Mês Kate Bush - 21
Não se trata já de um teledisco integral, mas de um excerto daquilo que, certamente, muito em breve poderemos ver na íntegra. São aproximadamente dois minutos de imagens que servem os sons de Wild Man, o tema escolhido como single de apresentação do novo 50 Word For Snow, de Kate Bush.
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quinta-feira, novembro 24, 2011
Ao som do novo disco
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Kate Bush
quarta-feira, novembro 23, 2011
A visão da realizadora
Mês Kate Bush - 20
Na origem era um dos temas do álbum The Sensual World, inicialmente editado em 1989. Foi, já este ano, o single de apresentação para Director’s Cut, álbum no qual Kate Bush apresentou novas versões para canções que editou entre 1989 e 1993, respectivamente entre The Sensual World e Red Shoes. Com voz regravada e arranjo novo, Deeper Understanding é uma história sobre o relacionamento com os computadores estão a mudar as relações entre pessoas. Um teledisco foi criado para acompanhar a canção, contando com um elenco onde encontramos Robbie Coltrane (que muitos devem conhecer como o Hagrid, de Harry Potter), Frances Barber e Noel Fielding. A realização é da própria Kate Bush.
Na origem era um dos temas do álbum The Sensual World, inicialmente editado em 1989. Foi, já este ano, o single de apresentação para Director’s Cut, álbum no qual Kate Bush apresentou novas versões para canções que editou entre 1989 e 1993, respectivamente entre The Sensual World e Red Shoes. Com voz regravada e arranjo novo, Deeper Understanding é uma história sobre o relacionamento com os computadores estão a mudar as relações entre pessoas. Um teledisco foi criado para acompanhar a canção, contando com um elenco onde encontramos Robbie Coltrane (que muitos devem conhecer como o Hagrid, de Harry Potter), Frances Barber e Noel Fielding. A realização é da própria Kate Bush.
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Kate Bush
terça-feira, novembro 22, 2011
O single que 1982 ignorou
Mês Kate Bush - 20
Por vezes acontece uma bela canção passar a leste das atenções. Foi o que sucedeu, em 1982, com There Goes a Tenner, o terceiro single extraído do álbum The Dreaming, de Kate Bush. A história de um assaltante e da paranoia que o assalta a si mesmo não teve qualquer impacte nem na rádio nem na televisão do seu tempo. There Goes a Tenner não só falhou sequer uma entrada para a tabela de vendas como os seus maus resultados impediram que se transformasse no primeiro single de Kate Bush a conhecer lançamento no formato de doze polegadas. Quase 30 anos depois é, curiosamente, das mais saborosas memórias desses dias.
Por vezes acontece uma bela canção passar a leste das atenções. Foi o que sucedeu, em 1982, com There Goes a Tenner, o terceiro single extraído do álbum The Dreaming, de Kate Bush. A história de um assaltante e da paranoia que o assalta a si mesmo não teve qualquer impacte nem na rádio nem na televisão do seu tempo. There Goes a Tenner não só falhou sequer uma entrada para a tabela de vendas como os seus maus resultados impediram que se transformasse no primeiro single de Kate Bush a conhecer lançamento no formato de doze polegadas. Quase 30 anos depois é, curiosamente, das mais saborosas memórias desses dias.
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segunda-feira, novembro 21, 2011
Novas edições:
Kate Bush, 50 Words For Snow
Mês Kate Bush - 19
O regresso aos discos de músicos com regularidade bissexta na edição de novos álbuns gera necessariamente um clima de expectativa maior. Kate Bush levou doze anos a vencer o silêncio que se seguira a Red Shoes, lançando em 2005 o duplo Aerial. Seis anos depois regressou com Director’s Cut, uma nova abordagem a temas dos álbuns de The Sensual World e Red Shoes... E agora, apenas poucos meses depois, apresenta um novo álbum de originais. E que revela ser, muito simplesmente, o seu melhor disco desde Hounds Of Love, de 1985! 50 Words For Snow é um disco de Inverno. Um disco sobre (e como o título desde logo sugere) a neve, os dias de frio e as histórias e figuras que nele habitam. Apesar de alguma abertura de horizontes nos caminhos que toma (Wild Man, o single, abrindo mais evidentes contactos com heranças mais remotas da sua carreira, os restantes momentos procurando antes novos caminhos segundo linhas já sugeridas em alguns instantes mais contemplativos de Aerial), 50 Words For Snow é um álbum esteticamente afinado segundo um rumo concreto e tematicamente bem definido. Um álbum conceptual? Talvez. Apesar da franca demarcação de um espaço muito pessoal e, mais que em qualquer álbum anterior, de assegurar uma clara expressão de uma demanda que olha para dentro antes de abrir a voz ao mundo, 50 Words For Snow não é todavia para a história da obra de Kate Bush um exercício tão radical e de ruptura como o foi, por exemplo, o (igualmente arrebatador) Tilt, álbum através do qual Scott Walker calou igualmente longo silêncio e estabeleceu claras bases para uma nova etapa na sua obra. O piano é aqui o parceiro mais próximo da voz, as cenografias oscilando entre as texturas ambientais de Snowed In At Wheeler Street (num soberbo dueto com Elton John) ou o travo jazzístico que cruza os ares de Misty. O filho da cantora abre o alinhamento dando voz a Snowflake, vestindo, como um actor, o papel de um floco de neve que cai e deseja ser agarrado por alguém. Mais adiante, no tema-título, cabe a Stephen Fry a enumeração exaustiva de 50 expressões sinónimas de neve, sob a contagem discreta, mas atenta, da voz de Kate Bush. O alinhamento terminando, ao som de Among Angels, num suave diálogo para voz e piano que acolhe depois a presença de uma orquestra. Se Aerial era expressão uma busca de novos caminhos e Director’s Cut um rearrumar de ideias, 50 Words For Snow encontra Kate Bush já firme num novo patamar. Tem pela frente um mundo novo a explorar. Que o faça (e agora que, tal como em 1978, editou dois álbuns num mesmo ano), mais atenta ao calendário.
