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quarta-feira, agosto 21, 2013

Elmore Leonard (1925 - 2013)

Autor de dezenas de contos e romances, no registo policial ou tendo por cenário a epopeia do Oeste, Elmore Leonard simbolizou nas últimas seis décadas a grande literatura popular americana; faleceu no dia 20 de Agosto, em sua casa, em Bloomfield Hills (arredores de Detroit), cerca de um mês depois de ter sofrido um ataque cardíaco — contava 87 anos.
Nascido em Nova Orleães, Leonard viveu a maior parte da sua existência em Detroit, para onde a família se mudou em 1934. Formado em Inglês e Filosofia, começou a publicar contos no começo da década de 50. O seu primeiro romance, The Bounty Hunters, surgiu em 1953.
Passaram-se poucos anos até o cinema e a televisão se interessarem pelo seu trabalho. Assim, em 1956, o conto Moment of Vengeance era adaptado para uma emissão do pequeno ecrã, CBS - Schlitz Playhouse of the Stars; no ano seguinte, 3:10 to Yuma dava origem ao western homónimo, dirigido por Delmer Daves, com Glenn Ford e Van Heflin nos principais papéis.


Senhor de uma narrativa ao mesmo directa e abstracta, intelectual e sexual, contundente e aberta a todas as formas de imaginário, Leonard distingue-se por uma espécie de realismo paradoxal, exterior e interior, que deu origem a alguns invulgares momentos de cinema. Inspirado na história The Captives, o filme The Tall T (1957), de Budd Boetticher, é um dos primeiros grandes exemplos. Outro é Hombre/Um Homem (1967), de Martin Ritt, com Paul Newman, um dos westerns emblemáticos do chamado período "revisionista", com uma carga psicológica individual, e individualista, bem diversa das matrizes clássicas.
Entre os títulos mais populares, inspirados nas suas obras, incluem-se: Get Shorty/Jogos Quase Perigosos (1995), de Barry Sonnenfeld, Jackie Brown (1997), de Quentin Tarantino, e Out of Sight/Romance Perigoso 1998, de Steven Soderbergh — este último, protagonizado por George Clooney e Jennifer Lopez, é um exemplo particularmente feliz de adequação entre a escrita ágil de Leonard e o sentido de austeridade (financeira & espectacular) da mise en scène de Soderbergh.


Entre as preciosidades a que se obra deu origem inclui-se o magnífico Touch (1997), de Paul Schrader, baseado no romance homónimo, sobre um jovem que parece ter o dom de curar doentes... Leonard referia-se com especial prazer ao tempo que passou a escrever o livro, "imaginando coisas místicas a acontecer a uma pessoa vulgar num cenário contemporâneo". Touch nunca estreou nas salas portuguesas, embora tenha sido editado em DVD. Com um elenco que inclui Skeet Ulrich, Christopher Walken, Bridget Fonda, Gina Gershon e Lolita Davidovich, o filme tem banda sonora original de Dave Grohl (essencialmente instrumental, incluindo a canção How Do You Do).


A sua mais recente adaptação para televisão foi a série Justified (iniciada em 2010), inspirada numa personagem dos romances Pronto e Riding the Rap. Entretanto, foi concluído recentemente o filme Life of Crime, inspirado em The Switch, com realização de Daniel Schechter: a sua estreia mundial está marcada para 15 de Setembro, na sessão oficial de encerramento do Festival de Toronto. Das várias dezenas de produções que as suas histórias inspiraram, Leonard gostava de referir Jackie Brown como o seu filme preferido — encontramos essa referência nas respostas, em 2008, a um questionário da revista Time.


