Terça-feira, Março 20, 2012

Drogba ou a "guerra civil" do futebol

1. Um dos aspectos mais perniciosos de alguma televisão contemporânea é o seu constante incitamento ao conflito. Raras vezes há confronto (de imagens, sons, ideias, etc.); quer dizer, raras vezes há espaço para o pensamento. Quase tudo é explorado através de um lamentável princípio de conflituosidade, favorecendo a redução do mundo a uma paisagem maniqueísta, dividida por uma inamovível fronteira entre "prós" e "contras".

2. Um exemplo recente nasceu com as brevíssimas imagens da Chelsea TV [video] no momento em que os jogadores do Chelsea tomavam conhecimento do sorteio dos quartos-de-final da Liga dos Campeões (onde irão defrontar o Benfica): durante 6-segundos-6, Drogba faz um gesto brincalhão, como quem está assustado com o facto de ouvir o nome do adversário... Tanto bastou para que, em vários países, desde inúmeros sites da Internet até alguns comentadores televisivos, se abrisse um gravíssimo dossier (?) sobre a "ofensa" perpetrada por esse "irresponsável" que dá pelo nome de Drogba...

3. Não deixa de ser curioso que, há décadas, seja chique considerar que a crítica de cinema vê delírios de significação nas imagens e nos sons. Na verdade, tais delírios (e respectiva estupidez) são todos os dias sustentados por agentes do universo televisivo, apostando em transformar-nos, não apenas em "analistas" compulsivos, mas também em polícias da moral dos outros. Como se fosse justificável abrir uma "guerra civil" mediática apenas porque um jogador de futebol, em ambiente de trabalho, partilha algum humor com os seus companheiros... Esta exponenciação do acidental diz bem do modo como a cultura televisiva (e seus prolongamentos jornalísticos, simbólicos e políticos) dispensa qualquer relação com o essencial.

Sexo na Net: comprar e vender

A BBC utiliza esta imagem "tradicional" para dar conta de um novo dado sociológico nas redes da prostituição: a transferência de muitos contactos, da rua para a Net, entre prostitutas e clientes. Vale a pena ver e ouvir a reportagem, dando conta, em particular, da actividade de um site americano de anúncios classificados de venda de serviços sexuais e do trabalho de entidades como Girls Educational & Mentoring Services (GEMS), tendo como objectivo primordial o combate à exploração de crianças na indústria do sexo — um profundo drama social, aqui tratado através de uma modelar seriedade televisiva.

Domingo, Março 18, 2012

O teatro dos Fun

Há quem veja em Nate Ruess uma reincarnação de Freddy Mercury e na sua banda, Fun, uma espécie de reinvenção pós-moderna dos Queen. Convenhamos que a genealogia lhes assenta bem, ou não fosse o gosto da teatralidade uma componente essencial de tudo aquilo que os Fun fazem. Ainda assim, o trio (Ruess + Andrew Dost + Jack Antonoff) merece um pouco mais de atenção para além das referências que possamos encontrar nas suas inspirações, incluindo a pompa elegante da Broadway... Os Fun são do melhor que a cena indie de Nova Iorque tem produzido nos últimos tempos e o seu segundo álbumn, Some Nights (cerca de um ano e meio depois de Aim and Ignite), aí está como exuberante ilustração de um estilo que não pede licença a nenhuma moda, nem procura qualquer caução, para explorar a sua desarmante sinceridade espectacular. Exemplo contagiante: We Are Young, primeiro single do álbum, com a participação de Janelle Monáe, reencenado num magnífico teledisco assinado por Marc Klasfield.