Kate Bush
“50 Words For Snow”
Fish People / EMI Music
5 / 5
“50 Words For Snow”
Fish People / EMI Music
5 / 5
O regresso aos discos de músicos com regularidade bissexta na edição de novos álbuns gera necessariamente um clima de expectativa maior. Kate Bush levou doze anos a vencer o silêncio que se seguira a Red Shoes, lançando em 2005 o duplo Aerial. Seis anos depois regressou com Director’s Cut, uma nova abordagem a temas dos álbuns de The Sensual World e Red Shoes... E agora, apenas poucos meses depois, apresenta um novo álbum de originais. E que revela ser, muito simplesmente, o seu melhor disco desde Hounds Of Love, de 1985! 50 Words For Snow é um disco de Inverno. Um disco sobre (e como o título desde logo sugere) a neve, os dias de frio e as histórias e figuras que nele habitam. Apesar de alguma abertura de horizontes nos caminhos que toma (Wild Man, o single, abrindo mais evidentes contactos com heranças mais remotas da sua carreira, os restantes momentos procurando antes novos caminhos segundo linhas já sugeridas em alguns instantes mais contemplativos de Aerial), 50 Words For Snow é um álbum esteticamente afinado segundo um rumo concreto e tematicamente bem definido. Um álbum conceptual? Talvez. Apesar da franca demarcação de um espaço muito pessoal e, mais que em qualquer álbum anterior, de assegurar uma clara expressão de uma demanda que olha para dentro antes de abrir a voz ao mundo, 50 Words For Snow não é todavia para a história da obra de Kate Bush um exercício tão radical e de ruptura como o foi, por exemplo, o (igualmente arrebatador) Tilt, álbum através do qual Scott Walker calou igualmente longo silêncio e estabeleceu claras bases para uma nova etapa na sua obra. O piano é aqui o parceiro mais próximo da voz, as cenografias oscilando entre as texturas ambientais de Snowed In At Wheeler Street (num soberbo dueto com Elton John) ou o travo jazzístico que cruza os ares de Misty. O filho da cantora abre o alinhamento dando voz a Snowflake, vestindo, como um actor, o papel de um floco de neve que cai e deseja ser agarrado por alguém. Mais adiante, no tema-título, cabe a Stephen Fry a enumeração exaustiva de 50 expressões sinónimas de neve, sob a contagem discreta, mas atenta, da voz de Kate Bush. O alinhamento terminando, ao som de Among Angels, num suave diálogo para voz e piano que acolhe depois a presença de uma orquestra. Se Aerial era expressão uma busca de novos caminhos e Director’s Cut um rearrumar de ideias, 50 Words For Snow encontra Kate Bush já firme num novo patamar. Tem pela frente um mundo novo a explorar. Que o faça (e agora que, tal como em 1978, editou dois álbuns num mesmo ano), mais atenta ao calendário.
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domingo, novembro 20, 2011
As histórias de Kate Bush (3)
Depois de uma aposta arriscada em The Dreaming, Kate Bush dá razão à confiança que a editora manteve na sua capacidade em tomar as decisões de gestão das opções de carreira ao fazer do seu sucessor o mais bem sucedido dos álbuns da sua carreira.
Editado em 1985, Hounds of Love é um momento decisivo na obra de Kate Bush. Não só porque a devolve a um patamar de sucesso e reconhecimento como não conhecia desde o início da década de 80, como abre caminho a novas demandas, revelando sobretudo uma nova ideia de canção pop de alma mais sofisticada que terá continuidade alguns momentos dos álbuns que apresentaria entre finais de 80 e anos 90. O disco acabaria por se afirmar mesmo como o comercialmente mais bem sucedido dos álbuns de Kate Bush, destronando inclusivamente do topo da tabela de vendas Like A Virgin, de Madonna. Para acautelar a derrapagem causada pela elevada conta de estúdio por alturas da gravação de The Dreaming, Kate Bush montou um espaço de trabalho seu perto de casa. E assim, com o seu ritmo, deu forma às ideias.
O passo seguinte seria a edição de uma antologia de êxitos, para a qual gravou o inédito Experiment IV. E só regressa aos discos em 1989, ao som de The Sensual World, disco que aprofunda o carácter intensamente pessoal da sua escrita. Com uma colecção de canções que abordam essencialmente as temáticas do amor Kate Bush alcança aqui o maior dos seus êxitos nos EUA (onde The Sensual World se afirma como o seu disco com maiores vendas de sempre, ultrapassando a fasquia do meio milhão de unidades). Um ano depois junta toda a sua obra numa caixa à qual dá o nome de uma das canções do álbum de 1989 (This Woman’s Work) e edita em single uma versão de Rocket Man, de Elton John. Quatro anos depois edita o seu sétimo álbum de originais, The Red Shoes, onde acolhe uma multidão colaboradores entre os quais contamos os nomes de Eric Clapton, Gary Brooker (dos Procol Harum) ou o maestro e compositor Michael Kamen.
O cinema continua a ser um terreno sob atenções de Kate Bush. E em 1994 estreia The Line, The Cross & The Curve, uma curta-metragem escrita e realizada por si mesma, contando com a presença de Miranda Richardson e coreografias de Lindsay Kemp. Para a banda sonora recorre a seus dos temas do mais recente The Red Shoes. No mesmo ano cedeu música para uma campanha publicitária de um refrigerante (que no Reino Unido usou, em seu lugar, música dos Cocteau Twins). Em meados dos anos 90 nova experiência chega quando, pela primeira vez, assume o desafio de assegurar a produção de uma canção de outro artista. Assim aconteceu ao som de Kimiad, do álbum Again de Alan Stivell, músico que em 1989 havia sido um dos colaboradores de The Sensual World.
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Kate Bush
sábado, novembro 19, 2011
Um ponto de vista sobre 'The Dreaming'
Mês Kate Bush - 17
Ao longo deste mês especial dedicado a Kate Bush estamos a apresentar aqui algumas visões pessoais sobre títulos da sua discografia. Hoje é Miguel Simões, autor do blogue Anita Vai ao Mel, quem apresenta o álbum de 1982 The Dreaming.
Injustamente ou não, é difícil pensar hoje The Dreaming sem esboçar sorrisos de nostalgia perante a evolução da indústria discográfica. A história de Kate Bush é toda ela cheia de apostas milionárias e votos de confiança e quando a autora lançou o seu primeiro álbum totalmente conduzido pela própria – modus operandi que se mantém hoje – os receios da editora foram totalmente justificados: The Dreaming revelou-se o álbum excêntrico e semi-inacessivel que muitos temiam caso lhe fosse dada a liberdade criativa que procurava desde o início.
