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Sabine Azéma no sublime
Coeurs/Corações, de Alain Resnais (estreia hoje)... Podemos perguntar: pose dramática ou atitude irónica? Ou ainda: comédia ou tragédia? Em boa verdade, está lá tudo o que pode acontecer quando se viaja próximo dessas fronteiras instáveis, saltitando com um pé de um lado, um pé do outro. Com a serenidade de um mestre — e sabe bem poder aplicar a palavra mestre com toda a propriedade —, Resnais faz um filme de riquíssima psicologia que, ao mesmo tempo, escapa a qualquer padrão psicológico convencional ou académico. Vem à memória a velha máxima: os melhores efeitos especiais são os factores humanos. E os seus guardiões são os actores.
Voilà!