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quinta-feira, novembro 21, 2013

Nos 50 anos da morte de Kennedy (4)


Uma das mais recentes representações da memória da morte de Kennedy – e também do “idílio” da nova Camelot que segundo alguns se projetava na Casa Branca de então – surgiu no teledisco que acompanhou o tema National Anthem, de Lana del Rey. Uma das canções do seu álbum Born To Die, surgiu acompanhada por imagens que colocavam a cantora na pele de Jackie Kennedy, apresentando a seu lado um homem negro que assim tomava o lugar do Presidente. As ressonâncias parecem claras, num teledisco que assim não só evocava a figura de JFK e da sua mulher, mas estabelecia pontes para com um presente em que, desde 2008, um afro-americano não só ocupa a mesma Casa Branca como representa o mais carismático líder que os Estados Unidos conhecem desde então.

Podem recordar aqui o teledisco.

Há todo um conjunto de outras canções que nasceram pouco depois do atentado e que, de certa forma, traduzem o clima que se instalou. O melancólico Warmth of The Sun, dos Beach Boys foi composto por Brian Wilson e Mike Love pouco depois da notícia da morte de JFK e projeta a dor do momento numa narrativa que toma outros protagonistas, outros cenários e contexto. Também The Sound of Silence, da dulpla Simon & Garfunkel, conheceu primeiro esboço pouco depois do atentado em Dallas, apesar de só mais tarde o duo ter encontrado a sua forma final.

quinta-feira, agosto 29, 2013

Uma canção para o verão (2013.20)

Já na reta final da série que escolhemos este ano de canções para ouvir ao longo de agosto, fica mais um olhar de verão que não corresponde aos paradigmas habitualmente imaginados para os dias de calor. Nem festa, nem luz, nem praia... Chama-se Summertime Sadness e foi um dos temas apresentados no alinhamento do álbum de estreia de Lana del Rey editado no ano passado. Aqui ficam as imagens.

sábado, maio 11, 2013

Lana Del Rey, "Young and Beautiful"

Will you still love me
When I'm no longer young and beautiful?...
Já conhecíamos a canção de Lana Del Rey para a banda sonora de O Grande Gatsby, de Baz Luhrmann (filme de abertura de Cannes/2013). Agora, Young and Beautiful chega em teledisco — em vez da solução convencional de integração de imagens do filme, o realizador Chris Sweeney optou por um delicioso tom revivalista, com direito a orquestra, grande estúdio e pose de diva.

quinta-feira, março 28, 2013

Lana... no Chelsea Hotel

Lana del Rey acaba de apresentar uma versão do clássico Chelsea Hotel # 2 de Leonard Cohen. A canção surge acompanhada por um teledisco simples (tal e qual o é a versão que apresenta). Aqui ficam as imagens.

sábado, fevereiro 16, 2013

Lana, Ridley Scott e o carro vermelho

É bem provável que o leitor, no meio de tantos afazeres, ainda não tenha tido tempo para ir buscar o seu Jaguar F-Type. Se se trata de uma questão de contas, ajudamo-lo com uma rápida conversão, lembrando que a versão mais sofisticada (V8 S) do novo modelo lhe ficará por 92 mil euros e mais uns trocos. Em época de contenção, sugerimos o básico, orçado nuns muito razoáveis 67 mil euros.
Em todo o caso, se é mesmo um problema de imagem, pose ou incómoda pressão do super-ego, aconselha-se uma passagem pelas maravilhas da comunicação e do marketing. Que é como quem diz: num gesto de pedagógico esclarecimento, a Jaguar convocou Lana Del Rey para nos informar sobre as peculiaridades do novo modelo. Fraqueza muito humana: ela preferiu cantar, tendo escolhido o tema Burning Desire (clarificando, enfim, o subtil subtexto automobilístico da canção). Para que Lana não se atrapalhasse com a caixa de velocidades, Ridley Scott dirigiu o registo. That's entertainment!

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Os melhores discos de 2012 (N.G.)