>>> Obituário no New York Times.
>>> Site oficial de Elmore Leonard.

terça-feira, junho 28, 2011

Elaine Stewart (1930 - 2011)


Foi um dos símbolos do glamour de Hollywood na década de 50, em especial no melodrama e no género musical: Elaine Stewart faleceu no dia 27 de Junho em sua casa, em Beverly Hills — contava 81 anos.
De seu nome verdadeiro Elsy Steinberg, estreou-se em Marujo, O Conquistador (1952), uma comédia de Jerry Lewis & Dean Martin. O seu primeiro papel de algum relevo foi em The Bad and The Beautiful (1952), de Vincente Minnelli, com Lana Turner e Kirk Douglas, uma das obras-primas clássicas sobre os bastidores do cinema. Entre os títulos mais importantes da sua filmografia incluem-se Take the High Ground!/Como se Fazem Heróis (1953), comédia dramática de Richard Brooks, Brigadoon/A Lenda dos Beijos Perdidos (1954), referência mitológica do musical, de novo sob a direcção de Minnelli, e The Rise and Fall of Legs Diamond (1960), filme de gangsters com assinatura do mestre da "série B" Budd Boetticher. Trabalhou depois em algumas produções em Itália e também em séries de televisão (incluindo Perry Mason), acabando por se retirar em meados dos anos 60.

>>> Obituário em The Hollywood Reporter.

sábado, março 05, 2011

Memórias soltas do "western"


Vivemos numa cultura televisiva do esquecimento em que, nalguns casos, até mesmo as grandes referências populares são secundarizadas: o western, por exemplo — este texto foi publicado no Diário de Notícias (27 de Fevereiro), com o título 'Também esquecemos o "western"'.

Já sabemos que, em termos gerais, as televisões empreenderam um contínuo processo de deseducação cinematográfica (e não só). As primeiras vítimas de tal processo não são os filmes que a estupidez reinante, a começar pela blogosfera, designa como “intelectuais” (veja-se a ignorância dominante sobre o cinema português). O que passou a ser objecto de apoteótico desconhecimento são os géneros mais populares da tradição cinematográfica. O western, por exemplo. Hoje em dia tratado quase sempre como coisa pitoresca, com uns brancos a cavalo e uns índios aos gritos, o western representa um património admirável de narrativas e mitologias, de imensa complexidade ideológica e política (quem disse que a cultura popular é simples?), enraizado na história americana da expansão para Oeste, mas cuja filosofia existencial encontrou eco em muitas outras culturas.
O mais recente filme dos irmãos Coen [foto], esse brilhante western que é True Grit/Indomável, mostra, pelo menos, que algum cinema sabe preservar a nobreza da sua história, revisitando-a e relançando-a para os espectadores do presente. É curioso, aliás, que haja todo um estilo jornalístico (?) que faz regularíssimas manchetes com os milhões de dólares acumulados por qualquer blockbuster com muitos “efeitos especiais”, mas recalca a vida financeira dos filmes que não encaixem na pequenez de tais definições. Assim, é notícia que The Green Hornet esteja a chegar à barreira dos 100 milhões, omitindo sempre o facto de ter custado 120... Ao mesmo tempo, não se encontram especiais considerações sobre o facto de True Grit estar à beira dos 170 milhões nas salas dos EUA, tendo custado... 38!
Claro que os custos e receitas de um filme (seja ele qual for) não são uma chave de leitura (seja para o que for). Mas numa conjuntura em que prevalecem os logros mais pueris sobre a vida económica do cinema (e das televisões), acaba por ser normal (isto é: faz parte da norma) promover a ignorância sobre as especificidades temáticas e estéticas do cinema.
Desde as epopeias de John Ford [foto] (1894-1973) até às revisões críticas de Sam Peckinpah (1925-1984), o western foi palco de muitas e fascinantes contradições, espelhando as ânsias redentoras de uma nação à conquista do seu espaço natural, ao mesmo tempo integrando de modo mais ou menos elaborado as contradições (humanas, morais, simbólicas) de tal odisseia. É uma pena que tenham caído quase no esquecimento westerns como os que Randolph Scott (1898-1987) protagonizou sob a direcção de Budd Boetticher (1916-2001). Penso, por exemplo, em Seven Men from Now/Sete Homens para Matar (1956), Buchannan Rides Alone/Têmpera de Herói [cartaz] (1958) ou Ride Lonesome/O Homem que Luta Só (1959). São filmes cuja subtil relação material com a terra e os seus heróis lhes conferiu também um apelo intemporal, da mais fascinante abstracção.

segunda-feira, setembro 27, 2010

A cinefilia de Manuel Cintra Ferreira

Programador da Cinemateca Portuguesa e crítico de cinema, Manuel Cintra Ferreira é o patrono de um invulgar e sedutor ciclo de clássicos (na Cinemateca, a partir do dia 1) — este texto foi publicado no Diário de Notícias (26 de Setembro).

