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domingo, junho 21, 2026

SOUND + VISION Magazine
[ Junho + Julho ]

[ Jesca Hoop ]

Numa sessão em que evocámos os "nossos" dois Festivais da Primavera — Eurovião + Cannes —, houve lugar para os obrigatórios destaques e também para novas músicas de Laura Misch e Jesca Hoop. Aqui ficam alguns dos videos que partilhámos: Bangaranga, a canção búlgara vencedora da Eurovisão, o trailer de Fatherland, um dos momentos altos na Côte d'Azur, e um dos temas do novo álbum de Jesca Hoop.
A próxima sessão já está marcada:

MILES DAVIS, 100 anos
FNAC Chiado
11 julho





sábado, junho 20, 2026

Miles Davis, 1991

[ poster de Max Bill ]

Recordemos Summertime, por Miles Davis, no Festival de Montreux de 1991. Ficou como uma das suas performances mais lendárias, e também mais carregada de emoções. Com a orquestra de Quincy Jones, tratou-se de uma evocação/homenagem a partir de temas temas arranjados por Gil Evans. Aconteceu a 8 de julho de 1991; Miles faleceu algumas semanas mais tarde, a 28 de setembro, em Santa Monica, Califórnia — contava 65 anos.
 

quinta-feira, maio 28, 2026

Sonny Rollins, Saxophone Colossus

Celebremos Sonny Rollins, escutando o monumental Saxophone Colossus. São memórias de há 70 anos — 1956, exactamente, ano de muitas fulgurâncias, incluindo os cinco-álbuns-cinco gravados por Miles Davis ((Cookin' , Relaxin' , Workin', Steamin' e Round about Midnight). Sem esquecer mais três de Sonny — Sonny Rollins Plus 4, Tenor Madness e Work Time — e This Is How I Feel About Jazz, de Quincy Jones.

quarta-feira, maio 27, 2026

Sonny Rollins (1930 - 2026)

Colosso do saxofone. Assim o dizia o título do seu álbum gravado em 1956, Saxophone Colossus, e o mínimo que se pode dizer de Sonny Rollins é que os seus sons, em nome próprio ou apoiando outros notáveis (Miles Davis, Dizzy Gillespie, Thelonious Monk, etc.), pertencem, de facto, a uma história monumental em que persiste um sopro de invenção e modernidade capaz de transcender a linearidade de qualquer calendário.
Por uma ironia difícil de ignorar, a notícia da morte de Rollins foi conhecida a 26 de maio (ocorrera na véspera, em Woodstock), o dia em que Miles completaria 100 anos de vida.
Recriando em palco o tema do filme Alfie (1966), eis uma performance de Rollins na Noruega, no Festival de Jazz de Kongsberg, a 30 de junho de 1974 — acompanham-no Rufus Harley (saxofone), Yoshiaki Masuo (guitarra), Bob Cranshaw (baixo) e David Lee (bateria).
 

terça-feira, maio 26, 2026

Miles Davis, So What

IRVING PENN
A mão de Miles Davis
1986
O trompetista Miles Davis nasceu na cidade de Alton, Illinois, no dia 26 de maio de 1926 — faz hoje 100 anos. Escutemos, em silenciosa atenção, o tema So What, do álbum Kind of Blue (1959). Digamos, para simplificar, que estamos perante um dos muitos momentos em que Miles refez a lógica, a linearidade e o destino da história do jazz — entenda-se: da música.
 

terça-feira, fevereiro 03, 2026

I Fall In Love Too Easily x 3

Composta por Jule Styne (música) e Sammy Cahn (letra), I Fall In Love Too Easily é uma jóia do cancioneiro musical de Hollywood — a canção foi interpretada pela primeira vez por Frank Sinatra no filme Anchors Aweigh/ Paixão de Marinheiro (1945), de George Sidney, sendo conhecida através de múltiplas versões, incluindo as de Chet Baker, Ray Conniff, Shirley Horn, Tony Bennett e Anita O'Day. Eis o original e a sua recriação por Miles Davis e Keith Jarrett.
 