Mas esta foi uma daquelas histórias que acabou bem, apesar do casting aterrador das técnicas de captação de sons de campo e posterior sampling completamente inovadoras para a pop mainstream da altura; apesar do recurso a didgeridoos e outros instrumentos artesanais, assim como a compositores de música tradicional irlandesa; acima de tudo, apesar da domesticação do seu registo de assinatura, com a voz mais estacionada nos graves e o piano num presente mas efectivo segundo plano. A menina-prodígio de voz estridente a cantar sonhos de Inverno ao piano deu lugar a uma mulher em total controlo da sua loucura, que apresentava aqui um leque de canções radicalmente diferentes em temática e ritmo, letras sob o ponto de vista de um inimigo mortal (Pull Out The Pin) e sobre a aceitação da demência (Suspended In Gaffa, Get Out Of My House), composições com estruturas em constante mutação e difíceis de captar à primeira audição.
O insucesso dos singles espelhou o relativo flop de vendas, com crítica e público a dividirem-se sobre aquele que se viria a confirmar o grande momento de viragem na maturação da carreira de Kate Bush. Esta abertura aos caos, ao sampling e em certa medida à world music via Peter Gabriel viria a dar-nos entre outros um Hounds Of Love, mais acessível mas talhado nos mesmos moldes. E o tempo acabou mesmo por fazer justiça a The Dreaming, que pela sua frescura e coragem soa hoje menos datado que alguns dos seus trabalhos mais recentes.
Apesar do susto, a editora acabou por lhe confiar ainda mais dinheiro e liberdade para o próximo álbum, coisa que hoje seria impensável até para a mais pequena independente. De facto, o futuro próximo dar-lhe-ia alguns dos maiores sucessos da sua carreira mas neste momento, Kate Bush era a mais sortuda eremita do rock.
Ao longo deste mês especial dedicado a Kate Bush estamos a apresentar aqui algumas visões pessoais sobre títulos da sua discografia. Hoje é Miguel Simões, autor do blogue Anita Vai ao Mel, quem apresenta o álbum de 1982 The Dreaming.
Injustamente ou não, é difícil pensar hoje The Dreaming sem esboçar sorrisos de nostalgia perante a evolução da indústria discográfica. A história de Kate Bush é toda ela cheia de apostas milionárias e votos de confiança e quando a autora lançou o seu primeiro álbum totalmente conduzido pela própria – modus operandi que se mantém hoje – os receios da editora foram totalmente justificados: The Dreaming revelou-se o álbum excêntrico e semi-inacessivel que muitos temiam caso lhe fosse dada a liberdade criativa que procurava desde o início.
Mas esta foi uma daquelas histórias que acabou bem, apesar do casting aterrador das técnicas de captação de sons de campo e posterior sampling completamente inovadoras para a pop mainstream da altura; apesar do recurso a didgeridoos e outros instrumentos artesanais, assim como a compositores de música tradicional irlandesa; acima de tudo, apesar da domesticação do seu registo de assinatura, com a voz mais estacionada nos graves e o piano num presente mas efectivo segundo plano. A menina-prodígio de voz estridente a cantar sonhos de Inverno ao piano deu lugar a uma mulher em total controlo da sua loucura, que apresentava aqui um leque de canções radicalmente diferentes em temática e ritmo, letras sob o ponto de vista de um inimigo mortal (Pull Out The Pin) e sobre a aceitação da demência (Suspended In Gaffa, Get Out Of My House), composições com estruturas em constante mutação e difíceis de captar à primeira audição.
O insucesso dos singles espelhou o relativo flop de vendas, com crítica e público a dividirem-se sobre aquele que se viria a confirmar o grande momento de viragem na maturação da carreira de Kate Bush. Esta abertura aos caos, ao sampling e em certa medida à world music via Peter Gabriel viria a dar-nos entre outros um Hounds Of Love, mais acessível mas talhado nos mesmos moldes. E o tempo acabou mesmo por fazer justiça a The Dreaming, que pela sua frescura e coragem soa hoje menos datado que alguns dos seus trabalhos mais recentes.
Apesar do susto, a editora acabou por lhe confiar ainda mais dinheiro e liberdade para o próximo álbum, coisa que hoje seria impensável até para a mais pequena independente. De facto, o futuro próximo dar-lhe-ia alguns dos maiores sucessos da sua carreira mas neste momento, Kate Bush era a mais sortuda eremita do rock.
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Kate Bush
sexta-feira, novembro 18, 2011
Pela cultura aborígene
Mês Kate Bush - 16
Tema-título e segundo single do alinhamento do álbum The Dreaming (que seria editado pouco mais de dois meses depois deste single, em Setembro de 1982), este é um exemplo de como o mundo político mora na obra de Kate Bush. The Dreaming foca exactamente a forma como a cultura ocidental invadiu os espaços da cultura aborígene, falando em concreto de um tempo em que a procura de urânio assistiu a incursões pelo habitat dos povos autóctones da Austrália. A sublinhar a geografia dos acontecimentos, a canção conta com uma participação do músico australiano Rolf Harris, que agui toca um didgeridoo.
Tema-título e segundo single do alinhamento do álbum The Dreaming (que seria editado pouco mais de dois meses depois deste single, em Setembro de 1982), este é um exemplo de como o mundo político mora na obra de Kate Bush. The Dreaming foca exactamente a forma como a cultura ocidental invadiu os espaços da cultura aborígene, falando em concreto de um tempo em que a procura de urânio assistiu a incursões pelo habitat dos povos autóctones da Austrália. A sublinhar a geografia dos acontecimentos, a canção conta com uma participação do músico australiano Rolf Harris, que agui toca um didgeridoo.
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quinta-feira, novembro 17, 2011
Ao lado de Peter Gabriel
Mês Kate Bush - 15
Foi o segundo single extraído do alinhamento do álbum So, que Peter Gabriel editou em 1986 (representando o momento de maior aclamação de toda a sua obra a solo). Don't Give Up foi uma canção escrita e composta por Peter Gabriel, interpretada em dueto com Kate Bush. A canção fala de alguém em desespero que se sente derrotado, o refrão procurando contrariar o clima de desistência que se possa instalar.
