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quinta-feira, setembro 04, 2014
Um single bilingue
O terceiro single extraído do álbum Binlingual não teve expressão em formato 7", surgindo apenas em CD single e máxi-single. A canção, apresentada como Single no alinhamento do álbum apresentou-se nesta edição como Single-Bilingual. O tema Discoteca surge remisturado em alguns dos formatos. Com sucesso discreto (mesmo assim chegando ao nº 14 no Reino Unido), o single foi lançado em novembro de 1996.
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quinta-feira, agosto 14, 2014
Uma canção para o verão (2014.09)
Hoje a coleção de canções de verão que propomos passa por uma das grandes referências da discografia dos Pet Shop Boys. Em primeiro lugar porque é uma das raras canções pop de grande visibilidade global a ter parte da letra em português (mesmo com tradução menos canónica). E depois porque representa um dos singles de um álbum no qual o grupo explorou pontes possíveis entre as referências habituais da sua música e várias expressões da cultura latino-americana.
Se A Vida É (That's The Way Life Is) foi em agosto de 1996 o segundo single extraído do alinhamento do álbum Bilingual, dos Pet Shop Boys.
O teledisco, rodado no parque Wet'N'Wild em Orlando (Florida) nasceu de uma segunda colaboração entre os Pet Shop Boys e o realizador Bruce Weber, que antes tinha já assinado o teledisco para Being Boring. Uma terceira colaboração surgiria anos depois com o teledisco para o single I Get Along.
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Verão 2014
quarta-feira, julho 30, 2014
Quando os Pet Shop Boys
cantaram em português
O segundo single extraído do álbum Bilingual assinalou a representação numa canção dos Pet Shop Boys da língua portuguesa. Se a Vida é (That's The Way Life Is) - e não vale a pena explicar a quem lê português que o que surge entre parênteses não é bem a tradução do título, mas enfim... - surgiu na sequência do estabelecimento de uma relação do duo com as plateias da América do Sul, em particular o Brasil. A canção representou um dos grandes êxitos globais do grupo na segunda metade dos anos 90. O single saiu originalmente em agosto de 1996, surgindo nos EUA com alinhamento diferente apenas em abril de 1997. Uma segunda colaboração com Bruce Weber resultou no teledisco, rodado num parque em Orlando (Florida).
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segunda-feira, julho 28, 2014
A caminho de 'Bilingual'
A chegada do álbum Bilingual, exercício de diálogo entre as linguagens da pop e da música de dança com os universos da cultura latina, anunciou-se em abril de 1996 ao som de Before, single dos Pet Shop Boys que na essência procurava assimilar uma matriz rítmica escutada na house. No lado B surgiram os inéditos The Truck Driver and His Mate e Hit and Miss. O single teve grande impacte na tabela de música de dança dos EUA, que chegou a liderar.
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sábado, julho 26, 2014
Música para um homem do futuro
Esta semana os Pet Shop Boys apresentaram no Royal Albert Hall uma biografia musical de Alan Turing, integrada na programação dos Proms. Este texto é uma versão alargada de um artigo publicado na edição de 25 de julho do DN.
Uma biografia musical com a figura de Alan Turing como protagonista apresentada esta semana representou um dos momentos altos da programação dos Proms, série de concertos que anualmente ocupam uma etapa da programação de verão de concertos de música clássica Londres (tendo o Royal Albert Hall como o seu principal palco). Com o título A Man From The Future, o musical tem como autores os Pet Shop Boys e assinala mais um momento de cruzamento de experiências entre formas habitualmente mais habitadas pela música clássica com figuras com carreira sobretudo feita nos domínios da música popular, juntando-se assim a óperas recentes de nomes como os The Knife, Damon Albarn (a solo ou com Jamie Hewlett), Herbert ou Rufus Wainwright.
Célebre por ter decifrado códigos encriptados dos alemães durante a II Guerra Mundial, o matemático Alan Turing (1912-1954) ficou também na história como vítima de um tempo em que a homossexualidade era criminalizada no Reino Unido, tendo sido sujeito a castração química como alternativa à prisão na sequência de um processo judicial que o acusou de indecência em 1952. Gordon Brown concedeu-lhe um pedido póstumo de desculpa em 2009, ao que se seguiu, já em finais de 2013, um perdão assinado por Isabel II.