É uma tradição que o Sound + Vision respeita anualmente. E a partir de hoje as listas dos melhores do ano vão surgir por aqui. Começamos pelos discos que mais marcaram um ano de muitas (e boas) edições discográficas. E os melhores são...

Depois da promessa sugerida no impressionante Learning, em 2012 Mike Hardeas confirmou em Put Your Back N2 It a visão e a personalidade de um autor que se encontrou a si mesmo num espaço pleno de verdade e personalidade. Sem perder as características, temas e demandas, a voz criativa do seu projeto Perfect Genius avançou e, para lá das fronteiras lo-fi, encontrou outra nitidez, fazendo deste seu segundo álbum o “grande” acontecimento discográfico pop/rock (e cercanias) do ano. Um ano que mostrou, sobretudo, interessantes casos de cruzamentos de linguagens, em discos que, aos poucos, definem o início do século XXI como um tempo de diálogos e cruzamentos. Vejam-se os casos de Gold Dust, onde Tori Amos revisita com um a orquestra as canções de 20 anos de discos e nelas encontra novos pontos de vista. Ou Rework onde, sob curadoria de Beck, uma série de músicos (de Amon Tobin a Johann Johansson) procuram olhares pessoais sobre momentos marcantes da obra de Philip Glass. Ou ainda Dr. Dee, onde Damon Albarn (depois da experiência de Monkey: Journey To The West), regressa ao espaço da ópera contemporânea, desta vez assinando aqui o seu primeiro disco a solo. Do balanço do ano destaque-se ainda a proeminência de Frank Ocean e Miguel, novas vozes que definitivamente se afirmam no espaço do R&B, também aqui em franco diálogo com outras referências (em ambos morando aquele olhar transversal que fez a diferença para Prince nos anos 80). De 2012 ficam ainda as memórias do melhor álbum dos Pet Shop Boys desde os dias de Behaviour, a “estreia” (sim, porque já tinha editado antes sob outro nome) de Lana del Rey – que criou uma “estrela” nos moldes dos tempos dos ícones de outrora -, das melhores electrónicas que ouvimos ao longo do ano em Fin de John Talabot e o belíssimo regresso (agora a solo) do ex-Blue Nile Paul Buchanan. A história discográfica do melhor do ano podia ainda juntar nomes como os de Patti Smith, St. Etienne, Andrew Bird, David Byrne com St Vincent, Brian Eno, Ombre, Grizzly Bear, Lemonade, Jack White, Beach House, Leonard Cohen ou Matthew Dear. Mas um Top 10 é um Top 10 e, assim sendo, aqui fica...

1. Perfume Genius, ‘Put Your Back N2 It’ (Matador Records)
2. Tori Amos, ‘Gold Dust’ (Deutsche Grammophon)
3. Pet Shop Boys, ‘Elysium’ (Parlophone)
4. Philip Glass, ‘Rework’ (Orange Mountain Music)
5. Frank Ocean, ‘Channel Orange’ (Def Jam)
6. Miguel, ‘Kaleidoscope Dream’ (Epic Records)
7. Lana del Rey, ‘Born To Die’ (Universal)
8. Damon Albarn, ‘Dr Dee’ (EMI Music)
9. John Talabot, ‘Fin’ (Permanent Vacation)
10. Paul Buchanan, ‘Mid Air’ (Essential Newsroom)

Nacional

Tirando o álbum da Sétima Legião, que é uma antologia de ‘memórias’, é curioso reparar que o melhor do ano editorial português ficou por conta de editoras independentes, acentuando uma tendência que se vem a acentuar nos anos mais recentes. Do panorama destaca-se claramente a estreia em álbum de Moullinex, um dos rostos centrais do catálogo da editora Discotexas, com um disco onde promove um franco (e compensador) diálogo entre a música de dança e o formato da canção, num espaço onde o presente sabe escutar ecos e grandes lições do disco sound, da soul, do funk e da pop. Sem dúvida, a grande surpresa do ano. A memória, além das canções da Sétima Legião (que viram a sua obra ser editada em formato remasterizado, mas ainda sem o tratamento arquivístico que justificava), mora ainda na abordagem de B Fachada, Minta e João Correia ao alinhamento do clássico Os Sobreviventes de Sérgio Godinho. O aprumar da visão de Norberto Lobo (cada vez mais um nome maior no panorama local), o encontro dos The Gift com o piano como voz maior na composição e os diálogos entre a raiz e a modernidade, em sede açoriana, pelo projeto O Experimentar são ainda notas maiores num ano onde convém ainda reter as propostas de DJ Ride, Gaiteiros de Lisboa e o coletivo Orelha Negra.(*)

