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sexta-feira, dezembro 13, 2019

Rolling Stones: Let it Bleed, 50 anos
— SOUND + VISION Magazine [ hoje, 14 Dez. ]


Foi o último álbum dos Rolling Stones em que Brian Jones ainda participou: assinalamos os 50 anos do lançamento de Let it Bleed, evocando os caminhos criativos da banda, em estúdio e em palco — com algumas variações musicais e cinéfilas sobre o tempo em que tudo aconteceu.

* FNAC, Chiado — hoje, 14 Dezembro (18h30).

quinta-feira, dezembro 12, 2019

Natal com Bruce Springsteen

Clarence Clemons + Bruce Springsteen
Clarence Clemons (1942-2011) tocou a última vez com Bruce Springsteen, na E Street Band, a 7 de Dezembro de 2010, num concerto para apenas seis dezenas de espectadores. Foi uma apresentação especial de The Promise, em Asbury Park [notícia: Rolling Stone], álbum que antologiava materiais inéditos das sessões de Darkness on the Edge of Town (1978). No final, o pressentimento do Natal levou Bruce a interpretar Blue Christmas, um standard de Billy Hayes/Jay W. Johnson, composto em finais da década de 40 e celebrizado por Elvis Presley a partir do respectivo registo em 1964.

domingo, dezembro 08, 2019

No labirinto de Stanley Kubrick

A obra-prima de Stanley Kubrick, De Olhos Bem Fechados, está de volta em cópia restaurada: 20 anos depois, é também uma redescoberta fascinante do casal Tom Cruise/Nicole Kidman — este texto foi publicado no Diário de Notícias (4 Dezembro).

Muitos espectadores terão o filme final de Stanley Kubrick, De Olhos Bem Fechados, em DVD ou Blu-ray. E não há dúvida que este é um daqueles casos em não podemos deixar de sublinhar a impecável qualidade das respectivas edições. Seja como for, nada pode substituir a vibração, a intensidade e o mistério de De Olhos Bem Fechados no ecrã de uma sala escura. Pois bem, a boa notícia é que a obra-prima de Kubrick está de volta numa reposição em cópia restaurada (que se anuncia, para já, para Lisboa, Porto, Coimbra e Braga).
Assinala-se, assim, uma efeméride. Foi há 20 anos que surgiu o filme que, como titulava a revista Time na sua edição de 5 de Julho de 1999, nos revelava o então casal Tom Cruise/Nicole Kidman para além de todas as imagens conhecidas. Assim mesmo: “Cruise & Kidman como nunca os viram”.


E não era caso para menos. Ao transpor para o presente a trama de uma novela de Arthur Schnitzler publicada em 1926 (Traumnovelle), Kubrick não se limitava a fazer uma “transposição” da Viena do princípio do século para a Nova Iorque da década de 1990. A história de traição e fidelidade vivida pelo Dr. William Harford e a sua mulher Alice (Cruise & Kidman) é, afinal, um eterno conto moral sobre os labirintos do desejo humano.


Filmado em Inglaterra, onde Kubrick viveu desde a rodagem do seu Lolita (1962), De Olhos Bem Fechados é também uma ilustração extrema do invulgar poder de produção do seu autor. De facto, o perfeccionismo do cineasta fez com que a rodagem se estendesse por mais de um ano e meio (entre novembro de 1996 e junho de 1998), além do mais obrigando os protagonistas a alterarem diversos compromissos com outras rodagens. Isto sem esquecer que os trabalhos de cenografia envolveram minuciosas reproduções de algumas ruas de Greenwich Village nos estúdios de Pinewood, nos arredores de Londres.
O processo de conclusão do filme [título original: Eyes Wide Shut] acabaria por desembocar num perturbante desenlace. De facto, foi no dia 1 de Março de 1999 que Kubrick organizou a primeira projecção da montagem final de De Olhos Bem Fechados, convocando o casal de protagonistas e os dirigentes da Warner (estúdio produtor); seis dias mais tarde, sofreu um ataque cardíaco e morreu durante o sono — contava 70 anos.
Há em De Olhos Bem Fechados qualquer coisa de bailado trágico sobre o amor, a sua radiosa possibilidade ou tão só a sua impossibilidade. E a palavra “bailado” está longe de ser banalmente metafórica, já que, tal como em outros momentos emblemáticos da filmografia “kubrickiana”, este é um filme em que a música desempenha um fundamental papel de enquadramento dramático. Entre as composições mais célebres que se escutam em De Olhos Bem Fechados está a Valsa nº 2 da Suite para Orquestra de Variedades composta por Dmitri Shostakovich em 1938 (vulgarizada pela designação de Suite para Orquestra de Jazz). Isto sem esquecer que Baby Did a Bad Bad Thing, canção de Chris Isaak (do álbum Forever Blue, 1995), ficou como emblema erótico do próprio filme.