Foi o segundo single extraído do alinhamento do álbum So, que Peter Gabriel editou em 1986 (representando o momento de maior aclamação de toda a sua obra a solo). Don't Give Up foi uma canção escrita e composta por Peter Gabriel, interpretada em dueto com Kate Bush. A canção fala de alguém em desespero que se sente derrotado, o refrão procurando contrariar o clima de desistência que se possa instalar.
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Peter Gabriel
quarta-feira, novembro 16, 2011
Do cinema para o disco
Mês Kate Bush - 14
O segundo single extraído do alinhamento do álbum The Sensual World, de 1989, era na verdade uma canção já com perto de um ano de vida quando o disco chegou aos escaparates. This Woman’s Work, que fala em concreto do trabalho de parto, nasceu para a banda sonora do filme She’s Having a Baby, de John Hughes, sendo usada numa das sequências centrais da narrativa. Ao surgir no formato de single revelar-se-ia como uma das mais bem sucedidas das canções de Kate Bush e hoje é um clássico maior da sua obra. O teledisco tem realização assinada pela própria cantora.
O segundo single extraído do alinhamento do álbum The Sensual World, de 1989, era na verdade uma canção já com perto de um ano de vida quando o disco chegou aos escaparates. This Woman’s Work, que fala em concreto do trabalho de parto, nasceu para a banda sonora do filme She’s Having a Baby, de John Hughes, sendo usada numa das sequências centrais da narrativa. Ao surgir no formato de single revelar-se-ia como uma das mais bem sucedidas das canções de Kate Bush e hoje é um clássico maior da sua obra. O teledisco tem realização assinada pela própria cantora.
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terça-feira, novembro 15, 2011
Para fechar os anos 70
Mês Kate Bush - 13
Segundo single extraído do álbum The Lionheart, Wow! Conseguiu resultados relativamente melhores que os de Hammer Horror, mas em nada os dois 45 rotações deste segundo disco repetiram os feitos de The Kick Inside, de 1978. Wow! Mesmo assim acabou por ser o representante da memória de Lionheart na antologia de 1985 The Whole Story, disco que é ainda hoje o mais recomendável cartão de visita para a obra da cantora para os que não conheçam a sua música.
Segundo single extraído do álbum The Lionheart, Wow! Conseguiu resultados relativamente melhores que os de Hammer Horror, mas em nada os dois 45 rotações deste segundo disco repetiram os feitos de The Kick Inside, de 1978. Wow! Mesmo assim acabou por ser o representante da memória de Lionheart na antologia de 1985 The Whole Story, disco que é ainda hoje o mais recomendável cartão de visita para a obra da cantora para os que não conheçam a sua música.
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segunda-feira, novembro 14, 2011
A caminho de um álbum marcante
Kate Bush - 12
Na hora de escolher um single para apresentar o seu quinto álbum de originais – The Hounds of Love – Kate Bush propunha uma canção a que, inicialmente, chamava A Deal With God. A editora pensava antes em apostar em Cloubusting (que viria a ser o segundo single), mas Kate Bush, tal como o fizera em 1978 por alturas do álbum de estreia, insistiu na sua visão, concedendo uma cedência na mudança do título do single para Running Up That Hill. Este revelar-se-ia o single de maior sucesso da cantora nos anos 80 e o segundo maior caso de popularidade da sua obra após Wuthering Heights. A canção fala sobre como seriam mais fáceis as relações entre homens e mulheres se pudessem trocar de papéis por uns tempos. Para o teledisco Kate Bush convocou uma coreografia assinada por Michael Hervieu.
Na hora de escolher um single para apresentar o seu quinto álbum de originais – The Hounds of Love – Kate Bush propunha uma canção a que, inicialmente, chamava A Deal With God. A editora pensava antes em apostar em Cloubusting (que viria a ser o segundo single), mas Kate Bush, tal como o fizera em 1978 por alturas do álbum de estreia, insistiu na sua visão, concedendo uma cedência na mudança do título do single para Running Up That Hill. Este revelar-se-ia o single de maior sucesso da cantora nos anos 80 e o segundo maior caso de popularidade da sua obra após Wuthering Heights. A canção fala sobre como seriam mais fáceis as relações entre homens e mulheres se pudessem trocar de papéis por uns tempos. Para o teledisco Kate Bush convocou uma coreografia assinada por Michael Hervieu.
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Kate Bush
domingo, novembro 13, 2011
As histórias de Kate (parte 2)
Mês Kate Bush - 11
Kate Bush saiu do estúdio e fez-se à estrada em 1979. Essa seria contudo a única digressão da sua carreira. Afasta-se dos palcos decidida a ter mais um par de discos nas mãos antes de regressar aos concertos, mas a ideia acaba poer nunca se concretizar e pelos estúdios (e pontuais participações em concertos especiais) se faz então a sua vida nos anos 80.
Abre a década ao som de Never For Ever, o primeiro álbum no qual toma um papel activo na produção, experiência que a leva a alargar os horizontes da sua música para lá dos espaços que havia visitado em The Kick Inside e The Lionheart. O disco, que tem Babooshka como memória mais mediatizada é, na verdade, um espantoso abrir de novas janelas a novas referências, assinalando ainda a primeira entrada em cena dos sintetizadores e das programações rítmicas na sua música. Estávamos, afinal, nos oitentas. A experiência de novas ferramentas e ideias aprofunda-se depois em The Dreaming (1982), álbum que compõe num teclado de um Fairlight e não ao piano e que revela uma ainda mais profunda relação com as novas formas e ferramentas ao serviço da música nesse tempo. Sem vontade de ficar muito tempo a marcar passo pelo mesmo caminho, muda inesperadamente de rumo em The Hounds of Love (1985), disco que apresenta sob uma lógica conceptual (separando temas pelas duas faces, substancialmente diferentes entre si, da edição em vinil). O disco revela ainda um aprofundar de uma linguagem mais sofisticada e elegante, valendo-lhe um dos momentos mais bem sucedidos de toda a sua carreira.