Sábado, Março 17, 2012

Michel Duchaussoy (1938 - 2012)

(Portfolio: Le Nouvel Observateur)
Actor francês do teatro, cinema e televisão, Michel Duchaussoy faleceu no dia 13 de Março — contava 73 anos.
Não foi um nome consagrado por prémios ou festivais. Em todo o caso, isso não o impediu de, ao longo de quase meio século, ser uma figura reconhecida e estimada pelos espectadores franceses, repartindo a sua actividade pelos palcos e ecrãs (só em cinema, participou em mais de uma centena de títulos). Na primeira fase da sua carreira, trabalhou várias vezes sob a direcção de Claude Chabrol, sendo inevitável destacar a sua extraordinária composição no drama policial Que la Bête Meure/Requiem para um Desconhecido (1969). Vimo-lo, por exemplo, quase sempre em funções secundárias, em Tratamento de Choque (1973), de Alain Jessua, O Importante É Amar (1975), de Andrzej Zulawski, Os Malucos de Maio (1990), de Louis Malle, e La Veuve de Saint-Pierre (2000), de Patrice Leconte. Um dos seus derradeiros trabalhos foi em Astérix et Obélix: Au Service de Sa Majesté, com lançamento previsto para o último trimestre de 2012.

>>> Obituário no jornal Le Figaro.

Pierre Schoendoerffer (1928 - 2012)

A sua experiência na guerra da Indochina marcou, não apenas a sua personalidade, mas toda a sua obra cinematográfica: o realizador francês Pierre Schoendoerffer faleceu num hospital de Paris, no dia 14 de Março — contava 83 anos.
Escritor e cineasta, Schoendoerffer deixou uma obra em que as experiências do combate são sempre um revelador das contradições da natureza humana. Nesta perspectiva, os seus títulos mais marcantes são La 317ème Section (1965), sobre um pelotão francês no Vietname, em 1954, distinguido em Cannes com o prémio de melhor argumento; La Section Anderson (1967), que marcou o seu retorno ao Vietname para filmar os soldados americanos, acabando por lhe valer o Oscar de melhor documentário; Le Crabe-Tambour (1977), centrado numa personagem que combateu na Indochina e na Argélia; enfim, a superprodução Diên Biên Phu (1992), evocando a batalha final do exército francês no Vietname, em 1954. A sua vida e obra estão retratadas no documentário Pierre Schoendoerffer, la Sentinelle de la Mémoire (2011), de Raphaël Millet.
Neste video, do canal Arte, Thierry Fremaux (delegado geral do Festival de Cannes) evoca a vida e obra de Pierre Schoendoerffer.


>>> Obituário no jornal Le Monde.

Televisão & crise

ROLAND BARTHES
Em televisão, a "crise" deixou de ser um tema, para passar a existir como uma compulsão incontornável à qual nos devemos submeter sem hesitação (e, no limite, sem pensar) — este texto foi publicado no Diário de Notícias (16 Março), com o título 'A crise de coisa nenhuma'.

1. Há qualquer coisa de comovente no entusiasmo com que algumas notícias televisivas celebram os prémios obtidos por filmes portugueses em festivais de cinema de todos os cantos do planeta. Não discuto, naturalmente, a sinceridade de quem lê as notícias nem o profissionalismo de quem as escreve. Não se trata de favorecer banais processos de intenção. Trata-se, isso sim, de constatar que, há décadas, a instituição televisão, na sua globalidade, promove uma cultura anti-cinematográfica (leia-se: “telenovelesca”), ao mesmo tempo que pratica estes jogos florais de quem exalta a vítima que, simbolicamente, todos os dias vai castigando. A não ser que algum responsável televisivo queira vir a público defender a complexidade temática, a superioridade conceptual e a inteligência narrativa das telenovelas... Tendo em conta o estado das coisas, seria, por certo, uma louvável demonstração de coragem. Ou, na pior das hipóteses, de apoteótica distracção.

2. De acordo com um velho preconceito, não especificamente televisivo, mas fortemente social, a crítica de cinema é o lugar delirante (e irrelevante, claro) das especulações analíticas. O que é que tal preconceito terá a dizer sobre o facto de os mais sistemáticos, mais longos e mais elaborados espaços analíticos da televisão terem como objecto o... futebol?