Os Pet Shop Boys, que ao longo da sua carreira criaram já dois musicais, uma banda sonora alternativa para o filme mudo Couraçado Potemkin de Sergei Eisenstein e assinaram a música de um bailado, tomaram consciência da história de Turing nos anos 80, através da peça de teatro Breaking the Code. O interesse foi reativado em 2011 por um documentário televisivo, que os levou à biografia Alan Turing: The Enigma, de Andrew Hodges.
The Man From The Future, que se apresenta como uma biografia musical em oito partes para orquestra, electrónicas, coro e narrador, nasceu de uma colaboração com este seu biógrafo, que contactaram e que colaborou na escrita do libreto. O perdão real para Turing levou-os a reescrever o final da obra, refletindo o final da peça (sob um aparato musical épico) que Turing foi uma exceção e que há ainda muitos outros condenados, alguns ainda vivos, à espera de igual pedido de desculpa.
A BBC (que programa e transmite os Proms) resolveu incluir este trabalho dos Pet Shop Boys como um dos Late Night Proms deste ano, sendo que não é a primeira vez que há músicos vindos de terrenos pop/rock a surgir no programa (essa estreia coube, em 1970, aos Soft Machine – estando documentada em álbum ao vivo editado em 1988). Além do musical sobre Turing, o ‘Prom’ dos Pet Shop Boys juntou ainda quatro canções suas (Vocal, Love is a Catastrophe, Later Tonight e Rent) em arranjos orquestrais de Angelo Badalamenti, na voz de Chrissie Hynde e a interpretação da abertura de Performance, o espetáculo que levaram em digressão em 1991.
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| Alan Turing |
Quando a música lembra homens da ciência
A biografia musical de Alan Turing apresentada esta semana em Londres pelos Pet Shop Boys é mais um exemplo de atenção de peças musicais que tomam figuras da ciência e o seu trabalho como inspiração. Aqui ficam mais alguns exemplos:
Philip Glass. Einstein on The Beach é um dos exemplos de obras do compositor norte-americano que tomam uma figura da ciência por protagonista. Estreada em 1976 esta ópera é uma referencia na história da música do século XX. Mais recentemente Glass dedicou também óperas a figuras como Johannes Kepler e Galileu Galilei. Respetivamente ligadas a estes dois últimos, as óperas Kepler e Galileu Galilei foram já editadas em disco (Kepler tendo conhecido também lançamento em DVD).
John Adams. À exceção de A Flowering Tree, as óperas já apresentadas por John Adams têm focado factos e figuras reais do século XX, como a visita de Nixon à China em 1972 ou o assalto ao navio Achille Lauro na década de 80. Em Dr. Atomic (estreada em 2005) evocou a figura de Oppenheimer numa narrativa que tinha por cenário a base de El Alamo na véspera do primeiro teste nuclear.
The Knife. A dupla sueca The Knife iniciou a sua carreira na pop electrónica. No seu álbum mais recente apresentaram uma faceta ativista focada em questões como a identidade de género ou a divisão mais justa da riqueza. Em Tomorrow In a Year (2010) experimentaram o espaço da ópera tendo então focado a vida e o pensamento de Darwin.
Kraftwerk. A música pop já passou muitas vezes por figuras da ciência. Einstein, por exemplo, foi abordado pelos Landscape em Einstein a Go Go e os Big Audio Dinamyte em E=mc2. Em Radioactivity (1975), tema-título do álbum que sucedeu ao historicamente marcante Autobahn, os Kraftwerk citam as figuras de Pierre e Marie Curie.
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quinta-feira, julho 24, 2014
Para ouvir:
'A Man From The Future' dos Pet Shop Boys
nos Proms, em emissão da BBC
Uma das estreias do ano, sem dúvida: A Man From The Future, uma biografia musical de Alan Turing pelos Pet Shop Boys, estreada no quadro da programação de 2014 dos Proms. É um musical para orquestra, eletrónicas, coro e narração. O programa, apresentado na noite passada no Royal Albert Hall, incluiu ainda a interpretação, pela orquestra, da abertura de Performance, e quatro canções dos Pet Shop Boys, com novos arranjos orquestrais de Angelo Badalamenti, na voz de Chrissie Hynde (sendo que a ela se juntou Neil Tennant em Rent).
Podem ouvir aqui a gravação deste Prom 8, tal e qual a BBC Radio 3 a transmitiu ontem, em direto.
Podem ouvir aqui a gravação deste Prom 8, tal e qual a BBC Radio 3 a transmitiu ontem, em direto.