A década de 80 é tempo de importantes e variadas colaborações para Kate Bush. Em 1979 tinha já escrito e interpretado o tema The Magician para o filme The Magician of Lublin, de Menahem Golan. Seis anos depois assina uma versão de Brasil, de Ary Barroso, que Terry Gilliam usa na banda sonora do seu Brazil, usando arranjos (e gravada sob a direcção) de Michael Kamen. Outra experiência para cinema surge em 1986 com Be Kind To MY Mistakes, tema que escreve para Castaway, de Nicholas Roeg. As suas parcerias não se esgotam contudo nos espaços do cinema. Em 1979 havia colaborado em duas das canções do terceiro álbum a solo de Peter Gabriel. O reencontro faz-se em 1986 ao som de Don’t Give Up, dueto que ambos assinam para o álbum So, de Gabriel. Entre as várias participações em discos de outros artistas que então assina contam-se ainda o tema-título do álbum The Seer dos Big Country ou Sisters and Brthers, do álbum Answers To Nothing, o segundo a solo de Midge Ure, que entretanto havia abandonado os Ultravox.
Kate Bush saiu do estúdio e fez-se à estrada em 1979. Essa seria contudo a única digressão da sua carreira. Afasta-se dos palcos decidida a ter mais um par de discos nas mãos antes de regressar aos concertos, mas a ideia acaba poer nunca se concretizar e pelos estúdios (e pontuais participações em concertos especiais) se faz então a sua vida nos anos 80.
Abre a década ao som de Never For Ever, o primeiro álbum no qual toma um papel activo na produção, experiência que a leva a alargar os horizontes da sua música para lá dos espaços que havia visitado em The Kick Inside e The Lionheart. O disco, que tem Babooshka como memória mais mediatizada é, na verdade, um espantoso abrir de novas janelas a novas referências, assinalando ainda a primeira entrada em cena dos sintetizadores e das programações rítmicas na sua música. Estávamos, afinal, nos oitentas. A experiência de novas ferramentas e ideias aprofunda-se depois em The Dreaming (1982), álbum que compõe num teclado de um Fairlight e não ao piano e que revela uma ainda mais profunda relação com as novas formas e ferramentas ao serviço da música nesse tempo. Sem vontade de ficar muito tempo a marcar passo pelo mesmo caminho, muda inesperadamente de rumo em The Hounds of Love (1985), disco que apresenta sob uma lógica conceptual (separando temas pelas duas faces, substancialmente diferentes entre si, da edição em vinil). O disco revela ainda um aprofundar de uma linguagem mais sofisticada e elegante, valendo-lhe um dos momentos mais bem sucedidos de toda a sua carreira.
A década de 80 é tempo de importantes e variadas colaborações para Kate Bush. Em 1979 tinha já escrito e interpretado o tema The Magician para o filme The Magician of Lublin, de Menahem Golan. Seis anos depois assina uma versão de Brasil, de Ary Barroso, que Terry Gilliam usa na banda sonora do seu Brazil, usando arranjos (e gravada sob a direcção) de Michael Kamen. Outra experiência para cinema surge em 1986 com Be Kind To MY Mistakes, tema que escreve para Castaway, de Nicholas Roeg. As suas parcerias não se esgotam contudo nos espaços do cinema. Em 1979 havia colaborado em duas das canções do terceiro álbum a solo de Peter Gabriel. O reencontro faz-se em 1986 ao som de Don’t Give Up, dueto que ambos assinam para o álbum So, de Gabriel. Entre as várias participações em discos de outros artistas que então assina contam-se ainda o tema-título do álbum The Seer dos Big Country ou Sisters and Brthers, do álbum Answers To Nothing, o segundo a solo de Midge Ure, que entretanto havia abandonado os Ultravox.
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Kate Bush
sábado, novembro 12, 2011
Um ponto de vista sobre 'Aerial'
Mês Kate Bush - 10
Ao longo deste mês especial dedicado a Kate Bush vamos apresentar aqui algumas visões pessoais sobre títulos da sua discografia. Hoje é André Gonçalves, jornalista e crítico do site C7nema quem apresenta o álbum de 2005 Aerial.
Tinham passado doze anos desde The Red Shoes - um álbum que a própria Kate Bush, perfeccionista como é, admitiu ter ficado insatisfeita com o resultado final. Neste período, Kate escolheu “esconder-se” da imprensa numa casa de campo em Berkshire, e teve o seu filho Bertie. A imprensa chamou-lhe uma “reclusa excêntrica”; o que é certo é que durante este tempo, o seu nome só raras vezes foi mencionado, quase sempre no contexto de rumores sobre um possível novo álbum. Mas a esperança de um novo trabalho era cada vez menor, e estes rumores foram sendo cada vez mais encarados como piadas de mau gosto.
E eis que em 2005 surge então o que parecia impossível. O lançamento de Aerial, um novo álbum de originais, duplo, dividido tal como Hounds of Love em duas secções : A Sea of Honey composto por temas mais “convencionais”, e não relacionados entre si; e A Sky of Honey, um conjunto de temas conceptuais que pretendem encapsular um dia, desde uma manhã até ao nascer do sol do dia seguinte. 16 faixas espalhadas por 2 CDs, para um total de 80 minutos.
A voz de Kate encontrava-se agora algo mudada, sobretudo para quem a reconhecia apenas dos tempos de Wuthering Heights e Babooshka. Era mais grave, mais suave, mais madura. O mesmo se pode aplicar a este álbum, que cruza vários elementos (jazz, música clássica, rock progressivo, soul,… , flamenco!) com uma maturidade de quem já experienciou muito neste meio. Mas não se pense que esta aparente suavidade tenha feito com que a criatividade e o génio louco de Kate Bush se tenha dissipado, pois Aerial está ainda assim repleto de exemplos de experimentalismo que só ela se poderia ter lembrado. Em π, parece piscar o olho a quem alguma vez pensou: “ela pode até ler a lista telefónica e soar magnífica”. Aqui não se trata da lista telefónica, mas trata-se de cantar o valor π até à centésima décima quinta casa decimal no refrão... Numa faixa como Aerial Tal, a sua voz é misturada com o barulho de pássaros, não sabendo ao certo onde acaba uma e onde começa outra. E na faixa-título, ri-se como nunca a vimos rir e deturpa as suas letras depois de perguntar “What kind of language is this?” num êxtase que encaixa na perfeição ao nascer de um novo dia.
