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sábado, dezembro 14, 2019

Angel Olsen em concerto radiofónico

O quarto álbum de Angel Olsen, All Mirrors, é mesmo aquilo que prometia: uma viagem de paradoxal e envolvente intimismo sinfónico. A prova: o seu mini-concerto radiofónico, da série 'World Cafe', registado na WXPN, em Filadélfia, a 31 de Outubro de 2019. Eis a canção-título do álbum, num video disponibilizado pela NPR, e em baixo o registo completo dos quatro temas interpretados.



quinta-feira, dezembro 12, 2019

Natal com Bruce Springsteen

Clarence Clemons + Bruce Springsteen
Clarence Clemons (1942-2011) tocou a última vez com Bruce Springsteen, na E Street Band, a 7 de Dezembro de 2010, num concerto para apenas seis dezenas de espectadores. Foi uma apresentação especial de The Promise, em Asbury Park [notícia: Rolling Stone], álbum que antologiava materiais inéditos das sessões de Darkness on the Edge of Town (1978). No final, o pressentimento do Natal levou Bruce a interpretar Blue Christmas, um standard de Billy Hayes/Jay W. Johnson, composto em finais da década de 40 e celebrizado por Elvis Presley a partir do respectivo registo em 1964.

quarta-feira, dezembro 11, 2019

Weyes Blood na NPR

Cognome artístico: Weyes Blood. Aliás: Natalie Laura Merling. Americana, nascida em Santa Monica, California, há 31 anos, é um dos casos sérios da música em 2019: o seu álbum Titanic Rising (nº 4 de uma discografia iniciada em 2011, com The Outside Room) percorre uma paisagem de sedutoras ambivalências sonoras, desde alguma nostalgia de uma certa pop (dita) de câmara até aos sobressaltos do mais primitivo romantismo. Ela esteve na NPR, num dos emblemáticos 'Tiny Desks Concerts', interpretando três temas de Titanic Rising: Andromeda, Wild Time e Picture Me Better.

quinta-feira, novembro 14, 2019

Rolling Stones em Buenos Aires, 1998

Do baú de materiais inéditos dos Rolling Stones saíu mais um concerto: Bridges to Buenos Aires recupera um capítulo da digressão associada ao lançamento do álbum Bridges to Babylon (1997) — realizado na capital da Argentina no dia 5 de Abril de 1998, o evento foi tanto mais especial quanto contou com a participação de Bob Dylan para cantar Like a Rolling Stone. Do seu alinhamento, eis Saint of Me.

quinta-feira, novembro 07, 2019

Taylor Swift, solo

De que falamos quando falamos de Taylor Swift? Ou como a escutamos?
Digamos que, ao longo dos anos, a temos descoberto entre a facilidade de um descarnado naturalismo e a procura de uma genuína e, de algum modo, confessional teatralidade.
O que nos conduz a uma pergunta clássica: ser uma estrela é apenas a monótona reiteração de um estatuto ou pode ser um sistema coerente de risco e consequência, sedução e desafio?
Integrado na série de performances designadas como 'Tiny Desk Concert', a passagem de Swift pelos estúdios da NPR envolve uma radiosa resposta àquelas dúvidas. Conduzindo-nos a nova interrogação: e se a saturação de efeitos & poses que tem caracterizado o seu protagonismo no país global do entertainment fosse um logro artístico? E se ela arriscasse expor-se através do minimalismo de uma guitarra ou um piano?
É o que acontece aqui. São quatro canções — The Man, Lover, Death by a Thousand Cuts e All Too Well, as três primeiras do recente Lover (2019), a última de Red (2012) — despidas de artificialismos redundantes, devolvidas à sensibilidade primordial da voz. Solo, voilà. Menos é mais. 

domingo, outubro 13, 2019

Sharon Van Etten — concerto na NPR

O quinto registo de estúdio de Sharon Van Etten, Remind Me Tomorrow, é, por certo, um dos grandes acontecimentos deste ano musical. A cantora de Brooklyn esteve nos estúdios da NPR para um 'Tiny desk concert', interpretando três temas do álbum: Comeback Kid, You Shadow e Seventeen.

sábado, setembro 28, 2019

Piano solo [6/10]


[ Herbie Hancock ] [ Miksuko Uchida ] [ Patrick Leonard ] [ Grigory Sokolov ] [ Keith Jarrett ]

