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segunda-feira, abril 15, 2013

Os anos 90 pe(r)didos numa playlist

Nova playlist disponível para escuta no Spotify. Trata-se de uma primeira expressão possível da noção de discos pe(r)didos que regularmente evocam aqui no Sound + Vision álbuns que o tempo, pelas mais variadas razões, acabou por ir esquecendo (ou, pelo menos, não recorda com o protagonismo que mereceriam). As escolhas apontam aos anos 90, por coerência no definir de um tempo, abrindo contudo o leque das escolhas a vários géneros e correntes, de pontuais reinvenções do psicadelismo ou de ecos da soul clássica a heranças diretas da cultura hip hop e expressões das várias cenas indie de então. Aqui fica a lista dos 20 temas a ouvir.

Bass-O-MaticEase On By (1990) foi um dos singles extraídos do alinhamento do álbum Set The Control of The Bass, o primeiro deste grupo que o produtor William Orbit criou e manteve em inícios da década.

United Future OrganizationOn Est Ensemble Sans Se Parler (1993) surgiu em no alinhamento de United Future Organizaton, primeiro álbum (já que o disco anterior fora um EP) do coletivo japonês que foi nome de referencia do fenómeno acid jazz e do catálogo da editora Talkin’ Loud.

Fortran 5 Time To Dream (1993) representou um dos dois singles extraídos de Bad Head Park, segundo e último álbum de um grupo que explorou sobretudo as electrónicas e exercícios de corte e colagem.

Botany 5Rise Angel (1991) é um tema de Into The Night, o único álbum do projeto Botany 5, elegante expressão de uma pop atenta às novas electrónicas, sob produção de Callum Malcolm (que trabalhara com os Blue Nile).

UltramarineWeird Gear (1991) surgiu no alinhamento de Every Man And Woman Is a Star, segundo álbum deste grupo que teria no seguinte United Kingdoms (1993) um dos melhores discos de canções feitas com electrónicas nos noventas.

Wolfgang PressChains (1995) é uma canção do álbum Funky Little Demons, o mais cativante da obra deste projeto de alma indie pop (na verdade nascido em plena cena pós-punk em inícios dos oitentas) que gravava para o catálogo da 4AD.

DarksideThis Mystic Morning (1992) foi uma das canções apresentadas no alinhamento de Melomania, o terceiro e último deste grupo nascido entre antigos elementos dos Spacemen 3, uma das bandas mais inspiradoras dos finais dos oitentas.

Frazier ChorusWe Love You (1991) é um dos temas de Ray, o segundo disco deste grupo de Brighton que gostava mais de flautas e clarinetes que de guitarras e aqui dava voz às electrónicas.

Gavin FridayCaruso (1995) era o tema de abertura de Shag Tobacco, terceiro álbum a solo do músico irlandês, o plasticamente mais elaborado dos discos deste também pintor e ocasional colaborador (e amigo) dos U2.

PassengersYour Blue Room (1995) é um dos temas do alinhamento de Original Soundtracks – Vol 1, o disco mais “experimental” gravado pelos U2 com Brian Eno e Howie B (e que é mesmo um dos melhores da obra do grupo irlandês).

Jam NationShe Moved Through The Fair (1993) versão de um tema tradicional irlandês refletindo o espírito aberto ao diálogo com outros tempos e culturas que então caracterizava o trabalho da editora Real World, de Peter Gabriel.

Kid Loco Love Me Sweet (1997) mostra temperos algo exóticos entre uma canção de alma pop de A Grand Love Story, o melhor álbum do DJ e produtor francês que tem como nome real Jean-Yves Prieur.

NicoletteNo Government (1996) é uma segunda gravação de uma canção originalmente surgida no primeiro álbum desta cantora de origem nigeriana que foi uma das vozes mais interessantes associadas à primeira geração do drum’n’bass.

MolokoFun For Me (1995) representa um entre os vários momentos dignos de serem recordados de Do You Like My Tight Sweater, álbum de estreia do grupo que então nos apresentava a voz de Roisin Murphy.

MC 900 Ft JesusThe City Sleeps (1991) integrava o alinhamento de Welcome To My Dream, segundo álbum deste rapper de perfil mais experimental oriundo de Dallas.

Definition of Sound The Blues (1991) foi um entre os muitos singles extraídos do alinhamento de Love and LIfe: A Journey With The Chameleons, álbum de estreia desta dupla que refletia o fulgor de uma nova cena hip hop que então emergia no Reino Unido.

FlukeSpacey – Catch 22 dub (1993) surgiu no alinhamento do álbum Six Wheels on My Wagon, o terceiro deste grupo que integrava uma geração de projetos de música electrónica que dava que falar na Inglaterra de então.

Renegade SoundwaveRenegade Soundwave (1993) Baseado num sample de Bonny & Clyde, de Gainsbourg, foi um dos singles do terceiro álbum deste coletivo britânico que tão bem explorou os espaços do dub.