3. Há uma crise que nos assola que é também uma crise de modelos de comunicação televisiva. O seu assombramento transformou-se num efeito de linguagem que, na área política, ninguém arrisca criticar. Tornou-se mesmo compulsivo lançar a palavra “crise” como uma espécie de dramática prova real de alguma relação com o presente... Seria, talvez, tempo de o espaço televisivo reflectir um pouco sobre tal dinâmica (ou a falta dela). Não para iludir a gravidade dos problemas que assolam o nosso tecido social. Antes para combater a unicidade mediática que se instalou. Na prática, o saldo da maior parte dos debates confunde-se mesmo com a celebração de uma violenta tautologia: “A crise é a crise” (sem esquecermos que a tautologia é, no genial dizer de Roland Barthes, essa “admirável segurança do nada”).

Uma notícia sobre George Clooney

1. Em Portugal (e não só), muitos jornalistas promovem a ilusão de que o espaço jornalístico é uma paisagem apaziguada, habitada por seres que partilham uma linguagem universal. Uns fá-lo-ão por pura e perigosa ignorância, porventura auto-justificada por uma militante inocência. Outros não passam de peões de um ecumenismo demagógico cujo cinismo continua a degradar a profissão.

2. Veja-se o caso desta notícia (no site Portugal MSN). Em boa verdade, escrever que [George] "Clooney foi preso" é uma generalidade que exclui o essencial. A saber: a contextualização da notícia (a foto também não pertence à situação noticiada). É verdade que fazendo um click, vamos parar a uma zona em que uma série de fotografias é apresentada com breves legendas, mais ou menos esclarecedoras, pelo menos do facto de o actor ter sido preso durante uma manifestação, em Washington, às portas da embaixada do Sudão, chamando a atenção para o drama humanitário que se vive nesse país — o título, ainda assim, persiste em favorecer a abstracção: 'George Clooney preso por uma causa'.

3. Na prática, todos estes detalhes decorrem de um entendimento mediático das notícias em que os factores de destaque estão previamente decididos e formatados, independentemente dos factos que são objecto da notícia. Diferenças? Muitas. Um contra-exemplo esclarecedor poderá ser a notícia sobre a mesma ocorrência publicada pelo New York Times. Para além do rigor do texto, convenhamos que há uma diferença (de tom, de estilo e de ideologia jornalística) entre o pueril "Clooney foi preso" e este título: "Clooney entre manifestantes presos na Embaixada do Sudão em Washington" — veja as diferenças.

Now, Now: pop mais pop não há

FOTO Mike Vorrasi
Provavelmente, o segredo mais radical da música pop é a sua austeridade. Ou seja: muitas vezes, vale a pena retirar tudo o que seja (ou pareça) superficial, até chegar a uma espécie de nudez formal que tem tanto de elegância como de concisão aritmética. Os Now, Now, por exemplo... Grande nome de banda, para começar. São de Blaine, Minnesota e como bilhete de apresentação do seu segundo álbum, Threads (Trans Records), apresentam esta pequena pérola intitulada Dead Oaks — 100 segundos com a nostalgia da eternidade.

Sexta-feira, Março 16, 2012

"John Carter" e a circulação do dinheiro


Como vai a gestão económica de Hollywood? Este texto foi escrito antes da estreia (e do visionamento de imprensa) do filme John Carter, tendo sido publicado no Diário de Notícias (12 Março), com o título 'A economia não esgota os filmes'.