>>> Frank Sinatra (com Gene Kelly) em Anchors Aweigh (1945).
 

>>> Miles Davis — Copenhaga, 1969.
 

>>> Keith Jarrett, com Gary Peacock (baixo) e Jack DeJohnette (bateria) — Festival de Lugano, 1986.
 

sexta-feira, janeiro 10, 2025

Miles Davis à la française

Miles Davis Quintet 1963/64
The Bootleg Series, Vol. 8

Provavelmente, no Top de 2024, era este o álbum que devia figurar no nº 1. Enfim, aceitando a pressão da "actualidade", digamos apenas, para simplificar, que estas deambulações francesas de Miles Davis nos devolvem a um tempo passado/futuro que, em boa verdade, já transcendeu todos os nossos calendários.
São três concertos no Festival Mondial du Jazz, em Juan-les-Pins, em 1963, e dois no Paris Jazz Festival, na Salle Pleyel, em 1964 — uma colecção de maravilhas, na companhia de George Coleman e Wayne Shorter (saxofones), Herbie Hancock (piano), Ron Carter (contrabaixo) e Tony Williams (bateria).
Do primeiro concerto (Jua-les-Pins, 26 julho 1963), eis a apresentação muito francesa de André Francis e So What, do álbum Kind of Blue (1959).



domingo, junho 30, 2024

quinta-feira, abril 25, 2024

Memórias de 1974 [álbum]

Miles Davis

Pelo menos desde Miles in the Sky (1968), com Herbie Hancock nas teclas, Miles Davis era alvo dos puristas que o condenavam pelas suas experiências de "fusão", aproximando-se de algumas convulsões do rock e, sobretudo, das electrónicas. Seguiram-se coisas tão extraordinárias e majestosas como Bitches Brew (1970) ou Live-Evil (1971), desembocando neste prodigioso Get Up with It, lançado a 22 de novembro de 1974. O tema de abertura, He Loved Him Madly, é um tributo a Duke Ellington que falecera a 24 de maio.

sexta-feira, julho 08, 2022

Miles em 1982-85

O volume 7 de The Bootleg Series, de Miles Davis, vai chamar-se That’s What Happened e inclui registos de 1982-85, isto é, do tempo em que surgiram os álbuns Star People (1983), Decoy (1984) e You’re Under Arrest (1985). Entre as preciosidades a descobrir encontra-se esta versão de What's Love Got to Do with It, tema de Tina Turner que integrou o alinhamento do álbum Private Dancer (1984) — uma maravilha!

* Miles Davis: Trompete
* Bob Berg: Saxofone Soprano
* John Scofield: Guitarra
* Robert Irving III: Teclados
* Darryl Jones: Baixo Eléctrico
* Al Foster: Bateria
* Steve Thornton: Percussão

domingo, dezembro 26, 2021

In memoriam, Desmond Tutu

A imagem da mão esquerda de Miles Davis faz parte de um portfolio assinado por Irving Penn. As fotografias foram feitas para o álbum Tutu, lançado há 35 anos, em setembro de 1986.
Tutu homenageia várias personalidades marcantes na trajectória pessoal de Miles, a começar pelo bispo sul-africano Desmond Tutu, figura emblemática da luta contra o apartheid, falecido hoje, 26 de dezembro, contava 90 anos. Eis uma interpretação, ao vivo, da faixa-título (que abre o álbum), com Miles na companhia de Marcus Miller, multi-instrumentista e produtor do álbum.
 