1. Moullinex, ‘Flora’ (Discotexas)
2. Sétima Legião, ‘Memória’ (EMI Music)
3. B Fachada + Minta + João Correia ‘Os Sobreviventes’ (Mbari)
4. Norberto Lobo, ‘Mel Azul’ (Mbari)
5. The Gift, ‘Primavera’ (La Folie)
6. O Experimentar, ‘Sagrado e Profano’ (O Experimentar)
7. DJ Ride, ‘Life in Loops’ (Optimus Discos)8. Orelha Negra, ‘Orelha Negra’ (VC)
9. B Fachada, ‘Criôlo’ (Mbari)
10. Gaiteiros de Lisboa, 'Avis Rara' (D'Euridice)

Clássica

25 anos depois da sua estreia, a ópera Nixon In China regressou este ano aos palcos e, numa espantosa produção do Met, confirmou essa obra de John Adams como uma das peças maiores da história deste espaço de criação musical (dela falaremos na tabela dos melhores DVD e Blu-ray do ano). Mas de John Adams o ano recorda mais que apenas essa nova vida para a sua obra-prima. E o igualmente fundamental Harmonielehre, de quem havia uma gravação dos anos 80 dirigida por Edo de Waart, conheceu nova gravação, pela mesma San Francisco Symphony, numa direção de Michael Tison Thomas que se destacou claramente como o mais vibrante instante musical do ano discográfico nos domínios da música clássica. Do ano editorial destaca-se ainda a estreia em disco de Out Of Nowhere e Nyx, de Esa Pekka Salonen, parecendo cada vez mais certo que, se perdemos um maestro tão presente em palcos e gravações, passámos a contar com mais um valor maior no panorama da composição do século XXI. Tudo isto num mesmo ano em que Max Richer mostrou como uma editora (neste caso, a Deutsche Grammophon) pode ser também catalisadora de novas visões, ao propor um olhar diferente pelas Quatro Estações de Vivaldi no mais recente volume da série Re-Composed. Em tempo de assinalar os seus 75 anos, Philip Glass estreou duas sinfonias, tendo editado uma gravação da sua empolgante “nona” logo no início do ano. O melhor de 2012 passou ainda por obras para piano de Debussy por Alexei Lubimov e pela abordagem aos concertos para piano de Shostakovich por Menlikov. Simon Rattle gravou uma arrebatadora visão “completa” da nona de Bruckner e Gardiner completou o ciclo de gravações da obra orquestral de Brahms com um belíssimo Ein Deutsches Requiem. Notas ainda para Wagner’s Dream, editado ainda em vida de Jonathan Harvey e o inteligente programa, ao estilo de um recital, de Adès e Isserlis para, de obras de outros compositores, chegar aos Lieux Retrouvèes do primeiro.