De facto, Kate aparece aqui mais feliz e segura do que em qualquer período anterior da sua carreira. Aerial é assim uma autêntica prova de vitalidade, uma obra que não destoa em nada comparada com outros picos da sua carreira (como The Dreaming ou Hounds of Love), e teria sido uma das melhores despedidas de um artista, caso tivesse decidido abandonar aqui a sua carreira. (Felizmente para nós fãs, assim não aconteceu.)
Ao longo deste mês especial dedicado a Kate Bush vamos apresentar aqui algumas visões pessoais sobre títulos da sua discografia. Hoje é André Gonçalves, jornalista e crítico do site C7nema quem apresenta o álbum de 2005 Aerial.
Tinham passado doze anos desde The Red Shoes - um álbum que a própria Kate Bush, perfeccionista como é, admitiu ter ficado insatisfeita com o resultado final. Neste período, Kate escolheu “esconder-se” da imprensa numa casa de campo em Berkshire, e teve o seu filho Bertie. A imprensa chamou-lhe uma “reclusa excêntrica”; o que é certo é que durante este tempo, o seu nome só raras vezes foi mencionado, quase sempre no contexto de rumores sobre um possível novo álbum. Mas a esperança de um novo trabalho era cada vez menor, e estes rumores foram sendo cada vez mais encarados como piadas de mau gosto.
E eis que em 2005 surge então o que parecia impossível. O lançamento de Aerial, um novo álbum de originais, duplo, dividido tal como Hounds of Love em duas secções : A Sea of Honey composto por temas mais “convencionais”, e não relacionados entre si; e A Sky of Honey, um conjunto de temas conceptuais que pretendem encapsular um dia, desde uma manhã até ao nascer do sol do dia seguinte. 16 faixas espalhadas por 2 CDs, para um total de 80 minutos.
A voz de Kate encontrava-se agora algo mudada, sobretudo para quem a reconhecia apenas dos tempos de Wuthering Heights e Babooshka. Era mais grave, mais suave, mais madura. O mesmo se pode aplicar a este álbum, que cruza vários elementos (jazz, música clássica, rock progressivo, soul,… , flamenco!) com uma maturidade de quem já experienciou muito neste meio. Mas não se pense que esta aparente suavidade tenha feito com que a criatividade e o génio louco de Kate Bush se tenha dissipado, pois Aerial está ainda assim repleto de exemplos de experimentalismo que só ela se poderia ter lembrado. Em π, parece piscar o olho a quem alguma vez pensou: “ela pode até ler a lista telefónica e soar magnífica”. Aqui não se trata da lista telefónica, mas trata-se de cantar o valor π até à centésima décima quinta casa decimal no refrão... Numa faixa como Aerial Tal, a sua voz é misturada com o barulho de pássaros, não sabendo ao certo onde acaba uma e onde começa outra. E na faixa-título, ri-se como nunca a vimos rir e deturpa as suas letras depois de perguntar “What kind of language is this?” num êxtase que encaixa na perfeição ao nascer de um novo dia.
De facto, Kate aparece aqui mais feliz e segura do que em qualquer período anterior da sua carreira. Aerial é assim uma autêntica prova de vitalidade, uma obra que não destoa em nada comparada com outros picos da sua carreira (como The Dreaming ou Hounds of Love), e teria sido uma das melhores despedidas de um artista, caso tivesse decidido abandonar aqui a sua carreira. (Felizmente para nós fãs, assim não aconteceu.)
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Kate Bush
quinta-feira, novembro 10, 2011
Inspirada por James Joyce
Mês Kate Bush - 9
Foi nas páginas de Ulysses, de James Joyce, que Kate Bush encontrou o caminho para chegar à canção que deu título ao seu sexto álbum de originais. A canção The Sensual World foi inclusivamente editada como primeiro single, acompanhada por um teledisco co-realizado por Peter Richardson e pela própria Kate Bush.
Foi nas páginas de Ulysses, de James Joyce, que Kate Bush encontrou o caminho para chegar à canção que deu título ao seu sexto álbum de originais. A canção The Sensual World foi inclusivamente editada como primeiro single, acompanhada por um teledisco co-realizado por Peter Richardson e pela própria Kate Bush.
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quarta-feira, novembro 09, 2011
Testar a lealdade
Mês Kate Bush - 8
O segundo single extraído do álbum Never for Ever (o terceiro de Kate Bush) correspondeu ao seu primeiro sucesso global nos anos 80. Editado em Junho de 1980, Babooshka revelava uma canção sobre a vontade de uma mulher em testar a lealdade do seu companheiro. Usando um nome falso – o Babooshka que dá título à canção, envia cartas ao marido e chega mesmo a marcar um encontro, a sua paranóia acabando por deitar por terra a relação qye queria testar... Só depois de escrita a canção Kate Bush soube que a palavra que lhe dá nome quer dizer avó, em russo. O teledisco que acompanha a canção coloca Kate Bush no papel da mulher e usa um contrabaixo para simbolizar a figura do marido.
O segundo single extraído do álbum Never for Ever (o terceiro de Kate Bush) correspondeu ao seu primeiro sucesso global nos anos 80. Editado em Junho de 1980, Babooshka revelava uma canção sobre a vontade de uma mulher em testar a lealdade do seu companheiro. Usando um nome falso – o Babooshka que dá título à canção, envia cartas ao marido e chega mesmo a marcar um encontro, a sua paranóia acabando por deitar por terra a relação qye queria testar... Só depois de escrita a canção Kate Bush soube que a palavra que lhe dá nome quer dizer avó, em russo. O teledisco que acompanha a canção coloca Kate Bush no papel da mulher e usa um contrabaixo para simbolizar a figura do marido.
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terça-feira, novembro 08, 2011
A máquina de fazer chuva
Mês Kate Bush - 7
O segundo single extraído do alinhamento do álbum Hounds of Love (1985) foi inspirado pela leitura de A Book of Dreams, uma memória assinada pelo filósofo Wihelm Reich que Kate Bush leu. Cloubusting fala então de Reich e do seu filho e, a dada altura, de uma máquina para fazer chuva, a que chamou “cloudbuster”... O teledisco, rodado por Julian Doyle, a partir de uma ideia de Terry Gilliam e da própria Kate Bush, conta com o actor Donald Sutherland no papel de Wihelm, a cantora interpretando o seu filho.