terça-feira, dezembro 03, 2019

Ross + (Bowie) + Reznor

Atticus Ross e Trent Reznor disponibilizaram mais uma preciosidade do seu trabalho para a série Watchmen: nada mais nada menos que uma versão instrumental de Life on Mars, de David Bowie — breve lição de metodologia e criatividade.

sábado, novembro 16, 2019

"Le Mans '66" tem playlist no Spotify

Em paralelo com o lançamento nas salas do magnífico Le Mans '66: o Duelo, de James Mangold, o Spotify disponibiliza uma playlist "inspirada" pelo filme. Assim, além de vários fragmentos instrumentais da banda sonora original, composta por Marco Beltrami e Buck Sanders, encontramos uma série de canções seleccionadas por Jon Bernthal, Joss Lucas e Tracy Letts, três dos secundários da ficha de intérpretes do filme. Eis a lista e, em baixo, a memória de um dos temas escolhidos — The Weight, por The Band —, tal como surge no filme A Última Valsa (1978), de Martin Scorsese.

JON BERNTHAL
Ronny & The Daytonas – GTO
Dean Martin – Ain’t That a Kick in the Head
Grateful Dead – Friend of the Devil
Leadbelly – John Hardy
Dion DiMucci – Runaround Sue

JOSH LUCAS
Stevie Wonder – Fingertips (parts 1 & 2)
The Beatles – Norwegian Wood
The Doors – The End
The Band – The Weight
Jefferson Airplane - White Rabbit

TRACY LETTS
Cannonball Adderley Quintet – Mercy, Mercy, Mercy
Wayne Shorter – Footprints
Sergio Mendes and Brasil ’66 – Mais Que Nada
Lee Morgan – Sunrise, Sunset
Wayne Shorter – Speak No Evil

Miles Davis, jazz, pop & etc.
— SOUND + VISION Magazine [ hoje ]


A propósito da edição de um álbum inédito de Miles Davis, Rubberband, celebramos um gigante do jazz e o seu envolvimento com outros domínios musicais — com derivações pelo mundo do cinema.

* FNAC / Chiado — hoje, 16 Novembro, 18h30.

quinta-feira, novembro 14, 2019

Rolling Stones em Buenos Aires, 1998

Do baú de materiais inéditos dos Rolling Stones saíu mais um concerto: Bridges to Buenos Aires recupera um capítulo da digressão associada ao lançamento do álbum Bridges to Babylon (1997) — realizado na capital da Argentina no dia 5 de Abril de 1998, o evento foi tanto mais especial quanto contou com a participação de Bob Dylan para cantar Like a Rolling Stone. Do seu alinhamento, eis Saint of Me.

sábado, novembro 09, 2019

"Lay Lady Lay" — 50 anos depois

As canções também têm direito às suas efemérides. E se Nashville Skyline, nono álbum de estúdio de Bob Dylan, completou este ano meio século, vale a pena especificarmos e dizer que Lay Lady Lay, um dos clássicos absolutos de Dylan, celebra, naturalmente, a mesma idade. Pois bem, saudemos o seu reaparecimento, em take alternativa, no recentemente editado Travellin' Thru, 1967 - 1969 (15º volume de 'The Bootleg Series') — a mesma serenidade poética num arranjo instrumentalmente mais austero.