1. John Adams, ‘Harmonielehre’ M. Tilson Thomas / San Francisco Symphony (SFS Media)
2. Esa Pekka Salonnen, ‘Out of Nowhere’ Salonen / Finnish Radio Symphony Orchestra (Deutsche Grammophone)
3. Claude Debussy, ‘Preludes’ – Alexei Lubimov (ECM)
4. Max Richter, ‘Recomposed – Vivaldi Four Seasons’, Daniel Hope
5. Philip Glass, ‘Symphony N. 9’ – Bruckner Orchester Linz
6. Anton Bruckner, Symphony N. 9’ – Simon Rattle / Berliner Philharmoniker
7. Thomas Adès ‘Lieux Retrouvées’ – T. Adès + S. Isserlis (Hyperion)
8. Johannes Brahms, ‘Ein Deutsches Requiem’ – J Eliot Gardiner / Orch Revolutionarie et Romantique
9. Dmitri Shostakovich, ‘Piano Concertos’ A. Menlikov / Mahler Chamber Orchestra, dir. Teodor Currentzis (Harmonia Mundi)
10. Jonathan Harvey, ‘Wagner’s Dream’ dir. Martyn Brabbis (Cypress)

(*) Uma lista originalmente publicada incluía o disco a solo de Manuel Fúria, que na verdade só será publicado em 2013.

terça-feira, dezembro 18, 2012

E os melhores discos do ano são...

... Bloom, dos Beach House. Em segundo lugar ficou o segundo álbum de Perfume Genius, Put Your Back n2 It e, em terceiro, Born To Die de Lana del Rey. Entre os muitos que votaram ‘outro’ surgiram citações a nomes como os de Frank Ocean, Nils Bech, Bat For Lashes, Kindness, Blanche Blanche Blanche, Chromatics, Lambchop, How To Dress Well, Kendrick Lamar, Japanddroid, Alt J, Py, Emily Portman, Ava Luna. Na tabela nacional, B Fachada liderou sempre a votação com Criôlo, seguindo-se o álbum dos TV Rural e o mais recente disco dos The Gift. Entre os que escolheram a opção “outro” houve quem apontasse os discos de nomes como as Pega Monstro, Diabo na Cruz, Black Bombaim ou Trêsporcento. Aqui ficam os resultados finais das votações dos leitores.


Internacional:

1º Beach House, Bloom - 42
2º Perfume Genius, Put Your Back N2 It – 25
3º Lana del Rey, Born To Die – 22
4º Django Django, Django Django – 19
5º Jack White, Blunderbuss – 17
6º Grizzly Bear – Shields – 16
7º Fiona Apple, The Idler Wheel – 15
7º Grimes, Visions – 15
7º The XX, Coexist – 15
10º Ariel Pink’s Haunted Graffiti, Coexist – 10
10º Dirty Projectors, Swing Lo Magellan – 10
10º John Talabot, Fin – 10
13º Paul Buchanan, Mid Air - 9
13º Cat Power, Sun – 9
15º Andrew Bird – Break It Yourself – 8
15º Madonna – MDNA – 8
15º Pet Shop Boys, Elysium – 8
15º Spiritualized, Sweet Heart Sweet Light – 8
19º Patti Smith, Banga – 7
20º Damon Albarn, Dr. Dee – 6
20º Animal Collective, Centipede Hz – 6
22º David Byrne + St Vincent, Love This Giant - 5
22º Crystal Castles, III – 5
24º Miguel, Kaleidoscope Dream – 4
25º Tori Amos, Golden Dust – 3
25º Brian Eno, Lux – 3
27º Santigold, Master Of My Make Believe – 2
28º Andrew Bird, Hands on Glory – 1
28º Magnetic Fields, Love At The Bottom of The Sea – 1
28º Patrick Wolf, Sunligt & Riverlight - 1



Nacional:

1º B Fachada, Criôlo – 119
2º TV Rural, Balada do Coiote – 100
3º The Gift, Primavera – 38
4º Norberto Lobo, Mel Azul – 31
5º António Zambujo, Quinto – 26
6º Moullinex, Flora – 23
7º B Fachada + Minta + J Correia – Os Sobreviventes – 20
8º David Fonseca, Seasons Rising / Falling – 18
8º Minta & The Book Trout, Olympia – 18
8º Orelha Negra, Orelha Negra – 18
11º Ana Moura, Desfado – 11
12º Salto, Salto – 8
12º Wray Gunn, L’Art Brut – 8
14º Gala Drop, Broda – 7
15º Walter Benjamin, The Imaginary Life of Rosemary – 6
16º Gaiteiros de Lisboa, Avis Rara – 5
17º DJ Ride, Life in Loops – 4
18º Balla, Canções – 3
18º Carminho, Alma – 3
20º Papercutz, The Blur Between Us – 0

domingo, dezembro 16, 2012

As canções de 2012: Lana del Rey

Um dos vários singles extraídos do alinhamento do álbum de estreia de Lana del Rey foi também um dos seus melhores telediscos. Assinalamos assim um dos nomes de quem mais se falou este ano, ao som de National Anthem.