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domingo, julho 20, 2014
Para ler: Pet Shop Boys nos Proms
Esta semana os Pet Shop Boys integram a sempre mui respeitável programação dos Proms. Dia 23, no Royal Albert Hall, apresentam em estreia mundial de A Man From The Future, uma obra (poderemos chamar-lhe ópera?) sobre a figura de Alan Turing. Como complemento, o espetáculo juntará ainda seis canções dos Pet Shop Boys em novos arranjos por Angelo Badalementi e na voz de Chrissie Hynde e a Abertura de Performance, o espetáculo-conceptual que apresentaram ao vivo em 1991.
Podem ler aqui uma entrevista no Guardian com os Pet Shop Boys sobre esta sua nova obra.
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sexta-feira, julho 18, 2014
O 'upgrade': de lado B a lado A...
Originalmente editada em 1986 como lado B do single Suburbia, a canção Panninaro entoava ecos de uma vivência italiana dos Pet Shop Boys e revelava um dos raros momentos vocais de Chris Lowe na discografia do duo. Em 1995, a assinalar a edição de uma antologia dr lados B o tema foi editado como single como Panninaro 95, com novo arranjo e letra "atualizada" por Lowe. No lado B o novo single incluía uma gravação ao vivo de Girls & Boys, dos Blur, captada no Rio de Janeiro.
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segunda-feira, julho 14, 2014
O cinema, as ideias e a música
segundo Derek Jarman (3)
Este texto é um excerto de um artigo sobre Derek Jarman originalmente publicado na edição de 27 de junho do suplemento Q, com o título ‘Por detrás da câmara de Derek Jarman’.
Jon Savage explica em Sketchbooks que, "apesar dos filmes se manterem como a expressão mais conhecida da prodigiosa obra de Derek Jarman, eles não se podem separar da sua vida quotidiana e da sua posição dentro da cultura britânica como um outsider, um ativista, um comentador e catalisador”. Para Jarman, como ali acrescenta, “tudo estava fundido com tudo numa espécie de gesamtkunstwerk vivo que incluía a pintura, a cenografia, os diários publicados, os telediscos pop e o seu jardim em Dungeness [localidade costeira na região de Kent onde viveu os seus últimos anos]”. E isto, conclui, “é o que faz dele tão único e impossível de categorizar”. Jon Savage defende ainda uma importância maior do trabalho nos telediscos na definição dos caminhos pelos quais seguiria um cinema muitas vezes dominado pela estética do Super 8, que frequentemente surgia não apenas como opção estética mas também prática, já que "os baixos custos e a flexibilidade operacional eram ali igualados por um imediatismo expressivo".
Os telediscos, para nomes como, entre outros, os The Smiths, Marc Almond, Marianne Faithfull ou Bryan Ferry, levaram-no, de facto, a uma nova geração de espectadores e a novos públicos nos anos 80. Mas foi com os Pet Shop Boys que definiu um mais vasto corpo de trabalho. Não apenas ao rodar telediscos para canções como It’s a Sin ou Rent, mas ao assinar os filmes que serviram de cenário à primeira digressão do grupo, em 1989, e que o BFI editou depois em vídeo como Projections. Neil Tennant, vocalista dos Pet Shop Boys, conheceu Derek Jarman por alturas em que este soube que era seropositivo. "Politicamente estávamos no terceiro mandato de Mrs. Thatcher e o nosso álbum Actually [de 1987] era parcialmente um statement anti-thatcherismo”, explica no texto que apresenta em Sketchbooks. Derek foi, lembra Neil Tennant, “uma importante figura do anti-thatcherismo, ao mesmo tempo que era um artista”. E tinha “uma forte agenda política”, que Neil Tennant crê ter surgido “por causa da sida e também da Cláusula 28, aquela infame legislação que afastou a ‘promoção da homossexualidade' das escolas”. Neil Tennant acrescenta ainda: “Podemos ver as suas opiniões como extremas, mas na altura havia muitas razões para estarmos zangados.” E confessa: “O que nos uniu ao Derek foi ser contra a cultura, o que ainda somos e o Derek ainda seria. Os seus diários são historicamente um registo importante da sua ira quanto ao que estava a acontecer em Inglaterra e como o mundo gay estava politizado.”
Vale a pena recordar o que escreveu o próprio Derek Jarman sobre o resultado desta parceria, sobretudo o trabalho usado nas projeções durante concertos (em Modern Nature, volume de 1992 que junta os seus diários de 1989 e 90). A 19 de julho de 1989 Derek Jarman filmou os Pet Shop Boys em Wembley (Londres) e comentou as boas críticas na imprensa. “Seja o que acontecer é entretenimento – dança espetacular, fatos coloridos.” E “os filmes no fundo”, que eram de sua autoria, “de Super 8 esticados a 70mm – funcionam!”.