Manuel Cintra Ferreira [foto à esquerda], o mais antigo programador em actividade da Cinemateca Portuguesa (crítico do semanário Expresso), acaba de ter um singular gesto de amor pela casa em que trabalha: ofereceu, para a respectiva colecção, duas cópias de dois dos seus filmes de eleição. São eles The Searchers/A Desaparecida (1956), de John Ford, e The Thief of Bagdad/O Ladrão de Bagdad (1940), de Michael Powell, Ludwig Berger e Tim Whelan.
Retribuindo o gesto, a Cinemateca apresenta as novas cópias num pequeno ciclo a que deu o nome sugestivo de “Presentes de Manuel Cintra Ferreira” (primeira sessão com o filme de Ford, 1 de Outubro, 19h00). Nele se darão a ver mais nove filmes que podem resumir a relação pessoal de Cintra com a história e a mitologia do cinema. Entre os eleitos, vale a pena destacar uma raridade de Budd Boetticher (The Bullfighter and the Lady/Homens na Arena, 1951) e um clássico de Totò (Guardie e Ladri/Policia e Ladrão, 1951).
Numa altura em que a especificidade da crítica de cinema se encontra tão menosprezada (na blogosfera, nascem críticos como cogumelos e o insulto impera como “prova de verdade”), vale a pena manifestar uma cumplicidade militante com a cinefilia de Cintra Ferreira. Não por mero gosto da homenagem. Nem apenas porque recordo com prazer os trabalhos em que colaborámos, nos anos 80/90, no Expresso. Muito menos por qualquer coincidência universal de visões, leituras ou interpretações: conhecemos bem esse preconceito estúpido que define “a crítica” como um bando de intelectuais que se rege por um discurso único e unívoco.
Trata-se apenas de enaltecer a dimensão mais genuína dessa cinefilia: não a de “adorar” o cinema como uma colecção de efeitos especiais fabricados para produzir clips televisivos mais ou menos vistosos, mas sim de ver (e viver) os filmes como uma paisagem inerente à própria condição humana.
Na mitologia pessoal do Cintra, um filme como A Desaparecida corresponde, creio eu, a uma espécie de cristalização mágica das componentes dessa paisagem. O seu humanismo afigura-se tanto mais importante quanto a ideologia televisiva trabalha todos os dias para que o desprezemos. Vivemos, aliás, num tempo em que se tenta discutir a questão da “identidade” através de filmes com personagens e situações que se reduzem a cromos televisivos (em sentido literal ou irónico).
O que encontramos no cinema de Ford [foto à direita], tal como em Boetticher ou Totò (Raoul Walsh ou Jacques Tourneur, para citarmos mais dois autores representados no ciclo), é essa intensidade única de algo que circula pelos corpos e pelas imagens, celebrando a pluralidade infinita do factor humano. Raízes de tudo isso? As mais prosaicas. Vale a pena lembrar o que John Ford disse quando, tentando indagar das suas motivações ideológicas, alguém lhe perguntou como chegara a Hollywood. Respondeu ele: “De comboio”.

quarta-feira, agosto 04, 2010

Robert Boyle (1909 - 2010)