quarta-feira, novembro 28, 2012

Novas edições:
Lana del Rey, Paradise EP


Lana del Rey 
“Paradise EP” 
Polydor/ Universal Music
4 / 5

Há pouco mais de um ano o single que juntava Video Games e Blue Jeans colocava Lana del Rey como uma das promessas de 2011. Mas quando, em inícios de 2012 entrou em cena Born To Die, as opiniões dividiram-se, as críticas mais negativas apontando-a como se fosse fantoche fabricado por uma editora para vender discos... Sem a considerar como tal, a verdade é que pela sua música (e seu percurso pessoal) passam ideias de artifício e de reconstrução de si mesma que, convenhamos, têm história antiga nos espaços da música popular. E isso é mau? Lembro apenas (e uma vez mais) que Scott Walker começou por cantar Pretty Girls Everywhere numa primeira geração teen dos Walker Brothers e que David Bowie foi Davie Jones numa bandinha mod de segunda linha antes de se reinventar e ser quem acabou por ser... E, sem querer comparar Lana a estes dois “deuses”, sublinho apenas que mudar nunca fez mal a ninguém. Mudar de nome, mudar de linha musical, até de colocação vocal... Porque não? Realmente frágil foi, é verdade, a sua constrangedora prestação no Saturday Night Live que tanto deu que falar, mas quem a viu ao vivo no Meco este ano reparou que, entretanto, ganhou outra confiança e segurança vocal na hora de cantar ao vivo (e se há “culpa” nesta história, foi de quem a resolveu levar para um espaço como daquele programa claramente antes do tempo certo para o fazer, ou já se tinham esquecido que a pressa é inimiga do bom?). Confesso ter mais dificuldade lidar com a coexistência no mesmo espaço daquele sentido de encantamento Hollywoodesco, sofisticado e melancólico, com episódios em algumas letras que parecem coisa de aluna de liceu entre amigas. Mas, enfim, deixe-mo-la ter os 26 anos que tem, confiando que a tempo arrumará essas expressões e imagens (que destoam com a eloquência cénica e lírica que domina o que nos mostra) na caixinha das memórias. Quase um ano depois, Lana del Rey saltou do patamar de promessa em berço próximo da cultura indie para o mainstream. Coisa que incomoda sempre muita gente, sobretudo os que aplicam uma certa ideologia à la talibã na sua maneira de lidar com a música e no modo de entender o gosto e opções diferentes nos outros... Lana fez-se uma das vozes mais notadas do ano. Dificilmente reunirá os céticos com os admiradores em torno do que daqui em diante fará. Já vimos esta história... (e vamos voltar a ver)... E mais não tem senão se seguir o seu caminho. É o que faz com um EP – que entre nós surge integrado num repackage do álbum deste ano, apresentado como Born To Die – Paradise Edition – no qual apresenta oito novas gravações, entre as quais a versão de Blue Velvet que recentemente usou numa campanha publicitária. Se nessa versão se acentuam as afinidades com os universos Lynchianos de que a música de Lana del Rey dava já sinal desde há um ano e em I Sing The Body Eletric (restando saber se aqui cita Walt Whitman ou Ray Bradbury) presta homenagem a Elvis e Marilyn, as restantes composições que nos mostra em Paradise não são senão expressões naturais de continuidade face ao que nos deu a ouvir em Born To Die. Resistindo ao que poderia ser um caminho mais pop que podíamos ler nas entrelinhas de um National Anthem ou Lolita, optou por manter o alinhamento no patamar do mood central definido pelo disco que editou em janeiro. Afinal estamos num EP complementar a uma ideia e não, para já, entregues a uma qualquer tentativa de partida para novo rumo... Com momento central em Ride, onde conta com Rick Rubin na produção, o EP é assim como se fosse um encore para o que Born To Die colocou em cena. Quem a vê como maquinação de uma indústria que fabrica estrelas, vai fazer questão de demolir a coisa com requintes de malvadez. Quem nela reconhece antes uma invulgar estrela feita (sim, porque já o é), que celebra no presente a nostalgia de um glamour desaparecido nesta idade em que a cultura online privilegia a construção de pequenos nichos e do talhar do gosto individual (por oposição aos efeitos da cultura blockbuster do século XX) vai reconhecer que aqui moram oito novos motivos para cimentar uma voz que marcou 2012. O futuro dirá, a seu tempo, se daqui nascerá ou uma voz maior (e uma carreira)... Para já, o ciclo iniciado em 2011 com Video Games e Blue Jeans encerra de forma coerente. Uns vão gostar do caminho que tomou, outros nem por isso. E ainda bem, que as unanimidades metem medo e contrariam um dos valores mais caros a cada ser humano: a individualidade.