Desmond Tutu
[BBC]

domingo, agosto 09, 2020

Miles, 5 de Novembro de 1971

Cerca de um ano depois de The Lost Quintet, de novo com chancela de Sleepy Night Records, aí está The Lost Septet: o álbum duplo de Miles Davis é uma preciosidade escutada apenas uma vez, quando da sua realização e transmissão radiofónica. Aconteceu no dia 5 de Novembro de 1971, em território austríaco, na Wiener Konzerthaus. Nele encontramos um testemunho exemplar da época de todas as fusões, rock'n'roll & electrónicas, de algum modo definida a partir de In a Silent Way (1969) — recorde-se que o emblemático Live-Evil seria editado poucos dias mais tarde, a 17 de Novembro. Eis a colecção de notáveis...

* Miles Davis (trompete)
* Gary Bartz (saxofones, soprano e alto)
* Keith Jarrett (piano eléctrico, orgão)
* Michael Henderson (baixo eléctrico)
* Ndugu Leon Chancler (bateria)
* Charles Don Alias (percussão)
* James Mtume Foreman (percussão)

... e o tema Honky Tonk.

terça-feira, fevereiro 25, 2020

Miles Davis — imagens e sons

Lançado em Sundance, exibido no IndieLisboa, Miles Davis: Birth of the Cool (2019) é um documentário de Stanley Nelson sobre Miles Davis (1926-1991) cuja banda sonora ("música de e inspirada por...") pode ser escutada como uma metódica iniciação ao génio do criador de Kind of Blue — uma colecção de faixas emblemáticas ('Round Midnight, Tutu, etc.) surgem pontuadas por breves testemunhos de, entre outros, Herbie Hancock, Gil Evans e Wayne Shorter. Eis Hail To The Real Chief, um registo inédito; em baixo, o trailer do filme, pontuado pela voz mágica de Miles.



sábado, novembro 16, 2019

Miles Davis, jazz, pop & etc.
— SOUND + VISION Magazine [ hoje ]


A propósito da edição de um álbum inédito de Miles Davis, Rubberband, celebramos um gigante do jazz e o seu envolvimento com outros domínios musicais — com derivações pelo mundo do cinema.

* FNAC / Chiado — hoje, 16 Novembro, 18h30.

domingo, setembro 29, 2019

Miles Davis, jazz, pop & etc.
— SOUND + VISION Magazine [ adiado ]


Razões de última hora obrigam ao adiamento da sessão, pelo que apresentamos as nossas desculpas — novo calendário será divulgado em breve.

A propósito da edição de um álbum inédito de Miles Davis, Rubberband, celebramos um gigante do jazz e o seu envolvimento com outros domínios musicais — com derivações pelo mundo do cinema.

* FNAC / Chiado — 29 Setembro, 18h30.

sábado, setembro 28, 2019

Miles, 1949

As primeiras gravações de Miles Davis como líder datam de 1949 e estão incluídas no álbum antológico Birth of the Cool, lançado em 1957 (ano de Miles Ahead). Apostando em revitalizar alguns temas clássicos do seu catálogo através de "recriações" visuais, o Universal Music Group pôs a circular um teledisco (?) para o tema Moon Dreams, com assinatura de Nicolas Donatelli, inspirado-se em desenhos e pinturas do próprio Miles. Enfim, o resultado é apenas competente — mas a música...

domingo, julho 28, 2019

Miles inédito (ou quase)

É, ou melhor, era uma memória perdida: em 1986, com o álbum Tutu, Miles Davis estreava-se com chancela da Warner Bros., depois de três décadas sob o signo da Columbia. O certo é que, nas convulsões da mudança, foram abandonadas as gravações de um outro álbum, a chamar-se Rubberband.
Até que damos um salto para 6 de Setembro de 2019: nesse dia, Rubberband vai ser finalmente editado, graças aos esforços dos produtores originais, Randy Hall e Zane Giles, com a participação das vozes de Ledisi and Lalah Hathaway — isto porque o gosto experimental de Miles o levava a convocar as mais diferenças inspirações, neste caso os ritmos e cantos caribenhos [Rolling Stone].
Ou seja: uma obra inédita e incompleta, só agora concluída, 28 anos decorridos sobre o desaparecimento de Miles (falecido a 28 de Setembro de 1991, contava 65 anos) — para já, eis o tema Paradise, com a participação de Medina Johnson.

