terça-feira, novembro 08, 2011

Novas edições:
Monarchy, Around The Sun


Monarchy 
“Around The Sun” 
Hacan Sound 
3 / 5 

Chegaram a ser uma aposta de uma grande editora, mas na verdade acabaram por ver o futuro adiado. E só agora, quase um ano depois da agenda inicialmente projectada, o álbum de estreia da dupla Monarchy (residente em Londres) chega aos escaparates (está na verdade disponível para download desde o Verão, os formatos físicos chegando agora aos escaparates). Talvez pela história feita de singles que foram editando ao longo do último ano, que evitou assim que o silêncio deste adiamento fosse mais ensurdecedor, o alinhamento de Around The Sun por vezes quase parece uma colecção de memórias recentes. De resrto, as quatro faixas que abrem o álbum correspondem exactamente a quatro dos singles já lançados por esta dupla, a audição, em sequência, de Black, The Colour Of My Heart, I Won’t Let Go, The Phenix Alive e Love Get Out Of My Way sugerindo um clima que quase coisa de best of, abrindo o apetite para o que, de novo, possa chegar a seguir... Estamos em terreno de uma pop electrónica com alma dançável, num espaço não muito distante daquele em que caminham nomes como os Ou Est Le Swimming Pool (que no seu álbum de 2010 tiveram um dos melhores dos menos ouvidos discos pop do ano passado) ou os Golden Filter. Nomes como os Scissor Sisters ou Hurts (especialmente estes últimos) são frequentemente presença em textos que procuram descrever a música dos Monarchy. Talvez mais os segundos, mas com menos gravatas e camisas com o primeiro botão desapertado (ou, musicalmente, sem a carga de dramatismo que passa por algumas das suas baladas). Around The Sun está longe de ser um episódio maior na história da pop do nosso tempo. E o alinhamento depois da faixa 5 não repete (salvo talvez em You Don’t Want To Dance With Me ou na euforia luminosa quase eurovisiva de Maybe I’m Crazy) o tom mais apelativo das quatro faixas (os tais singles anteriores) que abrem o disco. Mas mostra uma ideia pop que, sem voltar as costas a acontecimentos mainstream do nosso tempo, sabe ao menos evitar aquela formatação que faz com que tantas das vedetas à la MTV só se distingam quando lhes vemos os telediscos.