O segundo single extraído do alinhamento do álbum Hounds of Love (1985) foi inspirado pela leitura de A Book of Dreams, uma memória assinada pelo filósofo Wihelm Reich que Kate Bush leu. Cloubusting fala então de Reich e do seu filho e, a dada altura, de uma máquina para fazer chuva, a que chamou “cloudbuster”... O teledisco, rodado por Julian Doyle, a partir de uma ideia de Terry Gilliam e da própria Kate Bush, conta com o actor Donald Sutherland no papel de Wihelm, a cantora interpretando o seu filho.
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segunda-feira, novembro 07, 2011
Danças num celeiro
Mês Kate Bush - 6
Hoje passamos por um dos singles extraídos do alinhamento do álbum The Dreaming, de 1982. Suspended in Gaffa foi o terceiro single retirado do álbum (se bem que no Reino Unido não tenha então conhecido lançamento no formato de 45 rotações). A canção foi acompanhada por um teledisco no qual vemos Kate Bush em nova coreografia, desta vez no espaço de um celeiro.
Hoje passamos por um dos singles extraídos do alinhamento do álbum The Dreaming, de 1982. Suspended in Gaffa foi o terceiro single retirado do álbum (se bem que no Reino Unido não tenha então conhecido lançamento no formato de 45 rotações). A canção foi acompanhada por um teledisco no qual vemos Kate Bush em nova coreografia, desta vez no espaço de um celeiro.
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domingo, novembro 06, 2011
As histórias de Kate (parte 1)
Mês Kate Bush - 5
Num mês em que dedicamos atenções a Kate Bush, aqui fica a primeira parte de um olhar sobre o seu percurso biográfico. Para ir lendo em episódios semanais...
Começou nova, muito nova. Tinha apenas 19 anos quando o seu single de estreia chegou aos escaparates das novidades, trepando em pouco tempo ao primeiro lugar da tabela de vendas do Reino Unido, dela fazendo mesmo a primeira mulher a levar uma canção de sua autoria a semelhante lugar de destaque. A sua obra fez-se, desde cedo, segundo caminhos que vincam a demarcação de uma personalidade forte. De resto, desde meados dos anos 80, sempre que entra em cena uma nova voz feminina, autora, dotada de um claro sentido de expressão de um “eu” que não se verga a “outros”, Kate Bush surge inevitavelmente apontada como eventual modelo de referência. Filha de um médico inglês que gostava de tocar piano e de uma mãe irlandesa que tinha sido dançarina em grupos folk, Kate cresceu numa quinta para os lados de Kent (Reino Unido). Um dos seus irmãos construía instrumentos, o outro era fotografo e escrevia poesia, ambos com um relacionamento claro com a cena folk local. Kate também começou a dar bem cedo o ar da sua graça.
Começou a tocar piano, depois o violino. E tocava num órgão que para ali estava num celeiro, nas traseiras da casa dos seus pais. Começa a escrever canções bem cedo (alguns temas do primeiro álbum surgiram em primeiras versões quando tinha apenas 13 anos). E tantas canções fez que, a dada altura, os pais gravam uma mão cheia delas (cerca de 50, segundo se conta) para as mostrar em editoras. Uma dessas fitas com gravações caseiras chegou, através de um amigo de família, às mãos de David Gilmour, dos Pink Floyd. É ele quem a chama a um estúdio profissional para, acompanhado por técnicos (entre os quais se contava Andrew Powell, que acabaria por produzir os seus dois primeiros álbuns), registar uma maquete capaz de dar mais clara conta das suas capacidades. E é essa a gravação que aterra na secretaria de um executivo da EMI que assina com Kate Bush por volta de 1975. Entre a escola e o estúdio Kate Bush começou então a trabalhar em canções para um disco que, na verdade, só começa a ganhar forma em sessões que ganham carácter mais regular no Verão de 1977. Houve quem chegasse a comentar que o silêncio de dois anos a que a sua música foi forçado se deveu mais a uma vontade da editora em não deixar mais nenhuma outra a assinar, ciente contudo de que não chegara ainda o momento para a apresentar em disco.
O momento chega em inícios de 1978, o single Wuthering Heights captando atenções para The Kick Inside que dela faz uma das revelações maiores do panorama pop de então. Firme nas suas ideias e decidida a gerir o rumo dos acontecimentos da sua carreira, travou a vontade da editora em fazer de James and the Cold Gun o single de apresentação do álbum, insistindo antes em Wuthering Heights, que acompanhou com um teledisco no qual se mostra em canário de fundo negro e imagem algo enevoada, dançando (com gestos que houve já quem associasse ao karaté que em tempos praticara). O sucesso monumental do álbum levou a editora a pedir um sucessor para quanto antes, surgindo assim, e ainda em 1978, Lionheart, continuação directa do disco de estreia, mas sem a mesma colecção de canções, gerando singles que não repetiram resultados nas vendas, mas confirmando ao mesmo tempo a sua presença entre os nomes da linha da frente do panorama pop mais desafiante do seu tempo.
Num mês em que dedicamos atenções a Kate Bush, aqui fica a primeira parte de um olhar sobre o seu percurso biográfico. Para ir lendo em episódios semanais...
Começou nova, muito nova. Tinha apenas 19 anos quando o seu single de estreia chegou aos escaparates das novidades, trepando em pouco tempo ao primeiro lugar da tabela de vendas do Reino Unido, dela fazendo mesmo a primeira mulher a levar uma canção de sua autoria a semelhante lugar de destaque. A sua obra fez-se, desde cedo, segundo caminhos que vincam a demarcação de uma personalidade forte. De resto, desde meados dos anos 80, sempre que entra em cena uma nova voz feminina, autora, dotada de um claro sentido de expressão de um “eu” que não se verga a “outros”, Kate Bush surge inevitavelmente apontada como eventual modelo de referência. Filha de um médico inglês que gostava de tocar piano e de uma mãe irlandesa que tinha sido dançarina em grupos folk, Kate cresceu numa quinta para os lados de Kent (Reino Unido). Um dos seus irmãos construía instrumentos, o outro era fotografo e escrevia poesia, ambos com um relacionamento claro com a cena folk local. Kate também começou a dar bem cedo o ar da sua graça.