Foi um dos grandes cenógrafos, directores artísticos e designers da idade clássica de Hollywood — Robert Boyle (por vezes, assinava também Robert F. Boyle) faleceu no Cedars Sinai Hospital, de Los Angeles, contava 100 anos. A sua carreira é inseparável de alguns dos mais sofisticados conceitos visuais da obra de Alfred Hitchcock, tendo trabalhado com ele em cinco filmes, entre os quais o thriller político de 1959, Intriga Internacional (que lhe valeu uma das suas quatro nomeações para os Oscars, sem nunca ter vencido), e em 1963 a adaptação do conto de Daphne Du Maurier, Os Pássaros [imagem do genérico].
Desde os anos 40 até finais da década de 70, o seu nome ficou ligado a mais de uma centena de títulos, incluindo Sumatra, Terra de Paixões (1953), de Budd Boetticher, O Quimono Misterioso (1959), de Samuel Fuller, Barreira do Medo (1962), de J. Lee Thompson (o primeiro Cape Fear que seria refeito, em 1991, por Martin Scorsese) , A Sangue Frio (1967), de Richard Brooks, O Grande Mestre do Crime (1968) e Um Violino no Telhado (1971), ambos de Norman Jewinson, e O Atirador (1976), de Don Siegel (derradeiro filme de John Wayne). Em 2008 [foto], a Academia de Hollywood atribuíu-lhe um prémio honorário pela carreira.
As imagens que se seguem constituem uma exuberante ilustração do trabalho de Boyle: o tratamento cenográfico do Monte Rushmore, com Cary Grant e Eva Marie Saint, cena final de Intriga Internacional.


>>> Obituário no New York Times.

terça-feira, janeiro 26, 2010

Pernell Roberts (1928 - 2010)

Entre 1959 e 1965, interpretou a personagem de Adam Cartwright, um dos irmãos da popularíssima série do Oeste Bonanza — Pernell Roberts, actor e cantor americano, nascido a 18 de Maio de 1928, faleceu no dia 24 de Janeiro, vítima de cancro, na sua casa de Malibu, California.
Ainda na década de 50, participu em alguns importantes títulos de cinema, como Desejo sob os Ulmeiros (1958), de Delbert Mann, e Ride Lonesome/O Homem que Luta Só (1959), de Budd Boetticher. O certo é que rapidamente se tornou um "exclusivo" da televisão, vindo a ter outro período de grande popularidade como protagonista de Trapper John, M. D. (1979-1986), série concebida a partir de uma personagem de MASH, interpretada por Elliott Gould no filme de Robert Altman (1970) e por Wayne Rogers (1972-1975) na série homónima. Nos anos 70, as suas qualidades vocais (era barítono) trouxeram-lhe o papel de Rhett Butler no musical Scarlett, de Harold Rome, baseado em E Tudo o Vento Levou.

>>> O célebre tema de Bonanza, embora quase sempre utilizado na sua versão instrumental, era no original uma canção (composta por Jay Livingston e Ray Evans). Johnny Cash foi um dos que a gravou, incluindo-a no álbum Ring of Fire: The Best of Johhny Cash (1963) — neste primeiro video evocamos o genérico de Bonanza; a seguir, a versão de Cash, com uma montagem de imagens da série.



>>> Obituário no Los Angeles Times.

sábado, maio 30, 2009

Nome: Boetticher

O nome de Budd Boetticher (1916-2001) é, por certo, um dos mais sistematicamente esquecidos na paisagem do grande cinema clássico americano e, muito em particular, nas memórias da sua produção de série B. Aliás, basta atentarmos nesta edição do seu filme A Marca do Terror/The Tall T (1957) para percebermos como a sua herança permanece mais ou menos ignorada — a capa do DVD nem sequer refere o seu nome.
A Marca do Terror integra o "ciclo Ranown" da obra de Boetticher, isto é, um conjunto de seis westerns realizados entre 1956 e 1960, com Randolph Scott no papel principal e produção de Harry Joe Brown. Centrado numa viagem particularmente atribulada de uma diligência, é um filme bem típico de uma época em que o género começava a dispensar as ilusões do heroísmo clássico, por um lado colocando em cena histórias de crescente desencanto moral, por outro lado celebrando a solidão irreparável de novas personagens centrais — nesta perspectiva, Randolph Scott é um muito directo antepassado de actores como Charles Bronson e Clint Eastwood, do mesmo modo que Boetticher antecipa o cepticismo de um autor como Sam Peckinpah. Além do mais, a geométrica precisão da sua mise en scène distingue-o como genuíno retratista das relações humanas e dos seus equívocos nunca apaziguados. Em resumo: um grande cineasta que importa (re)descobrir.