quarta-feira, novembro 06, 2019

Fiona Apple + The Waterboys

O título era épico: The Idler Wheel Is Wiser Than the Driver of the Screw and Whipping Cords Will Serve You More Than Ropes Will Ever Do... E a música também. Foi um dos grandes discos de 2012 e, desde então, não tivemos novo álbum de Fiona Apple. A boa notícia é que vem aí outro — sairá em 2020 e será o quinto título da sua discografia.
Entretanto, Fiona fez-nos a doação de um pequeno prodígio de criação/reinvenção: uma versão do clássico The Whole of the Moon, tema incluído no não menos clássico This Is the Sea (1985), de The Waterboys. Trata-se de uma gravação para o episódio final da série The Affair [Showtime] — recorde-se que o primeiro episódio abrira com o original da banda de Mike Scott. Eis dois momentos de excepção.



sábado, novembro 02, 2019

Johnny Cash + Bob Dylan

Já chegou às lojas Travellin' Thru, 1967 - 1969, 15º volume de 'The Bootleg Series', de Bob Dylan. São resgatadas, em particular, as memórias da sua colaboração com Johnny Cash, celebrando uma criatividade realmente revolucionária, enraizada no cruzamento feliz de country, folk e rock. Eis um esclarecedor video sobre os materiais agora editados, sua produção, energia artística e valor simbólico.

sexta-feira, outubro 18, 2019

Prince: "demo" inédito

Foi a 19 de Outubro de 1979 que surgiu Prince, o segundo álbum de estúdio do príncipe de Minneapolis. Para assinalar a data, os gestores do património do cantor divulgaram um "demo" inédito de I Feel for You, tema desse álbum que, curiosamente, teria maior divulgação na voz de Chaka Khan, num álbum de 1984 cujo título coincide com o da canção  [notícia: Rolling Stone].
A gravação, em cassete, terá sido feita em 1978-1979, tinha Prince 20 anos — é um exercício paradoxal de contenção exuberância que vale a pena escutar em paralelo com o registo que está no álbum de Prince e, por fim, a versão de Chaka Khan.





segunda-feira, outubro 14, 2019

"Apocalypse Now" na FNAC

Agradecemos a presença dos que no domingo, dia 13, nos acompanharam na FNAC do Chiado para uma viagem motivada pelos 40 anos de Apocalypse Now e o respectivo restauro em 4K (domingo, dia 20, no CCB). Entre memórias cinematográficas e musicais, eis três dos videos que apresentámos.

SOUND + VISION Magazine
(próxima edição)
MILES DAVIS, JAZZ, POP & ETC.
FNAC / Chiado — 16 Novembro (18h30)

>>> Apocalypse Now (Satisfaction, Rolling Stones) + War, Bruce Springsteen + Orange Crush, R.E.M.





quarta-feira, outubro 09, 2019

Robbie Robertson: filmes & canções

E reencontramos Robbie Robertson, membro do lendário The Band, esse grupo que sempre foi olhado como um fenómeno algo marginal, mesmo se a sua música pertence ao núcleo mais visceral do rock made in USA — ironia suplementar: Robertson, 76 anos, nasceu no Canadá.
Sinematic, o seu sexto álbum a solo, nasce de uma dupla motivação: por um lado, a renovada colaboração com Martin Scorsese, agora em The Irishman, de tal modo que o tema de abertura, I Hear You Paint Houses, retoma o título do livro de Charles Brandt (em rigor: I Heard You Paint Houses) que serve de base ao filme de Scorsese; por outro lado, a conclusão do documentário auto-biográfico Once Were Brothers: Robbie Robertson and The Band (a segunda faixa do álbum chama-se mesmo Once Were Brothers). O resultado, cruzando folk e country, preserva o saber e o sabor das raízes da mais pura Americana. Exemplo: Let Love Reign, performance registada em The Tonight Show, de Jimmy Fallon.

domingo, setembro 29, 2019

Miles Davis, jazz, pop & etc.
— SOUND + VISION Magazine [ adiado ]


Razões de última hora obrigam ao adiamento da sessão, pelo que apresentamos as nossas desculpas — novo calendário será divulgado em breve.