Barry AdamsonJe T’aime Moi Non Plus (1993) é ume versão do clássico de Gainsbourg que podemos encontrar no álbum The Negro Inside Me, um dos melhores deste ex-elemento dos Visage e membro dos Bad Seeds de Nick Cave.

Shara Nelson One Goodbye in Ten (1993) foi um dos singles extraídos do álbum a solo What Silence Knows, que a cantora lançou depois de se afastar do coletivo Massive Attack (recorde-se que era sua a voz em Unfinished Sympathy).

Podem encontrar aqui esta Playlist.

sábado, fevereiro 04, 2012

Fortran 5, 1991

Esta semana recuperámos como Disco Pe(r)dido o álbum de 1991 Blues, o primeiro da dupla Fortran 5. Um disco que foi eco das linguagens do seu tempo, mostrando um interesse por heranças da pop britânica mas sob um foco maior centrado em formas da música de dança daqueles dias. Aqui deixamos o teledisco que acompanhou Love Bomb, um dos singles extraídos do alinhamento do álbum de estreia dos Fortran 5.

sábado, junho 19, 2010

Pelos noventas esquecidos (12)


Lançada em inícios dos anos 90 sob a liderança de Giles Peterson e com o intuito de explorar os caminhos, então em intensa actividade, de reencontro do jazz com as novas linguagens da música de dança, do hip hop e da soul, a Talkin’ Loud apresentou-se com um primeiro sampler que revelava as suas intenções logo em 1990. Um ano depois, o primeiro lote de edições em álbum colocava em cena quatro nomes que não apenas confirmavam o sentido da orientação do catálogo que então nascia, como revelava quatro nomes que se revelariam representativos da identidade britânica de 90 nos caminhos do jazz hip hop, acid jazz e soul. Foram eles os Galliano, Incognito, Omar e Young Disciples. Estes últimos, lançavam então Road To Freedom, aquele que seria o seu único álbum, em cujo alinhamento se apresentava Apparently Nothing. O grupo separou-se pouco depois, partindo a vocalista Caron Wheeler para uma carreira a solo, mais tarde juntando-se aos Brand New Heavies.



Imagens dos Young Disciples, numa actuação no 'Top Of The Pops', em 1991, ao som de Apparently Nothing.

sábado, junho 12, 2010

Pelos noventas esquecidos (11)

Mais um nome em tempo de (re)descoberta. Nascido nas West Midlands (Reino Unido) em 1964, Bill Pritchard foi sempre mais reconhecido no exterior que no seu país, tendo sobretudo conquistado uma multidão de admiradores em França entre finais dos oitentas e inícios dos noventas. Jolie, o seu álbum de 1991, representou o seu momento de maior reconhecimento, revelando um alinhamento de canções pop para guitarras e melodismo luminoso, por vezes contrastando com uma voz de características melancólicas. Aqui fica o teledisco de Number Five, um dos singles então extraídos deste álbum.



Bill Pritchard
'Number Five' (1991)

sábado, junho 05, 2010

Pelos noventas esquecidos (10)

Com carreira discográfica na primeira metade dos anos 90, as Popinjays chegaram a ser apontadas pelo NME como “estrelas de amanhã” em finais de 1989. Editaram apenas três álbuns entre 1990 e 92, o segundo dos quais, Flying Down To Mono Valley representando a sua melhor colecção de canções. Pop luminosa, animada pelo viço das guitarras e suportada por ritmos inicialmente apenas programados, a música das Popinjays acabou algo esquecida pouco depois da separação da banda. Aqui fica a memória de Monster Mouth, single de 1992 que anunciava então a edição de Flying Down To Mono Valley.

sábado, maio 29, 2010

Pelos noventas esquecidos (9)

Naturais da Escócia, os Soup Dragons tinham já uma discreta carreira em disco desde a segunda metade dos oitentas. O advento do cruzamento entre heranças pop/rock com as recentes revelações nos campos da música de dança (com Manchester como pólo de atenções na viragem da dácada) foi acompanhado pelo grupo que, em 1991, via o álbum Lovegod a suscitar um interesse que até então lhes havia escapado. Muito do sucesso de Lovegod é devido ao impacte de uma versão de I’m Free, dos Rolling Stones. Mas hoje, do seu alinhamento, recordamos antes Mother Universe, um original dos Soup Dragons.




Soup Dragons
‘Mother Universe’ (1991)

sábado, maio 22, 2010

Pelos noventas esquecidos (8)

Os Definition Of Sound foram um entre uma série de nomes que escreveram a história do hip hop britânico nos anos 90, procurando (como sucedeu junto de vários outros projectos de então) cruzar as influências escutadas em discos chegados do outro lado do Atlântico com outras formas e referências. Aqui fica um exemplo desses jogos de diálogo entre ideias, juntando aqui marcas de uma vivência com a música de dança que então fazia o dia a dia das noites dançantes e revelando um interesse pela exploração da forma da canção. Now Is Tomorrow foi um dos singles extraídos do álbum Love And Life: A Journey With The Chameleons, que apresentou o grupo em 1991.