As Partitas de Johann Sebastian Bach para cravo são universalmente reconhecidas como um dos desafios mais extremos a qualquer exercício de teclas — e, por maioria de razão, quando interpretadas no piano. Dir-se-ia que o compositor concentrou na solidão do intérprete a possibilidade de consagrar o teclado como material narrativo, por excelência, projectando uma unidade abstracta tecida de infinitos contrastes e nuances.
Para Pedro Burmester, a Partita N.º 6 BWV 830 constitui uma referência "antiga", quanto mais não seja porque a encontramos no alinhamento do álbum J. S. Bach, editado pela EMI-Valentim de Carvalho em 1989 (ano do 26º aniversário do pianista).
Podemos vê-lo ou revê-lo aqui, 24 anos mais tarde (8 Dezembro 2013), na Casa da Música, no Porto, interpretando a mesma composição — um breve acontecimento, pleno de eternidade.

terça-feira, setembro 24, 2019

Piano solo [5/10]


[ Herbie Hancock ] [ Miksuko Uchida ] [ Patrick Leonard ] [ Grigory Sokolov ]

Um vício jornalístico faz com que muitas aproximações do universo criativo do americano Keith Jarrett dependam de uma lamentável fulanização. Dito de outro modo: por vezes, gasta-se mais espaço e tempo a especular sobre o "temperamento" do pianista do que a tentar estabelecer alguma ligação com as singularidades do seu génio.
Digamos para simplificar que, sendo Jarrett um maníaco da perfeição de estúdio (inclusive na "transferência" do jazz para os domínios da música clássica), há no seu trajecto um gosto muito particular pela performance ao vivo. É um gosto tanto mais perverso e fascinante quanto ele encara as suas componentes como uma "duplicação" da pureza ambiental do estúdio.
Exemplo extremo e muito pouco conhecido será Last Solo (2002), registo de um concerto em Tóquio, a 25 de Janeiro de 1984, fantástica celebração da solidão do intérprete devotado à resistência do seu piano — este é o encore do concerto, devidamente intitulado Tokyo '84 Encore.

domingo, setembro 22, 2019

Madonna, James Baldwin & etc.

[FOTO: Rolling Stone]
>>> A arte existe para provar que qualquer segurança é uma ilusão... Os artistas existem para perturbar a paz.

São palavras de James Baldwin (1924-1987) que servem de abertura aos espectáculos da 'Madame X Tour'. Como tem sido noticiado (e não deixa de ser interessante que esta seja uma verdadeira notícia), a organização da digressão de Madonna proíbe a utilização de telemóveis. Dito de outro modo: há muito poucas imagens do palco e o essencial do que sabemos passa pelos textos críticos já publicados — sugestão de leitura: o artigo de Rob Sheffield, na Rolling Stone.
Recorde-se que na longa ficha artística da digressão encontramos o nome do guitarrista português Gaspar Varela. Este é o alinhamento do espectáculo e, em baixo, um video promocional, divulgado em Maio deste ano, com Madonna a receber a visita de Diplo.

“God Control”
“Dark Ballet”
“Human Nature”
“Vogue”
“I Don’t Search I Find”
“Papa Don’t Preach”
“American Life”
“Batuka”
“Fado Pechincha”
“Killers Who Are Partying”
“Crazy”
“La Isla Bonita”
“Sodade”
“Medellin”
“Extreme Occident”
“Frozen”
“Come Alive”
“Future”
“Crave”
“Like a Prayer”
“I Rise”

quinta-feira, setembro 19, 2019

The Monterey Jazz Festival On Tour

O Festival de Jazz de Monterey é uma das instituições mais conhecidas, e também mais respeitadas, do mundo do jazz. O que poderá ser, então, The Monterey Jazz Festival On Tour? Pois bem, uma banda que tem funcionado como uma embaixada do próprio certame em palcos muito diversos. A sua constituição está ligada às comemorações do 60º aniversário do festival (a edição nº 62 ocorre neste mês de Setembro), reunindo os seguintes artistas:

* Melissa Aldana (saxofone tenor)
* Bria Skonberg (trompete e voz)
* Christian Sands (piano, director musical)
* Jamison Ross (bateria e voz).