Já este ano, durante a edição 2014 do London Flare – o Festival de Cinema Gay e Lésbico anualmente organizado pelo BFI –, teve estreia mundial o filme Will You Dance With Me?, que acrescenta um importante episódio à história do relacionamento do cinema de Derek Jarman com a música. Na verdade o filme não é mais que o conjunto de imagens que, com uma câmara VHS, Derek Jarman rodou durante uma noite de 1984 num pequeno clube de bairro com vista ao trabalho de preparação do que seria (três anos depois) Empire State, de Ron Peck. Na noite de estreia do filme na sala maior do National Film Theatre, o próprio Ron Peck recordou o momento, contando que estavam então a fazer experiências sobre várias personagens em Londres e um dos lugares a observar era um clube, o Benjy's. “Era um lugar curioso, porque era gerido familiarmente. Atraía uma população local, muito relaxada e amigável”, descreveu. Convidaram cerca de cem pessoas numa tarde, criando-se assim “uma noite ficcionada num clube” entre habituées e os atores que iam fazer testes, contando com o DJ habitual da casa. Ron trabalhava com uma câmara. E Derek Jarman “ia filmar outros aspetos do clube, nomeadamente os movimentos das personagens”. Pediu-lhe então para filmar a dança “de uma maneira diferente”. O filme que tinha em mente “tinha a ver com tensões sociais e das dificuldades das pessoas”. Eram tempos difíceis, descreve, e aquele clube “era um lugar de fuga, de escapismo”. Filmar as pessoas a dançar era então a missão de Derek Jarman por uma noite, ao som de canções da época de nomes como os Break Machine, Frankie Goes to Hollywood, Shannon, Evelyn Thomas, Pointer Sisters ou Hazell Dean. Ao rever recentemente as imagens, Ron Peck confessa ter ficado “espantado com o controlo” de Jarman sobre a câmara: “Filmou com uma VHS, que era a nova tecnologia da altura. Ele dirige-se às pessoas e gradualmente está mais envolvido com o clube e as pessoas.” O filme é, como descreve, “uma experiência” e “não foi pensado para ser mostrado”. Não tem “um princípio nem um fim, mas há uma progressão”. Porque era um teste não tinha um título. A dada altura Ron notou que Derek Jarman “pergunta a um rapaz se dança com ele. E a tensão parte daí. Será que a pessoa a quem ele pede para dançar vai mesmo dançar com ele?”...
Os telediscos, para nomes como, entre outros, os The Smiths, Marc Almond, Marianne Faithfull ou Bryan Ferry, levaram-no, de facto, a uma nova geração de espectadores e a novos públicos nos anos 80. Mas foi com os Pet Shop Boys que definiu um mais vasto corpo de trabalho. Não apenas ao rodar telediscos para canções como It’s a Sin ou Rent, mas ao assinar os filmes que serviram de cenário à primeira digressão do grupo, em 1989, e que o BFI editou depois em vídeo como Projections. Neil Tennant, vocalista dos Pet Shop Boys, conheceu Derek Jarman por alturas em que este soube que era seropositivo. "Politicamente estávamos no terceiro mandato de Mrs. Thatcher e o nosso álbum Actually [de 1987] era parcialmente um statement anti-thatcherismo”, explica no texto que apresenta em Sketchbooks. Derek foi, lembra Neil Tennant, “uma importante figura do anti-thatcherismo, ao mesmo tempo que era um artista”. E tinha “uma forte agenda política”, que Neil Tennant crê ter surgido “por causa da sida e também da Cláusula 28, aquela infame legislação que afastou a ‘promoção da homossexualidade' das escolas”. Neil Tennant acrescenta ainda: “Podemos ver as suas opiniões como extremas, mas na altura havia muitas razões para estarmos zangados.” E confessa: “O que nos uniu ao Derek foi ser contra a cultura, o que ainda somos e o Derek ainda seria. Os seus diários são historicamente um registo importante da sua ira quanto ao que estava a acontecer em Inglaterra e como o mundo gay estava politizado.”