Definition Of Sound
‘Now Is Tomorrow’ (1991)

sábado, maio 15, 2010

Pelos noventas esquecidos (7)

Recordamos hoje um nome central numa etapa em que a música pop procurava assimilar as recentes revelações da música de dança para desafiar, uma vez mais, a canção. Liderados pela voz e visão de Jon Marsh, os Beloved assinaram muito interessante discografia entre o final dos oitentas e o início dos noventas. Relativamente ignorados nos seus primeiros singles, ganharam notoriedade com o álbum Happiness, editado em 1990. No mesmo ano lançam um novo single, já exterior ao alinhamento desse disco de originais, mas integrado depois em Blissed Out, álbum de remisturas lançado ainda no mesmo ano. Aqui fica o teledisco que há 20 anos acompanhava o single It’s Alright Now.



Beloved
‘It’s Alright Now’ (1990)

Note-se uma certa familiaridade entre a forma de ligar a canção às dinâmicas da música de dança de uma forma com alguma afinidade com o que neste momento os Delorean nos mostram no muito estimulante Subiza.

sábado, maio 08, 2010

Pelos noventas esquecidos (6)

Inicialmente um trio, mais tarde um duo, os Renegade Soundwave contam-se entre os nomes na linha da frente da exploração do dub num expaço definido entre os domínios da canção e os da música electrónica entre finais de 80 e inícios de 90. Recordamos hoje o teledisco que acompanhou o single Renegade Soundwave, uma das mais evidentes investidas do grupo nos terrenos da canção pop, construida sobre um sample de Bonnie & Clyde de Serge Gainsbourg. O single anunciava, em 1994, a edição de Howyoudoin?, o terceiro álbum do grupo.



Renegade Soundwave
'Renegade Soundwave', 1994

sábado, maio 01, 2010

Pelos noventas esquecidos (5)

Os Dream Warriors foram (apesar de terem apresentado mais músicos a meio da carreira) uma dupla com importante presença no panorama do hip hop em inícios da década de 90. O seu álbum de estreia, And Now The Legacy Begins é um dos marcos do hip hop de 90 e representou importante esforço num processo de aproximação com os universos do jazz que gerou uma multidão de discos e grandes ideias na primeira metade dos noventas. Naturais de Toronto (no Canadá), tiveram no seu segundo single (extraído do já referido álbum de 1990) o momento maior da sua obra. Aqui fica a memória de My Definition Of A Boombastic Jazz Style, tema que sampla o clássico Soul Bossa Nova, de Quincy Jones.

Podem ver o teledisco aqui.

sábado, abril 24, 2010

Pelos noventas esquecidos (4)

Não são dos nomes dos noventas um daqueles que o tempo “esqueceu”, mas a verdade é que os deixámos de ouvir… Nome determinante na história da música de dança dos anos 90, com obra que se começou a desenhar em terrenos entre o hip hop e o acid jazz e depois alargou horizontes a outras dimensões (contudo não muito distantes), os Stereo MCs têm uma obra que na verdade ainda remonta a finais dos oitentas. Os seus dois álbuns de referência datam contudo da alvorada dos noventas. São eles Supernatural (1990) e Connected (1992), este último o disco que então deles fez um “caso” global por algum tempo. É desse mesmo álbum, o terceiro na discografia deste colectivo britânico, que hoje recordamos o teledisco que então acompanhou Step It Up.




Stereo MCs
'Step It Up' (1992)

sábado, abril 03, 2010

Pelos noventas esquecidos (1)

A vinte anos de distância, começamos hoje a evocar alguns nomes “esquecidos” dos inícios dos noventas. E o primeiro que evocamos são os Candy Flip, dupla de Manchester que dá primeiros sinais de vida ainda em 1989 com Love Is Life (is Mental), um máxi claramente apontado à então vibrante cena rave. Segue-se uma versão de Strawberry Fields Forever, dos Beatles, que os coloca no mapa das atenções pop. Lembramo-los contudo com um outro single igualmente extraído do seu álbum de estreia Madscock. Trata-se de This Can Be Real, uma canção que não esconde a filiação nas relações que então se estabeleciam entre a pop, a cultura da música de dança e temperos visuais festivos que podemos associar à euforia garrida, de roupas largas com motivos florais dos primeiros tempos do “madchester”. Os Candy Flip tiveram contudo vida curta e separaram-se pouco depois. Recentemente colaboraram juntos em canções do álbum Rudebox, de Robbie Williams.


Candy Flip
'This Can Be Real' (1990)