Em Junho deste ano, The Monterey Jazz Festival On Tour esteve no Lincoln Center, em Nova Iorque, para um concerto integrado na série Jazz Night in America — três quartos de hora de serena, sofisticada e envolvente celebração. 

quinta-feira, setembro 05, 2019

Nirvana, 1993

Não se trata de uma novidade: Live and Loud é a gravação de um concerto dos Nirvana, produzido para a rubrica homónima da MTV, em Seattle, a 13 de Dezembro de 1993. Foi uma das derradeiras performances públicas de Kurt Cobain (1967-1994), tendo sido editado em DVD em 2013. Recentemente, em paralelo com a respectiva edição em vinyl, o YouTube oficial da banda divulgou algumas das suas canções, a maior parte de In Utero, lançado no mesmo ano — eis Heart-Shaped Box, tema desse álbum, seguido de Come as You Are e Lithium, ambos de Nevermind (1991).





sexta-feira, agosto 16, 2019

Woodstock na Antena 3

Belos momentos de rádio num programa da Antena 3 concebido e apresentado pelo Nuno — eis o que acontece:

>>> Três dias de paz, amor e música… Foi assim Woodstock, em agosto de 1969. Alguns dos maiores nomes da música atuaram para uma inesperada multidão de meio milhão de pessoas. Mas nem só de música viveu a história de um festival que ajudou a mudar a própria sociedade. 50 anos depois, a Antena 3 lembra Woodstock e o seu legado. E para contar esta história e o que mudou depois de Woodstock, o Nuno Galopim chamou os nossos companheiros de trabalho Álvaro Costa e Pedro Costa, o crítico de cinema João Lopes e os músicos Jorge Palma e Tozé Brito (que atuaram em Vilar de Mouros em 1971).

Para ouvir no site da Antena 3.

quinta-feira, agosto 15, 2019

Woodstock, 50 anos

Fascinante aritmética do tempo: 4 x 3 — são 12 LP, a cores, celebrando a invencível nostalgia do vinyl, evocando os "3 dias de paz e música" vividos no Festival de Woodstock a partir de 15 de Agosto de 1969 — faz hoje 50 anos.
Eis um acontecimento tanto mais especial quanto, de facto, transcende a maior parte das edições anteriores, dando a ouvir muitas performances não incluídas nessas edições ou ausentes do filme de Michael Wadleigh, o fabulosos Woodstock (lançado em Março de 1970 nas salas dos EUA e, em Portugal, no Verão de 1975, na extinta sala do Caleidoscópio, no Campo Grande, em Lisboa [blog: 'Restos de colecção']).
Entre os ausentes do filme de Wadleigh, aqui ficam os Creedence Clearwater Revival (Green River); em baixo, o hino dos EUA na lendária performance de Jimi Hendrix.



domingo, julho 28, 2019

Piano solo [2/10]


[ Herbie Hancock ]

Compostos em 1827, os oito Impromptus de Franz Schubert — publicados em dois conjuntos de quatro, D899 (Op. 90) e D935 (Op. 142), este em 1839, cerca de onze anos depois da morte do compositor — são símbolos exemplares de uma matriz de composição especialmente popular ao longo do século XIX. A sua ilusória ligeireza, naturalmente associada ao gosto do improviso, não exclui, antes parece intensificar, a sensação de fechamento de cada uma das peças, dir-se-ia abrindo e fechando a possibilidade de uma experiência total, ainda que totalmente em aberto.
Por certo uma das mais brilhantes intérpretes de Schubert, Mitsuko Uchida gravou os oito Impromptus em 1997, numa edição Philips, actualmente disponível no catálogo Decca Classics.
Este registo pertence a um concerto realizado em Tóquio, também em 1997 — dele constam os Impromptus nº 1 (Op. 142) e nº3 (Op. 90).

sábado, julho 27, 2019

Woodstock, 50 anos
— SOUND + VISION Magazine [ hoje ]

Agosto de 1969, acontecia o festival dos "Três dias de paz e amor" — passado meio século, revisitamos as memórias de Woodstock, percorrendo também um pouco da história dos grandes concertos de rock.

* FNAC, Chiado — hoje, 27 Julho (18h30).

sexta-feira, julho 26, 2019

Piano solo [1/10]

Maiden Voyage é o tema-título do quinto álbum de estúdio de Herbie Hancock, lançado pela Blue Note em 1965. Faz parte da lista de gravações do lendário Rudy Van Gelder, com Hancock, cerca de um mês antes de completar 25 anos, a liderar um ensemble de notáveis: Freddie Hubbard (trompete), George Coleman (saxofone), Ron Carter (contrabaixo) e Tony Williams (bateria).
A vibração lírica da composição e, em boa verdade, de todo o álbum testemunha uma sofisticada evolução do hard bop do registo de estreia (Takin' Off, 1962), evolução que muitos analistas reconhecem pontuada pelo convívio com Miles Davis, cujo quinteto Hancock integrava desde 1963.
Muitos vezes retomado a solo, recriado na fascinante austeridade do piano, Maiden Voyage surge, aqui, num concerto de Hancock, em 1989, no Festival de Salzburgo.

