeiro 14, 2019

"Sharp Objects" — cinema, aliás, televisão

Baseado num romance de Gillian Flynn, a série Sharp Objects, protagonizada por Amy Adams, surgiu agora no mercado do DVD: um grande acontecimento televisivo com muitos contactos com a memória do cinema clássico — este texto foi publicado no Diário de Notícias (11 Janeiro).

A multiplicação delirante de séries televisivas gerou um novo modelo de intelectualismo (curiosamente, fundado na celebração do que é “popular”). Assim, há todo um discurso contemporâneo que gosta de sugerir que é nas séries que está “tudo” o que vale a pena conhecer no audiovisual contemporâneo.
Em boa verdade, a questão é bastante mais básica. A saber: muitas pessoas (legitimamente, como é óbvio) mudaram os seus padrões de consumo e, na prática, afastaram-se da actualidade cinematográfica. Ainda assim, resta lembrar que estamos perante universos cúmplices, alheios a esquematismos desse género. Há mesmo séries que se podem definir através do modo como estão contaminadas pelos mais clássicos valores cinematográficos. Sharp Objects é uma dessas séries, por certo das mais notáveis que foram lançadas ao longo de 2018 (agora disponível entre nós em DVD/Warner).
Dois nomes afiguram-se essenciais para sublinharmos as singularidades de Sharp Objects. Em primeiro lugar, Gillian Flynn, conhecida sobretudo através de Gone Girl/Em Parte Incerta, o seu romance que este na base do prodigioso filme homónimo realizado por David Fincher (em 2014, com Rosamund Pike e Ben Affleck). Sharp Objects (entre nós publicado como Objectos Cortantes, Bertrand) é o primeiro romance de Flynn e centra-se na saga trágica de Camille Preaker, jornalista que é enviada à sua cidade natal para investigar a morte criminosa de duas crianças, acabando por deparar com a herança fantasmática da sua própria infância.
O segundo nome é o canadiano Jean-Marc Vallée, cineasta de filmes como O Clube de Dallas (2013) ou Wild/Livre (2014) que já o ano passado se tinha destacado no modelo de mini-série com Big Little Lies (que irá ter uma segunda temporada). Em boa verdade, com os seus oito episódios, pode dizer-se que Sharp Objects existe como um filme de quase sete horas de duração — nele encontramos um processo subtil de exposição e desmontagem de uma vivência enraizada num passado em que as razões da vida surgem sempre assombradas pelas sombras da morte.
Interpretada pela brilhante Amy Adams, a personagem de Camille surge, assim, como a investigadora (literalmente, uma vez que é essa a sua missão profissional) que vai deparando com uma realidade, de uma só vez familiar e social, que sobrevive através de muitos processos de normalização e ocultação. Daí a importância central da personagem da mãe de Camille, interpretada pela também admirável Patricia Clarkson (distinguida com um Globo de Ouro): ela emerge como símbolo de uma antiga organização matriarcal e, ao mesmo tempo, fantasma vivo da identidade de Camille.
Sharp Objects organiza-se, assim, como um melodrama familiar crescentemente rasgado pelas convulsões de um “thriller” em que, de facto, quase nada é o que parece. Chamemos-lhe televisão ou cinema, série ou filme, o certo é que se trata de uma invulgar proeza artística. Entretanto, registe-se que Vallée está a preparar um filme sobre John Lennon.

