Mostrar mensagens com a etiqueta PARAMOUNT 100. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PARAMOUNT 100. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, julho 10, 2012
Paramount 100:
'The Truman Show' (1998)
Uma das primeiras reflexões do cinema sobre o universo da reality TV, The Truman Show, que entre nós estreou sob o título A Vida em Direto, acompanha a vida de Truman Burbank (interpretado por Jim Carrey) cujo nascimento é filmado por câmaras de televisão, toda a sua vida sendo a partir de então, e sem que ele o saiba, o foco de um gigantesco programa que acompanha (e manipula) todos os seus passos... Colocando um grande ponto de interrogação sobre que realidade existe afinal na televisão da “realidade”, o filme nasceu de uma primeira ideia escrita por Andrew Niccol (o realizador de Gattaca), originalmente com mais evidente travo sci-fi. Realizado por Peter Weir, o filme junta a Jim Carrey nomes como os de Laura Linney ou Ed Harris no elenco. E conta com banda sonora assinada por Philip Glass, naquela que foi a primeira participação do compositor numa produção desta dimensão, o sucesso do filme e da música que para ele assinou garantindo-lhe a atenção de muitos outros realizadores e produtores desde então.
sábado, julho 07, 2012
PARAMOUNT 100:
'Wings' (1927)
Pertenceu à Paramount a honra de receber aquele que seria o primeiro Oscar de melhor filme — foi a 16 de Maio de 1929, numa cerimónia realizada no Hotel Roosevelt, de Hollywood: Wings, de William A. Wellman, obteve o prémio que, de facto, era ainda para a "melhor produção" (existindo uma distinção paralela para o melhor filme "artístico", ganha por Aurora, de Friedrich Murnau).
Recentemente restaurado para Blu-ray, Wings é um caso invulgar de experimentalismo técnico, tendo por pano de fundo uma matriz melodramática. As cenas dos combates aéreos, durante a Primeira Guerra Mundial, surpreendem ainda hoje pela precisão visual e também pela dinâmica de montagem. Aqui em baixo, um trailer do filme e uma apresentação da edição Blu-ray.
sexta-feira, julho 06, 2012
Paramount 100:
'Sunset Boulevard' (1950)
Na verdade já tínhamos visto aquele “filme”, mas em bom... A história de uma estrela do cinema mudo que desaparece quando o som chega a cena pode ter entusiasmado muito boa gente no pastiche bem emoldurado (mas vazio) que foi O Artista, que tantos e tantos prémios arrecadou este ano. Mas num quadro mais elaborado e bem contextualizado, com interpretações de excepção e um saber de quem experimentou essas memórias, O Crepúsculo dos Deuses (1950) é mesmo um dos mais intensos olhares do cinema sobre si mesmo alguma vez realizados.
Realizado e co-escrito por Billy Widler, O Crepúsculo dos Deuses – no original Sunset Boulevard, um título com jogos de sentidos que passam pela sugestão de uma rua em Los Angeles, mas também uma noção de ocaso – acompanha o despertar de uma antiga estrela do cinema mudo, eclipsada pelos talkies, e que projeta um regresso... As relações com a memória da Hollywood de outros tempos não se esgotam contudo na narrativa. O realizador Cecil B. DeMille surge nas imagens interpretando a sua própria figura. O realizador austríaco Erich von Stroheim (com obra que remonta a 1912) interpreta o mordomo/chauffeur da protagonista. E esta ganha vida através de uma das mais históricas interpretações de Gloria Swanson, ela mesma uma antiga estrela do cinema mudo (mas com carreira de sucesso na transição para o sonoro). O seu olhar para a câmara na mítica cena em que desce as escadas de sua casa e diz "All right, Mr. DeMille, I'm ready for my close-up" ganhou um lugar na história do cinema.