sexta-feira, outubro 12, 2012

O paraíso, segundo Lana del Rey

Chama-se Ride e é uma das canções que vamos encontrar na Paradise Edition do álbum Born To Die, de Lana del Rey. Aqui fica o teledisco, que acaba de ser revelado. A realização é de Anthony Mandler.

quarta-feira, setembro 26, 2012

Este paraíso tem extras e telediscos


Uma edição especial de Born To Die, de Lana del Rey, a chamada Paradise Edition chega a 13 de novembro com uma série de extras a juntar ao alinhamento do álbum lançado no início do ano. Assim, num segundo disco, este repackage inclui oito inéditos, entre os quais a versão de Blue Velvet recentemente usada numa campanha da H&M (os restantes sendo Ride, America, Cola, Body Electric, Gods And Monsters, Yayo e Bel Air). O disco inclui ainda oito remisturas de temas como Video Games, Born To Die, Blue Jeans e National Anthem. Um DVD extra junta depois os vários telediscos (num total de seis) já criados para canções de Born To Die. E há ainda um single, em vinil de sete polegadas, com duas versões de Blue Velvet.

Podem ver aqui o filme publicitário da H&M ao som de Blue Velvet.

segunda-feira, julho 30, 2012

Lana del Rey segundo Boy George

É bem verdade que de Boy George poucas notícias de feitos essencialmente musicais têm chegado nos últimos anos. Mas para o verão de 2012 o músico promete outra música... E apresenta uma versão de Video Games (original de Lana del Rey), num teledisco que conta com as participações de Angel Rose e Cesar Polini, com realização de Mike Nicholls.

quarta-feira, julho 18, 2012

Lana Del Rey, "Without You"

Sobre as eventuais limitações de Lana Del Rey ao vivo, vale a pena falar de quê?... Do "facto" em si ou das especulações em torno ele?... E será que vale mesmo a pena falar?
Aqui fica um desvio possível: Without You interpretado no espaço (insólito, hélas!) da grande loja de música Amoeba Hollywood. Limitações? Digamos antes a tocante vulnerabilidade de quem se expõe em palco com o sentimento de que tudo acontece, sempre, pela primeira vez — eis uma limitação que liberta.

sexta-feira, julho 06, 2012

Lana del Rey chega hoja a Portugal

É hoje que poderemos ver em palco português, e pela primeira vez, a norte-americana Lana del Rey. Figura de quem muito se tem falado nos últimos meses e que hoje deve ser das vozes que mais opiniões divide.

Podem aqui ler uma opinião que escrevo na edição de hoje do DN sobre a cantora e a forma como é aguardada esta sua estreia.
 
E em dia de visita, fica a memória do teledisco que há alguns meses surgiu ao som de Blue Jeans.



