O Festival de Cinema de Santarém continua a viver a sua história de resistência e reinvenção. Iniciado em 1971, foi nos seus primeiros anos um dos dois principais eventos cinematográficos do país (a par do Festival da Figueira da Foz). A sua primeira etapa terminou em 1989, ressurgindo em 2023 graças à acção do Cineclube de Santarém, em parceria com a Câmara Municipal da cidade.
A 19ª edição começou com uma produção checa — Better Go Mad in the Wild, de Miro Remo —, crónica semi-documental que, ao celebrar uma existência intimimamente ligada às convulsões da natureza, envolve componentes descritivas e mitológicas que podem simbolizar as principais linhas temáticas do próprio festival.
Até dia 31, será posível descobrir mais de quatro dezenas de títulos, repartidos por secções que vão das produções para um público infantil até aos dois segmentos da competição (nacional e internacional). Para a sessão de encerramento está programada uma nova cópia, resultante de um restauro feito pela Cinemateca Portuguesa, de um clássico — A Dança dos Paroxismos (1929), de Jorge Brum do Canto —, com música ao vivo pelo Conservatório de Música de Santarém — será no Teatro Sá da Bandeira, dia 31, às 17h00.