quinta-feira, julho 05, 2012
Paramount 100:
'O Caminho das Estrelas: O Filme' (1979)
O tempo fez de Star Trek um fenómeno global. Mas a verdade é que, quando a série televisiva original foi estreada nos pequenos ecrãs, entre 1966 e 69 (produção da Desilu, um estúdio associado da Paramount), esteve longe de ser um caso de sucesso maior. Tanto que, ao cabo de três épocas, recebeu a palmadinha nas costas e ponto final. Os anos 70 trouxeram contudo um novo alento aos estúdios pela forma como as repetições dos episódios começava a gerar um cada vez maior fenómeno de culto. Foi então criada uma série de animação, mas foi erro rapidamente reconhecido e não teve sequer segunda época. Em finais dos anos 70 pensou-se então num regresso aos episódios em imagem real. Teve como título Star Trek: Phase II. Foi desenvolvido um episódio-piloto, criadas novas personagens, repensada a imagem da nave Enterprise (sobretudo nos espaços interiores).
O sucesso recente de Star Wars poderá ter tido importância decisiva na decisão de arquivar o projeto televisivo (que só ressurgiria, sob nova ideia, em 1987 com Star Trek: The Next Generation) e na aposta no grande ecrã. Surge assim a luz verde para avançar para um novo patamar na história de uma saga ainda hoje viva, novo filme sendo esperado para 2013. Star Trek: The Motion Picture retomou algumas ideias em desenvolvimento para o piloto mas, sob a necessidade de ser herdeiro direto da série original, promoveu antes um reencontro da tripulação original. Para a realização foi chamado Robert Wise (autor, entre outros, do clássico de 1951 The Day The Earth Stood Still, um dos maiores clássicos do cinema de ficção científica) que, com orçamento nas mãos, fez questão de dar ao grande ecrã efeitos visuais como antes a nave Enterprise nunca tinha visto. E um tom de maior fôlego e ritmo menos frenético, respirando mais uma ideia de cinema que de televisão. De resto, ainda hoje é o melhor dos filmes da saga Star Trek.
quarta-feira, julho 04, 2012
PARAMOUNT 100:
'O Homem das Mulheres' (1961)
![]() |
| Jerry Lewis, 1961 |
![]() |
| Jean-Luc Godard, 1973 |
O nosso orgulho continental tende a descrever as convulsões cinematográficas do começo dos anos 60 como um affaire europeu, liderado pelos mosqueteiros da "Nouvelle Vague"... Hélas! Nada é tão simples. Desde logo porque, em Nova Iorque, sob a égide de John Cassavetes, a experimentação era temática e formalmente riquíssima, conferindo especial importância ao lugar do actor. Depois porque Hollywood se tinha transformado num fascinante caldeirão de contradições, (des)organizado a partir da colisão dos mestres clássicos com os novos cineastas emergentes.
Um dos novos, por certo dos mais revolucionários, chamava-se Jerry Lewis (n. 1926). Depois de um período exuberante, em dupla com Dean Martin, começara a realizar os seus próprios filmes em 1960, sob a égide da Paramount, com The Bellboy/Jerry no Grande Hotel.
A sua segunda longa-metragem é, muito simplesmente, uma das obras-primas de toda a história da comédia: The Ladies Man/O Homem das Mullheres serve de enciclopédia do imaginário lewisiano — o medo face ao mistério feminino, a inadequação aos objectos do quotidiano, a infinita transfiguração do actor, etc. —, tendo funcionado como admirável espaço de experimentação. Assim, o cenário da casa, em corte transversal, é uma fabulosa reconversão "teatral" do espaço fílmico, retomada por Jean-Luc Godard, em 1973, nesse genial filme (anti)político que é Tudo Vai Bem [ver fotogramas em cima]. Além do mais, pela primeira vez, Lewis acoplou à sua câmara de 35 mm uma pequena câmara de video, de modo a poder ver de imediato, num televisor, o que estava a filmar — dessa experiência pioneira nasceu o sistema de registo das imagens filmadas para visionamento imediato (video assist), hoje em dia vulgar na maioria das rodagens cinematográficas.
No final, Lewis dava-se ao luxo de perverter o próprio logotipo da Paramount, dispensando o clássico "The End", optando antes pela palavra "Over"... enfim, mais ou menos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





.jpg)