Aqui ficam os horários para as atuações de hoje no festival:

Palco Super Bock 
19h00 - Supernada
20h35 - The Rapture
22h05 - Lana Del Rey
23h20 - Friendly Fires
00h50 - M.I.A.

Palco EDP 
19h50 - Tono
21h20 - Hanni El Khatib
22h40 - Oh Land
23h55 - Wraygunn
01h40 - The Horrors

Palco @Meco 
21h00 - Trikk
22h00 - Freshkitos
23h30 - Linkwood
01h00 - Cosmin TRG
02h30 - Rui Vargas e André Cascais
04h30 - Kenny Larkin

domingo, julho 01, 2012

Lana del Rey: "glamour" com abelha

A dupla londrina Sean and Seng é responsável por um magnífico portfolio de Lana del Rey que teve especial visibilidade nas edições alemã e russa da revista Interview. Agora, o site FashionProduction divulga a totalidade das imagens, incluindo um mini-filme promocional que exibe a gravidade de um glamour eminentemente clássico. Por vezes, a nostalgia permite-nos habitar o tempo numa impossível e extasiada quietude — como uma abelha.


quinta-feira, junho 28, 2012

Um hino americano


É mais que apenas um teledisco o pequeno filme de quase oito minutos que acompanha National Anthem, o novo single de Lana del Rey. É todo um jogo de imagens plenas de sentidos que evocam simbologias caras a uma ideia identidade americana. Da bandeira e de todo um discurso que envolve referencias como dinheiro e sucesso (pilares de toda uma mitologia do tal “sonho” que tantas vezes surgiu contado em livros, filmes e canções), às evocações de memórias de figuras como Marilyn Monroe e Jackie Kennedy (ambas “vestidas” por Lana del Rey) ou de John Kennedy (interpretado pelo rapper ASAP Rocky), este é um verdadeiro hino americano. Um hino que não é coisa nostálgica (apesar do tom das imagens que nos remetem para a memória do Super 8), mas coisa do nosso tempo. Afinal não é por acaso que a figura que evoca Kennedy neste teledisco é um negro (num tempo em que é Barack Obama quem mora na Casa Branca). A realização é de Anthony Mandler.

quarta-feira, junho 27, 2012

Lana veste a pele de Jackie

Lana del Rey vai interpretar a figura de Jacqueline Kennedy no teledisco que brevemente acompanhará o lançamento do single National Anthem. Enquanto não chega o teledisco está já disponível um teaser que podemos ver aqui.

terça-feira, março 20, 2012

Lana Del Rey (a preto e branco)

Para além da música e através das canções — Lana Del Rey acrescenta mais uma bela peça à sua já mais que respeitável obra videográfica. No seu novo teledisco, referente ao single Blue Jeans, ela ressurge em território obstinadamente romântico, a preto e branco, recuperando um visual indissociável das memórias mais nobres de Hollywood. Faz-lhe companhia Bradley Soileau, com Yoann Lemoine a assinar a realização (dois nomes que repetem a colaboração do anterior Born to Die).



>>> Site oficial de Lana Del Rey.

sexta-feira, março 02, 2012

Lana também dança

Foi criado um teledisco para acompanhar uma das remisturas de Video Games, de Lana del Rey. Com o fim de semana à porta, aqui ficam as imagens para esta Joy Orbison remix do tema.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

E o disco de Lana del Rey é...

... muito bom (de acordo com a consulta que aqui fizemos na última semana). É pois claramente favorável ao álbum Born to Die, de Lana del Rey, a opinião da maioria dos leitores do Sound + Vision. 26% descrevem-no como Muito Bom e 21% como Bom. Apenas 7% como Excelente mas menos ainda os que o dizem ser Péssimo (4%). 12% dos que votaram ainda não ouviram o disco. Aqui ficam os resultados finais:

Excelente - 7%
Muito Bom - 26%
Bom - 21%
Razoável - 15%
Fraco - 10%
Péssimo - 4%

Não ouvi - 12%