>>> Budd Boetticher no Senses of Cinema.
>>> Sobre Randolph Scott.
>>> Budd Boetticher: a última entrevista.

sábado, abril 11, 2009

Hollywood na Cinecittà

A estreia de Histórias de Cabaret — no original, Go Go Tales — permite-nos reencontrar a festiva intransigência de Abel Ferrara e do seu cinema não alinhado — este texto foi publicado no Diário de Notícias (10 de Abril), com o título 'A nostalgia já não é o que era'.

Lembremos nomes lendários como Jacques Tourneur, Joseph H. Lewis, Edgar J. Ulmer, Budd Boetticher ou Roger Corman. E estúdios não menos lendários como RKO, Republic ou Monogram. Citá-los é o mesmo que revisitar toda uma paisagem “marginal” das memórias clássicas de Hollywood que entrou para a história sob a designação genérica de série B. Que é como quem diz: pequenos orçamentos, reduzidos períodos de rodagem, vedetas só mesmo por luxo.
Daí a pergunta: por onde anda a herança desse cinema completamente formatado e, ao mesmo tempo, palco de muitas experiências ousadas? Circula pelo labor de cineastas como Abel Ferrara que, em 2007, conseguiu a proeza de fazer Histórias de Cabaret como se fosse uma espécie de cruzamento insólito entre o filme negro e o melodrama dos anos 40, só que filmando em Itália, nos estúdios da Cinecittà...
O resultado possui a fragilidade, mas também a agilidade, do bloco notas de um criador que insiste em não esquecer as glórias da indústria americana, no fundo lamentando que a banalidade de tantas aventuras para o público “adolescente” tenha alienado a crueza existencial, e também a disponibilidade para a ironia, desse cinema de tempos bem remotos. Nostálgico, Ferrara? Sem dúvida. Mas sem pieguice, antes por genuíno espírito de revolta artística.

domingo, agosto 24, 2008

Manny Farber (1917 - 2008)

My Budd
— pintura de Manny Farber, em homenagem a Budd Boetticher

A notícia foi caindo discreta (em alguns meios, atrasada), mas o certo é que o património histórico da crítica de cinema perdeu uma das suas referências míticas — no passado dia 18 de Agosto, faleceu Emanuel Farber, para a história Manny Farber, um dos mais singulares críticos que o século XX, afinal o século do cinema, conheceu. Tinha 91 anos.
Tendo estudado e praticado pintura — por vezes homenageando através dos seus quadros os seus cineastas de eleição —, Manny Farber foi criador de uma escrita em que a deambulação formal e artística resistia a todas as hierarquias consagradas. O seu distan-ciamento em relação a cineastas de "peso" (chamou-lhes mesmo "búfalos de água") como Orson Welles ou Alfred Hitchcock era contrabalançado por uma admiração militante por "artesãos" como Anthony Mann, Raoul Walsh ou Budd Boetticher e, de um modo geral, pelo espírito de série B.
Começou por escrever em The New Republic, tendo passado, entre outras publicações, pela Time, Art Forum, Film Culture e Film Comment. De Farber persiste, assim, uma herança plural que celebra, acima de tudo, o cinema como fenómeno específico, exuberante, sempre em aberto. O seu derradeiro texto data de 1977, foi publicado na Film Comment e tinha como objecto o trabalho da cineasta belga Chantal Ackerman. Uma antologia do seu trabalho existe editada, pela Da Capo Press, com o título Negative Space.

>>> Obituário em The New York Times.
>>> Manny Faber por
Paul Schrader.