quinta-feira, julho 11, 2019

CURTAS 2019
— Maya Deren revista por Thurston Moore

A Study in Choreography for Camera (1945)
Redescobrir os clássicos do cinema através da guitarra eléctrica — eis um resumo possível, esquemático, mas sugestivo, do concerto de Thurston Moore no CURTAS de Vila de Conde. O fundador dos Sonic Youth apresentou-se no palco do Teatro Municipal numa solidão de muitas personagens, imaginações e imaginários, sonorizando (ou devemos dizer: reencenando através dos sons?) os filmes de Maya Deren (1917-1961), figura incontornável de uma fascinante vanguarda que, paradoxalmente ou não, coexistiu com as muitas convulsões, não menos fascinantes, de Hollywood durante e após a Segunda Guerra Mundial.
Olhando as imagens de pequenos filmes como At Land (1944), A Study in Choreography for Camera (1945) ou Ritual in Transfigured Time (1946), ao mesmo tempo escutando a poesia agreste de Moore, seria pueril reduzir o evento a um mero desenho de cumplicidades. Em boa verdade, tais cumplicidades — que não são estranhas à crueza amorosa de contemplação do outro — definem também uma paisagem em que as mais diversas solidões se podem encontrar, reconhecendo a pluralidade infinita das significações do mundo à nossa volta. Ou como música e cinema podem refazer o mapa do nosso quotidiano.

>>> Cópia (muda) de At Land, disponível no YouTube.

quarta-feira, julho 10, 2019

Betty Who na NPR

Nascida na Austrália em 1991, Jessica Anne Newham conquistou a sua posição no mercado pop como Betty WhoBetty, o seu terceiro álbum, surgiu em Fevereiro deste ano, expondo uma vulnerabilidade emocional que parece apelar a uma certa depuração instrumental. Assim aconteceu num dos 'Tiny Desk Concerts' da NPR, num breve e enérgico alinhamento de três canções: Taste e I Remember do novo álbum; Friend Like Me do EP Betty Pt. 1, lançado o ano passado.

sábado, julho 06, 2019

"Mercy, Mercy" — 50 anos depois

Graças a Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood, eis um novo capítulo para uma grande canção.
Mercy, Mercy é um clássico da soul composto por Don Covay/Ron Miller. O seu lugar na história da música popular possui uma dimensão tanto mais lendária quanto a gravação original, por Covay, em 1964, envolveu, nas guitarras, o ainda pouco conhecido Jimi Hendrix.
A canção ocupa também um lugar especial na trajectória dos Rolling Stones, tendo integrado o alinhamento de Out of Our Heads (1965), quarto álbum da banda lançado nos EUA (terceiro no Reino Unido). A 5 de Julho de 1969, dois dias depois da morte de Brian Jones, a banda interpretou-a no célebre concerto de Hyde Park que marcou também a primeira aparição pública de Mick Taylor como elemento dos Stones.
O certo é que, desde essa data, a canção desapareceu das performances dos Stones — até ao dia 3 de Julho de 2019.
No quarto concerto nos EUA integrado na 'No Filter Tour' (FedEx Field, Washington), os Stones regressaram a Mercy, Mercy, celebrando ainda e sempre as suas raízes soul e R&B — meio século mais tarde, é o presente que triunfa.

>>> 2019: Mercy, Mercy + Rocks Off + You Cant Always Get What You Want [video publicado, por exemplo, pela Rolling Stone].

>>> 1969: Mercy, Mercy no Hyde Park.

>>> 1964: Mercy, Mercy, original de Don Covay.

>>> 1965: Mercy, Mercy, do álbum Out of Our Heads.

* * * * *
DON COVAY
(1936 - 2015)

quarta-feira, julho 03, 2019

The Kills — um concerto radiofónico

É uma daquelas pérolas perdidas que circulam, ou apenas permanecem, no silêncio da Net... à espera de serem descobertas. Pertence à série The Strombo Show, programa de rádio do canadiano George Stroumboulopoulos que gosta de convidar artistas muito diversos para performances mais ou menos intimistas, em ambiente caseiro. Assim aconteceu em 2016, com The Kills, numa altura em que Alison Mosshart e Jamie Hince estavam a lançar Ash & Ice, o seu quinto álbum de estúdio. Resultado: uma meia hora prodigiosa, além do mais filmada com mão de mestre por Alex Narvaez.