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Hoje evocamos um segundo disco que levantou a um patamar que o primeiro não imaginara os horizontes de uma banda que acabaria por se afirmar como uma das maiores referências dos noventas. É certo que Creep os colocou no mapa das atenções e lhes deu um primeiro êxito. Mas ninguém imaginaria, ao escutar Pablo Honey (1993), que nos Radiohead moravam argumentos capazes de os levar a uma mais profunda relação com a escrita de canções que se revelaria em 1995 em The Bends, muito menos a visão que se materializaria em OK Computer e, depois, o salto mais além de Kid A e Amnesiac. The Bends é um disco de afirmação da vitalidade da canção como célula de uma ideia pop/rock. E grandes canções aqui moram, de Fake Plastic Trees a Just ou Street Spirit (Fade Out).