segunda-feira, julho 01, 2019

Miles Davis — memórias "cool"

História e lenda unidas num objecto chave na história do jazz: Birth of the Cool (1957) já tinha a sua edição integral. Ou melhor: The Complete Birth of the Cool (1998) coligia todas as gravações que Miles Davis, então um trompetista de 22 anos (as sessões do álbum datam de 1949/50), gravou com um colectivo em que surgiam, entre outros, os saxofonistas Gerry Mulligan e Lee Konitz, e o baterista Max Roach. Agora, acrescenta-se uma edição em vinyl, com dois LP e um ensaio inédito de Ashley Kahn.
Eis o som de Moon Dreams, terceira faixa do álbum. Em baixo, o trailer do novo documentário Miles Davis: Birth of the Cool (2019), realizado por Stanley Nelson.



sexta-feira, janeiro 11, 2019

10 álbuns de 2018 [10]

* THE FINAL TOUR: THE BOOTLEG SERIES, VOL. 6, Miles Davis & John Coltrane

Noblesse oblige... Em 1960, ao partir para a sua digressão europeia, o quinteto de Miles Davis era um colectivo que a história viria a consagrar, não apenas como fenómeno artístico, mas também entidade mitológica: Miles coabitava com John Coltrane (saxofone), Wynton Kelly (piano), Paul Chambers (contrabaixo) e Jimmy Cobb (bateria). O certo é que, rezam as crónicas, era também um grupo em irreversível processo de desagregação. Dito de forma necessariamente esquemática, o génio de Miles ia por caminhos que o génio de Coltrane não estava disposto a seguir. E vice-versa: o primeiro lançara Kind of Blue no ano anterior, o segundo Soultrane em 1958. Daí que estes cinco concertos — dois em Paris, um em Copenhaga, dois em Estocolmo — estejam pontuados por capítulos de evidentes dissonâncias, por assim dizer entre a aritmética intimista do trompete e a vertigem galáctica do saxofone. Pois bem, tal conflito ficou como um dos mais belos capítulos da história do jazz, com todos os músicos (ouçam-se, por exemplo, as sofisticadas deambulações de Kelly) a desafiarem os seus próprios limites técnicos e criativos, expondo às suas atónitas audiências a beleza de uma liberdade tão material quanto espiritual. Depois do também fundamental Freedom Jazz Dance, editado em 2016, com o "outro" quinteto de Miles (Wayne Shorter, Herbie Hancock, etc.), este é o prodigioso Vol. 6 da série de "bootlegs" do trompetista — eis o som de So What (tema de abertura de Kind of Blue), registado no segundo concerto da noite de 22 de Março de 1960, no Konserthuset, de Estocolmo.

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Bruce Springsteen
Keith Jarrett
Spiritualized
boygenius
Shemekia Copeland
Jorja Smith
Danish String Quartet
Neil Young
SOPHIE

terça-feira, maio 31, 2016

Miles Davis & Robert Glasper

O pianista Robert Glasper é responsável pela banda sonora de Miles Ahead, o muito aguardado filme sobre Miles Davis, interpretado e dirigido por Don Cheadle (estreia portuguesa: 14 Julho). Entretanto, Glasper apresentou um outro trabalho em que a relação com a herança de Miles se traduz na reinvenção de vários dos seus temas, contando com a colaboração de talentos tão diversos como Bilal, Erykah Badu, Laura Mvula, John Scofield e Stevie Wonder — chama-se Everything's Beautiful e podemos descobrir aqui um pouco dos seus serenos contrastes através do tema Ghetto Walkin' (com Bilal) e ainda de um pequeno video de apresentação.