Vale a pena recordar o que escreveu o próprio Derek Jarman sobre o resultado desta parceria, sobretudo o trabalho usado nas projeções durante concertos (em Modern Nature, volume de 1992 que junta os seus diários de 1989 e 90). A 19 de julho de 1989 Derek Jarman filmou os Pet Shop Boys em Wembley (Londres) e comentou as boas críticas na imprensa. “Seja o que acontecer é entretenimento – dança espetacular, fatos coloridos.” E “os filmes no fundo”, que eram de sua autoria, “de Super 8 esticados a 70mm – funcionam!”.
Já este ano, durante a edição 2014 do London Flare – o Festival de Cinema Gay e Lésbico anualmente organizado pelo BFI –, teve estreia mundial o filme Will You Dance With Me?, que acrescenta um importante episódio à história do relacionamento do cinema de Derek Jarman com a música. Na verdade o filme não é mais que o conjunto de imagens que, com uma câmara VHS, Derek Jarman rodou durante uma noite de 1984 num pequeno clube de bairro com vista ao trabalho de preparação do que seria (três anos depois) Empire State, de Ron Peck. Na noite de estreia do filme na sala maior do National Film Theatre, o próprio Ron Peck recordou o momento, contando que estavam então a fazer experiências sobre várias personagens em Londres e um dos lugares a observar era um clube, o Benjy's. “Era um lugar curioso, porque era gerido familiarmente. Atraía uma população local, muito relaxada e amigável”, descreveu. Convidaram cerca de cem pessoas numa tarde, criando-se assim “uma noite ficcionada num clube” entre habituées e os atores que iam fazer testes, contando com o DJ habitual da casa. Ron trabalhava com uma câmara. E Derek Jarman “ia filmar outros aspetos do clube, nomeadamente os movimentos das personagens”. Pediu-lhe então para filmar a dança “de uma maneira diferente”. O filme que tinha em mente “tinha a ver com tensões sociais e das dificuldades das pessoas”. Eram tempos difíceis, descreve, e aquele clube “era um lugar de fuga, de escapismo”. Filmar as pessoas a dançar era então a missão de Derek Jarman por uma noite, ao som de canções da época de nomes como os Break Machine, Frankie Goes to Hollywood, Shannon, Evelyn Thomas, Pointer Sisters ou Hazell Dean. Ao rever recentemente as imagens, Ron Peck confessa ter ficado “espantado com o controlo” de Jarman sobre a câmara: “Filmou com uma VHS, que era a nova tecnologia da altura. Ele dirige-se às pessoas e gradualmente está mais envolvido com o clube e as pessoas.” O filme é, como descreve, “uma experiência” e “não foi pensado para ser mostrado”. Não tem “um princípio nem um fim, mas há uma progressão”. Porque era um teste não tinha um título. A dada altura Ron notou que Derek Jarman “pergunta a um rapaz se dança com ele. E a tensão parte daí. Será que a pessoa a quem ele pede para dançar vai mesmo dançar com ele?”...
Nos seus diários Jarman registara, a 24 de junho de 89: “Só vou ao cinema hoje por amizade ou nostalgia. Não consigo ver nada que não seja baseado na vida do autor. O trabalho dos atores, da câmara, toda a parafernália não me dão prazer sem o elemento autobiográfico.” Podemos dizer que, tal como nos demais títulos da sua obra, também neste filme agora estreado postumamente foi fiel ao seu pensamento.
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segunda-feira, junho 16, 2014
O quinto single extraído de 'Very'
O sucesso global alcançado pelo álbum Very levou a editora a lançar um quinto single extraído do seu alinhamento. E depois da balada Liberator o regresso a uma relação mais evidente com a música de dança ganhou forma em Yesterday When I Was Mad, canção que no formato de single surgiu em remistura com assinatura Jam & Spoon. Com o inédito Some Speculation, o single teve uma performance comercial aceitável, embora aquém de muitos dos que, anos antes, trepavam pelas tabelas acima.
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terça-feira, junho 10, 2014
Quando os Pet Shop Boys foram... absolutamente fabulosos
A edição de 1994 da campanha de solidariedade Red Nose Day juntou os Pet Shop Boys às atrizes Jennifer Saunders e Joanna Lumley, protagonistas da série Absolutely Fabulous. Desse encontro nasceu um single que é tecnicamente creditado a todos, com nota de capa para os Pet Shop Boys como produtores. Talvez aí a justificação para a ausência deste single nas diversas antologias já editadas do duo.
Podem recordar aqui o teledisco.