A indústria cinematográfica de Hollywood está suspensa do lançamento de John Carter, filme baseado na personagem de Edgar Rice Burroughs (a surgir ao longo desta semana nos ecrãs de todo o mundo). A maior parte dos artigos de antecipação são especulações sobre os seus custos astronómicos (fontes industriais indicam 250 milhões de dólares) e as respectivas potencialidades de bilheteira. Fala-se muito pouco da estreia de Andrew Stanton, realizador de À Procura de Nemo (2003) e WALL-E (2008), para além dos desenhos animados; quase não se refere a ascensão do protagonista, Taylor Kitsch, nome vindo da televisão; enfim, há uma indiferença cruel pela memória de Burroughs e dos seus escritos.
O filme será “bom” ou “mau”. Não é isso que está em causa. O que importa sublinhar é o modo como tais antecipações traduzem o triunfo de um conceito banalmente economicista do cinema, reduzindo o cinema a um labirinto de contas e estatísticas que exclui qualquer relação cinéfila com os filmes. Cinéfila, entenda-se: fundamentada em questões específicas do cinema, suas linguagens e representações, não na inventariação de recursos financeiros (ou tecnológicos).
Tudo isto decorre de uma conjuntura em que os mercados continuam a deitar fora aqueles que foram, durante décadas e décadas, os trunfos mais fortes (e mais sedutores, hélas!) de qualquer forma de expressão cinematográfica. Veja-se a recente estreia do admirável Cavalo de Guerra, de Steven Spielberg – até mesmo o nome do seu realizador, símbolo nuclear do projecto, perdeu a aura de outras épocas.
Algo de semelhante acontece com as temáticas universais que envolvem determinados filmes. O exemplo de Extremamente Alto, Incrivelmente Perto, de Stephen Daldry, é revelador: até que ponto as suas memórias do 11 de Setembro pesaram na sua imagem pública? E que dizer de Margin Call – O Dia Antes do Fim, de J. C. Chandor, um ensaio sobre as origens da crise financeira: será que passou para o público a noção clara de que há nele uma actualidade perturbante? Estes dois exemplos são tanto mais desconcertantes quanto ambos estão recheados de actores “oscarizados”: Tom Hanks e Sandra Bullock, no primeiro; Kevin Spacey e Jeremy Irons, no segundo.
Na prática, isto significa que há todo um território, indissociavelmente comercial e jornalístico, em que o cinema apenas é reconhecido como fenómeno mais ou menos ligado aos relatórios dos seus executivos. Escusado será lembrar que a dimensão económica dos filmes continua a ser um dado importante para compreendermos as dinâmicas de produção e difusão (e os seus efeitos nas opções temáticas ou estéticas). Em todo o caso, aquilo a que se assiste é incomparavelmente mais grave: a mobilização dos espectadores, não através daquilo que os filmes são, mas em função do lugar que ocupam nos relatórios de contas das respectivas empresas.

Terça-feira, Março 13, 2012

Os cisnes de San Francisco

Chamam-se Silver Swans e são uma dupla de San Francisco (Califórnia). Editaram em inícios de fevereiro o álbum Forever. E este Let It Happen teve, entretanto, direito a teledisco. Aqui ficam as imagens, com realização de Hai Min Tran.

Novas edições:
Camille, Ilo Veyou


Camille
“Ilo Veyou”

Virgin / EMI Music
3 / 5

Camille Dalmais pode não ser um nome que o ouvido português trate por “tu”, mas na verdade não só tem já uma considerável discografia a solo como é voz presente em dois álbuns dos Nouvelle Vauge, um deles o primeiro (em 2004), no qual dava voz a versões de In A Matter of Speaking, dos Tuxedomoon ou Making Plans For Nigel, dos XTC... A solo tinha já lançado discos de 2008 e, apesar da pontual colaboração num álbum mais recente dos Nouvelle Vague, é em nome próprio que tem conduzido o seu caminho. Ilo Veyou é o quarto álbum que edita a solo. E, apesar do relativo minimalismo que toma como regra nos arranjos de cada tema, é disco que, de querer ir a tantos lados, na verdade acaba por se perder um pouco entre tanta geografia de acontecimentos. O disco é bilingue, todavia bem mais inventivo e consequente quando Camille canta em francês que quando, usando o inglês, resvala para patamares algo inconsequentes. As ideias que moldam as canções vão do simples diálogo para voz e guitarra acústica (como se escuta em Le Banquet) a pequenos festins de ideias rítmicas e linhas melódicas, contudo com a exuberância de coisa barroca despida à essência dos traços (como se os dourados, os mármores e tapetes fossem despidos de uma sala em Versallhes)... Em Ilo Veyou cruza-se um gosto pela exploração das potencialidades do trabalho da voz com ecos de algumas escolas da canção francesa e uma busca pessoal que agarra todos estes argumentos e os coloca segundo uma outra ordem. Dos aromas magrebinos de Allez Allez Allez à memória mais próxima da teatralidade da chanson em La France, as canções em francês de Ilo Veyou são coisa saborosa. Pena a forma como a face “inglesa” do disco acaba depois por desfocar a sua identidade.

