quinta-feira, agosto 02, 2018

Celeste Rodrigues (1923 - 2018)

Símbolo maior do fado, dentro e fora das fronteiras nacionais, Celeste Rodrigues faleceu no dia 1 de Agosto, em Lisboa — contava 95 anos.
A irmã mais nova de Amália Rodrigues (1920-1999) ocupa um lugar muito especial na história do fado, antes do mais como intérprete dos cenários mais típicos da tradicional canção portuguesa. Estreou-se no Casablanca (Parque Mayer), em 1945, tendo cantado em lugares emblemáticos como o Café Latino, Café Luso, Adega Machado, A Viela e A Parreirinha de Alfama. Teve uma importante carreira internacional, do Brasil (onde participou em espectáculos com a irmã) a Angola e Moçambique, passando por Espanha e o então Congo Belga. Foi também uma das figuras em destaque nas primeiras emissões da RTP, a partir do teatro da Feira Popular, em Lisboa, na zona de Entre Campos.
Com uma discografia de cerca de seis dezenas de títulos, nunca abandonou o canto, tendo surgido em 2007 na colectânea Eles e Elas, a par de nomes clássicos como Alfredo Marceneiro, Maria Teresa de Noronha e Hermínia Silva, além de Amália. Em 2010, o seu neto Diogo Varela Silva realizou um documentário sobre a sua vida e obra, intitulado Fado Celeste.

>>> Eu Dantes Cantava, num registo televisivo de 1978 + Fado Celeste, por ocasião do 90º aniversário, filmado por Bruno de Almeida.




>>> Obituário no Diário de Notícias.
>>> Página de Celeste Rodrigues no Museu do Fado.