Emmanuel Macron escreveu uma carta

Face às convulsões que, nas últimas semanas, têm abalado a França, o Presidente Emmanuel Macron decidiu dirigir-se aos cidadãos do seu país. Através de uma comunicação televisiva? Não. Por uma vez, um dirigente político contorna as regras do óbvio, apresentando antes uma "Carta aos Franceses".
Trata-se de lançar um debate nacional, tendo as câmaras municipais como primeiros cenários, sobre as grandes clivagens sociais — da carga fiscal aos problemas ecológicos, passando pela "organização do Estado e das colectividades públicas".
Claro que não é possível separar o gesto de Macron de todas as perturbantes questões que o movimento dos "coletes amarelos" tem inscrito no quotidiano francês. E haverá até quem, porventura com algum fundamento, argumente que o Presidente tenta, assim, deslocar o espaço de resposta a tal movimento, procurando relançar a energia simbólica do seu mandato (conquistado a 7 de Maio de 2017, com uma maioria de 66,1%), em última instância começando a preparar, desde já, condições para a sua eventual renovação.
São temas do jogo político, tão legítimas quanto especulativas. Em todo o caso, sublinhe-se a singularidade do gesto escrito. Escusado será dizer que, do site do Eliseu ao Twitter do próprio Macron, a carta está a ser divulgada (e, por certo, conhecida) através dos meios deste mundo virtual em que vivemos. O certo é que, por uma vez, insisto, acontece algo que transcende a criação pueril de soundbytes para circulação instantânea e efémera. No limite, o Presidente francês relança, implicitamente, a possibilidade de sermos leitores do nosso presente — à la lettre.
Libération (14-01-19)
Le Monde (15-01-19)

domingo, janeiro 13, 2019

Gary Clark Jr. — à espera do álbum nº 3

O segundo e, até agora, mais recente álbum de Gary Clark Jr., The Story of Sonny Boy Slim, surgiu em 2015, confirmando-o como uma das vozes (e guitarras!) mais talentosas da actual paisagem criativa dos blues. O terceiro álbum está a chegar (1 Março) e tudo indica que, mais do que nunca, vai arriscar para além das matrizes tradicionais [Rolling Stone]. Uma coisa é certa: o novo This Land denunciará de forma veemente o racismo na era Trump, como o prova a canção-título — o teledisco, pleno de invenção narrativa e agilidade simbólica, tem assinatura de Savanah Leaf.

"Uma mulher é..." [citação]

>>> Uma mulher é uma estranha e suave vibração do ar, que avança, inconsciente e ignorada, à procura de uma vibração que lhe responda. Ou então é uma vibração penosa, discordante e desagradável ao ouvido, que avança ferindo todos os que se encontram ao seu alcance. E o homem também.

D. H. LAWRENCE (1885-1930)
(ed. 10/18, 1973)

sábado, janeiro 12, 2019

10 filmes de 2018 [10]

DA VINCI, 1513-16
GODARD, 2018

* O LIVRO DE IMAGEM, de Jean-Luc Godard (França)

Tudo começa com a mão de São João Baptista, pintada por Leonardo da Vinci. Ou melhor, com essa mão retrabalhada por Godard como sinal de trânsito do sistema de circulação das linguagens. Em off, a voz rouca do próprio Godard situa-nos: "A guerra está aqui..." Na sua pose esotérica, O Livro de Imagem é, em boa verdade, o mais simples dos filmes. Prolongando o seu labor de artesão, arquivista e filósofo, sempre empenhado em discutir e reinventar os modos de fazer história(s), Godard arquietcta um objecto que se organiza como um noticiário televisivo cujas imagens (e sons!) se cruzam com os pensamentos de um criador solitário que não desistiu de perguntar que é feito da arte de ser humano. Da presença terrível dos comboios no imaginário do século XX até à nossa percepção do mundo árabe, deparamos com uma dialéctica de singularidades: primeiro, um filme que se define como livro; depois, um universo de infinita proliferação figurativa em que talvez ainda seja possível respeitar uma imagem. Para a história, O Livro de Imagem fica como o filme definidor dos nossos impasses, angústias e esperanças no ano da Graça de 2018 — se não o dissermos, alguém o dirá, daqui a uma década ou um século, talvez amanhã.