Filmes pe(r)didos:
Hi Mom!, de Brian de Palma
por Ana Deus

Memórias de filmes afastados daquelas listas habituais que fazem a conversa de todos os dias. Filmes "perdidos". Ou se preferirem, "filmes pedidos"... Hoje lembramos Hi Mom!, filme de 1970 de Brian de Palma, que aqui é evocado por Ana Deus, que hoje integra os Osso Vaidoso. Um muito obrigado à Ana pela colaboração.

Foram muitos os filmes perdidos em anos de deitar tarde e mau erguer. Ken Russell e velhos Brian de Palma aparecem misturados e aturdidos.

Mas há um que me fazia abrir o olho mesmo a más horas, Hi mom!, Brian de Palma, 1970. Desfocadas, tremidas, em zooms exagerados, as imagens aparecem através das filmagens de alguns personagens que vivem a euforia das novas super 8. Robert de Niro é um deles. Biscateiro e pornógrafo de trazer por casa, tenta fazer um filme, ao qual chama Peep Art, filmando os seus vizinhos através de uma "Janela indiscreta".

Mal sucedido, numa série de trapalhadas à cinema mudo, troca a câmara por uma TV e embarca numa produção teatral de um grupo de ativistas negros. Aí as coisas mudam de figura, o filme perde a cor e o tom cómico desaparece. Toda a performance é filmada a preto e branco, as imagens são trepidantes e violentas. De Niro faz convictamente de polícia numa experiência de Living theater onde o público branco é insultado e espancado, para sentir na pele o Be black baby que dá nome à "peça" Acabam na rua desgrenhados tecendo, perante uma câmara, declarações elogiosas a toda a experiência, intelectualizando a violência e "encaixando" tudo aquilo.

E vai descabando...

Os atores são abatidos quando tentam levar a experiência para os bairros sociais e De Niro faz explodir o próprio prédio onde entretanto encetou uma vida doméstica.

Os últimos planos mostram De Niro, no meio de outros transeuntes, a comentar o sucedido inocentemente perante repórteres de noticiário e despede-se com a saudação que dá nome ao filme.

Hi mom! é uma pérola...negra.

West Side... Storyboard


Entre as suas criações, Saul Bass (um dos mais aclamados designers, com importante representação no mundo do cinema) assinou, em conjunto com Elaine, a sua mulher, o storyboard não só para o prólogo, mas também para a sequência de abertura do clássico West Side Story, de Robert Wise e Jerome Robbins. Estas imagens foram recentemente divulgadas aqui. E provém de um livro que evoca o trabalho deste designer.

Loja de discos vira editora

Fotos: N.G.
É uma das melhores lojas de discos de Nova Iorque e mora na rua 4, a poucos metros da Broadway, a Bowery um pouco adiante, ou seja, entre o Greenwich Village o East Village, em plena Manhattan. A Other Music é uma casa para as músicas alternativas, a sua seleção apresentando habitualmente boa representação de vários movimentos e com presença sempre assídua de flyers para inúmeros concertos e acontecimentos na cidade, tendo nos últimos anos vindo a aumentar o seu espaço para as edições em vinil.

Agora a Other Music transforma-se também uma editora discográfica, lançando os seus discos em associação à Fat Possum. O primeiro lançamento da Other Music Recording Co. é um single, em vinil, da banda de Brooklyn Ex Cops. Segue-se a estreia a solo do japonês Shintaro Sakamoto...