Começou a tocar piano, depois o violino. E tocava num órgão que para ali estava num celeiro, nas traseiras da casa dos seus pais. Começa a escrever canções bem cedo (alguns temas do primeiro álbum surgiram em primeiras versões quando tinha apenas 13 anos). E tantas canções fez que, a dada altura, os pais gravam uma mão cheia delas (cerca de 50, segundo se conta) para as mostrar em editoras. Uma dessas fitas com gravações caseiras chegou, através de um amigo de família, às mãos de David Gilmour, dos Pink Floyd. É ele quem a chama a um estúdio profissional para, acompanhado por técnicos (entre os quais se contava Andrew Powell, que acabaria por produzir os seus dois primeiros álbuns), registar uma maquete capaz de dar mais clara conta das suas capacidades. E é essa a gravação que aterra na secretaria de um executivo da EMI que assina com Kate Bush por volta de 1975. Entre a escola e o estúdio Kate Bush começou então a trabalhar em canções para um disco que, na verdade, só começa a ganhar forma em sessões que ganham carácter mais regular no Verão de 1977. Houve quem chegasse a comentar que o silêncio de dois anos a que a sua música foi forçado se deveu mais a uma vontade da editora em não deixar mais nenhuma outra a assinar, ciente contudo de que não chegara ainda o momento para a apresentar em disco.
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| Capa alternativa do primeiro álbum |
(continua)
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Kate Bush
sábado, novembro 05, 2011
Um ponto de vista sobre
'The Kick Inside'
Mês Kate Bush - 4
Ao longo deste mês especial dedicado a Kate Bush vamos apresentar aqui algumas visões pessoais sobre títulos da sua discografia. Hoje é João Morgado Fernandes, autor do blogue French Kissin’ quem apresenta o álbum de 1978 The Kick Inside.
Em 78, pouco nos podia surpreender. Nos tops, havia tudo e o seu contrário, o punk e o disco sound, os dinossauros excelentíssimos e também os outros. Mal sabíamos nós que, três anos antes, a discográfica EMI havia assinado um promissor contrato com uma jovem prodígio de 16 anos. Quando o segredo foi revelado, as rádios de todo o mundo não tiveram outro remédio senão repetir até à exaustão uma das mais estranhas canções pop jamais gravadas. Wuthering Heights está longe, muito longe mesmo, de ser uma canção fácil. Não se trata apenas de uma questão de oitavas, mas da própria matéria de que é feita. Inspirada no romance Monte do Vendavais, de Emily Bronte, aborda o amor incondicional, o amor que não respeita sequer as fronteiras da vida. Arrepiante, em mais que um sentido. E eis então Kate Bush na sua primeira aventura, The Kick Inside, cunhando um estilo de dupla face: a singularidade da voz; as referências culturais acima do comum. O disco tem ainda outras grandes canções, como a sexualmente explícita Feel It. Kate não voltaria a repetir o sucesso comercial de Wuthering Heights, mas felizmente viria a fazer muito melhor em alguns dos discos posteriores.
Ao longo deste mês especial dedicado a Kate Bush vamos apresentar aqui algumas visões pessoais sobre títulos da sua discografia. Hoje é João Morgado Fernandes, autor do blogue French Kissin’ quem apresenta o álbum de 1978 The Kick Inside.
Em 78, pouco nos podia surpreender. Nos tops, havia tudo e o seu contrário, o punk e o disco sound, os dinossauros excelentíssimos e também os outros. Mal sabíamos nós que, três anos antes, a discográfica EMI havia assinado um promissor contrato com uma jovem prodígio de 16 anos. Quando o segredo foi revelado, as rádios de todo o mundo não tiveram outro remédio senão repetir até à exaustão uma das mais estranhas canções pop jamais gravadas. Wuthering Heights está longe, muito longe mesmo, de ser uma canção fácil. Não se trata apenas de uma questão de oitavas, mas da própria matéria de que é feita. Inspirada no romance Monte do Vendavais, de Emily Bronte, aborda o amor incondicional, o amor que não respeita sequer as fronteiras da vida. Arrepiante, em mais que um sentido. E eis então Kate Bush na sua primeira aventura, The Kick Inside, cunhando um estilo de dupla face: a singularidade da voz; as referências culturais acima do comum. O disco tem ainda outras grandes canções, como a sexualmente explícita Feel It. Kate não voltaria a repetir o sucesso comercial de Wuthering Heights, mas felizmente viria a fazer muito melhor em alguns dos discos posteriores.
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quinta-feira, novembro 03, 2011
Era uma vez um filme...
Mês Kate Bush - 3
Foi, em Outubro de 1978 o terceiro single de Kate Bush e o cartão de visita para Lionheart, o seu segundo álbum de originais. Hammer Horror não repetiu o sucesso dos dois 45 rotações anteriores, mas assinalou a continuação de uma demanda formal que permitiu a Kate Bush não ficar refém das ideias que haviam definido o belíssimo The Kick Inside, o seu álbum de estreia. A canção homenageia, de certa forma, o cinema da Hammer Films e conta-nos uma história que envolve um conflito entre actores por ocasião da rodagem de uma versão de O Corcunda de Notre Dame. Aqui fica o teledisco que acompanhou o lançamento do single.
Imagens do teledisco de 'Hammer Horror'
Foi, em Outubro de 1978 o terceiro single de Kate Bush e o cartão de visita para Lionheart, o seu segundo álbum de originais. Hammer Horror não repetiu o sucesso dos dois 45 rotações anteriores, mas assinalou a continuação de uma demanda formal que permitiu a Kate Bush não ficar refém das ideias que haviam definido o belíssimo The Kick Inside, o seu álbum de estreia. A canção homenageia, de certa forma, o cinema da Hammer Films e conta-nos uma história que envolve um conflito entre actores por ocasião da rodagem de uma versão de O Corcunda de Notre Dame. Aqui fica o teledisco que acompanhou o lançamento do single.
Imagens do teledisco de 'Hammer Horror'
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