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O OUTRO LADO DO VENTO
HAPPY END
BLACKKKLANSMAN - O INFILTRADO
GIRL
GEADA
NO CORAÇÃO DA ESCURIDÃO
ROMA
TULLY
CUSTÓDIA PARTILHADA

Verna Bloom (1938 - 2019)

A Última Tentação de Cristo (1988)
Pouco conhecida do grande público, o certo é que marcou presença em alguns títulos emblemáticos do cinema americano da segunda metade do século XX: a actriz Verna Bloom faleceu no dia 11 de Janeiro, em Bar Harbor, devido a complicações de demência — contava 80 anos.
Nunca foi nomeada para um Oscar ou um Globo de Ouro e, em boa verdade, o filme mais frequentemente citado nos seus perfis, A República dos Cucos (1978), de John Landis, apesar da sua energia de comédia surreal, está longe de ser um dos mais importantes. Começou em diversas séries televisivas de finais da década de 60, tendo-se estreado em cinema com Medium Cool/América, América Para Onde Vais? (1969), de Haskell Wexler, sobre a atribulada Convenção Nacional Democrata de 1968, em Chicago, objecto exemplar na combinação do drama com componentes de natureza documental.
Na sua filmografia encontramos também:
O Regresso (1971), de e com Peter Fonda, por certo um dos exemplos mais belos e desconcertantes do chamado "western" crítico.
O Pistoleiro do Diabo (1973), outro exemplo da mesma tendência do "western", neste caso de e com Clint Eastwood.
A Última Canção (1982), de novo de e com Clint Eastwood, retrato da Grande Depressão através da figura de um cantor "country".
Alternando a sua actividade entre cinema e televisão, Verna Bloom concluiu a sua carreira cinematográfica com dois títulos assinados por Martin Scorsese: Nova Iorque Fora de Horas (1985) e A Última Tentação de Cristo (1988), neste assumindo a personagem de Maria, mãe de Cristo.

>>> Trailers de América, América Para Onde Vais? e O Regresso.




>>> Obituário no New York Times.

sexta-feira, janeiro 11, 2019

10 álbuns de 2018 [10]

* THE FINAL TOUR: THE BOOTLEG SERIES, VOL. 6, Miles Davis & John Coltrane

Noblesse oblige... Em 1960, ao partir para a sua digressão europeia, o quinteto de Miles Davis era um colectivo que a história viria a consagrar, não apenas como fenómeno artístico, mas também entidade mitológica: Miles coabitava com John Coltrane (saxofone), Wynton Kelly (piano), Paul Chambers (contrabaixo) e Jimmy Cobb (bateria). O certo é que, rezam as crónicas, era também um grupo em irreversível processo de desagregação. Dito de forma necessariamente esquemática, o génio de Miles ia por caminhos que o génio de Coltrane não estava disposto a seguir. E vice-versa: o primeiro lançara Kind of Blue no ano anterior, o segundo Soultrane em 1958. Daí que estes cinco concertos — dois em Paris, um em Copenhaga, dois em Estocolmo — estejam pontuados por capítulos de evidentes dissonâncias, por assim dizer entre a aritmética intimista do trompete e a vertigem galáctica do saxofone. Pois bem, tal conflito ficou como um dos mais belos capítulos da história do jazz, com todos os músicos (ouçam-se, por exemplo, as sofisticadas deambulações de Kelly) a desafiarem os seus próprios limites técnicos e criativos, expondo às suas atónitas audiências a beleza de uma liberdade tão material quanto espiritual. Depois do também fundamental Freedom Jazz Dance, editado em 2016, com o "outro" quinteto de Miles (Wayne Shorter, Herbie Hancock, etc.), este é o prodigioso Vol. 6 da série de "bootlegs" do trompetista — eis o som de So What (tema de abertura de Kind of Blue), registado no segundo concerto da noite de 22 de Março de 1960, no Konserthuset, de Estocolmo.

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Bruce Springsteen
Keith Jarrett
Spiritualized
boygenius
Shemekia Copeland
Jorja Smith
Danish String Quartet
Neil Young
SOPHIE