A propósito da edição de um álbum inédito de Miles Davis, Rubberband, celebramos um gigante do jazz e o seu envolvimento com outros domínios musicais — com derivações pelo mundo do cinema.

* FNAC / Chiado — 29 Setembro, 18h30.

sábado, setembro 28, 2019

Miles, 1949

As primeiras gravações de Miles Davis como líder datam de 1949 e estão incluídas no álbum antológico Birth of the Cool, lançado em 1957 (ano de Miles Ahead). Apostando em revitalizar alguns temas clássicos do seu catálogo através de "recriações" visuais, o Universal Music Group pôs a circular um teledisco (?) para o tema Moon Dreams, com assinatura de Nicolas Donatelli, inspirado-se em desenhos e pinturas do próprio Miles. Enfim, o resultado é apenas competente — mas a música...

sexta-feira, setembro 27, 2019

"Here Comes the Sun", 2019

1969 - 2019: as comemorações dos 50 anos do álbum Abbey Road (e as respectivas edições especiais) continuam a suscitar as mais diversas actualizações sonoras e visuais. Aqui está o novo visual de Here Comes the Sun, por certo uma das composições mais emblemáticas de George Harrison, com ou sem os Beatles — não exactamente um teledisco, antes uma pequena e tocante colecção de memórias.

quarta-feira, setembro 25, 2019

Dylan, Cash & etc.

Chega a 1 de Novembro o vol. 15 de 'The Bootleg Series', de Bob Dylan: Travellin' Thru, 1967 - 1969 são três CD (ou 3 LP) marcados pela relação, directa e simbólica, de Dylan com a música de Nashville, envolvendo gravações dos álbuns John Wesley Harding (1967), Nashville Skyline (1969) e Self Portrait (1970) — sem esquecer diversas colaborações com Johnny Cash, nomeadamente a sua participação na primeira edição do programa The Johnny Cash Show, difundido pela ABC-TV a 7 de Junho 1969. Como cartão de visita, eis o lyric video de Tell Me That It Isn't True.

Ringo Starr recria "Yellow Submarine"

Depois de ter entrevistado Paul McCartney, Jimmy Fallon recebeu Ringo Starr, tendo como mote o lançamento do seu novo álbum, What’s My Name (25 Outubro). Na companhia do próprio Fallon, e com a ajuda dos elementos de The Roots, Starr protagonizou uma deliciosa recriação de Yellow Submarine, utilizando brinquedos musicais — tema-título da longa-metragem de animação lançada em 1968, a canção, recorde-se, estreou-se no alinhamento do álbum Revolver (1966).

terça-feira, setembro 24, 2019

"Yesterday", por Marvin Gaye

Na história da música popular, Yesterday (Lennon/McCartney) é uma das canções com maior número de versões: incluída em Help! (1965), quinto álbum de estúdio dos Beatles, dela existirão perto de 3000 interpretações. De passagem por The Late Show, o programa de Stephen Colbert, Paul McCartney falou do seu top dessas versões, mencionando mesmo a sua preferida. A saber: a de Marvin Gaye, no álbum That's the Way Love Is (1970).
Eis o fragmento do programa em que o assunto é focado e, em baixo, a versão de Yesterday por Marvin Gaye.



segunda-feira, setembro 23, 2019

The Boss, 70 anos

Happy birthday, Mr. Springsteen!
De ascendência irlandesa e holandesa, pelo lado do pai, e italiana, pelo lado da mãe, Bruce Frederick Joseph Springsteen nasceu em Long Branch, New Jersey, no dia 23 de Setembro de 1949 — faz hoje 70 anos.
O seu cognome The Boss envolve uma autoridade que não decorre de qualquer forma frívola de poder: nas suas canções espelha-se a energia primitiva do rock, através dela ecoando as convulsões afectivas e políticas de uma América em que o culto da memória permanece indissociável do desejo de utopia.
O seu mais recente álbum de originais, Western Stars, é apenas um capítulo, por certo dos mais cristalinos, de uma trajectória de permanente reinvenção de uma cultura genuinamente popular. Como associar os parabéns a Bruce Springsteen a uma só canção? Arrisquemos — eis The River, num concerto de 1980, em Tempe, Arizona.