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terça-feira, junho 03, 2014
Uma experiência na animação digital
Liberation foi o quarto single extraído do alinhamento de Very. Surgiu neste formato em abril de 1994, com o inédito Decadence no lado B. Longe de ser dos momentos mais marcantes da obra do grupo, este tema contou com um teledisco integralmente criado por técnicas CGI sob realização de Howard Greenhalgh. O teledisco chegou a ser usado em demonstrações de 3D em ecrãs IMAX no Reino Unido.
Podem ver o teledisco aqui.
Podem ver o teledisco aqui.
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segunda-feira, maio 26, 2014
Reinventar os Village People
Na origem foi um single editado em 1979 pelos Village People. Em 1992 os Pet Shop Boys foram convidados por Derek Jarman a participar numa recolha de fundos para a luta contra a sida na Haçienda. Resolveram levar uma versão de Go West, que só depois decidiram gravar em disco. A versão seria editada como segundo single do álbum Very e acabaria transformada no maior êxito do grupo nos anos 90.
Podem recordar aqui o teledisco.
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quarta-feira, maio 21, 2014
A caminho de 'Very'
Depois de uma etapa de balanço dos oitentas num primeiro 'best of', os Pet Shop Boys apresentaram em Can You Forgive Her? o cartão de visita para um novo álbum ao qual dariam o título Very. Editado em vários formatos em maio de 1993, o tema surgia acompanhado por um teledisco que, como os demais ligados a este álbum, expressava uma atenção particular pelas novas possibilidades da animação digital. No lado B surgia o inédito What Keeps Mankind Alive.
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terça-feira, maio 20, 2014
Um 'promo' raro na Alemanha
Originalmente apresentado como lado B do single Opportunities (Let's Make Lots of Money), o tema In The Night acabou por conhecer edição como faixa principal de um single promocional editado em 1987. Apresentada numa versão curta assinada por Arthur Baker, esta canção teve lançamento neste single apenas na Alemanha.
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segunda-feira, maio 19, 2014
Remisturas alternativas
Entre os muitos máxis com remisturas lançados pelos Pet Shop Boys este juntou uma versão alternativa de DJ Culture e de Music For Boys, com um tema extra que visita o espaço da Performance Tour que então levaram aos palcos. Este máxi “extra” foi editado em 1991.
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quarta-feira, maio 14, 2014
Um 'spot' numa cassete
Entre as muitas raridades que podemos encontrar na discografia dos Pet Shop Boys no site Discogs está esta cassete. Nela está a gravação de um spot promocional usado numa passagem por Miami da Behaviour Tour...
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terça-feira, maio 13, 2014
Uma balada de fôlego sinfonista
Foi, em 1982, uma das primeiras canções compostas pelos Pet Shop Boys mas só chegou a disco no alinhamento do álbum Behaviour, em 1990. Com o título Jealousy é uma balada de fôlego sinfónico e conheceu edição em formato de single em maio de 1991. O tema nasceu ao piano, com Chris (ainda em casa dos seus pais) e teve letra escrita de feição por Neil Tennant. A canção esperou muito tempo por um arranjo de Ennio Morricone que acabou por nunca surgir, aparecendo em disco com arranjo de Harold Faltermeyer.
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segunda-feira, maio 12, 2014
Uma banda sonora em cassete
Em 1987 os Pet Shop Boys criaram, com a ajuda do realizador Jack Bond, um filme que explorava, sob uma série de situações e personagens bizarras, a presença de canções que tinham até então editado entre os seus dois primeiros álbuns, juntando ainda o single Always On My Mind. Com todos os temas editados em disco, a banda sonora de It Couldn't Happen Here teve apenas edição no formato de cassete.
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quinta-feira, maio 08, 2014
Um clássico inesperado
Nem sempre o impacte direto de um single no mercado define o estatuto que uma canção possa vir a ter no quadro de uma obra. Being Boring é disso um claro exemplo. Foi o segundo single extraído do alinhamento do álbum Behaviour, lançado no formato de 45 rotações em novembro de 1990. Foi o primeiro single do grupo, desde 1986, a falhar o top 10 no Reino Unido (chegou apenas ao número 20), mas o tempo fez desta canção um dos maiores clássicos do grupo e frequentemente surge ainda no alinhamento dos seus concertos. Na canção Neil Tennant afirmou traduzir memórias de um amigo que, como ele se mudou para Londres mas que viria a morrer, vítima de sida. O teledisco representa a primeira das três colaborações (até à data) do grupo com Bruce Webber. No lado B do single surge We All Feel Better in The Dark, canção que tem Chris Lowe como principal vocalista.
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